{"id":192459,"date":"2022-07-25T22:30:25","date_gmt":"2022-07-26T01:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/marcha-das-mulheres-negras-no-poder-toma-as-ruas-do-centro-de-salvador\/"},"modified":"2022-07-25T22:30:25","modified_gmt":"2022-07-26T01:30:25","slug":"marcha-das-mulheres-negras-no-poder-toma-as-ruas-do-centro-de-salvador__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/25\/marcha-das-mulheres-negras-no-poder-toma-as-ruas-do-centro-de-salvador__trashed\/","title":{"rendered":"Marcha das Mulheres Negras no Poder toma as ruas do centro de Salvador"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Por todas que chegaram antes e derrubaram os muros que as exclu\u00edam da sociedade no passado, em 2022, as mulheres negras seguem marchando para quebrar as paredes que ainda restam. Nesta segunda-feira, 25 de julho, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, centenas de soteropolitanas caminharam da Pra\u00e7a da Piedade ao Terreiro de Jesus, em Salvador, durante a Marcha das Mulheres Negras no Poder, construindo o Bem Viver, como parte da programa\u00e7\u00e3o do Julho das Pretas, criado pelo Instituto da Mulher Negra &#8211; Odara.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As mulheres que estavam na caminhada traziam em seus cartazes e manifesta\u00e7\u00f5es a lembran\u00e7a do movimento respons\u00e1vel por instituir a data que completa 30 anos: o primeiro encontro de mulheres negras da Am\u00e9rica Latina e do Caribe que denunciou o machismo e o racismo enfrentado por mulheres negras nas Am\u00e9ricas. J\u00e1 no Brasil, al\u00e9m do dia da mulher negra, tamb\u00e9m \u00e9 o Dia Nacional de Tereza de Benguela que, assim como a data estabelecida em 1992, tamb\u00e9m destaca o papel da mulher negra na luta contra a opress\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">?? em celebra\u00e7\u00e3o a ela e a tantas outras l\u00edderes da luta contra o racismo\u00a0que a multiartista Luz Marques, 36, se junta \u00e0 marcha todos os anos. ???Quando a gente est\u00e1 aqui, n\u00e3o somos apenas n\u00f3s que estamos, s\u00e3o todas as Claudias, Marias, Marieles, minha av\u00f3, minha bisav\u00f3 e todas que n\u00e3o tiveram direito a se erguer enquanto mulher, a levantar sua voz, ter autonomia e falar sobre a sua identidade. Estamos aqui para lembrar que a nossa vida \u00e9 importante, porque n\u00f3s somos desumanizadas e esse processo de reumaniza\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 acontecendo, a sociedade ainda est\u00e1 trabalhando para nos ver como humanos???, destacou.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/2\/a\/csm_marcha_das_pretas_818ea05086.jpg\" width=\"540\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">\n<p class=\"bodytext\"><strong>Luz Marques recita poema durante concentra\u00e7\u00e3o da Marcha das Mulheres Negras no Poder, construindo Bem Viver<\/strong><\/p>\n<p>(Foto: Marina Silva\/ CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A prepara\u00e7\u00e3o para a sa\u00edda da marcha foi marcada por manifesta\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas, musicais e discursos de for\u00e7a e resist\u00eancia. Para a coordenadora executiva do Odara, Naiara Leite, as manifesta\u00e7\u00f5es completam o momento de import\u00e2ncia pelos 30 anos da data e pelos 10 anos de marcha. ???Esse tamb\u00e9m \u00e9 um ano em que as mulheres negras est\u00e3o cada vez mais na rua para denunciar a forma como o racismo e o patriarcado t\u00eam prejudicado, interferido e demarcado suas experi\u00eancias???, aponta a coordenadora.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda de acordo com Naira, o tema deste ano &#8211; Construindo o Bem Viver &#8211; reflete o desejo de poder seguir uma realidade menos pautada nessas opress\u00f5es. Foi com esse brado que as mulheres seguiram marchando para o Terreiro de Jesus. J\u00e1 o que n\u00e3o era dito, elas traziam em seus cartazes com frases como ???pela vida das mulheres negras???, ???deixem o meu filho voltar para casa??? e ???disque 190 e denuncie a viol\u00eancia contra mulher???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A l\u00edder da Rede de Mulheres Quilombolas da Bahia (MQB), Lindinalva de Paula, 60, segurava um deles com orgulho. ???Essa data para a gente n\u00e3o se configura apenas como celebra\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m um dia de luta, para a gente reverberar para a popula\u00e7\u00e3o todas as mazelas que atravessam os corpos das mulheres negras. Somos n\u00f3s que acumulamos os maiores indicadores sociais provocados pelo racismo e pela viol\u00eancia dom\u00e9stica, por isso vamos seguir reivindicando&#8221;, deu o recado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A prova dessa vontade veio\u00a0ali mesmo, durante a marcha, quando todas as mulheres continuaram seguindo juntas debaixo de uma forte chuva, que as acompanhou at\u00e9 o final do percurso. Mas, diante de lutas maiores, como o racismo, um corpo encharcado se tornava insignificante, como disse a poeta Ma\u00edra Silva, 27.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">????? a import\u00e2ncia desse ato que nos move, n\u00e3o s\u00f3 hoje, mas em todos os anos, como eu digo na minha poesia, que s\u00e3o janeiros, mar\u00e7os e fevereiros de luta e resist\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 nas ruas, mas com a arte preta vinda de periferia. Nem a chuva nos para, porque sempre estamos na resist\u00eancia. Eu trago essa for\u00e7a das mulheres da minha fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso entender que h\u00e1 muita sensibilidade em n\u00f3s mulheres pretas???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com essa for\u00e7a carregada de sensibilidade, ela e as outras mulheres que marchavam\u00a0chegaram ao Terreiro de Jesus, no Pelourinho, e foram recebidas pela apresenta\u00e7\u00e3o da cantora Josi Climaco, no Festival das Pretas, dando seguimento a programa\u00e7\u00e3o do Julho das Pretas que vai at\u00e9 o dia 30 deste m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o Julho das Pretas\u00a0(gratuito)<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>26 de julho<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Ciclo negro de cultura, sociedade e pol\u00edtica<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: Integral<br \/> Local: Ceep em Gest\u00e3o Severino Vieira, Av. Joana Ang\u00e9lica, 253-263 &#8211;\u00a0<br \/> Nazar\u00e9, Salvador &#8211; BA<br \/> Mais informa\u00e7\u00f5es: @cesvoficial2018<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Roda de conversa: Meninas negras debatendo racismo\u00a0religioso nos espa\u00e7os educacionais<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: Manh\u00e3<br \/> Local: Col\u00e9gio da Pol\u00edcia Militar &#8211; Unidade l &#8211; Dendezeiros\u00a0<br \/> Mais informa\u00e7\u00f5es: @Ayomide_odara<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O Edvaldo Brand\u00e3o entra na Roda do Julho das Pretas ano\u00a0II: Recital Po\u00e9tico Escreviv\u00eancias Afrobaianas<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: 10h e 15h<br \/> Local: Col\u00e9gio Estadual Edvaldo Brand\u00e3o Correia, Quadra 3, Caminho\u00a0<br \/> 1, Rua Bela Vista<br \/> Mais informa\u00e7\u00f5es: @escrevivenciasafrobaianas<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Casa da Mulher Negra da Bahia &#8211; Um ano de atividades<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: 14h \u00e0s 20h<br \/> Local: Casa da Mulher Negra da Bahia, Rua do Bispo, 30, Pelourinho,\u00a0<br \/> Salvador &#8211; BA<br \/> Mais informa\u00e7\u00f5es: \u00a0@rededemulheresnegras<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Mulheres Negras Ecoando: Encontro Mestras da Sociedade<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: 14h30<br \/> Local: Sede da SPD ??? Largo do Cruzeiro do S\u00e3o Francisco, 017,\u00a0<br \/> Pelourinho<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Oficina de Dan\u00e7a Afro: Conhecimento da nossa ancestralidade, atrav\u00e9s da nossa heran\u00e7a cultural valorizando nossa hist\u00f3ria<\/strong><br \/> Hor\u00e1rio: 17h \u00e0s 18h<br \/> Local: Espa\u00e7o Transforma\u00e7\u00e3o &#8211; Rua Jo\u00e3o do Vinho 178, Santa Cruz\u00a0<br \/> Mais informa\u00e7\u00f5es: @mulhereskizomba<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Confira a programa\u00e7\u00e3o completa em @julhodaspretas<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>*Com orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo<\/em><br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por todas que chegaram antes e derrubaram os muros que as exclu\u00edam da sociedade no passado, em 2022, as mulheres negras seguem marchando para\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":192460,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-192459","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=192459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/192459\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=192459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=192459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=192459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}