{"id":61193,"date":"2022-03-23T05:35:57","date_gmt":"2022-03-23T08:35:57","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/obras-podem-parar-no-pais\/"},"modified":"2022-03-23T05:35:57","modified_gmt":"2022-03-23T08:35:57","slug":"obras-podem-parar-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/23\/obras-podem-parar-no-pais\/","title":{"rendered":"Obras podem parar no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>Obras p\u00fablicas em todo o Brasil passam por um momento conturbado em meio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o generalizada, com alta em insumos para realiza\u00e7\u00e3o destes empreendimentos. ?? o que alegam sindicatos de todo o pa\u00eds, como o Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada de Minas Gerais (Sicepot-MG). Jo\u00e3o Jacques Vianna Vaz, presidente do Sicepot-MG, afirma que os valores pr\u00e9-acordados n\u00e3o conseguem ser mantidos em meio a um cen\u00e1rio de instabilidade econ\u00f4mica, como atualmente. Em contato com o Estado de Minas, ele diz que empresas fornecedoras est\u00e3o fechando diante dessa situa\u00e7\u00e3o, deixando obras em ???ponto morto???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O Brasil \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo. Sindicatos se reuniram e elaboraram algo que alivia momentaneamente a situa\u00e7\u00e3o das empresas. Levaram isso para conhecimento federal para viabilizar projetos, porque realmente est\u00e1 um clima de insatisfa\u00e7\u00e3o e inviabilidade mesmo, est\u00e1 invi\u00e1vel. As empresas existem para trabalhar e n\u00e3o est\u00e3o dando conta, v\u00e3o fechar as portas???, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em janeiro de 2022, por exemplo, o pre\u00e7o dos insumos da constru\u00e7\u00e3o teve a maior alta anual registrada desde 2013. De acordo com o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e \u00cdndices da Constru\u00e7\u00e3o Civil (Sinapi), a alta foi de 18,65% em 2021. Segundo o mesmo levantamento, em dezembro do ano passado, a m\u00e9dia do custo por metro quadrado foi de R$ 1.514,52 no pa\u00eds. Desse valor, R$ 910,06 dizem respeito a materiais, enquanto R$ 604,46 s\u00e3o de pessoal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>?? com esse argumento que o presidente do Sicepot-MG pede uma revis\u00e3o na lei. Atualmente, o sistema de reajuste de pre\u00e7os \u00e9 somente anual. Contudo, Jo\u00e3o Jacques Vianna Vaz pede um reajuste mais constante. ???O X da quest\u00e3o \u00e9 que a equa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fecha, pois os insumos podem subir a qualquer momento, eles sobem aleatoriamente e temos que ajustar o pre\u00e7o que est\u00e1 vendendo. Desde que teve o Plano Real, tem previsto esse reajuste de pre\u00e7os de contratos p\u00fablicos anualmente, uma vez por ano, mas os insumos sobem todo dia, as empresas n\u00e3o est\u00e3o aguentando???, afirma, \u00e0 reportagem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Tem que se arrumar uma sa\u00edda para que empresas possam corrigir o pre\u00e7o para eles conseguirem seguir trabalhando. As obras est\u00e3o paradas, n\u00e3o agora, mas ao longo de um tempo j\u00e1. O que custa mais caro, uma corre\u00e7\u00e3o fora do per\u00edodo de anivers\u00e1rio, como chamam, ou deixar as obras paradas? Tem que se criar uma solu\u00e7\u00e3o, pois, como existe lei, o ordenador fica ref\u00e9m dela, n\u00e3o tem jeito de sair disso, e fora isso tem os \u00f3rg\u00e3os que dificultam mais, com normatiza\u00e7\u00f5es mais r\u00edgidas. A\u00ed que o ordenador n\u00e3o quer assinar nada???, completou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jo\u00e3o Jacques, contudo, n\u00e3o critica radicalmente a lei e reconhece que ela j\u00e1 ajudou as obras, mas deixa claro que ela precisa de atualiza\u00e7\u00f5es. ???A lei corrigiu muitos problemas, quando tem infla\u00e7\u00e3o controlada \u00e9 vi\u00e1vel, mas nesse ponto que estamos tem que arrumar. A\u00ed a popula\u00e7\u00e3o fica desatendida, sem estradas, hospitais, escolas, a popula\u00e7\u00e3o sofre diretamente. O investimento em estrutura est\u00e1 menor a cada ano, e a infraestrutura \u00e9 fundamental para a economia crescer, \u00e9 um c\u00edrculo???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o presidente do Sicepot-MG, os diversos sindicatos do pa\u00eds est\u00e3o em conversa com o governo federal para tentar alterar a lei do ???anivers\u00e1rio??? das obras. Al\u00e9m de Bras\u00edlia, a press\u00e3o \u00e9 feita nos estados, em busca de apoio para tentar mudar este cen\u00e1rio. ???A conversa est\u00e1 andando, todos entendem que a infla\u00e7\u00e3o explodiu. Isso \u00e9 com o governo federal, mas h\u00e1 outras conversas com os governos estaduais para ajudar, cada um com o seu???, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Insumos\u00a0<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel faz coro com a situa\u00e7\u00e3o adversa por conta dos altos pre\u00e7os dos insumos da constru\u00e7\u00e3o. Ele reafirma a infla\u00e7\u00e3o alta e diz que o reajuste a cada 12 meses em obras p\u00fablicas, no atual cen\u00e1rio, n\u00e3o atende. ???Hoje tem alta generalizada dos insumos da constru\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos expectativa de que fosse atenuar em 2020, 2021, mas n\u00e3o refrescou e continuou subindo. Temos estudos que demonstram que a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 superior a 50%, em m\u00e9dia subiram 50% em dois anos. E \u00e9 uma quest\u00e3o de todas as obras, at\u00e9 privadas. No caso das p\u00fablicas, os contratos s\u00f3 permitem esse reajuste de 12 meses, e quando chega na data do reajuste voc\u00ea tem um quinto do valor do material que j\u00e1 foi embora. ?? muito acima do que se habituou&#8221;, afirmou, ao Estado de Minas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Renato Michel tamb\u00e9m amplia o quadro para outras obras, como as privadas. O presidente do Sinduscon-MG considera que uma reformula\u00e7\u00e3o na forma de reajuste dos contratos pode ser uma sa\u00edda para as obras p\u00fablicas. ???Esse pleito de reduzir esse per\u00edodo, fazer a cada seis meses, quatro, para diminuir essa diferen\u00e7a, \u00e9 uma ideia interessante, se n\u00e3o as empresas v\u00e3o parar obras p\u00fablicas. Traz uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o, em geral, mas obras voltadas para habita\u00e7\u00e3o social t\u00eam dificuldade grande na constru\u00e7\u00e3o. Algumas j\u00e1 foram at\u00e9 vendidas, e construtoras ter\u00e3o dificuldades para entregar???, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por fim, Renato tamb\u00e9m coloca a culpa dos pre\u00e7os nas empresas, que segundo ele t\u00eam lucros acima da m\u00e9dia. &#8220;Est\u00e1 tudo aumentando de forma exagerada, comprometendo o setor, s\u00f3 olhar que a constru\u00e7\u00e3o gerou muitas vagas, n\u00e3o \u00e9 justo que seja prejudicada. ?? um aumento excessivo, e simultaneamente vemos lucros astron\u00f4micos&#8221;. A reportagem procurou o governo de Minas sobre as obras p\u00fablicas, mas at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve retorno.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras p\u00fablicas em todo o Brasil passam por um momento conturbado em meio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o generalizada, com alta em insumos para realiza\u00e7\u00e3o destes empreendimentos.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":61194,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-61193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61193\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}