{"id":34188,"date":"2019-04-08T11:27:20","date_gmt":"2019-04-08T14:27:20","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/?p=34188"},"modified":"2019-04-08T12:37:16","modified_gmt":"2019-04-08T15:37:16","slug":"prado-sera-palco-de-lancamento-do-do-livro-kijetxawe-zabele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2019\/04\/08\/prado-sera-palco-de-lancamento-do-do-livro-kijetxawe-zabele\/","title":{"rendered":"Prado ser\u00e1 palco de lan\u00e7amento do livro Kijetxaw\u00ea Zabel\u00ea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O livro retrata hist\u00f3rias, encantos e lutas do povo Patax\u00f3 de Cumuruxatiba<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00eas de abril, em que se comemora o Dia do \u00cdndio, estudantes e professores do Anexo Ka\u00ed do Col\u00e9gio Ind\u00edgena Kijetxaw\u00ea Zabel\u00ea lan\u00e7am livro para lembrar que \u00e9 preciso ensinar e divulgar as hist\u00f3rias de resist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas todos os dias. O Livro Kijetxaw\u00ea Zabel\u00ea: Aldeia Ka\u00ed foi constru\u00eddo por estudantes e professores Patax\u00f3, com media\u00e7\u00e3o de educadores e artistas envolvidos no Projeto. Ser\u00e1 lan\u00e7ado na Aldeia Ka\u00ed, em Cumuruxatiba, distrito de Prado, no Extremo Sul da Bahia, dia 13 de abril. O lan\u00e7amento faz parte de um semin\u00e1rio itinerante organizado pelas professoras Laura Castro (UFBA) e Cinara Araujo (UFSB), que percorrer\u00e1 entre os dias 12 e 16 de abril o campus Salvador, na UFBA, e todos os campi da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde o projeto foi gestado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro ??? que est\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito &#8211; ser\u00e1 lan\u00e7ado em todos os dias da programa\u00e7\u00e3o. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada a escolas ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas de todo o pa\u00eds, com a inten\u00e7\u00e3o de fortalecer a comunidade escolar da Zabel\u00ea da Aldeia Ka\u00ed e a hist\u00f3ria dos Patax\u00f3 de Cumuruxatiba. A reflex\u00e3o guia do Semin\u00e1rio Itinerante \u00e9 pensar no livro no contexto escolar ind\u00edgena, principalmente a partir da participa\u00e7\u00e3o dos estudantes ind\u00edgenas, assim como pensar a presen\u00e7a dos ind\u00edgenas nos livros das escolas n\u00e3o-ind\u00edgenas. A ideia \u00e9 reunir mesas com os artistas envolvidos no projeto, como Tamyku\u00e3 Patax\u00f3 (Talita Oliveira), fot\u00f3grafa que participou de todas as a\u00e7\u00f5es, assim como estudantes ind\u00edgenas das universidades e demais pesquisadores envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro &#8211; Composto por tr\u00eas partes: narrativas de resist\u00eancia e retomada da comunidade Patax\u00f3 da Aldeia Ka\u00ed; atividades que podem ser realizadas em sala de aula e uma hist\u00f3ria infantil criada a partir de oficinas e conversas na escola, o livro est\u00e1 dispon\u00edvel na vers\u00e3o impressa e digital (www.edicoeszabele.com.br). Nele, \u00e9 poss\u00edvel agarrar-se \u00e0 cauda da ???cobra do tempo??? e caminhar pelo percurso de luta e resist\u00eancia do povo ind\u00edgena da regi\u00e3o. Ou se deixar seduzir pelas hist\u00f3rias dos encantados, delicadamente constru\u00eddas e desenhada pelas crian\u00e7as da aldeia. No livro das ervas, o convite \u00e9 para adentrar nos saberes ind\u00edgenas de cura por meio das folhas sagradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todo momento, o\/a leitor\/a ser\u00e1 interpelado por poesia, desenhos, manifestos, can\u00e7\u00f5es que retratam a for\u00e7a e pot\u00eancia desta comunidade ind\u00edgena. O livro permite tamb\u00e9m um encontro com as gigantes Patax\u00f3, mulheres como Dona Jovita (paj\u00e9 da Aldeia Ka\u00ed), que com seus cantos de guerra, sabedorias e muito trabalho lutam dia e noite pelo direito \u00e0 terra, a vida e \u00e0 dignidade do povo Patax\u00f3 da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oficinas &#8211; Como o objetivo do livro tamb\u00e9m \u00e9 estimular o desenvolvimento de atividades pedag\u00f3gicas nas escolas ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, v\u00e1rias p\u00e1ginas s\u00e3o feitas para serem recortadas, coladas e transformadas em jogos. Dicas de atividades se espalham pela publica\u00e7\u00e3o e inspiram educadores\/as a tratar importantes temas de forma l\u00fadica e criativa. Para estimular o uso do livro e das atividades propostas, a equipe do projeto se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ir gratuitamente em escolas e outros espa\u00e7os educativos para realizar aOficina Viv\u00eancia do Livro no Contexto Escolar Para solicitar, basta enviar um e-mail para professoralauracastro@gmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ATX??HU &#8211; Integra o livro, o ATX??HU que significa ???linguajar???, em patx\u00f4h\u00e3. Elaborado em junho de 2018, a partir de um encontro de saberes com a artista ind\u00edgena Rita Patax\u00f3 e as oficinas que integraram a resid\u00eancia art\u00edstica do Coletivo Sociedade da Prensa, o ATX??HU traz o alfabeto patx\u00f4h\u00e3 constru\u00eddo a partir de grafismos e carimbos. Com apoio do estudante da Universidade Federal do Sul da Bahia, Vitor Fabem, o alfabeto foi transformado em fonte de computador que pode ser baixada gratuitamente no site do projeto (www.edicoeszabele.com.br). ???Impressos nesse alfabeto est\u00e3o as mem\u00f3rias e os afetos gerados por esse encontro. Dessas letras se desdobram palavras de resist\u00eancia e narrativas???, destacam Laura Castro e Cac\u00e1 Fonseca, organizadoras da publica\u00e7\u00e3o que tem autoria coletiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tudo come\u00e7ou ??? Entre 2015 e 2016 a Aldeia Ka\u00ed foi v\u00edtima de uma s\u00e9rie de viol\u00eancias. Em janeiro de 2016, a aldeia sofreu uma violenta e humilhante reintegra\u00e7\u00e3o de posse que destruiu todas as ocas, casas, planta\u00e7\u00f5es e um posto de sa\u00fade. Cerca de 100 policiais federais e militares invadiram a \u00e1rea, expulsando a comunidade do seu territ\u00f3rio, cumprindo o mandado de posse favor\u00e1vel \u00e0 suposta propriet\u00e1ria da terra, outorgado no ano de 2015. Apenas a escola Zabel\u00ea na Aldeia Ka\u00ed havia sobrevivido aos tratores e serviu de cozinha, quarto, habita\u00e7\u00e3o para muitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi diante deste contexto de dor que se deu o encontro da escritora e professora universit\u00e1ria Laura Castro com a aldeia. No \u00e2mbito de um projeto de extens\u00e3o da Universidade Federal do Sul da Bahia, onde ensinava, Laura e uma equipe de estudantes bolsistas come\u00e7aram a desenvolver oficinas e outras atividades na aldeia Ka\u00ed. O desejo de construir o livro, levou Laura a juntamente com o Coletivo Sociedade da Prensa da qual faz parte a escrever o projeto Edi\u00e7\u00f5es Zabel\u00ea que foi contemplado por um edital do Fundo de Cultural do Estado da Bahia (Funceb).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">???A reintegra\u00e7\u00e3o de posse de 2016 foi muito sofrida, a destrui\u00e7\u00e3o da aldeia foi assistida pelas crian\u00e7as e \u00e9 uma hist\u00f3ria traum\u00e1tica para os Patax\u00f3 da Aldeia Ka\u00ed. Tentando responder um pouco da pergunta ???O que pode um livro????, a partir da experi\u00eancia que vivi com as crian\u00e7as, fiquei me perguntando se talvez a cria\u00e7\u00e3o desses encantados, deste livro vivo e a reconex\u00e3o po\u00e9tica com essas hist\u00f3rias poderiam contribuir para a cicatriza\u00e7\u00e3o dessa ferida???, partilhou Laura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Edi\u00e7\u00f5es Zabel\u00ea surgiram, assim, como uma possibilidade de conviver com os Patax\u00f3 de Cumuruxatiba, especificamente da Aldeia Ka\u00ed, a partir de sua escola. Foram realizadas uma s\u00e9rie de oficinas que contemplam as etapas de cria\u00e7\u00e3o de um livro para as turmas do Ensino Infantil, Fundamental, M\u00e9dio e EJA. Foram oficinas de escrita po\u00e9tica, desenho, serigrafia, encaderna\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de carimbos. Os artistas residentes puderam tamb\u00e9m, partilhar como aprendizes de valiosos momentos de troca de saberes e fazeres patax\u00f3 como as pinturas corporais com jenipapo e a feitura do bolo de puba. Al\u00e9m de acompanhar, de perto, as in\u00fameras dificuldades enfrentadas por toda a comunidade escolar com as recorrentes faltas de transporte e merenda escolar.<\/p>\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro retrata hist\u00f3rias, encantos e lutas do povo Patax\u00f3 de Cumuruxatiba No m\u00eas de abril, em que se comemora o Dia do \u00cdndio,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":34189,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204,2711],"tags":[],"class_list":["post-34188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-prado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34188\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}