{"id":196975,"date":"2022-08-02T01:13:43","date_gmt":"2022-08-02T04:13:43","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/china-ameaca-mercado-cativo-do-brasil-na-america-do-sul\/"},"modified":"2022-08-02T01:13:43","modified_gmt":"2022-08-02T04:13:43","slug":"china-ameaca-mercado-cativo-do-brasil-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/02\/china-ameaca-mercado-cativo-do-brasil-na-america-do-sul\/","title":{"rendered":"China amea\u00e7a mercado cativo do Brasil na Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Levantamento divulgado hoje (1\u00ba) pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) revela que, apesar da retomada dos resultados positivos alcan\u00e7ados a partir de 2021 com a ameniza\u00e7\u00e3o da pandemia da covid-19, o Brasil n\u00e3o pode considerar a Am\u00e9rica do Sul um mercado cativo para suas exporta\u00e7\u00f5es. Isso se deve, em grande parte, \u00e0 presen\u00e7a crescente da China, que come\u00e7ou a tirar do Brasil o lugar de principal fornecedor em alguns pa\u00edses, com destaque para Argentina e Chile. ???A China est\u00e1 ocupando todo o espa\u00e7o. A Am\u00e9rica do Sul \u00e9 um terceiro mercado para ela???, disse o presidente-executivo da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1473913&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1473913&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>A pesquisa da AEB mostra que os resultados acumulados em 2019, representados pelas receitas de exporta\u00e7\u00e3o de US$ 27,8 bilh\u00f5es, foram afetados em 2020 pela pandemia, caindo para US$ 22,6 bilh\u00f5es. Com a ameniza\u00e7\u00e3o da crise sanit\u00e1ria, no ano seguinte, as receitas de exporta\u00e7\u00e3o tiveram r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o, evoluindo para US$ 33,9 bilh\u00f5es. Essa retomada continua em 2022, com proje\u00e7\u00e3o de receita de exporta\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds na regi\u00e3o sul-americana da ordem de US$ 41 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Commodities<\/h2>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorre com as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado mundial, lideradas por commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais), as vendas do Brasil para a Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o representadas por produtos manufaturados, de maior valor agregado. J\u00e1 nas importa\u00e7\u00f5es, predominam commodities ou produtos com pequeno beneficiamento.<\/p>\n<p>???O mercado nosso de manufaturados \u00e9 a Am\u00e9rica do Sul. Europa e Estados Unidos compram manufaturados [do Brasil], mas muito pouco. \u00c1sia n\u00e3o compra nada???, disse Castro. Segundo ele, isso se explica porque os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul exportam commodities e compram manufaturados do Brasil. Nosso pa\u00eds n\u00e3o foge \u00e0 regra, exporta commodities e compra manufaturados no mercado externo.<\/p>\n<p>O presidente-executivo da AEB avalia que as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras est\u00e3o crescendo porque as commodities ainda est\u00e3o com pre\u00e7os em alta no mercado internacional. ???Isso gera mais divisas para esses pa\u00edses sul-americanos e mais poder de compra para importa\u00e7\u00e3o. Com isso, a receita de importa\u00e7\u00e3o para esses pa\u00edses aumentou para o mundo. Isso est\u00e1 abrindo possibilidade de importar mais produtos de terceiro pa\u00eds. E como o Brasil \u00e9 o mais pr\u00f3ximo, tem custo de log\u00edstica menor, tem possibilidade de transporte via rodovi\u00e1ria, disponibilidade de container. Com essas facilidades, eles acabam comprando do Brasil, que \u00e9 mais pr\u00f3ximo do que a Europa e Estados Unidos???.<\/p>\n<p>?? exce\u00e7\u00e3o do Paraguai, devido \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, e da Bol\u00edvia, em fun\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural, os dados mostram que o Brasil apresenta super\u00e1vit comercial com todos demais pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Castro ressaltou tamb\u00e9m que o poder de negocia\u00e7\u00e3o de europeus, asi\u00e1ticos e mesmo norte-americanos, torna os pre\u00e7os de seus produtos mais elevados que os praticados pelo Brasil para a regi\u00e3o sul-americana.<\/p>\n<h2>Argentina<\/h2>\n<p>Jos\u00e9 Augusto de Castro disse que ainda \u00e9 cedo para afirmar se a medida cambial recentemente adotada pela Argentina poder\u00e1 dificultar as importa\u00e7\u00f5es feitas do Brasil. Ele disse que, se eventualmente, os pa\u00edses sul-americanos deixarem de comprar da Europa e Estados Unidos, eles podem vir a comprar do Brasil, o que n\u00e3o implicar\u00e1 em nenhuma queda para a balan\u00e7a do pa\u00eds. Dentro de dois meses, ele acredita se poder\u00e1 come\u00e7ar a ter uma sinaliza\u00e7\u00e3o mais clara do que vai acontecer. Isso se deve ao peso grande que tem o transporte rodovi\u00e1rio entre Brasil e Argentina, apontou.<\/p>\n<p>Os principais produtos exportados pelo Brasil para a Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o autom\u00f3veis (11%) e autope\u00e7as (9,6%), para a Argentina; adubos (5%), m\u00e1quinas agr\u00edcolas (4,6%) e autom\u00f3veis (3,7%), para o Paraguai; autom\u00f3veis (8,2%), pick-up (6%), carne bovina (4,9%) e carne su\u00edna (4,5%), para o Uruguai; petr\u00f3leo (28%), para o Chile; barras de ferro (10%), para a Bol\u00edvia; petr\u00f3leo (23%), para o Peru; autom\u00f3veis (16%), para a Col\u00f4mbia; autom\u00f3veis (9,1%), laminados (6,9%) e pol\u00edmeros (5,1%), para o Equador; e a\u00e7\u00facar (18%), gorduras e \u00f3leos vegetais (17%) e produtos comest\u00edveis (11%), para a Venezuela.<\/p>\n<p>Em contrapartida, os principais produtos adquiridos pelo Brasil da regi\u00e3o s\u00e3o pick-up (20%), autom\u00f3veis (12%), trigo (12%), energia el\u00e9trica (8,9%), da Argentina; energia el\u00e9trica (32%) e soja (11%), do Paraguai; pick-up (11%), cereais (10%), artigos pl\u00e1sticos (9,6%) e energia el\u00e9trica (9%), do Uruguai; cobre (44%) e pescado inteiro (13%), do Chile; g\u00e1s natural (88%), da Bol\u00edvia; cobre (35%) e outros min\u00e9rios (19%), do Peru; carv\u00e3o (31%), coque (18%) e pol\u00edmeros (16%), da Col\u00f4mbia; chumbo (31%), do Equador; \u00e1lcoois e fen\u00f3is (45%) e adubos (31%), da Venezuela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento divulgado hoje (1\u00ba) pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) revela que, apesar da retomada dos resultados positivos alcan\u00e7ados a partir de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":196976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-196975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196975"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196975\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}