{"id":60451,"date":"2022-03-22T07:35:35","date_gmt":"2022-03-22T10:35:35","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/agua-pais-enfrenta-tragedia-ambiental-em-3-decadas-de-devastacao-do-verde\/"},"modified":"2022-03-22T07:35:35","modified_gmt":"2022-03-22T10:35:35","slug":"agua-pais-enfrenta-tragedia-ambiental-em-3-decadas-de-devastacao-do-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/22\/agua-pais-enfrenta-tragedia-ambiental-em-3-decadas-de-devastacao-do-verde\/","title":{"rendered":"\u00c1gua: pa\u00eds enfrenta trag\u00e9dia ambiental em 3 d\u00e9cadas de devasta\u00e7\u00e3o do verde"},"content":{"rendered":"<div>Na data em que se celebra o Dia Mundial da \u00c1gua, um levantamento da The Nature Conservancy Brasil chamam a aten\u00e7\u00e3o para uma trag\u00e9dia ambiental com consequ\u00eancias diretas para a disponibilidade h\u00eddrica no pa\u00eds. De 1988 a 2017, segundo o estudo, a perda da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em bacias localizadas nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste do Brasil chegou a 22,9 mil quil\u00f4metros quadrados, com potencial para acentuar as crises h\u00eddricas nos reservat\u00f3rios que fazem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN).<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Essa perda, somada a efeitos de longo prazo na mudan\u00e7a e uso do solo, pode ter agravado as recentes temporadas de escassez que afetaram essas \u00e1reas. Outros fatores incluem fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, aumento da demanda nos diferentes usos da \u00e1gua, crescimento populacional e gest\u00e3o focada em obras de infraestrutura cinza ??? compostas apenas de interven\u00e7\u00f5es de engenharia civil baseada essencialmente em concreto.<\/p>\n<p>&#8211; Leia:\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/#h2href:eyJ0aXR1bG8iOiJFeHRlcm5vOiBodHRwczovL3d3dy5lbS5jb20uYnIvYXBwL25vdGljaWEvZ2VyYWlzLzIwMjIvMDMvMjIvaW50ZXJuYV9nZXJhaXMsMTM1NDM5Ni9uby1kaWEtZGEtYWd1YS1yZWdpYW8tbWFpcy1hcmlkYS1kby1wYWlzLWRhLWV4ZW1wbG8tZGUtY29uc2VydmFjYW8uc2h0bWwiLCJsaW5rIjoiaHR0cHM6Ly93d3cuZW0uY29tLmJyL2FwcC9ub3RpY2lhL2dlcmFpcy8yMDIyLzAzLzIyL2ludGVybmFfZ2VyYWlzLDEzNTQzOTYvbm8tZGlhLWRhLWFndWEtcmVnaWFvLW1haXMtYXJpZGEtZG8tcGFpcy1kYS1leGVtcGxvLWRlLWNvbnNlcnZhY2FvLnNodG1sIiwicGFnaW5hIjoiIiwiaWRfc2l0ZSI6IiIsIm1vZHVsbyI6eyJzY2hlbWEiOiIiLCJpZF9wayI6IiIsImljb24iOiIiLCJpZF9zaXRlIjoiIiwiaWRfdHJlZWFwcCI6IiIsInRpdHVsbyI6IiIsImlkX3NpdGVfb3JpZ2VtIjoiIiwiaWRfdHJlZV9vcmlnZW0iOiIifSwicnNzIjp7InNjaGVtYSI6IiIsImlkX3NpdGUiOiIifSwib3Bjb2VzIjp7ImFicmlyIjoiX2JsYW5rIiwibGFyZ3VyYSI6IiIsImFsdHVyYSI6IiIsImNlbnRlciI6IiIsInNjcm9sbCI6IiIsIm5vZm9sbG93IjoiIiwib3JpZ2VtIjoiIn19\" rel=\"noopener\">No dia da \u00c1gua, regi\u00e3o mais \u00e1rida do pa\u00eds d\u00e1 exemplo de conserva\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 1988, o pa\u00eds havia perdido nessa \u00e1rea mais de 580 mil quil\u00f4metros quadrados de vegeta\u00e7\u00e3o natural e, de 1988 a 2017, outros 22,9 mil. Para se ter uma ideia do tamanho da destrui\u00e7\u00e3o nesses 30 anos, basta comparar com os territ\u00f3rios de S\u00e3o Paulo e sua capital: as \u00e1reas devastadas correspondem a 10% do tamanho do estado e a 15 vezes o tamanho de sua principal cidade. Os dados analisados s\u00e3o da s\u00e9rie hist\u00f3rica disponibilizada pela iniciativa Mapbiomas, que traz informa\u00e7\u00f5es sobre o uso e a ocupa\u00e7\u00e3o das terras no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Samuel Barreto, gerente de \u00c1gua da The Nature Conservancy Brasil, destaca que a seguran\u00e7a h\u00eddrica come\u00e7a com a gest\u00e3o adequada das bacias hidrogr\u00e1ficas, de forma a mant\u00ea-las ou recuper\u00e1-las para que sejam saud\u00e1veis e resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, tendo suas fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas mantidas. A conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das bacias hidrogr\u00e1ficas contribuir\u00e3o para atender aos usos m\u00faltiplos e promover a equidade social e a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. A seguran\u00e7a h\u00eddrica, como pilar estruturante para o desenvolvimento econ\u00f4mico, precisa ser tratada de forma estrat\u00e9gica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Ao analisarmos os desafios da disponibilidade h\u00eddrica e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, precisamos pensar al\u00e9m de solu\u00e7\u00f5es focadas em obras de infraestrutura cinza. A conserva\u00e7\u00e3o de bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 indispens\u00e1vel para garantir o suprimento de \u00e1gua no longo prazo, com qualidade e em quantidade para seus diferentes usos, como nas atividades agropecu\u00e1rias e industriais, navega\u00e7\u00e3o e transporte, gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e, principalmente, o abastecimento humano???, afirma.<\/div>\n<h3>Salvando as \u00e1guas do Serro<\/h3>\n<div>???A \u00e1gua \u00e9 o mais rico mineral produzido em terras mineiras???, diz a educadora, artes\u00e3 e ativista ambiental, Helena Flavia Marinho de Lima. Moradora de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio das Pedras, regi\u00e3o do Serro, \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo projeto ???Salvando as \u00e1guas do Serro???, cujo prop\u00f3sito \u00e9 mobilizar as comunidades locais e chamar a aten\u00e7\u00e3o para ???essa riqueza natural e seu potencial no desenvolvimento sustent\u00e1vel???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Helena Lima considera mais que urgente mudar a cultura no estado, acostumado com abund\u00e2ncia de nascentes, rios e aqu\u00edferos, de que o ciclo da \u00e1gua (chuva, evapora\u00e7\u00e3o, nuvens e chuvas) \u00e9 eterno. ???Vivemos uma corrida no sentido de grandes grupos privatizarem a \u00e1gua para garantir seus lucros e empreendimentos.???<\/div>\n<div><\/div>\n<div>?? preciso, destaca a ativista, garantir sustentabilidade para a vida no presente e para as futuras gera\u00e7\u00f5es. ???Garanto protegendo nascentes, deixando em p\u00e9 serras e montanhas. Se tirarmos o cerrado, matas e serras, estaremos desertificando. N\u00e3o h\u00e1 sustentabilidade que n\u00e3o garanta \u00e1gua paras a comunidades de determinado territ\u00f3rio.???<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na data em que se celebra o Dia Mundial da \u00c1gua, um levantamento da The Nature Conservancy Brasil chamam a aten\u00e7\u00e3o para uma trag\u00e9dia\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60452,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-60451","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60451\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}