{"id":24789,"date":"2017-10-06T12:15:21","date_gmt":"2017-10-06T15:15:21","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/?p=24789"},"modified":"2017-10-07T17:01:15","modified_gmt":"2017-10-07T20:01:15","slug":"por-que-tantas-baleias-encalharam-no-brasil-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2017\/10\/06\/por-que-tantas-baleias-encalharam-no-brasil-em-2017\/","title":{"rendered":"Por que tantas baleias encalharam no Brasil em 2017?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Instituto Baleia Jubarte explica que o aumento da popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie gera mais \u00f3bitos por causas naturais, mas influ\u00eancia da a\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o pode ser negligenciada<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A temporada das baleias Jubarte no litoral brasileiro &#8211; entre os meses de julho a outubro &#8211; est\u00e1 chegando ao fim este ano com um triste recorde: nunca tantos animais desta esp\u00e9cie morreram encalhados nas praias brasileiras quanto neste ano. Foram 103 encalhes em todo o Pa\u00eds &#8211; 41 s\u00f3 na Bahia &#8211; e uma pergunta inquietante: o que est\u00e1 por tr\u00e1s deste n\u00famero?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Milton Marcondes, coordenador de pesquisas do Projeto Baleia Jubarte, que se dedica ao estudo sobre estes animais no per\u00edodo em que visitam a costa brasileira, as mortes est\u00e3o associadas ao aumento da popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. &#8220;Mais baleias vivas quer dizer, necessariamente, mais baleias mortas por causas naturais&#8221;, diz. Por\u00e9m, acrescenta, a a\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o pode ser descartada, j\u00e1 que muitas das baleias encalhadas apresentavam ferimentos causados por rede de pesacas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto pesquisadores buscam explica\u00e7\u00f5es, as mortes das gigantes dos mares chocam a popula\u00e7\u00e3o humana. &#8220;Nunca vimos algo assim t\u00e3o de perto. ?? lament\u00e1vel&#8221;, afirmou o pescador Alberto Santos, 54 anos, quando se deparou com uma baleia encalhada na praia de Ondina, em Salvador, no dia 1\u00ba de setembro. Apenas 21 dias depois, o estarrecimento era do aut\u00f4nomo Jos\u00e9 Alcides Souza, 54 anos, diante de outro animal encalhado, mas, dessa vez, entre a Boa Viagem e a Pedra Furada, na Cidade Baixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recupera\u00e7\u00e3o:\u00a0O PBJ pondera que a popula\u00e7\u00e3o de jubartes nas \u00e1guas brasileiras no inverno e primavera est\u00e1 em franca recupera\u00e7\u00e3o da depreda\u00e7\u00e3o sofrida durante muitas d\u00e9cadas de matan\u00e7a comercial da esp\u00e9cie. ???De uma popula\u00e7\u00e3o que em 2002 era de apenas cerca de 3.400 baleias na costa do Brasil, hoje estimamos que j\u00e1 seja superior a 17.000 animais. Mais baleias vivas quer dizer, necessariamente, mais baleias mortas por causas naturais, como doen\u00e7as, filhote que se perde da m\u00e3e, velhice, a\u00e7\u00e3o de predadores, bem como devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana???, detalha Marcondes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ele, a recupera\u00e7\u00e3o populacional faz com que esse grande n\u00famero de baleias encontre um ambiente cada vez mais alterado por atividades humanas, que podem tamb\u00e9m causar encalhes e mortes, com a pesca com redes, colis\u00f5es com grandes embarca\u00e7\u00f5es, principalmente onde as rotas de navios que demandam portos cruzam as \u00e1reas de concentra\u00e7\u00e3o das jubartes, e mesmo o ru\u00eddo de determinadas atividades, a exemplo deos trabalahos de prospec\u00e7\u00e3o s\u00edsmica, al\u00e9m da polui\u00e7\u00e3o. Todos estes fatoers, diz, devem ser ponderados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcondes, que \u00e9 m\u00e9dico veterin\u00e1rio, observa tamb\u00e9m a possibilidade de uma correla\u00e7\u00e3o entre o maior n\u00famero de encalhes detectado este ano ??? e em alguns anos anteriores ??? com uma menor produ\u00e7\u00e3o de krill (pequenos crust\u00e1ceos que servem como principal alimento das jubartes do Hemisf\u00e9rio Sul) na regi\u00e3o ant\u00e1rtica. ???Essa diminui\u00e7\u00e3o ocorre a cada quatro ou cinco anos em fun\u00e7\u00e3o de eventos clim\u00e1ticos como o El Ni\u00f1o???, ressalta o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quanto essa diminui\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o de krills pode estar sendo causada pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas agravadas pela a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 ainda motivo de estudos, mas certamente causa preocupa\u00e7\u00e3o, porque pode comprometer a recupera\u00e7\u00e3o futura das popula\u00e7\u00f5es de baleias. Para entender o quanto desses animais encalhados morrem por causas naturais ou devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o do ser humano, o PBJ destaca a import\u00e2ncia de se examinar as carca\u00e7as de baleias encalhadas para descobrir a causa da morte e buscar solu\u00e7\u00f5es para estes problemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PBJ busca, sempre que poss\u00edvel, atender os eventos de encalhe com sua equipe de veterin\u00e1rios e pessoal especializado. O registro detalhado das condi\u00e7\u00f5es dos animais encontrados mortos ajuda a entender o contexto dos encalhes e a construir estrat\u00e9gias para minimizar os impactos da atividade humana que possam estar relacionados a um aumento de mortalidade das jubartes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desafios:\u00a0S\u00e3o raros os casos em que as baleias encalham vivas na praia. Quando acontece, o grande desafio \u00e9 mover criaturas t\u00e3o pesadas sem feri-las ainda mais. O recente exemplo bem-sucedido em que a comunidade de B\u00fazios (RJ) trabalhou com \u00eaxito para resgatar uma jubarte jovem encalhada demonstra que coordena\u00e7\u00e3o e uso de boas t\u00e9cnicas podem trazer um final feliz para esses eventos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">????? importante frisar, entretanto, que tentar o desencalhe de uma baleia viva \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que envolve muitos riscos, tanto de ferimentos provocados involuntariamente pelo animal como a aquisi\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as ao entrar em contato com a baleia e com o spray de sua respira\u00e7\u00e3o. Por isso, essas tentativas devem sempre ser realizadas sob orienta\u00e7\u00e3o especializada???, recomenda o PBJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto tamb\u00e9m diz que ???apesar de n\u00fameros elevados e da tristeza causada por ver animais majestosos mortos no nosso litoral, os encalhes de jubartes nessa temporada ainda n\u00e3o constituem uma amea\u00e7a para a recupera\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie em nossas \u00e1guas. Mas \u00e9 preciso estarmos vigilantes e seguirmos monitorando esses eventos, para assegurar que as atividades humanas n\u00e3o sejam respons\u00e1veis por mais mortes e que possamos garantir a exist\u00eancia das baleias no mar brasileiro em uma conviv\u00eancia harm\u00f4nica com as pessoas???.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ajuda:\u00a0A melhor forma de ajudar uma baleia encalhada \u00e9 avisando ao PBJ, que mant\u00e9m o Programa de Resgate do Projeto Baleia Jubarte atuante no litoral da Bahia e do Esp\u00edrito Santo, Os telefones para contato s\u00e3o:<\/p>\n<p>Caravelas: (73) 3297-1340* e (73) 98802-1874**<br \/>\nPraia do Forte: (71) 3676-1463*<br \/>\nWhatsApp (73) 98802-1874<\/p>\n<p>* Hor\u00e1rio comercial (segunda a sexta) ** 24 horas<br \/>\nEncalhes por estados brasileiros at\u00e9 5 de outubro:<br \/>\nBahia ??? 41 Esp\u00edrito Santo ??? 30 Rio de Janeiro- 15 Alagoas ??? 09 S\u00e3o Paulo ??? 05 Sergipe ??? 02 Rio Grande do Sul &#8211; 01<br \/>\nO n\u00famero aceita liga\u00e7\u00f5es a cobrar.<\/p>\n<p>Por Correio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instituto Baleia Jubarte explica que o aumento da popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie gera mais \u00f3bitos por causas naturais, mas influ\u00eancia da a\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o pode\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":24790,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[221],"tags":[],"class_list":["post-24789","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desastres-ambientais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}