{"id":200374,"date":"2022-08-07T07:45:50","date_gmt":"2022-08-07T10:45:50","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/diesel-os-impactos-da-alta-dos-precos-do-combustivel\/"},"modified":"2022-08-07T07:45:50","modified_gmt":"2022-08-07T10:45:50","slug":"diesel-os-impactos-da-alta-dos-precos-do-combustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/07\/diesel-os-impactos-da-alta-dos-precos-do-combustivel\/","title":{"rendered":"Diesel: os impactos da alta dos pre\u00e7os do combust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<div>O aumento no pre\u00e7o do \u00f3leo diesel n\u00e3o afeta somente o transporte de cargas. Impacta tamb\u00e9m o transporte de passageiros, elevando os custos e gerando dificuldades para as empresas do setor. Outro reflexo \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o da tarifa, o que pesa no bolso dos usu\u00e1rios dos \u00f4nibus e atinge a mobilidade urbana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conforme mostrou o <strong>Estado de Minas\u00a0<\/strong>em uma s\u00e9rie de reportagens iniciada em mar\u00e7o, as consequ\u00eancias da disparada dos combust\u00edveis\u00a0s\u00e3o mais sentidas nos munic\u00edpios do interior, de baixo \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesses lugares, por causa das dificuldades de log\u00edstica e da dist\u00e2ncia das refinarias, a popula\u00e7\u00e3o paga mais caro pelos combust\u00edveis do que moradores de cidades mais desenvolvidas e de maior renda per capita.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em condi\u00e7\u00e3o semelhante, ao impactar o transporte coletivo urbano, o aumento do pre\u00e7o do diesel penaliza classes mais pobres, j\u00e1 que afeta diretamente as camadas com rendas mais baixas, sobretudo moradores de regi\u00f5es perif\u00e9ricas, que precisam usar o \u00f4nibus para ir e voltar do trabalho ou outros compromissos. Utilizado em menor escala no pa\u00eds, o transporte de passageiros sobre trilhos tamb\u00e9m \u00e9 impactado pela alta do \u00f3leo diesel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Levantamento exclusivo feito pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), a pedido do <strong>Estado de Minas<\/strong>, com base na pesquisa de pre\u00e7os m\u00e9dios de revenda dos combust\u00edveis, realizada pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), aponta que o pre\u00e7o do \u00f3leo diesel S10 teve aumento de 42% no Brasil no primeiro semestre de 2022. Em um ano, entre junho de 2021 e junho de 2022, o valor do litro do combust\u00edvel cobrado nas bombas subiu 68%.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Dificuldades enfrentadas<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte de Cargas e Log\u00edstica (NTC &#038; Log\u00edstica), o diesel corresponde de 30% a 35% dos custos de transporte rodovi\u00e1rio de cargas no pa\u00eds. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, ressalta que o combust\u00edvel tem peso em igual patamar no transporte rodovi\u00e1rio de passageiros, representando cerca de um ter\u00e7o dos custos do servi\u00e7o. Ele enfatiza que a maior dificuldade das empresas do setor est\u00e1 no descompasso no repasse dos custos para a tarifa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???No caso do transporte p\u00fablico coletivo de passageiros, h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que trata do reajuste e da revis\u00e3o dos pre\u00e7os p\u00fablicos e das tarifas de servi\u00e7os p\u00fablicos que est\u00e3o concedidos \u00e0 inciativa privada. Os reajustes das tarifas n\u00e3o ocorrem na mesma frequ\u00eancia que as altera\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os de um dos principais insumos da atividade. Assim, um segmento que j\u00e1 est\u00e1 bastante fragilizado pelos impactos das restri\u00e7\u00f5es de mobilidade decorrentes da pandemia tem suas margens cada vez mais pressionadas pelo aumento do custo de seu principal insumo&#8221;, diz Batista.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A situa\u00e7\u00e3o enfrentada pelas companhias de \u00f4nibus urbanos \u00e9 relatada pelo presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetram), Rubens Lessa. ???O setor, que j\u00e1 vinha sofrendo com a crise sem precedentes da pandemia, agora sofre com o aumento recorrente (do pre\u00e7o) de seu principal insumo, o \u00f3leo diesel. Em v\u00e1rias cidades, empresas j\u00e1 est\u00e3o reduzindo suas ofertas de viagens para conseguir operar???, afirma Lessa, tamb\u00e9m presidente do Conselho Regional em Minas Gerais do Servi\u00e7o Social do Transporte (Sest\/Senat).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O presidente da Fetram argumenta ainda que o ???aumento recorrente??? do \u00f3leo diesel, juntamente com a m\u00e3o de obra, representa mais de 70% dos custos das empresas do transporte de passageiros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo ele, o sistema de transporte de passageiros no Brasil vem sofrendo impactos negativos ???desde que come\u00e7aram os aumentos seguidos em 2021???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O pre\u00e7o atual do \u00f3leo diesel tornou as opera\u00e7\u00f5es do setor economicamente invi\u00e1veis. Pela primeira vez na hist\u00f3ria,\u00a0o diesel ficou mais caro que a gasolina. ?? a valoriza\u00e7\u00e3o do transporte individual, que polui mais as cidades, em detrimento do transporte coletivo, que beneficia um n\u00famero maior de pessoas poluindo menos???, lamenta Lessa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O dirigente da Fetram lembra tamb\u00e9m que o pre\u00e7o do diesel, ao elevar o custo do transporte, acarreta outros impactos para a economia, em efeito cascata.\u00a0 ???N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mover a economia de um pa\u00eds sem transporte; \u00e9 ele que leva os alimentos do produtor at\u00e9 a mesa do consumidor: entrega, de norte a sul do pa\u00eds, pe\u00e7as, equipamentos e produtos para a ind\u00fastria e o com\u00e9rcio. Nesse cen\u00e1rio de crise, o transporte de passageiros n\u00e3o tem outra solu\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser restringir viagens e deixar de operar em hor\u00e1rios deficit\u00e1rios???, descreve.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele diz que a ???esperan\u00e7a??? do setor \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do novo Marco Regulat\u00f3rio do Transporte, em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional. Lessa destaca que o projeto remodela o Marco Legal da Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana, propondo uma s\u00e9rie de melhorias para o sistema, entre elas a prioriza\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico coletivo no sistema vi\u00e1rio de todas as cidades, com faixas preferenciais e corredores exclusivos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Ao trafegar em vias sem congestionamento, menos \u00f4nibus podem fazer mais viagens e levar um maior n\u00famero de passageiros em um espa\u00e7o de tempo menor, gerando satisfa\u00e7\u00e3o no usu\u00e1rio e redu\u00e7\u00e3o de custos na opera\u00e7\u00e3o do sistema???, afirma Rubens Lessa. ???Com o novo Marco Legal dos Transportes temos a possibilidade de rever e retomar o papel do transporte p\u00fablico como agente de desenvolvimento econ\u00f4mico e promotor da qualidade de vida das pessoas em nossas cidades???, conclui.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Usu\u00e1rios de \u00f4nibus penalizados<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>O professor Nilson Tadeu Ramos Nunes, do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), salienta que os usu\u00e1rios de \u00f4nibus acabam sendo penalizados constantemente com a majora\u00e7\u00e3o do\u00a0pre\u00e7o do diesel, j\u00e1 que ???quando ocorre o aumento dos combust\u00edveis, as pessoas tendem a querer aumentar os (pre\u00e7os) dos bens e servi\u00e7os na mesma margem???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele sustenta, no entanto, que os \u00edndices de reajuste do \u00f3leo diesel n\u00e3o deveriam ser repassados integralmente para o custo da tarifa paga pelos passageiros dos \u00f4nibus urbanos. ???Temos que considerar que o combust\u00edvel \u00e9 apenas parte do processo (de custos). Com nossa experi\u00eancia, podemos dizer que o impacto dos combust\u00edveis no custo total do transporte (de passageiros) por quil\u00f4metro (rodado) \u00e9 de, no m\u00e1ximo, 25%???, diz Nunes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O professor da UFMG ressalta tamb\u00e9m que existem outros insumos das empresas de \u00f4nibus que t\u00eam sofrido reajuste de pre\u00e7os e que pesam no custo do servi\u00e7o de transporte, como por exemplo a cota\u00e7\u00e3o do a\u00e7o, que interfere no valor de ve\u00edculos e de pe\u00e7as. Ele salienta que, na composi\u00e7\u00e3o da tabela de custos das empresas, juntamente com os combust\u00edveis, s\u00e3o considerados outros par\u00e2metros para o c\u00e1lculo do valor da tarifa dos \u00f4nibus urbanos, como a m\u00e3o de obra (que responde por 44% dos custos do servi\u00e7o), a deprecia\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos e a remunera\u00e7\u00e3o do capital (9% dos custos).<\/div>\n<div>\n<\/div>\n<h2>Melhoria da mobilidade e do servi\u00e7o de transporte\u00a0\u00a0<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>O professor Nilson Tadeu Ramos Nunes salienta que, ao se discutir o custo do transporte p\u00fablico urbano no pa\u00eds, n\u00e3o se pode tratar somente da tarifa. Ele afirma que deve ser discutida a melhoria da qualidade do servi\u00e7o e da mobilidade. Segundo o especialista, \u00e9 necess\u00e1rio pensar em alternativas de transporte de passageiros, al\u00e9m do \u00f4nibus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O \u00f4nibus \u00e9 um modelo que tem sido trabalhado nas regi\u00f5es metropolitanas fora da faixa de efici\u00eancia ideal. Para se ter uma matriz de transporte ideal, ela precisa estar operando com sistemas de transporte de diferentes capacidades, tanto de baixa e m\u00e9dia, que \u00e9 o caso do \u00f4nibus, como de alta capacidade, que, normalmente, s\u00e3o os ve\u00edculos leves sobre trilhos (VLTs), os metr\u00f4s e os trens de sub\u00farbio???, afirma o especialista do Departamento de Engenharia de Transportes da UFMG.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O que ocorre no Brasil \u00e9 que, na maior parte das regi\u00f5es, se utiliza o \u00f4nibus em diferentes modalidades: \u00f4nibus articulado, micro-\u00f4nibus, \u00f4nibus alugado e outros, numa tentativa de atender demandas muito altas. ?? um sistema que tem baixa efici\u00eancia. Com isso, a qualidade do servi\u00e7o cai muito, e a popula\u00e7\u00e3o tem abandonado o transporte p\u00fablico???, relata Ramos Nunes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O especialista reclama que a melhoria da mobilidade e do transporte p\u00fablico de passageiros no pa\u00eds demanda a implementa\u00e7\u00e3o de projeto a longo prazo, com o ???projeto de estado e n\u00e3o de governo???. Por isso, diz ele, os gestores p\u00fablicos acabam n\u00e3o tratando da quest\u00e3o com mais profundidade, por terem interesse somente em a\u00e7\u00f5es de curto prazo, que possam ser executadas antes do t\u00e9rmino de seus mandatos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O que a sociedade precisa cobrar \u00e9 a quest\u00e3o do transporte e da mobilidade com projetos mais amplos. E que seja criado um sistema (de transporte) mais inclusivo???, avalia o professor da UFMG, lembrando que, a cada vez que h\u00e1 um reajuste no pre\u00e7o da tarifa dos \u00f4nibus, mesmo com o subs\u00eddio pelo Poder P\u00fablico, ocorre um aumento da exclus\u00e3o de pessoas de baixa renda do sistema, devido \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es de pagamento da passagem???, relata.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Impacto no transporte intermunicipal de passageiros<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>A disparada no pre\u00e7o do diesel reflete tamb\u00e9m no transporte intermunicipal de passageiros. As empresas do setor alegam ter sido sacrificadas durante a pandemia, quando diminuiu drasticamente o n\u00famero de passageiros e n\u00e3o tiveram reajuste de tarifa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O impacto dos sucessivos reajustes de combust\u00edvel no setor de transporte intermunicipal de passageiros recai principalmente sobre as empresas de \u00f4nibus. Foram 20 meses sem nenhum reajuste, em \u00e9poca que coincidiu com o per\u00edodo mais cr\u00edtico da pandemia, em que os passageiros sumiram, e os \u00f4nibus cumpriram seus hor\u00e1rios normalmente???, sustenta o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Minas Gerais (Sindpas).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A entidade diz que o \u00faltimo tarif\u00e1rio, em abril de 2022, considerou os reajustes dos combust\u00edveis projetados at\u00e9 o m\u00eas de mar\u00e7o. Desde abril, alega o Sindpas, houve v\u00e1rios reajustes ao transporte intermunicipal, sem o repasse para a tarifa. Assim, reclama, as empresas do setor, considerando que se trata de um servi\u00e7o p\u00fablico, v\u00eam cumprindo suas obriga\u00e7\u00f5es com a sociedade, absorvendo todos os impactos do aumento de custos do servi\u00e7o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Mas \u00e9 sempre importante ver um lado bom para o setor: o aumento dos combust\u00edveis pode fazer muita gente preferir viajar de \u00f4nibus e deixar seus carros na garagem???, avalia o Sindpas.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Transporte de passageiros sobre trilhos tamb\u00e9m sofre impactos<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>O transporte de passageiros pelo modal ferrovi\u00e1rio tamb\u00e9m foi impactado pelo aumento do pre\u00e7o do \u00f3leo diesel, informa a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). A entidade destaca que a maioria dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil \u00e9 eletrificada e que os operadores sofrem com o aumento expressivo do custo da energia. Mas que existem duas operadoras com linhas movidas a diesel e que foram altamente impactadas com os reajustes do combust\u00edvel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Nos \u00faltimos 12 meses, o diesel teve um aumento percentual de 57%. O impacto para as operadoras, apenas no primeiro semestre de 2022, representa uma eleva\u00e7\u00e3o de 45% sobre o custo operacional???, diz a ANPTrilhos. As duas operadoras, mencionadas pela associa\u00e7\u00e3o, que possuem linhas movida a diesel s\u00e3o a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???As tarifas de transporte ainda n\u00e3o refletiram no aumento do custo do diesel, muito embora o impacto desse aumento para as opera\u00e7\u00f5es metroferrovi\u00e1rias j\u00e1 seja bastante expressivo. N\u00e3o se pode imaginar um eventual reajuste sobre as tarifas de transporte que reequilibre essa eleva\u00e7\u00e3o de custo???, aponta a entidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ANPTrilhos alega que, ao longo de dois anos de pandemia, o setor ferrovi\u00e1rio do transporte de passageiros absorveu um preju\u00edzo de R$ 17 bilh\u00f5es, somente em termos de receita tarif\u00e1rias, e agora o aumento do diesel impacta sobremaneira sobre os custos da opera\u00e7\u00e3o. ???Se esse reajuste for repassado para o valor da tarifa vai impactar fortemente sobre a popula\u00e7\u00e3o, especialmente os passageiros de m\u00e9dia e baixa renda???, alerta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A associa\u00e7\u00e3o ressalta que o aumento do transporte tem um impacto inflacion\u00e1rio direto, e isso reduz o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o. ???Por isso, a ANPTrilhos defende que haja uma pol\u00edtica p\u00fablica espec\u00edfica para o setor de transporte p\u00fablico urbano, especialmente o sobre trilhos, uma vez que o transporte \u00e9 um servi\u00e7o p\u00fablico de cunho social, e todos os efeitos que o atingem impactam diretamente nos deslocamentos de 11 milh\u00f5es de pessoas que usam diariamente as linhas metroferrovi\u00e1rias brasileiras???, informa a entidade.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento no pre\u00e7o do \u00f3leo diesel n\u00e3o afeta somente o transporte de cargas. 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