{"id":196342,"date":"2022-08-01T02:18:01","date_gmt":"2022-08-01T05:18:01","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/universidades-paranaenses-recebem-pesquisadoras-ucranianas\/"},"modified":"2022-08-01T02:18:01","modified_gmt":"2022-08-01T05:18:01","slug":"universidades-paranaenses-recebem-pesquisadoras-ucranianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/01\/universidades-paranaenses-recebem-pesquisadoras-ucranianas\/","title":{"rendered":"Universidades paranaenses recebem pesquisadoras ucranianas"},"content":{"rendered":"<p>A pesquisadora ucraniana Zhanna Virna, doutora na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 a primeira cientista refugiada a chegar ao Brasil, para trabalhar na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR). A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das primeiras a receber cientistas da Ucr\u00e2nia, desde a invas\u00e3o russa ao pa\u00eds, que deu in\u00edcio a uma guerra.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1473424&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1473424&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o in\u00edcio do conflito armado, Zhanna Virna foi para a Pol\u00f4nia e, de l\u00e1, se inscreveu em um programa humanit\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria de Apoio ao Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico do Estado do Paran\u00e1 (FA), que traz pesquisadoras ucranianas para atuarem no Brasil.<\/p>\n<p>???A Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria teve ideia de acolhimento a cientistas ucranianas, voltado a princ\u00edpio a mulheres, diante das dificuldades dos pesquisadores homens terem autoriza\u00e7\u00e3o para sa\u00edrem da Ucr\u00e2nia. Mas t\u00eam sido concedidas autoriza\u00e7\u00f5es a cientistas tanto mulheres, como homens???, explica o professor Nilceu Deitos, gerente de projetos da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<p>Selecionada pelo programa, a educadora Zhanna Virna est\u00e1 trabalhando no <em>campus<\/em> de Curitiba. Zhanna morava em Lutsk, no Noroeste da Ucr\u00e2nia, e veio para o Brasil acompanhada da irm\u00e3, Inna Virna, que \u00e9 engenheira e jornalista.<\/p>\n<p>A pesquisadora, que faz aulas de portugu\u00eas, disse estar ???maravilhada&#8221; com o Brasil, com o clima e a vegeta\u00e7\u00e3o. Indagada sobre do quem tem mais saudade, Zhanna respondeu que \u00e9 da fam\u00edlia, em especial, dos netos que ficaram l\u00e1 e disse que pretende retornar ao seu pa\u00eds, quando o conflito terminar.<\/p>\n<h2>Internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A bolsa para os pesquisadores tem at\u00e9 dois anos de dura\u00e7\u00e3o e o objetivo \u00e9 internacionalizar a pesquisa em diversas \u00e1reas do conhecimento. ???Se depois quiserem permanecer no Paran\u00e1, a gente vai atuar da melhor maneira poss\u00edvel de acolhimento, por meio de algum concurso ou coisa assim???, disse o gerente.<\/p>\n<p>O que motivou a Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria a criar esse programa foi a caracter\u00edstica sociocultural do Paran\u00e1, que \u00e9 uma das unidades federativas que tem o maior n\u00famero de imigrantes ucranianos: ???nesse sentido, essa a\u00e7\u00e3o de acolhimento tem uma rela\u00e7\u00e3o de respeito \u00e0 hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o do estado do Paran\u00e1, considerando a forte presen\u00e7a imigrat\u00f3ria ucraniana???.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o pretende criar um programa permanente de acolhida a cientistas refugiados de todos os pa\u00edses para promover a integra\u00e7\u00e3o de pesquisa e internacionaliza\u00e7\u00e3o com esses pesquisadores. ???Se eles permanecerem no estado, ser\u00e3o muito bem-vindos e, se retornarem, a academia vai conseguir criar la\u00e7os de internacionaliza\u00e7\u00e3o muito interessantes&#8221;, disse Deitos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A ci\u00eancia n\u00e3o tem nacionalidade. Quanto mais conseguirmos integra\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses e cientistas, melhor para a ci\u00eancia em todos os sentidos???, acrescenta o gerente de projetos da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Interesse<\/h2>\n<p>O programa prev\u00ea acolher at\u00e9 50 pesquisadores. A Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria j\u00e1 recebeu 20 manifesta\u00e7\u00f5es de interesse que est\u00e3o em processo de an\u00e1lise, para definir a qual universidade o cientista ser\u00e1 encaminhado. Os interessados enviam um resumo da pesquisa que desenvolve para an\u00e1lise da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No momento, j\u00e1 h\u00e1 quatro pesquisadoras atuando no Paran\u00e1. Al\u00e9m de Zhanna Virna, especialista em viol\u00eancia nas escolas, outras tr\u00eas cientistas est\u00e3o em universidades p\u00fablicas do estado &#8211; Universidade Estadual de Londrina, Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1 e Instituto Tecnol\u00f3gico Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Dos 20 pedidos de acolhimento em avalia\u00e7\u00e3o, 13 se encontram encaminhados e incluem pesquisadores de sexo masculino e at\u00e9 casais de cientistas ucranianos. Nilceu Deitos acredita que esses 13 cientistas chegar\u00e3o ao estado nos pr\u00f3ximos dois meses.<\/p>\n<h2>Bolsas<\/h2>\n<p>O programa prev\u00ea duas categorias de bolsa, e inclui as passagens de ida e volta. Pesquisadores <em>seniors<\/em>, com mais de cinco anos de experi\u00eancia, recebem bolsa por at\u00e9 24 meses, no valor de R$ 10 mil mensais.<\/p>\n<p>J\u00e1 os pesquisadores iniciantes recebem bolsa de R$ 5,5 mil por m\u00eas, tamb\u00e9m por um per\u00edodo de dois anos. Cada cientista tem direito de trazer at\u00e9 seis dependentes (filhos at\u00e9 18 anos, pais acima de 60 anos ou c\u00f4njuges).<\/p>\n<p>Dentro do aux\u00edlio permanente, a funda\u00e7\u00e3o criou um aux\u00edlio de R$ 1 mil mensais para cada dependente. ???Isso faz com que eles tenham condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de estar aqui e desenvolver suas atividades na universidade???, observou Deitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisadora ucraniana Zhanna Virna, doutora na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 a primeira cientista refugiada a chegar ao Brasil, para trabalhar na Pontif\u00edcia Universidade\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":196343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[148],"tags":[],"class_list":["post-196342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196342\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}