{"id":55858,"date":"2022-03-14T20:14:34","date_gmt":"2022-03-14T23:14:34","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/dolar-sobe-a-r-512-e-fecha-no-maior-valor-em-duas-semanas\/"},"modified":"2022-03-14T20:14:34","modified_gmt":"2022-03-14T23:14:34","slug":"dolar-sobe-a-r-512-e-fecha-no-maior-valor-em-duas-semanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/14\/dolar-sobe-a-r-512-e-fecha-no-maior-valor-em-duas-semanas\/","title":{"rendered":"D\u00f3lar sobe a R$ 5,12 e fecha no maior valor em duas semanas"},"content":{"rendered":"<p>Em um dia de turbul\u00eancia nos mercados dom\u00e9stico e externo, o d\u00f3lar ultrapassou R$ 5,10 e fechou no maior valor em duas semanas. A bolsa de valores teve forte queda e encerrou no menor n\u00edvel desde o fim de janeiro.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar comercial fechou esta segunda-feira (14) vendido a R$ 5,12, com alta de R$ 0,066 (+1,3%). A cota\u00e7\u00e3o iniciou o dia em baixa, caiu para R$ 5,03 por volta das 10h, mas subiu logo ap\u00f3s a abertura do mercado norte-americano. Na m\u00e1xima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 5,14.<\/p>\n<p>A moeda norte-americana fechou no maior valor desde 25 de fevereiro, quando tinha sido vendida a R$ 5,15. Apesar da alta de hoje, a divisa acumula queda de 0,7% em mar\u00e7o. Em 2022, o recuo chega a 8,18%.<\/p>\n<p>As tens\u00f5es tamb\u00e9m foram sentidas no mercado de a\u00e7\u00f5es. O \u00edndice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.928 pontos, com recuo de 1,6%. O indicador est\u00e1 no menor patamar desde 24 de janeiro, mas ainda acumula alta de 4,87% neste ano.<\/p>\n<p>No mercado externo, tr\u00eas fatores contribu\u00edram para a instabilidade no mercado. O primeiro foi a queda internacional do pre\u00e7o das<em> commodities<\/em> (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional), ap\u00f3s o an\u00fancio de que as negocia\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o amanh\u00e3 (15), apesar de uma pausa nesta segunda-feira. A queda no pre\u00e7o de min\u00e9rios e de gr\u00e3os diminui a entrada de divisas no Brasil, grande exportador desses produtos.<\/p>\n<p>O segundo fator foi o aumento das restri\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias na China. O pa\u00eds asi\u00e1tico registra o maior n\u00famero de contamina\u00e7\u00f5es por covid-19 desde o in\u00edcio da pandemia, por causa da dissemina\u00e7\u00e3o da variante ??micron. O fechamento de diversas zonas industriais chinesas aumentou o pessimismo no mercado internacional.<\/p>\n<p>A terceira raz\u00e3o para a instabilidade no mercado foram as expectativas com a reuni\u00e3o do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Na quarta-feira (16), o \u00f3rg\u00e3o deve elevar os juros b\u00e1sicos da maior economia do planeta pela primeira vez desde o in\u00edcio da pandemia de covid-19. As estimativas apontam reajuste de 0,25 ponto, mas parte dos investidores teme que o conflito no Leste Europeu fa\u00e7a o Fed elevar a taxa em 0,5 ponto, prejudicando pa\u00edses emergentes, como o Brasil.<\/p>\n<p>No plano interno, as expectativas com a reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central, amanh\u00e3 (15) e quarta-feira (16), e as preocupa\u00e7\u00f5es com negocia\u00e7\u00f5es sobre uma redu\u00e7\u00e3o de impostos sobre a gasolina predominaram. Na semana passada, o Congresso aprovou a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria a zero de tributos federais sobre o diesel, o g\u00e1s de cozinha e o querosene de avia\u00e7\u00e3o. Uma extens\u00e3o da medida para a gasolina reduziria a arrecada\u00e7\u00e3o federal em R$ 60 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da Reuters<\/em><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1448201&#038;o=rss\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1448201&#038;o=rss\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um dia de turbul\u00eancia nos mercados dom\u00e9stico e externo, o d\u00f3lar ultrapassou R$ 5,10 e fechou no maior valor em duas semanas. 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