{"id":206342,"date":"2022-08-17T20:23:03","date_gmt":"2022-08-17T23:23:03","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/08\/brasil-nao-foi-o-unico-pais-a-registrar-deflacao-em-julho-ao-contrario-do-que-afirma-post\/"},"modified":"2022-08-17T20:23:03","modified_gmt":"2022-08-17T23:23:03","slug":"brasil-nao-foi-o-unico-pais-a-registrar-deflacao-em-julho-ao-contrario-do-que-afirma-post","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/08\/17\/brasil-nao-foi-o-unico-pais-a-registrar-deflacao-em-julho-ao-contrario-do-que-afirma-post\/","title":{"rendered":"Brasil n\u00e3o foi o \u00fanico pa\u00eds a registrar defla\u00e7\u00e3o em julho, ao contr\u00e1rio do que afirma post"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">N\u00e3o \u00e9 verdade que o Brasil seja o \u00fanico entre 194 pa\u00edses do mundo que tenha registrado defla\u00e7\u00e3o (fen\u00f4meno que indica queda generalizada no n\u00edvel de pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os) , como afirma um post no Facebook. No m\u00eas de julho deste ano, o Brasil registrou uma defla\u00e7\u00e3o de 0,68% no \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) em rela\u00e7\u00e3o a junho, contudo, o mesmo fen\u00f4meno aconteceu em pelo menos quatro outros pa\u00edses (Arm\u00eania, Espanha, Gr\u00e9cia e Luxemburgo). Al\u00e9m disso, mesmo com a queda, a infla\u00e7\u00e3o acumulada nos \u00faltimos 12 meses no Brasil \u00e9 de 10,07%, o que faz o pa\u00eds ter a 4\u00aa maior taxa de infla\u00e7\u00e3o entre as 20 maiores economias do mundo. Desse modo, observa-se que a defla\u00e7\u00e3o \u00e9 algo pontual do m\u00eas de julho.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Conte\u00fado investigado:<\/strong> Um post publicado no Facebook afirma que, de 194 pa\u00edses, o Brasil \u00e9 o \u00fanico que registrou defla\u00e7\u00e3o, sem especificar a qual per\u00edodo se refere a estat\u00edstica. A publica\u00e7\u00e3o ainda menciona que ???nos momentos mais dif\u00edceis de crise, s\u00e3o revelados os grandes gestores???, associando o feito ao governo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Onde foi publicado:<\/strong> Facebook.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Conclus\u00e3o do Comprova: ?? falsa a afirma\u00e7\u00e3o de que o Brasil seria o \u00fanico pa\u00eds entre 194 com defla\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos 12 meses, o Brasil passa por um per\u00edodo de alta infla\u00e7\u00e3o, tendo ocorrido uma defla\u00e7\u00e3o pontual no m\u00eas de julho. Al\u00e9m disso, pelo menos quatro outros pa\u00edses registraram defla\u00e7\u00e3o em julho: Arm\u00eania, Espanha, Gr\u00e9cia e Luxemburgo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na varia\u00e7\u00e3o mensal de junho para julho, o Brasil registrou uma defla\u00e7\u00e3o de 0,68% no IPCA, mas essa queda aconteceu ap\u00f3s seguidos aumentos nos n\u00edveis de infla\u00e7\u00e3o. No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, por exemplo, a infla\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 de 10,07%, mesmo com a queda registrada em julho. Nesse recorte, o Brasil apresenta a 4\u00aa maior taxa de infla\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses do G20, grupo que re\u00fane as maiores economias do mundo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A queda do IPCA registrada em julho no Brasil tamb\u00e9m n\u00e3o significa que houve redu\u00e7\u00e3o generalizada nos pre\u00e7os de todos os produtos e servi\u00e7os comercializados no pa\u00eds. De acordo com especialistas, essa queda deve-se, em sua maior parte, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o de itens como os combust\u00edveis e as tarifas de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o Comprova, falso \u00e9 o conte\u00fado inventado ou que tenha sofrido edi\u00e7\u00f5es para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma falsidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Alcance da publica\u00e7\u00e3o: A postagem aqui analisada foi feita em um grupo p\u00fablico de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Facebook no dia 11 de agosto. At\u00e9 o dia 17 de agosto, a postagem contava com 1,6 mil curtidas, 734 compartilhamentos e 273 coment\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O que diz o autor da publica\u00e7\u00e3o:<\/strong> O Comprova entrou em contato com a autora do post por meio de mensagem no Facebook, por\u00e9m n\u00e3o houve resposta at\u00e9 o fechamento desta verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como verificamos:<\/strong> O primeiro passo foi fazer uma busca no Google com os termos ???Brasil??? e ???defla\u00e7\u00e3o???, que nos levou a not\u00edcias sobre o tema, como as publicadas pelo G1 e a DW Brasil. Em seguida, para confirmar os dados, o site do IBGE, respons\u00e1vel por divulgar o IPCA, foi consultado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para obter dados dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses, foram consultados os sites de organiza\u00e7\u00f5es como o Banco Mundial, Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). Tamb\u00e9m foram feitas pesquisas no Google em portugu\u00eas e em ingl\u00eas com termos como ???taxas de infla\u00e7\u00e3o em pa\u00edses do mundo??? e ???inflation rate by country???. Um dos resultados nos levou ao site The Global Economy, que re\u00fane dados econ\u00f4micos de diversos pa\u00edses do mundo com atualiza\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Ap\u00f3s consulta aos dados publicados na plataforma, foram feitas pesquisas no Google com termos em outros idiomas para verificar, em fontes oficiais, os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o de pa\u00edses que apareciam com varia\u00e7\u00e3o negativa no ???The Global Economy???.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por fim, para falar sobre a defla\u00e7\u00e3o no Brasil e contextualizar a apresenta\u00e7\u00e3o desses dados, consultamos o professor Matheus Abrita, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), e o professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) Henrique Castro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Defla\u00e7\u00e3o pontual, em cen\u00e1rio geral de infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) anunciou em 9 de agosto, um dia antes da publica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado verificado, que o IPCA, indicador oficial da infla\u00e7\u00e3o no Brasil, registrou uma defla\u00e7\u00e3o de 0,68% em julho. Isso significa que o custo de vida m\u00e9dio de fam\u00edlias com renda mensal de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos (recorte definido pelo IBGE para o IPCA) baixou em 0,68% ao longo daquele m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para calcular o IPCA, o IBGE analisa os pre\u00e7os de 377 bens e servi\u00e7os ??? de nove categorias diferentes, de alimenta\u00e7\u00e3o a comunica\u00e7\u00e3o ??? em 16 capitais, incluindo Bras\u00edlia. O \u00edndice \u00e9 definido por uma m\u00e9dia ponderada desses pre\u00e7os, com base na categoria. Como noticiado pela Folha em mar\u00e7o, a categoria de maior impacto no in\u00edcio deste ano era a de transportes, que inclui gastos com combust\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Esta \u00e9 a primeira vez que o IPCA registra defla\u00e7\u00e3o desde maio de 2020, quando o choque dos primeiros dois meses da pandemia, com o isolamento social, levou \u00e0 queda na demanda por bens e servi\u00e7os, em especial pelos considerados ???n\u00e3o essenciais???. Logo, esses bens e servi\u00e7os se desvalorizaram e, assim, o custo de vida baixou. Abril e maio daquele ano registraram defla\u00e7\u00e3o de 0,31% e 0,38%, respectivamente. O efeito foi tempor\u00e1rio, visto que o IPCA voltou a registrar infla\u00e7\u00e3o em todos os meses desde ent\u00e3o. No caso de julho deste ano, a defla\u00e7\u00e3o aconteceu em meio a uma taxa de infla\u00e7\u00e3o acumulada de 10,07% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Como explicou ao Comprova o doutor em economia e professor da UEMS Mateus Boldrine Abrita, a defla\u00e7\u00e3o de julho n\u00e3o foi movida naturalmente pela lei da oferta e demanda, como ocorreu nos primeiros dois meses da pandemia. A queda de 0,68% nos pre\u00e7os no \u00faltimo m\u00eas foi ocasionada principalmente pelos cortes no Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), decorrentes da Lei Complementar n\u00ba 194\/22, sancionada em junho pelo presidente da Rep\u00fablica, que estabelece tetos para a cobran\u00e7a do imposto em diversos bens e servi\u00e7os, em especial combust\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por isso, segundo o especialista, a ideia de uma defla\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 uma ???meia verdade???. ???O mundo inteiro est\u00e1 num cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o e o Brasil tamb\u00e9m. E se voc\u00ea olhar, a infla\u00e7\u00e3o no ano est\u00e1 alta. Se voc\u00ea olhar o m\u00eas espec\u00edfico em que baixou o ICMS, ele ficou com defla\u00e7\u00e3o por causa dessa medida. Mas, nesse mesmo m\u00eas, subiu o pre\u00e7o dos alimentos, subiram v\u00e1rios outros itens???, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O professor Henrique Castro, do curso de economia da FGV, ainda acrescenta que, a rigor, seria correto falar em defla\u00e7\u00e3o se fosse observada uma queda generalizada de pre\u00e7os em diferentes itens da cesta de consumo do brasileiro, o que n\u00e3o aconteceu. ???O \u00edndice observado no \u00faltimo m\u00eas foi pontual e refletiu o desempenho do pre\u00e7o da gasolina e da energia el\u00e9trica, o que n\u00e3o representa um grande al\u00edvio no custo de vida do brasileiro, especialmente das fam\u00edlias mais pobres, que t\u00eam nos alimentos a maior parte das suas despesas???, avalia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O grupo de alimentos e bebidas foi o que registrou maior infla\u00e7\u00e3o no IPCA em julho: 1,30%. Logo, como apontado pelos especialistas, \u00e9 incorreto afirmar que o Brasil passa por um momento de defla\u00e7\u00e3o, considerando que, no acumulado dos \u00faltimos meses, a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 10,07%, acima da meta estipulada pelo Banco Central para este ano, que \u00e9 de 3,5%, com toler\u00e2ncia de 1,5 para mais ou para menos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo estudo conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe), a infla\u00e7\u00e3o acumulada dos alimentos em 2022 se aproxima dos 13%, enquanto a m\u00e9dia geral \u00e9 5,5%. A Fipe, que calcula a infla\u00e7\u00e3o por classe social, aponta que, at\u00e9 o momento, a queda no pre\u00e7o dos combust\u00edveis beneficiou principalmente as fam\u00edlias que t\u00eam carro. Em julho, fam\u00edlias com renda de R$ 9 mil mensais sentiram defla\u00e7\u00e3o de 0,11%, enquanto os mais pobres, com renda mensal de um a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, depararam-se, na verdade, com infla\u00e7\u00e3o de 0,44%.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Outros pa\u00edses tamb\u00e9m registraram defla\u00e7\u00e3o pontual em julho<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A compara\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de pre\u00e7os registrada entre todos os pa\u00edses do mundo depende da reuni\u00e3o dos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o de todos esses pa\u00edses referente a um mesmo per\u00edodo de tempo e agregados de acordo com os mesmos par\u00e2metros. Ainda que o post aqui analisado n\u00e3o tenha especificado a qual per\u00edodo se referia, para fazer a compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, o Comprova tomou como base a varia\u00e7\u00e3o mensal de julho, per\u00edodo em que o Brasil registrou defla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os multilaterais de economia, como o Banco Mundial, o FMI e a OCDE congregam dados de \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, mas os n\u00fameros dispon\u00edveis nos sites dessas organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentados na perspectiva anual, e sem atualiza\u00e7\u00e3o recente, o que impede a compara\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o mensal do n\u00edvel de pre\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O site The Global Economy, que n\u00e3o \u00e9 vinculado a qualquer \u00f3rg\u00e3o multilateral e diz se basear em fontes oficiais para apresentar ???informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis para pesquisadores, empres\u00e1rios, acad\u00eamicos e investidores???, re\u00fane dados econ\u00f4micos de diversos pa\u00edses do mundo, entre eles, os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o e suas varia\u00e7\u00f5es mensais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Entre todas as estat\u00edsticas apresentadas, o Comprova levou em considera\u00e7\u00e3o apenas os pa\u00edses cujos dados mais recentes referiam-se ao m\u00eas de julho de 2022 e cuja varia\u00e7\u00e3o percentual apresentada era negativa, ou seja, indicando que houve redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de pre\u00e7os em julho em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A partir disso, o Comprova buscou confirmar os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o apontados pelo ???The Global Economy??? junto a \u00f3rg\u00e3os oficiais ou de governo desses pa\u00edses. Al\u00e9m do Brasil, foi poss\u00edvel confirmar que pelo menos quatro outras na\u00e7\u00f5es apresentaram defla\u00e7\u00e3o em julho: Arm\u00eania, Espanha, Gr\u00e9cia e Luxemburgo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na Arm\u00eania, a varia\u00e7\u00e3o negativa entre junho e julho foi de 1,4% no \u00edndice geral de pre\u00e7os do pa\u00eds, de acordo com documento publicado pelo Comit\u00ea Estat\u00edstico do pa\u00eds. Na Espanha, a defla\u00e7\u00e3o em julho foi de 0,3%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica da Espanha e ve\u00edculos de imprensa espanh\u00f3is (como os portais RTVE e \u00c1mbito Financiero).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na Gr\u00e9cia, os pre\u00e7os ca\u00edram 1,44% em julho, conforme divulgou a Autoridade Estat\u00edstica Hel\u00eanica, organiza\u00e7\u00e3o independente ligada ao parlamento grego em publica\u00e7\u00e3o do \u00faltimo dia 8 de agosto. Por fim, Luxemburgo tamb\u00e9m registrou defla\u00e7\u00e3o em julho, apresentando uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 1% no n\u00edvel de pre\u00e7os, conforme divulgado pelo portal de estat\u00edsticas do governo de Luxemburgo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Contudo, conforme explica o professor Matheus Abrita, cada pa\u00eds pode ter metodologias diferentes para apurar seus \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o, o que por vezes pode invalidar algumas compara\u00e7\u00f5es. ???O Brasil adota padr\u00f5es internacionais na medi\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de pre\u00e7os pelo IBGE, no entanto, outras na\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o s\u00e3o democracias, por exemplo, podem n\u00e3o apresentar dados verdadeiros, ou com metodologias diferentes???, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 o professor Henrique Castro, da FGV, aponta que, al\u00e9m de eventuais diferen\u00e7as nas metodologias adotadas para medir a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, como a sele\u00e7\u00e3o de diferentes cestas de consumo, pa\u00edses apresentam taxas de infla\u00e7\u00e3o diferentes de acordo com seus est\u00e1gios de desenvolvimento e seus \u00edndices de crescimento econ\u00f4mico. ???Por isso, comparar taxas entre pa\u00edses muito distintos pode ser de pouca utilidade. Idealmente, o correto seria comparar as taxas entre pa\u00edses de um mesmo bloco comercial e de mesmo est\u00e1gio de desenvolvimento econ\u00f4mico???, disse.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Levando em considera\u00e7\u00e3o o G20, grupo das maiores economias do mundo, o Brasil tem a quarta maior taxa de infla\u00e7\u00e3o no acumulado dos \u00faltimos 12 meses. Com uma infla\u00e7\u00e3o de 10,07%, o Brasil est\u00e1 atr\u00e1s apenas dos \u00edndices observados na R\u00fassia (15,9%), Argentina (64%) e Turquia (79,6%), de acordo com levantamento da empresa de an\u00e1lise e tecnologia financeira Quantzed, divulgados pelo jornal Folha de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com o FMI, em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e levando em considera\u00e7\u00e3o apenas o ano de 2022, com dados referentes at\u00e9 o \u00faltimo m\u00eas de abril, a infla\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 de 8,2%, a 5\u00aa maior entre os 12 pa\u00edses do continente com dados dispon\u00edveis, atr\u00e1s do Paraguai (9,4%), Suriname (38,9%), Argentina (51,7%) e Venezuela (500%).<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Por que investigamos:<\/strong> O Comprova investiga conte\u00fados suspeitos que viralizaram nas redes sociais sobre pandemia, pol\u00edticas p\u00fablicas do governo federal e elei\u00e7\u00f5es presidenciais. A afirma\u00e7\u00e3o de que o Brasil seria o \u00fanico pa\u00eds em defla\u00e7\u00e3o ap\u00f3s meses de infla\u00e7\u00e3o em escala global, associada a uma gest\u00e3o de sucesso do atual presidente, pareceu suspeita em \u00e9poca de corrida eleitoral.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Outras checagens sobre o tema:<\/strong> Recentemente, o Projeto Comprova realizou outras investiga\u00e7\u00f5es sobre temas relacionados \u00e0 agenda econ\u00f4mica. A exemplo, foi mostrado que existem outros pa\u00edses com cen\u00e1rio econ\u00f4mico positivo al\u00e9m do Brasil, diferentemente do que diz pastor. Em outra investiga\u00e7\u00e3o, vimos que em um tu\u00edte, foram distorcidos fatos sobre redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de gasolina em ano eleitoral.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"> *Verificado por: CORREIO, Nexo, Alma Preta, Zero Hora, SBT, SBT News, Folha, Correio Braziliense, Plural, O Popular, CBN, Grupo Sinos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 verdade que o Brasil seja o \u00fanico entre 194 pa\u00edses do mundo que tenha registrado defla\u00e7\u00e3o (fen\u00f4meno que indica queda generalizada no\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":206343,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-206342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206342\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}