{"id":59080,"date":"2022-03-19T16:05:28","date_gmt":"2022-03-19T19:05:28","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/linkedin-derruba-anuncio-que-dava-preferencia-a-candidatos-negros-e-indigenas\/"},"modified":"2022-09-23T12:27:55","modified_gmt":"2022-09-23T15:27:55","slug":"linkedin-derruba-anuncio-que-dava-preferencia-a-candidatos-negros-e-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/19\/linkedin-derruba-anuncio-que-dava-preferencia-a-candidatos-negros-e-indigenas\/","title":{"rendered":"LinkedIn derruba an\u00fancio que dava prefer\u00eancia a candidatos negros e ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>FERNANDA BRIGATTI<br \/>S??O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; A rede social voltada a trabalho LinkedIn excluiu a publica\u00e7\u00e3o de uma vaga que dava prioridade, na sele\u00e7\u00e3o, a pessoas negras e ind\u00edgenas. A posi\u00e7\u00e3o foi aberta pelo Laut (Centro de An\u00e1lise da Liberdade e do Autoritarismo) e buscava contratar algu\u00e9m para a coordena\u00e7\u00e3o do setor administrativo e financeiro.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>O LinkedIn diz que as pol\u00edticas de publica\u00e7\u00e3o de vagas n\u00e3o permitem vagas que excluam ou demonstrem prefer\u00eancia por profissionais. A restri\u00e7\u00e3o vale, segundo a empresa, para quaisquer tipos de caracter\u00edsticas, sejam elas idade, g\u00eanero, ra\u00e7a, etnia, religi\u00e3o ou orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>O an\u00fancio feito pelo centro de pesquisa descrevia quem teria prioridade na sele\u00e7\u00e3o: &#8220;como parte das a\u00e7\u00f5es afirmativa do Laut para valorizar a pluralidade da equipe, esse processo seletivo d\u00e1 prefer\u00eancia a pessoas negras (pretas e pardas) e ind\u00edgenas.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, trazia informa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de uma publica\u00e7\u00e3o de vaga de emprego: a carga hor\u00e1ria de 20 horas semanais e a expectativa de que o profissional contratado gerenciasse as rotinas financeiras, administrativas e de pessoal da entidade.<\/p>\n<p>Dias depois de publicado, o an\u00fancio foi retirado do ar. O suporte do site informou que a postagem havia sido retirada do ar por ter sido considerada discriminat\u00f3ria. O funcion\u00e1rio da rede social n\u00e3o detalhava o que havia sido considerado discriminat\u00f3rio, mas, para o Laut, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de o alvo era a prefer\u00eancia por pessoas negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O LinkedIn afirma que suas pol\u00edticas s\u00e3o detalhadas, transparentes e aplicadas a todos os usu\u00e1rios da plataforma em todo o mundo, e que parte do entendimento de que pessoas com os mesmos talentos devem ter acesso \u00e0s mesmas oportunidades.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que em alguns pa\u00edses, como o Brasil, a legisla\u00e7\u00e3o permite que empregadores apliquem esses crit\u00e9rios em seus processos de sele\u00e7\u00e3o. Revisitamos regularmente nossas pol\u00edticas para garantir que apoiamos a diversidade e a inclus\u00e3o de candidatos no LinkedIn e, consequentemente, no mercado de trabalho&#8221;, diz a plataforma.<\/p>\n<p>O pesquisador do Laut, Conrado H\u00fcbner Mendes, colunista da Folha, diz que o combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o estabelecido pelo LinkedIn em suas pol\u00edticas \u00e9 positivo. Por\u00e9m, considera estapaf\u00fardia a interpreta\u00e7\u00e3o da regra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prefer\u00eancia por candidatos negros e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil tem um ac\u00famulo de pol\u00edticas p\u00fablicas para expandir a\u00e7\u00f5es afirmativas, com cotas em universidades, cotas em partidos, cotas em empresas. Foi um assunto que suscitou debates jur\u00eddicos intensos, mas houve uma estabiliza\u00e7\u00e3o de que esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel como \u00e9 desej\u00e1vel&#8221;, afirma H\u00fcbner, que \u00e9 professor de direto da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O pesquisador defende que a prioriza\u00e7\u00e3o de grupos nas sele\u00e7\u00f5es para vagas por meio das chamadas a\u00e7\u00f5es afirmativas buscam melhorar o acesso de quem acabava exclu\u00eddo desses processos.<\/p>\n<p>Ele lembra o caso do programa de trainee aberto pela rede Magazine Luiza em 2020, para o qual s\u00f3 foram selecionados mulheres e homens pretos.<\/p>\n<p>O an\u00fancio gerou rea\u00e7\u00f5es acaloradas contra e a favor da iniciativa. Na \u00e9poca, at\u00e9 ju\u00edzes do trabalho vieram a p\u00fablico criticar a decis\u00e3o da rede, que consideravam discriminat\u00f3ria, por dar exclusividade a candidatos negros.<\/p>\n<p>Depois da rede de varejo, outras empresas lan\u00e7aram programas de sele\u00e7\u00e3o similares, com reserva de vagas para candidatos negros ou sele\u00e7\u00f5es exclusivas. A Folha organiza, neste ano, a segunda edi\u00e7\u00e3o para um treinamento destinado a profissionais negros. A primeira foi em 2021.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, a roteirista e podcaster Deia Nunes, do N\u00e3o Inviabilize, foi alvo de uma onda de ataques por meio do Twitter depois que anunciou uma vaga de trabalho para a qual selecionaria somente mulheres pretas, pardas e ind\u00edgenas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FERNANDA BRIGATTIS??O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; A rede social voltada a trabalho LinkedIn excluiu a publica\u00e7\u00e3o de uma vaga que dava prioridade, na sele\u00e7\u00e3o,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":59081,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[81],"tags":[],"class_list":["post-59080","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59080"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59080\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}