{"id":195711,"date":"2022-07-30T16:59:46","date_gmt":"2022-07-30T19:59:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/brasil-gasta-r-14-bilhao-em-hospitalizacoes-por-insuficiencia-cardiaca\/"},"modified":"2022-07-30T16:59:46","modified_gmt":"2022-07-30T19:59:46","slug":"brasil-gasta-r-14-bilhao-em-hospitalizacoes-por-insuficiencia-cardiaca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/30\/brasil-gasta-r-14-bilhao-em-hospitalizacoes-por-insuficiencia-cardiaca\/","title":{"rendered":"Brasil gasta R$ 1,4 bilh\u00e3o em hospitaliza\u00e7\u00f5es por insufici\u00eancia card\u00edaca"},"content":{"rendered":"<p> O Brasil gastou R$ 1,4 bilh\u00e3o em hospitaliza\u00e7\u00f5es por insufici\u00eancia card\u00edaca, com morte de 77.290 pessoas, no per\u00edodo de 2018 a 2021. Os dados fazem parte do estudo Dimensionando os impactos da insufici\u00eancia card\u00edaca no ambiente ocupacional brasileiro, divulgado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro e pelo Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Firjan Sesi).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O estudou coletou dados do Departamento de Inform\u00e1tica do Sistema ??nico de Sa\u00fade (Datasus), entre 2018 e 2021, enquanto os indicadores previdenci\u00e1rios da ocorr\u00eancia da enfermidade sobre o trabalhador e a popula\u00e7\u00e3o brasileira se basearam em 35,9 milh\u00f5es de entradas no sistema de dados da Empresa de Tecnologia e Informa\u00e7\u00f5es da Previd\u00eancia (Dataprev), entre 2008 e 2021. O impacto da insufici\u00eancia card\u00edaca na atividade laboral foi levantado por especialistas do Centro de Inova\u00e7\u00e3o Sesi em Sa\u00fade Ocupacional, da Firjan Sesi.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Leon Nascimento, do Centro de Inova\u00e7\u00e3o Sesi em Sa\u00fade Ocupacional, \u00e9 dif\u00edcil mensurar os impactos de uma doen\u00e7a observando apenas os aspectos cl\u00ednicos. &#8220;Quando a gente coloca em considera\u00e7\u00e3o os aspectos financeiros, consegue ter uma dimens\u00e3o melhor do quanto essa doen\u00e7a est\u00e1 impactando a sociedade como um todo. Porque esse impacto \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 sobre o que se est\u00e1 dispendendo financeiramente por conta de uma doen\u00e7a que \u00e9 cr\u00f4nica e trat\u00e1vel, dentro do contexto socioecon\u00f4mico poss\u00edvel, mas tamb\u00e9m a gente est\u00e1 tirando pessoas do ambiente de trabalho que poderiam estar contribuindo com suas fam\u00edlias e comunidades e, por conta da doen\u00e7a, est\u00e3o se afastando&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foram percebidas iniciativas boas para a agrega\u00e7\u00e3o dessas pessoas e acompanhamento a longo prazo, mas h\u00e1 uma dificuldade grande para a interioriza\u00e7\u00e3o de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade especializados. Segundo o estudo, a maioria dos cardiologistas est\u00e1 instalado nas capitais e estados do eixo Sul\/Sudeste, enquanto as regi\u00f5es Norte, Nordeste e, inclusive, o Centro-Oeste ficam menos assistidas, disse Nascimento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1, segundo ele, uma sobrecarga dos profissionais especializados nessas regi\u00f5es, o que afeta os indicadores de mortalidade, interna\u00e7\u00f5es e custo das interna\u00e7\u00f5es. &#8220;No fim das contas, impacta n\u00e3o s\u00f3 a pessoa que est\u00e1 sobre o leito, mas o sistema de sa\u00fade, que poderia estar atendendo outras demandas, e tamb\u00e9m os familiares, as empresas onde os doentes trabalham e a regi\u00e3o onde elas vivem&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Somente com benef\u00edcios tempor\u00e1rios (aux\u00edlios doen\u00e7a) pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a perda da produtividade chega a R$ 2,4 bilh\u00f5es por ano. Somando-se os valores dos benef\u00edcios tempor\u00e1rios e os diferentes custos com uma nova contrata\u00e7\u00e3o ou sobrecarga de outro profissional da equipe, o custo dos afastamentos pode chegar at\u00e9 R$ 6 bilh\u00f5es por ano. &#8220;A gente pegou o PIB nacional per capita (por indiv\u00edduo) e dividiu pelo n\u00famero de dias por ano. O valor do PIB per capita di\u00e1rio foi multiplicado pelo tempo de afastamento para cada benefici\u00e1rio ou pessoa afastada por conta da insufici\u00eancia card\u00edaca&#8221;, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A soma total desses valores pode chegar a R$ 6 bilh\u00f5es por ano. No per\u00edodo de 2018 a 2021, as perdas podem alcan\u00e7ar at\u00e9 R$ 25 bilh\u00f5es. Somente as interna\u00e7\u00f5es acumulam perdas de R$ 1,4 bilh\u00e3o por ano, porque s\u00e3o recorrentes, longas e complexas, afirmou Nascimento destacando que foram utilizados valores das tabelas do Sistema ??nico de Sa\u00fade (SUS), que n\u00e3o representam os valores de mercado, porque n\u00e3o consideram a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A insufici\u00eancia card\u00edaca \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e progressiva. Se identificada nos est\u00e1gios iniciais, h\u00e1 tratamento no SUS e o paciente pode ter qualidade de vida, o que n\u00e3o ocorre quando a doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada em est\u00e1gio avan\u00e7ado. O impacto da insufici\u00eancia card\u00edaca \u00e9 consideravelmente maior no sistema de seguridade social do que outras doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes e hipertens\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, no intervalo de 12 anos (de 2008 a 2021), a insufici\u00eancia card\u00edaca provocou, em m\u00e9dia, 152 dias de afastamento das atividades produtivas, enquanto a hipertens\u00e3o e o diabetes ocasionaram um per\u00edodo bem menor, de 12 dias e 9 dias, respectivamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A insufici\u00eancia card\u00edaca atinge mais de 2 milh\u00f5es de pessoas no Brasil. Ela se caracteriza por uma progressiva perda da capacidade do cora\u00e7\u00e3o de bombear sangue. Se n\u00e3o for tratada, pode levar \u00e0 incapacidade a longo prazo, al\u00e9m de comorbidades, altas taxas de interna\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o global da expectativa de vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil gastou R$ 1,4 bilh\u00e3o em hospitaliza\u00e7\u00f5es por insufici\u00eancia card\u00edaca, com morte de 77.290 pessoas, no per\u00edodo de 2018 a 2021. 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