{"id":195381,"date":"2022-07-30T05:53:08","date_gmt":"2022-07-30T08:53:08","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/pesquisa-unb-20-dos-idosos-nao-recebem-ajuda-ao-andar-pela-cidade\/"},"modified":"2022-07-30T05:53:08","modified_gmt":"2022-07-30T08:53:08","slug":"pesquisa-unb-20-dos-idosos-nao-recebem-ajuda-ao-andar-pela-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/30\/pesquisa-unb-20-dos-idosos-nao-recebem-ajuda-ao-andar-pela-cidade\/","title":{"rendered":"Pesquisa UnB: 20% dos idosos n\u00e3o recebem ajuda ao andar pela cidade"},"content":{"rendered":"<p>Quem caminha pela Pra\u00e7a do Rel\u00f3gio, em Taguatinga, est\u00e1 acostumado a desviar de buracos e desn\u00edveis nas cal\u00e7adas at\u00e9 as paradas de \u00f4nibus pr\u00f3ximas ou a esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4. Segundo pesquisa do Observa DF, divulgada pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) neste m\u00eas, pouco mais de 20% dos idosos entrevistados declararam que outros moradores, em geral, nunca respeitam ou auxiliam a pessoa de mais idade nos deslocamentos pelo Distrito Federal.<\/p>\n<p> O estudo ouviu 913 pessoas de 50 anos ou mais, residentes no DF, em todas as Regi\u00f5es Administrativas. A pesquisa destaca, ainda, que 30,2% de idosos de alta renda consideram que nunca \u00e9 f\u00e1cil se deslocar pela capital federal. Para os de baixa renda, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 19,2%. Ainda, 50% dos entrevistados desaprovam o estado das cal\u00e7adas e pontuam a presen\u00e7a de degraus, obst\u00e1culos e inclina\u00e7\u00e3o como fatores de dificuldade.<\/p>\n<p> Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) informou que a pol\u00edtica de mobilidade ativa, praticada pela pasta, \u00e9 dirigida aos cidad\u00e3os que se descolam a p\u00e9 ou em ciclos, incluindo os idosos.<\/p>\n<p> Morador de Taguatinga h\u00e1 46 anos, Eloy Barbosa, 76, possui uma rotina din\u00e2mica em que precisa andar por diversas regi\u00f5es do DF, utilizando diferentes meios de transporte urbano. ???Eu gosto mais de andar a p\u00e9 do que me locomover de outras formas. Vou cumprimentando todo mundo. Nunca fui assaltado. N\u00e3o acho perigoso porque sei onde andar???, disse enquanto caminhava com a reportagem de sua resid\u00eancia, na QNA 5, at\u00e9 um ponto de \u00f4nibus na Avenida das Palmeiras.<\/p>\n<p>  ???Tem que tomar cuidado com as cal\u00e7adas, todas esburacadas. Eu ca\u00ed aqui [n a frente de um lava-jato na esquina da rua de casa]. O ch\u00e3o estava cheio de sab\u00e3o quando passei, mas agora presto aten\u00e7\u00e3o???, diz.<\/p>\n<p> ??s quartas e sextas, por volta das 7h, o engenheiro eletricista aposentado percorre cerca de um quil\u00f4metro andando at\u00e9 a UBS 6 da regi\u00e3o para a pr\u00e1tica de gin\u00e1stica laboral que se inicia \u00e0s 8h. ???Demoro uma hora para chegar mesmo, vou socializando???, explica. ??s ter\u00e7as e quintas, Eloy pega o carro para ir ao encontro marcado, no Centro Ol\u00edmpico Parad\u00e3o, na QNL 7, em Taguatinga, com a turma de capoterapia ??? pr\u00e1tica de capoeira adaptada aos idosos. E \u00e0s segundas, tamb\u00e9m pelas manh\u00e3s, precisa ir de metr\u00f4 at\u00e9 a Casa do Cantador, na QNN quadra 32 \u00e1rea especial G, em Ceil\u00e2ndia, para aulas de canto coral.<\/p>\n<p> A pesquisa do Observa DF questionou os idosos sobre os seguintes itens: a clareza da sinaliza\u00e7\u00e3o sobre destinos e rotas dos transportes p\u00fablicos; se os condutores dos \u00f4nibus param para os idosos; respeito das pessoas, em geral, pelas pessoas idosas nas vias e transportes p\u00fablicos; se as pessoas, em geral, auxiliam as pessoas idosas quando precisam atravessar vias ou acessar\/utilizar o transporte p\u00fablico; e a facilidade para a pessoa idosa se deslocar na cidade.<\/p>\n<p> \t Ainda durante a semana, Eloy faz quest\u00e3o de ir \u00e0s aulas de teatro, na parte da tarde, no Sesc, da 913 Sul, de \u00f4nibus. ????? como se fosse um filme. Vejo aquelas mulheres brigando com o motorista, os rapazes que fingem que n\u00e3o me veem para me dar o assento, faz parte do envelhecimento. ?? a vida???, conta. Para outras atividades noturnas, o engenheiro eletricista vai de carro.<\/p>\n<p> ???Cultura rodoviarista??? Para a doutoranda e mestre em Direito e Pol\u00edticas P\u00fablicas pelo Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), Tatiana Reinerh de Oliveira, 44 anos, a cultura do transporte motorizado ainda \u00e9 muito presente no dia a dia. ???A gente observa uma cidade que ainda prioriza o uso do transporte motorizado, existe uma forte cultura rodoviarista ainda muito arraigada???, avalia.<\/p>\n<p> Ela tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia de promover pol\u00edticas voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do envelhecimento ativo e de educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para que a pessoa de mais idade seja inclu\u00edda no contexto tecnol\u00f3gico das cidades inteligentes. ???Torna-se fundamental elaborar um plano de letramento e inclus\u00e3o digital para o idoso, de modo que ele possa compreender como as ferramentas smart funcionam e as facilidades que podem agregar no seu cotidiano???, explica.<\/p>\n<p> Tatiana diz que as cidades inteligentes s\u00e3o aquelas que visam a maior efici\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os urbanas e garantem uma melhora na qualidade de vida urbana e dos usu\u00e1rios, tanto para as rela\u00e7\u00f5es atuais e futuras, dentro dos aspectos econ\u00f4micos, sociais e ambientais.<\/p>\n<p> O que diz a Semob Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que h\u00e1 um Plano de Mobilidade Ativa que inclui rotas acess\u00edveis a equipamentos p\u00fablicos, que s\u00e3o projetos de urbaniza\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico para torn\u00e1-los mais acess\u00edveis e com deslocamentos mais seguro para os pedestres, ciclistas, idosos, cadeirantes e pessoas com defici\u00eancia. Uma s\u00e9rie de projetos j\u00e1 foram elaborados e est\u00e3o sendo executados pelo GDF, como a requalifica\u00e7\u00e3o da W3, do Setor Hospitalar Sul, a requalifica\u00e7\u00e3o do Setor de R\u00e1dio e TV Sul, a Pra\u00e7a do Povo, entre outros.<\/p>\n<p> A pol\u00edtica de mobilidade ativa \u00e9 dirigida aos cidad\u00e3os que se deslocam a p\u00e9 ou em ciclos, incluindo os idosos, e consiste em tornar a cidade mais acess\u00edvel a esse p\u00fablico, sobretudo \u00e0queles que t\u00eam mobilidade reduzida.<\/p>\n<p> No caso da Semob, as pol\u00edticas p\u00fablicas para os idosos s\u00e3o aquelas definidas no \u00e2mbito do transporte p\u00fablico coletivo, como as gratuidades, os assentos priorit\u00e1rios, os \u00f4nibus acess\u00edveis, as acessibilidades e prioridades de embarque nas esta\u00e7\u00f5es e terminais, al\u00e9m dos treinamentos aos motoristas para atendimento especial a esse p\u00fablico. ?? importante esclarecer que s\u00e3o pol\u00edticas transversais, cujas leis definem tamb\u00e9m medidas executadas por outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p> O post Pesquisa UnB: 20% dos idosos n\u00e3o recebem ajuda ao andar pela cidade apareceu primeiro em Metr\u00f3poles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem caminha pela Pra\u00e7a do Rel\u00f3gio, em Taguatinga, est\u00e1 acostumado a desviar de buracos e desn\u00edveis nas cal\u00e7adas at\u00e9 as paradas de \u00f4nibus pr\u00f3ximas\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":195382,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-195381","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195381"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/195381\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=195381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=195381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}