{"id":200863,"date":"2022-08-08T09:05:26","date_gmt":"2022-08-08T12:05:26","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/medo-de-dirigir-depois-de-tirar-a-cnh-tiktokers-prometem-ajuda-no-volante\/"},"modified":"2022-08-08T09:05:26","modified_gmt":"2022-08-08T12:05:26","slug":"medo-de-dirigir-depois-de-tirar-a-cnh-tiktokers-prometem-ajuda-no-volante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/08\/medo-de-dirigir-depois-de-tirar-a-cnh-tiktokers-prometem-ajuda-no-volante\/","title":{"rendered":"Medo de dirigir depois de tirar a CNH? Tiktokers prometem ajuda no volante"},"content":{"rendered":"<p>No lugar de tutoriais de maquiagem, orienta\u00e7\u00f5es de como ajustar o retrovisor. Em vez das j\u00e1 famosas dancinhas, t\u00e9cnicas de baliza. Um novo nicho de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado tem ganhado for\u00e7a em redes como a plataforma de v\u00eddeos curtos Tiktok: o de materiais que falam sobre medo de dirigir e re\u00fanem conselhos de como driblar isso. As dicas tratam desde aspectos mais pr\u00e1ticos a maneiras de tranquilizar motoristas que querem sair com o carro.<\/p>\n<p>Em parte dos casos, mesmo quem j\u00e1 tirou carteira nacional de habilita\u00e7\u00e3o (CNH) se sente paralisado ao pegar no volante. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Tr\u00e1fego (Abramet) estima que oito a cada dez pessoas que sofrem com medo de dirigir j\u00e1 est\u00e3o habilitadas e que ao menos duas milh\u00f5es de pessoas t\u00eam essa condi\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds &#8211; a grande maioria, mulheres. O &#8220;empurr\u00e3o&#8221; dado por dicas sobre o assunto, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de redes de apoio, tem ajudado algumas delas a virar a chave. Por outro lado, a venda de cursos online sobre o tema por profissionais n\u00e3o especializados exige aten\u00e7\u00e3o, alertam especialistas.<\/p>\n<\/p>\n<p>A pedagoga e psicanalista Aline Ros\u00e1rio, de 32 anos, decidiu criar conte\u00fado nesse nicho quando percebeu que outras mulheres passam pela mesma situa\u00e7\u00e3o vivenciada por ela anos atr\u00e1s: a de ter medo de dirigir, mas, ao mesmo tempo, n\u00e3o encontrar ajuda para enfrentar isso.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Ap\u00f3s superar meu medo, decidi fazer p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise e me dediquei aos estudos sobre o tema &#8216;medo de dirigir&#8217; em 2018. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o parei mais&#8221;, explica. Hoje, ela produz conte\u00fado rotineiramente e re\u00fane mais de 75 mil seguidores em perfil criado para abordar o tema no Tiktok. No Instagram, s\u00e3o 67 mil.<\/p>\n<\/p>\n<p>Os conte\u00fados avan\u00e7aram tanto que Aline, moradora de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa (SC), lan\u00e7ou dois cursos online focados no assunto. &#8220;Como j\u00e1 s\u00e3o mais de 2 mil alunas nos meus cursos, precisei abrir m\u00e3o da minha profiss\u00e3o como pedagoga para me dedicar 100% \u00e0s minhas alunas e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado nas redes sociais. Essa \u00e9 minha principal fonte de renda.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, a estudante de Psicologia Tayse Alves, de 34 anos, adotou caminho parecido e lan\u00e7ou um perfil focado em medo de dirigir no Tiktok, agora com mais de 100 mil seguidores. Com o sucesso das publica\u00e7\u00f5es, ela tamb\u00e9m vende um curso online. &#8220;O p\u00fablico maior s\u00e3o mulheres que j\u00e1 tiraram a CNH h\u00e1 muitos anos e n\u00e3o conseguem dirigir sozinhas. Grande parte s\u00f3 dirigiu na autoescola porque tinha o instrutor ao lado. Em casa, na realidade delas, paralisam e n\u00e3o dirigem mais.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Diversos perfis seguem a mesma f\u00f3rmula: produzem conte\u00fados dando dicas sobre medo de dirigir para atingir uma quantidade grande de pessoas e tamb\u00e9m oferecem cursos mais espec\u00edficos &#8211; a partir deles, s\u00e3o criados grupos de apoio para compartilhamento de experi\u00eancias, em redes como Facebook, WhatsApp e Telegram. O que muda um pouco s\u00e3o os enfoques. Enquanto alguns s\u00e3o mais voltados para a quest\u00e3o psicol\u00f3gica, outros d\u00e3o mais espa\u00e7o para dicas pr\u00e1ticas &#8211; por vezes, o que falta para ter mais confian\u00e7a.<\/p>\n<\/p>\n<p>Moradora de S\u00e3o Pedro da Aldeia (RJ), Izabella Souza, de 40 anos, se formou como instrutora em 2015. Em autoescolas, por\u00e9m, s\u00f3 trabalhou por dois anos: &#8220;Logo percebi que eu poderia ser muito mais \u00fatil ajudando as diversas mulheres que voltavam na autoescola e falavam que n\u00e3o estavam dirigindo por causa do medo.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Observando ali uma oportunidade, abriu a empresa Bellas no Tr\u00e2nsito, focada em dar aulas para mulheres com medo de dirigir. &#8220;Comecei, ent\u00e3o, a gravar as aulas e a explicar tudo que fazia nas aulas presenciais. Os v\u00eddeos foram alcan\u00e7ando muitas pessoas&#8221;, explicou Izabella, que hoje tamb\u00e9m cursa Psicologia.<\/p>\n<\/p>\n<p>Com presen\u00e7a ainda t\u00edmida no Tiktok, o perfil da instrutora no Instagram, principal rede usada por ela, re\u00fane quase 150 mil seguidores. No Facebook, h\u00e1 ainda um grupo privado onde alunos e ex-alunos trocam experi\u00eancias e se ajudam. Mais de 5 mil pessoas j\u00e1 foram atendidas por Izabella no curso online. Uma delas, a dona de casa Nadia Almeida, de 52 anos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Embora tenha tirado a CNH em 2004, Nadia sempre teve medo de sair com o carro. Ela associa a situa\u00e7\u00e3o ao trauma motivado pela morte do irm\u00e3o mais velho em um acidente de carro quando ainda era pequena &#8211; ela tinha apenas seis anos. &#8220;Apesar de trabalhar como motorista, meu pai n\u00e3o me incentivou a dirigir depois daquilo&#8221;, disse a dona de casa, que mora na Ilha do Governador (RJ).<\/p>\n<\/p>\n<p>Persistente, Nadia conta que conseguiu tirar a carteira ainda assim, mas diz que s\u00f3 depois sentiu o peso de conduzir um carro. Outros acontecimentos tamb\u00e9m se somaram para que ficasse paralisada ao tentar dirigir &#8220;na vida real&#8221;. &#8220;Uma das falas que me deixou traumatizada foi, na aula do Detran, o professor falar que o carro era uma arma, aquilo ficou na minha mente como algo negativo&#8221;, disse. <\/p>\n<\/p>\n<p>Depois disso, a dona de casa at\u00e9 tentou fazer aulas presenciais com instrutores particulares &#8211; como as oferecidas por autoescola para quem j\u00e1 tem habilita\u00e7\u00e3o -, mas o m\u00e9todo tamb\u00e9m n\u00e3o funcionou. Nos \u00faltimos anos, quando j\u00e1 pensava em desistir, Nadia passou a consumir conte\u00fados para pessoas como ela e focou nas dicas de pessoas como Izabella. &#8220;Me chamou aten\u00e7\u00e3o primeiro por ser uma mulher, algo que eu n\u00e3o via.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Como estava gostando, resolveu, ent\u00e3o, dar uma \u00faltima cartada no come\u00e7o da pandemia, mais de 15 anos ap\u00f3s ter tirado a carteira. &#8220;Pedi para meu marido me dar o curso online de presente e comecei a fazer&#8221;, relembra. Al\u00e9m das aulas, a dona de casa tamb\u00e9m entrou no grupo de apoio do curso no Facebook, iniciativa que conta ter ajudado bastante. Ap\u00f3s pegar o carro e aplicar as dicas de forma gradativa, hoje se considera uma motorista funcional e conta que inclusive ajudou a filha tirar a CNH. &#8220;Foi uma vit\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>O relato \u00e9 similar ao de outra aluna, a paulistana Marcia Maria de Ara\u00fajo, de 45 anos. Tamb\u00e9m dona de casa, ela conta ter tirado carteira de motorista h\u00e1 cerca de cinco anos, o que n\u00e3o significa que come\u00e7ou a dirigir desde ent\u00e3o. &#8220;Eu at\u00e9 tentava algumas, mas sem sucesso&#8221;, relembra.<\/p>\n<\/p>\n<p>Com filho autista, Marcia conta que a condi\u00e7\u00e3o a limitava bastante, uma vez que n\u00e3o conseguia lev\u00e1-lo a sess\u00f5es de terapia ocupacional e a outras consultas. &#8220;Dependia que meu marido levasse, mas \u00e0s vezes ele estava trabalhando, ou de pegar condu\u00e7\u00e3o (transporte p\u00fablico)&#8221;, explicou a dona de casa. Neste \u00faltimo caso, no entanto, ela conta que o filho ficava estressado em algumas situa\u00e7\u00f5es, o que foi aumentando a urg\u00eancia para que ela procurasse uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, a dona de casa come\u00e7ou a consumir conte\u00fados nas redes sociais que abordavam desde dicas pr\u00e1ticas sobre como estacionar a formas de vencer o medo e a ansiedade, al\u00e9m de fazer o mesmo curso online que Nadia. Passou, ent\u00e3o, a aplicar as dicas aos poucos e a se empolgar com a evolu\u00e7\u00e3o &#8211; at\u00e9 chegar na condi\u00e7\u00e3o atual. &#8220;Moro na zona leste e meu filho faz terapia na zona norte, no Tucuruvi. Agora consigo sair com o carro para lev\u00e1-lo&#8221;, disse ela, que busca repassar o que aprendeu em grupos de apoio com outros motoristas.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>?? preciso cuidado com curso online, dizem especialistas<\/b><\/p>\n<\/p>\n<p>A venda de cursos online sobre medo de dirigir por profissionais n\u00e3o especializados em instru\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito ou mesmo em psicologia ou medicina exige cuidados, apontam especialistas. <\/p>\n<\/p>\n<p>Professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Enzo Bissoli diz que n\u00e3o h\u00e1 uma regulamenta\u00e7\u00e3o que impossibilite a uma pessoa dar um curso sobre um aprendizado da vida dela. O que se tem s\u00e3o limita\u00e7\u00f5es quanto ao exerc\u00edcio ilegal de uma profiss\u00e3o. Ainda assim, ele destaca que, sobretudo no caso pr\u00e1ticas relacionadas a sofrimentos adquiridos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que a abordagem seja feito por um profissional da sa\u00fade e\/ou que esteja capacitado e orientado para olhar para essas quest\u00f5es.<\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Quando tenho uma pessoa que superou o medo, por exemplo, ela tem m\u00e9rito por ter superado o medo dela, certamente se esfor\u00e7ou e descobriu jeitos de construir uma vida diferente&#8221;, disse. Por outro lado, ele alerta que uma experi\u00eancia individual pode n\u00e3o ser suficiente para pautar escolhas de interfer\u00eancia na vida de outras pessoas que v\u00e3o produzir efeitos diretos no bem-estar, o que requer um maior cuidado.<\/p>\n<\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica de tr\u00e1fego Juliana de Barros Guimar\u00e3es, da Comiss\u00e3o de Sa\u00fade Mental da Abramet, os materiais vendidos na internet requerem maior cuidado, sobretudo se miram travas psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<\/p>\n<p>Se, por um lado, a m\u00e9dica explica que, no caso de materiais voltados para dicas mais do dia a dia sobre como dirigir, a oferta de cursos \u00e9 mais descomplicada. Por outro, refor\u00e7a que, quando se entra na seara de dicas focadas em aspectos psicol\u00f3gicos que n\u00e3o permitem que as pessoas dirijam, a quest\u00e3o \u00e9 mais sens\u00edvel e deve ser olhada com mais cuidado. <\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Nesse caso, voc\u00ea (aluno) n\u00e3o sabe com quem est\u00e1 mexendo. Pode ser algu\u00e9m que n\u00e3o tenha preparo cient\u00edfico, capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o para identificar se a pessoa \u00e9 insegura apenas ou se h\u00e1 componente emocional nisso&#8221;, explica. A parte complexa \u00e9 que muitos produtores de conte\u00fado do Tiktok e de outras redes misturam essas duas frentes, o que torna a quest\u00e3o dif\u00edcil de ser mapeada. <\/p>\n<\/p>\n<p>Ainda assim, Juliana refor\u00e7a que, em casos mais graves, \u00e9 importante haver o encaminhamento de alunos para profissionais qualificados em tratar quest\u00f5es mais complexas, como transtornos de ansiedade. Ou mesmo o atendimento individualizado de algumas pessoas, quando os pr\u00f3prios produtores de conte\u00fado s\u00e3o profissionais da \u00e1rea. &#8220;?? o psic\u00f3logo ou o psiquiatra que vai poder identificar e diagnosticar (um transtorno), fazendo um trabalho junto com essas pessoas, para que um determinado instrutor possa ajud\u00e1-lo ou n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Medo de dirigir n\u00e3o \u00e9 o mesmo que amaxofobia<\/p>\n<p>Um ponto importante, explicam os especialistas, \u00e9 entender que o medo de dirigir n\u00e3o \u00e9 em todos os casos uma fobia, que, neste caso, tem at\u00e9 um nome espec\u00edfico: amaxofobia. Enquanto o medo de dirigir, diz Juliana, \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o inerente do ser humano, que pode gerar instintos de defesa e que, em casos mais graves, pode at\u00e9 ser paralisante, a fobia \u00e9 algo mais s\u00e9rio, que requer tratamento de profissionais capacitados. <\/p>\n<\/p>\n<p>&#8220;Muitas vezes, o medo come\u00e7a paulatinamente e vai crescendo, quando n\u00e3o tem o devido olhar, o devido tratamento&#8221;, diz. A m\u00e9dica refor\u00e7a que os motivos para isso podem ser diversos: abarcam desde traumas espec\u00edficos a quest\u00f5es mais triviais, que fazem as pessoas n\u00e3o se sentirem capazes de dirigir.  &#8220;Quando esse medo \u00e9 exacerbado, o caso estaria encaixado melhor no que seria uma amaxofobia, que \u00e9 uma fobia espec\u00edfica e que pode estar associada a transtornos de ansiedade.&#8221; <\/p>\n<\/p>\n<p>No caso da fobia de dirigir, Enzo Bissoli refor\u00e7a que a import\u00e2ncia de se ter acompanhamento especializado \u00e9 ainda maior. &#8220;Quando vamos para estados cr\u00f4nicos, em que a pessoa n\u00e3o consegue desenvolver a atividade, tem sintomas f\u00edsicos intensos no contexto da atividade e descreve sofrimento agudo (&#8230;) isso dificilmente poder\u00e1 ser adequadamente cuidado sem acompanhamento frequente de psic\u00f3logos e m\u00e9dicos psiqui\u00e1tricos.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>O risco, caso isso n\u00e3o seja feito, \u00e9 agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. &#8220;Como todas as fobias que s\u00e3o relacionadas a padr\u00f5es de ansiedade, o problema de n\u00e3o ter tratamento adequado logo de cara \u00e9 sair de um situa\u00e7\u00e3o epis\u00f3dica e entrar em uma cr\u00f4nica&#8221;, alerta. &#8220;Ela come\u00e7a n\u00e3o dirigindo. Depois, n\u00e3o indo de carro. Daqui a pouco, fica mais em casa. E a\u00ed a coisa vai progredindo, o progn\u00f3stico n\u00e3o \u00e9 bom.&#8221;<\/p>\n<\/p>\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indicam que 7,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira sofre com transtornos de ansiedade. Sobre, especificamente, a amaxofobia, Juliana refor\u00e7a que as pesquisas ainda s\u00e3o escassas, mas complementa que a percep\u00e7\u00e3o de quem trabalha na \u00e1rea \u00e9 de que esse tipo de fobia ainda \u00e9 bastante subnotificado. <\/p>\n<\/p>\n<p>Estimativa da Abramet com dados coletados no per\u00edodo entre 2009 e 2018 aponta que duas milh\u00f5es de pessoas sofrem com medo de dirigir no Pa\u00eds, mas n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o de quantos casos tratam-se de fobias. Uma das causas seria a percep\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 baixa procura por atendimento m\u00e9dico para tratar a quest\u00e3o. A m\u00e9dica refor\u00e7a que, quando os sintomas se manifestam de forma intensa, atrapalhando inclusive outras atividades da rotina, as orienta\u00e7\u00f5es s\u00e3o procurar um psic\u00f3logo ou m\u00e9dico especializado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No lugar de tutoriais de maquiagem, orienta\u00e7\u00f5es de como ajustar o retrovisor. Em vez das j\u00e1 famosas dancinhas, t\u00e9cnicas de baliza. 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