{"id":203840,"date":"2022-08-13T05:03:30","date_gmt":"2022-08-13T08:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/aposentado-morou-em-hospital-por-17-anos-e-foi-criado-por-enfermeiras\/"},"modified":"2022-08-13T05:03:30","modified_gmt":"2022-08-13T08:03:30","slug":"aposentado-morou-em-hospital-por-17-anos-e-foi-criado-por-enfermeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/13\/aposentado-morou-em-hospital-por-17-anos-e-foi-criado-por-enfermeiras\/","title":{"rendered":"Aposentado morou em hospital por 17 anos e foi criado por enfermeiras"},"content":{"rendered":"<p>Com direito ao pr\u00f3prio quarto e o afeto das enfermeiras do Hospital Geral, primeira maternidade de Cuiab\u00e1 (MT), o aposentado S\u00edlvio de Souza, hoje com 74 anos, foi morador do local durante quase duas d\u00e9cadas. Entre os corredores e c\u00f4modos, S\u00edlvio criou suas refer\u00eancias de lar e fam\u00edlia, representadas principalmente pelas profissionais que o acolheram como filho.<\/p>\n<p> Uma das certezas que Sebastiana Maria do Carmo, m\u00e3e biol\u00f3gica de S\u00edlvio, teve quando descobriu que estava gr\u00e1vida, era de que n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de criar o filho. O parto foi realizado no Hospital Geral, onde S\u00edlvio viveria entre os m\u00e9dicos e enfermeiras pelos pr\u00f3ximos 17 anos.<\/p>\n<p> ???Ela conversou com um dos m\u00e9dicos, que era diretor do hospital na \u00e9poca, e explicou que n\u00e3o teria como ficar comigo. Minha m\u00e3e acompanhou meu pai, que era garimpeiro, trabalhava em Poxor\u00e9u (MT), achou uma pedra e foi vender. Tinha o sonho de achar uma pedra que iria emancip\u00e1-lo pela vida toda???, conta.<\/p>\n<p> S\u00edlvio ainda beb\u00eaAtualmente, o ECA (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente) n\u00e3o permitiria que uma hist\u00f3ria como a de S\u00edlvio se repetisse. No entanto, o marco regulat\u00f3rio foi sancionado em 1990, quando ele j\u00e1 tinha 43 anos.<\/p>\n<p> Rodeado de carinho, cuidado e afeto, como refor\u00e7a, S\u00edlvio foi crescendo e amadurecendo em meio ao ambiente hospitalar. O aposentado tinha o pr\u00f3prio quarto no antigo pr\u00e9dio da primeira maternidade de Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p> Al\u00e9m dos brinquedos que costumava ganhar, o campinho nos fundos da unidade de sa\u00fade e a festa de Dias das Crian\u00e7as organizada pelo Hospital Geral fazem parte de suas melhores mem\u00f3rias.<br \/>\n Com as m\u00e3os, S\u00edlvio refaz o ???caminho??? de como chegar at\u00e9 o quarto. Os corredores do ambiente hospitalar viravam espa\u00e7os para brincar na ???casa??? do aposentado.<\/p>\n<p> S\u00edlvio e as enfermeiras do Hospital GeralO refeit\u00f3rio do Hospital Geral, onde m\u00e9dicos, enfermeiras e acompanhantes dos pacientes costumavam comer, tamb\u00e9m era onde S\u00edlvio fazia suas refei\u00e7\u00f5es. A mem\u00f3ria dele ainda guarda a disposi\u00e7\u00e3o das mesas e cadeiras no local.<\/p>\n<p> \t???Tinham tr\u00eas conjuntos de mesa: uma mesa com oito cadeiras para as enfermeiras, uma mesa com quatro cadeiras para os m\u00e9dicos e duas mesas com quatro cadeiras para os acompanhantes dos pacientes. Eu sempre comia com as enfermeiras???.<\/p>\n<p> Conforme os anos iam se passando, ele logo entendeu que sua inf\u00e2ncia era diferente das outras crian\u00e7as, mas afirma que isso n\u00e3o foi motivo de revolta.<\/p>\n<p> Pelo contr\u00e1rio, S\u00edlvio se emociona ao lembrar de como era tratado pelos funcion\u00e1rios do Hospital Geral.<\/p>\n<p> Hospital Geral em Cuiab\u00e1???Algumas [das profissionais do hospital] tinham comigo uma rela\u00e7\u00e3o de determinar, aconselhar e de dar ordens mesmo. Mas, as enfermeiras n\u00e3o. Elas eram s\u00f3 carinho mesmo. Eu era danado quando crian\u00e7a, mas elas n\u00e3o deixavam ningu\u00e9m me fazer mal. A inf\u00e2ncia n\u00e3o foi dif\u00edcil. Era tratado como um pr\u00edncipe???, brinca.<\/p>\n<p> Al\u00e9m das refer\u00eancias de amor e ???fam\u00edlia???, era nas enfermeiras que S\u00edlvio encontrava acolhimento e conselhos, quando precisava.<\/p>\n<p> Uma das funcion\u00e1rias que ocupam lugar especial na mem\u00f3ria de S\u00edlvio trabalhou como administradora do local. Ana Torres, conhecida na \u00e9poca como ???dona Ana???, \u00e9 sua principal refer\u00eancia de amor materno.<\/p>\n<p> Anos depois de deixar o Hospital Geral para tentar a sorte no Rio de Janeiro, o destino de S\u00edlvio e Ana Torres voltou a se cruzar. J\u00e1 idosa e com problemas de sa\u00fade causados pela asma, ela viveu os \u00faltimos anos de vida com ???o filho???.<\/p>\n<p> ???Ela morreu na minha casa, mas n\u00e3o \u00e9 como se tivesse retribu\u00eddo algo \u00e0 ela. Era minha obriga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tenho como pagar o que ela fez por mim, n\u00e3o tem valor. Tudo que eu pudesse fazer ainda seria pouco???, ressalta.<\/p>\n<p> Em uma das mem\u00f3rias do amor de Ana Torres, S\u00edlvio conta do dia em que ela lhe deu a pr\u00f3pria bola, j\u00e1 que, por n\u00e3o ser um bom jogador de futebol, ele n\u00e3o era prioridade entre os meninos que jogavam no campinho atr\u00e1s do Hospital Geral.<\/p>\n<p> S\u00edlvio no Rio de Janeiro???Quando falava no ???campinho da maternidade??? todo a gurizada j\u00e1 sabia. Nos fundos do estacionamento, tinha esse campo, v\u00e1rios m\u00e9dicos brincavam tamb\u00e9m. Eu ficava sempre de fora, cheguei para dona Ana, pedi minha pr\u00f3pria bola para brincar e ela me deu???, conta em meio a gargalhadas.<\/p>\n<p> Os m\u00e9dicos do Hospital Geral tamb\u00e9m participaram do crescimento de S\u00edlvio a ponto de serem considerados irm\u00e3os de cria\u00e7\u00e3o. ?? dessa forma que Rubem Mauro, filho do m\u00e9dico Cl\u00f3vis Pitaluga, que chegou a ocupar a dire\u00e7\u00e3o quando o local era a casa de S\u00edlvio, se refere ao aposentado.<\/p>\n<p> Gra\u00e7as aos m\u00e9dicos e enfermeiras, S\u00edlvio conseguiu, por exemplo, ter acesso a boas escolas da \u00e9poca em Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p> ???Sou super privilegiado, devo ter nascido com uma estrela. Tenho at\u00e9 medo de reencarnar de t\u00e3o privilegiado que fui, acho que at\u00e9 abusei???, brinca S\u00edlvio.<\/p>\n<p> Tamb\u00e9m n\u00e3o era raridade que ele passasse os dias com as fam\u00edlias dos m\u00e9dicos e das enfermeiras.<\/p>\n<p> ???As enfermeiras gostavam de me levar para a casa delas. Ia para as fazendas dos m\u00e9dicos por causa da amizade com os filhos. Muitas vezes vejo uma crian\u00e7a abandonada hoje e me corta o cora\u00e7\u00e3o, vejo quanto fui privilegiado.<\/p>\n<p> Vida fora do Hospital Geral<br \/>\n S\u00edlvio entendeu que era hora de deixar o Hospital Geral ap\u00f3s uma troca na dire\u00e7\u00e3o. O afeto que estava acostumado foi desaparecendo aos poucos e ele deixou de sentir que aquele era seu lar.<\/p>\n<p> ???Quando decidi sair do hospital, contei para o Cl\u00f3vis. Ele disse que n\u00e3o poderia me ajudar muito, mas que podia me dar um trabalho. De bicicleta, fiz cobran\u00e7as das consultas para ele. Juntei um dinheirinho e fui embora para o Rio de Janeiro, onde morei por dez anos???, lembra.<\/p>\n<p> A mudan\u00e7a tamb\u00e9m frustrou um dos sonhos que ele nutriu durante a juventude. Para ele, seria um caminho natural se formar m\u00e9dico obstetra, assim como \u00e0queles que fizeram parte de sua vida.<\/p>\n<p> ???Fiquei um pouco revoltado de n\u00e3o ser m\u00e9dico, porque tive que tomar essa decis\u00e3o em determinado momento da minha vida???, diz se referindo a sa\u00edda do Hospital Geral.<\/p>\n<p> S\u00edlvio com a esposa, filhos e netoPor conta da falta de recursos financeiros, S\u00edlvio conta que viajou para o Rio de Janeiro escondido em um avi\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira. ???Espremido no banheiro???, explica encolhendo o corpo como se estivesse de volta na aeronave.<\/p>\n<p> Os la\u00e7os criados no Hospital Geral foram t\u00e3o fortes e s\u00f3lidos, que continuaram reverberando em sua trajet\u00f3ria, mesmo quando ele deixou a unidade de sa\u00fade. No Rio de Janeiro, a primeira casa que morou com o sobrinho de uma das enfermeiras.<\/p>\n<p> ???Tinha uma amizade de crian\u00e7a com os sobrinhos da Adelaide de Almeida Orro, escrev\u00edamos cartas. Fui recebido na casa do Dilson Ramos de Moraes, sobrinho da Adelaide, onde morei um ano. Tinha um cheque que recebi trabalhando [na cobran\u00e7a de consultas] e disse que o resto daria um jeito???.<\/p>\n<p> S\u00edlvio trabalhou no setor financeiro e n\u00e3o demorou para entrar no curso de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis na Faculdade Moraes J\u00fanior. Os anos em terras cariocas foram bem aproveitados, como ressalta o aposentado que foi s\u00f3cio do Cord\u00e3o da Bola Preta, um dos blocos de carnaval mais antigos do Brasil, e da Portela.<\/p>\n<p> ???Fiz meu curso, morei em casa de estudante no Rio de Janeiro e comia no restaurante universit\u00e1rio. Para conseguir me divertir era no samba. Era universit\u00e1rio e n\u00e3o tinha dinheiro, o que ganhava era para pagar os estudos???.<\/p>\n<p> O aposentado continuou morando no Rio de Janeiro durante alguns anos ap\u00f3s se formar, mas decidiu voltar para Cuiab\u00e1. Uma das justificativas do aposentado para o retorno foi a vontade de construir sua pr\u00f3pria fam\u00edlia.<\/p>\n<p> Com a primeira esposa, ele teve tr\u00eas filhos e, al\u00e9m das pr\u00f3prias ra\u00edzes familiares, S\u00edlvio conquistou sua primeira casa, em V\u00e1rzea Grande, na regi\u00e3o metropolitana de Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p> ?? na frente do im\u00f3vel que o aposentado escolhe receber a reportagem, rodeado pela fam\u00edlia. Orgulhoso, ele tenta chamar o bisneto de um ano para aparecer na foto.<\/p>\n<p> ???Quando comprei essa casa n\u00e3o tinha nada, era mato na frente e atr\u00e1s. Colocaram tr\u00eas postes de energia el\u00e9trica logo depois. S\u00e3o muitas mem\u00f3rias nela, foi minha primeira casa de verdade???, conta enquanto mostra cada um dos c\u00f4modos.<\/p>\n<p> O retorno para Cuiab\u00e1 tamb\u00e9m fez com que a vida de S\u00edlvio e da fam\u00edlia biol\u00f3gica se encontrassem quando ele conheceu a \u00fanica irm\u00e3 biol\u00f3gica. Margarida, de 73 anos, chegou a morar com o aposentado ap\u00f3s enfrentar problemas pessoais.<\/p>\n<p> ???Dois anos ap\u00f3s meu nascimento, minha m\u00e3e teve a Margarida. Um dia elas apareceram no Hospital Geral, eu j\u00e1 tinha cinco anos. S\u00f3 voltei a ver minha irm\u00e3 quando voltei do Rio de Janeiro, no final de 1974???.<\/p>\n<p> S\u00edlvio de Souza sentado na porta de casaO reencontro aconteceu ap\u00f3s S\u00edlvio procurar a irm\u00e3. Na \u00e9poca, ela era v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e chegou a morar na casa que o aposentado construiu em V\u00e1rzea Grande.<\/p>\n<p> Pela primeira vez, ele conseguiu se enxergar em outras pessoas, j\u00e1 que a irm\u00e3 \u00e9 ???a cara??? de S\u00edlvio, como refor\u00e7a, J\u00falio M\u00e1rio, de 45 anos, filho do aposentado. Al\u00e9m do rosto parecido, os irm\u00e3os possuem a mesma defici\u00eancia em uma das pernas.<\/p>\n<p> ???Ajudei ela, morou comigo em casa. Depois ela voltou para ele, at\u00e9 que ele morreu. Margarida ainda mora em Cuiab\u00e1. Somos muito parecidos fisicamente, mas quando nos reencontramos, minha m\u00e3e biol\u00f3gica j\u00e1 era falecida???.<\/p>\n<p> ???Sou um homem de sorte???<br \/>\n A primeira esposa de S\u00edlvio faleceu e, algum tempo depois, ele se casou de novo com Elioenay Marques Alves, de 62 anos, com quem compartilha a vida h\u00e1 14 anos. O encontro aconteceu por acaso, quando Elioenay dispensou a carona do pai ap\u00f3s o trabalho e preferiu ir de \u00f4nibus.<\/p>\n<p> ???Estava caminhando para o ponto e passei por ele, que me cumprimentou. Respondi e segui meu caminho. Quando olhei para tr\u00e1s, ele ainda estava olhando. Chegou perto e pediu meu celular, falei que precisava para trabalhar. Foi quando ele disse que queria s\u00f3 o n\u00famero???, lembra a esteticista aposentada enquanto d\u00e1 risada.<\/p>\n<p> Na \u00e9poca, S\u00edlvio estava morando em um hostel no Centro de Cuiab\u00e1. Foi o jeito que ele encontrou para despistar as lembran\u00e7as impostas pela morte da primeira mulher.<\/p>\n<p> S\u00edlvio e a esposa???Na segunda vez que fui no hostel falei que se ele quisesse s\u00f3 aventura, que fosse procurar outra. Ele disse para morarmos na casa dele, falei que n\u00e3o, que seria na minha casa. Juntamos as coisas dele e fomos. J\u00e1 se foram 14 anos???, conta.<\/p>\n<p> Apesar da liga\u00e7\u00e3o que tem com o primeiro lar que construiu ap\u00f3s a vida no Hospital Geral, hoje S\u00edlvio vive com esposa em outro im\u00f3vel. No entanto, as mem\u00f3rias que tem com a casa sempre o levam de volta, nem que seja por alguns dias.<\/p>\n<p> ???Essa rela\u00e7\u00e3o com fam\u00edlia e amor, foram as enfermeiras que constru\u00edram. Elas foram minhas primeiras refer\u00eancias de afeto, passaram isso para mim. L\u00e1 [no Hospital Geral], n\u00e3o me faltou afeto???, explica Silvio.<\/p>\n<p> Apesar de algumas l\u00e1grimas que teimam em deixar os olhos de S\u00edlvio marejados enquanto conta sobre a inf\u00e2ncia, o aposentado deixa claro que nunca deixou se abater pelas durezas da vida. Ele prefere se lembrar do amor que teve ao inv\u00e9s do que lhe faltou.<\/p>\n<p> ????? dif\u00edcil pensar nas duas palavras que nunca consegui pronunciar: mam\u00e3e e papai. Mas, por outro lado, tive todo esse amor. O maior poder do mundo \u00e9 o amor, mas o pessoal tem medo. Ficam com medo de amar???.<\/p>\n<p> O post Aposentado morou em hospital por 17 anos e foi criado por enfermeiras apareceu primeiro em Metr\u00f3poles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com direito ao pr\u00f3prio quarto e o afeto das enfermeiras do Hospital Geral, primeira maternidade de Cuiab\u00e1 (MT), o aposentado S\u00edlvio de Souza, hoje\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":203841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-203840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}