{"id":60828,"date":"2022-03-22T16:35:59","date_gmt":"2022-03-22T19:35:59","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/construtoras-afirmam-que-obras-publicas-vao-parar-sem-correcao-de-contratos\/"},"modified":"2022-03-22T16:35:59","modified_gmt":"2022-03-22T19:35:59","slug":"construtoras-afirmam-que-obras-publicas-vao-parar-sem-correcao-de-contratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/22\/construtoras-afirmam-que-obras-publicas-vao-parar-sem-correcao-de-contratos\/","title":{"rendered":"Construtoras afirmam que obras p\u00fablicas v\u00e3o parar sem corre\u00e7\u00e3o de contratos"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>Obras p\u00fablicas em todo o Brasil passam por um momento conturbado em meio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o generalizada, com alta em insumos para realiza\u00e7\u00e3o destes empreendimentos. ?? o que alegam sindicatos de todo o pa\u00eds, como o Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada de Minas Gerais (Sicepot-MG).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jo\u00e3o Jacques Vianna Vaz, presidente do Sicepot-MG, afirma que os valores pr\u00e9-acordados n\u00e3o conseguem ser mantidos em meio a um cen\u00e1rio de instabilidade econ\u00f4mica, como atualmente. Em contato com o <b>Estado de Minas<\/b>, ele diz que empresas fornecedoras est\u00e3o fechando diante dessa situa\u00e7\u00e3o, deixando obras em &#8220;ponto morto&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O Brasil \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo. Sindicatos se reuniram e elaboraram algo que alivia momentaneamente a situa\u00e7\u00e3o das empresas. Levaram isso para conhecimento federal para viabilizar projetos, porque realmente est\u00e1 um clima de insatisfa\u00e7\u00e3o e inviabilidade mesmo, est\u00e1 invi\u00e1vel. As empresas existem para trabalhar e n\u00e3o est\u00e3o dando conta, v\u00e3o fechar as portas&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em janeiro de 2022, por exemplo, o pre\u00e7o dos insumos da constru\u00e7\u00e3o teve a maior alta anual registrada desde 2013. De acordo com o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e \u00cdndices da Constru\u00e7\u00e3o Civil (Sinapi), a alta foi de 18,65% em 2021. Segundo o mesmo levantamento, em dezembro do ano passado, a m\u00e9dia do custo por metro quadrado foi de R$1.514,52 no pa\u00eds. Desse valor, R$910,06 dizem respeito a materiais, enquanto R$604,46 s\u00e3o de pessoal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>?? com esse argumento que o presidente do Sicepot-MG pede uma revis\u00e3o na lei. Atualmente, o sistema de reajuste de pre\u00e7os \u00e9 somente anual. Contudo, Jo\u00e3o Jacques Vianna Vaz pede um reajuste mais constante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O X da quest\u00e3o \u00e9 que a equa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fecha, pois, os insumos podem subir em qualquer momento, eles sobem aleatoriamente e temos que ajustar o pre\u00e7o que est\u00e1 vendendo. Desde que teve o plano real, tem previsto esse reajuste de pre\u00e7os de contratos p\u00fablicos anualmente, uma vez por ano, mas os insumos sobem todo dia, as empresas n\u00e3o est\u00e3o aguentando&#8221;, afirma, \u00e0 reportagem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Tem que se arrumar uma sa\u00edda para que empresas possam corrigir o pre\u00e7o para eles conseguirem seguir trabalhando. As obras est\u00e3o paradas, n\u00e3o agora, mas ao longo de um tempo j\u00e1. O que custa mais caro, uma corre\u00e7\u00e3o fora do per\u00edodo de anivers\u00e1rio, como chamam, ou deixar as obras paradas? Tem que se criar uma solu\u00e7\u00e3o, pois, como existe lei, o ordenador fica ref\u00e9m dela, n\u00e3o tem jeito de sair disso, e fora isso tem os \u00f3rg\u00e3os que dificultam mais, com normatiza\u00e7\u00f5es mais r\u00edgidas. A\u00ed que o ordenador n\u00e3o quer assinar nada&#8221;, completou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O diretor do Sicepot-MG, contudo, n\u00e3o critica radicalmente a lei e reconhece que ela j\u00e1 ajudou as obras, mas deixa claro que ela precisa de atualiza\u00e7\u00f5es. &#8220;A lei corrigiu muitos problemas, quando tem infla\u00e7\u00e3o controlada \u00e9 vi\u00e1vel, mas nesse ponto que estamos tem que arrumar. A\u00ed a popula\u00e7\u00e3o fica desatendida, sem estradas, hospitais, escolas, a popula\u00e7\u00e3o sofre diretamente. O investimento em estrutura est\u00e1 menor a cada ano, e a infraestrutura \u00e9 fundamental para a economia crescer, \u00e9 um c\u00edrculo&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2><b>Movimenta\u00e7\u00e3o para mudan\u00e7as<\/b><\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o presidente do Sicepot-MG, os diversos sindicatos do pa\u00eds est\u00e3o em conversa com o Governo Federal para tentar alterar a lei do &#8220;anivers\u00e1rio&#8221; das obras. Al\u00e9m de Bras\u00edlia, a press\u00e3o \u00e9 feita nos estados, em busca de apoio para tentar mudar este cen\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;A conversa est\u00e1 andando, todos entendem que a infla\u00e7\u00e3o explodiu. Isso \u00e9 com o Governo Federal, mas h\u00e1 outras conversas com os governos estaduais para ajudar, cada um com o seu&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Ruim para todo mundo<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel faz coro com a situa\u00e7\u00e3o adversa por conta dos altos pre\u00e7os dos insumos da constru\u00e7\u00e3o. Ele reafirma a infla\u00e7\u00e3o alta e diz que o reajuste a cada 12 meses em obras p\u00fablicas, no atual cen\u00e1rio, n\u00e3o atende.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Hoje tem alta generalizada dos insumos da constru\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos expectativa de que fosse atenuar em 2020, 2021, mas n\u00e3o refrescou e continuou subindo. Temos estudos que demonstram que a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 superior a 50%, em m\u00e9dia subiram 50% em dois anos. E \u00e9 uma quest\u00e3o de todas as obras, at\u00e9 privadas. No caso das p\u00fablicas, os contratos s\u00f3 permitem esse reajuste de 12 meses, e quando chega na data do reajuste voc\u00ea tem um quinto do valor do material que j\u00e1 foi embora. ?? muito acima do que se habituou&#8221;, afirmou, ao Estado de Minas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Renato Michel tamb\u00e9m amplia o quadro para outras obras, como as privadas. O presidente do Sinduscon-MG considera que uma reformula\u00e7\u00e3o na forma de reajuste dos contratos pode ser uma sa\u00edda para as obras p\u00fablicas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Esse pleito de reduzir esse per\u00edodo, fazer a cada seis meses, quatro, para diminuir essa diferen\u00e7a, \u00e9 uma ideia interessante, se n\u00e3o as empresas v\u00e3o parar obras p\u00fablicas. Traz uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o, em geral, mas obras voltadas para habita\u00e7\u00e3o social t\u00eam dificuldade grande na constru\u00e7\u00e3o. Algumas j\u00e1 foram at\u00e9 vendidas, e construtoras ter\u00e3o dificuldades para entregar&#8221;, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por fim, Renato tamb\u00e9m coloca a culpa dos pre\u00e7os nas empresas, que segundo ele t\u00eam lucros acima da m\u00e9dia. &#8220;Est\u00e1 tudo aumentando de forma exagerada, comprometendo o setor, s\u00f3 olhar que a constru\u00e7\u00e3o gerou muitas vagas, n\u00e3o \u00e9 justo que seja prejudicado. ?? um aumento excessivo, e simultaneamente vemos lucros astron\u00f4micos&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A reportagem procurou o Governo de Minas sobre as obras p\u00fablicas. Caso tenha retorno, esta mat\u00e9ria ser\u00e1 atualizada com o posicionamento.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras p\u00fablicas em todo o Brasil passam por um momento conturbado em meio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o generalizada, com alta em insumos para realiza\u00e7\u00e3o destes empreendimentos.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60829,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-60828","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}