{"id":62745,"date":"2022-03-25T04:35:20","date_gmt":"2022-03-25T07:35:20","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/dengue-avanca-em-minas\/"},"modified":"2022-03-25T04:35:20","modified_gmt":"2022-03-25T07:35:20","slug":"dengue-avanca-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/25\/dengue-avanca-em-minas\/","title":{"rendered":"Dengue avan\u00e7a em Minas"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>A pandemia de COVID-19 n\u00e3o acabou e Minas Gerais vive uma alta nos casos de dengue. At\u00e9 ter\u00e7a-feira, foram registrados 13.143 casos prov\u00e1veis de da doen\u00e7a no estado, sendo que 5.112 infec\u00e7\u00f5es e uma morte j\u00e1 foram confirmadas. Al\u00e9m disso, sete \u00f3bitos est\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES-MG), ontem. Comparando com o boletim de sete dias atr\u00e1s, divulgado no dia 16 de mar\u00e7o, os casos aumentaram significativamente. Naquela data, Minas tinha registrado 10.322 casos prov\u00e1veis, sendo 3.885 confirmados para a doen\u00e7a. O n\u00famero de \u00f3bitos confirmados n\u00e3o teve altera\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma semana, seis mortes estavam em investiga\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na capital mineira, at\u00e9 o dia 17 de mar\u00e7o, 111 casos de dengue foram confirmados. De acordo com a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Belo Horizonte, h\u00e1 825 notifica\u00e7\u00f5es e resultados s\u00e3o aguardados. J\u00e1 o n\u00famero de casos investigados e descartados chega a 820. Apesar de abaixo do registrado em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2021 ??? onde de janeiro a mar\u00e7o foram confirmados 510 casos ???, o n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es deste ano j\u00e1 representa cerca de 10% dos registrados no ano passado, no qual 1.055 casos de dengue foram confirmados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os casos de dengue tamb\u00e9m aumentaram nas outras regi\u00f5es do Brasil. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, entre 2 de janeiro e 12 de mar\u00e7o, foram confirmados 161.605 casos prov\u00e1veis de dengue, a taxa de incid\u00eancia \u00e9 de 75,8 casos a cada 100 mil habitantes. Ainda de acordo com o minist\u00e9rio, em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2021, houve uma alta de 43,9 % de infec\u00e7\u00f5es registradas para o mesmo per\u00edodo analisado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Regi\u00e3o Centro-Oeste apresenta a maior taxa de incid\u00eancia de dengue, com 204,2 casos a cada 100 mil habitantes. Em seguida, as regi\u00f5es Norte, com 97,4 casos a cada 100 mil cidad\u00e3os. Sudeste tem 47,9 casos a cada 100 mil habitantes e a regi\u00e3o Sul, com 49 casos a cada 100 mil pessoas. Nordeste com 31 infec\u00e7\u00f5es a cada 100 mil. Das cidades que apresentam os maiores registros de casos prov\u00e1veis, Goi\u00e2nia (GO) lidera o ranking nacional, com 16,6 mil casos de dengue. Em seguida fica Bras\u00edlia, com mais de 10,6 mil notifica\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Clima\u00a0<\/h2>\n<div>As condi\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o fatores determinantes para prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito infectado. O per\u00edodo chuvoso seguido da onda de calor no estado de Minas Gerais pode contribuir para o cen\u00e1rio epid\u00eamico. O epidemiologista Geraldo Cunha Cury, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alerta a popula\u00e7\u00e3o sobre as medidas que podem ser tomadas em casa. ???As pessoas devem se preocupar em buscar os focos, principalmente dentro das casas. Aguinha no vaso, planta, a lata que fica virada e acumula \u00e1gua, a garrafa aberta, tudo isso s\u00e3o medidas que cada um pode observar em casa e ajuda muito para que o n\u00famero de casos n\u00e3o v\u00e1 aumentando???, pontua.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O especialista tamb\u00e9m comenta a falta de campanhas educacionais sobre a dengue. ????? importante relembrar que a dengue \u00e9 um problema permanente. Choveu, acumulou \u00e1gua, veio o calor, aparece a dengue, \u00e9 um ciclo que se repete todo ano. N\u00e3o estamos tendo campanha. A popula\u00e7\u00e3o fica atenta quando come\u00e7a a falar na televis\u00e3o, no r\u00e1dio, &#8216;v\u00ea se tem \u00e1gua acumulada em casa, etc&#8217;, a\u00ed voc\u00ea consegue trabalhar esse problema&#8221;, declara.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Com a COVID, as pessoas esqueceram que existe a dengue, mas quem tem que fazer isso \u00e9 a prefeitura, o estado, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, \u00e9 que tem que lembrar a popula\u00e7\u00e3o disso???, completa. Apesar da falta de campanha, Geraldo pontua a iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte com o projeto Wolbachia e afirma que \u00e9 uma experi\u00eancia interessante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Wolbachia \u00e9 um microrganismo intracelular e n\u00e3o pode ser transmitida para humanos ou animais. Ou seja, mosquitos que carregam o microrganismo, t\u00eam a capacidade reduzida na transmiss\u00e3o das arboviroses, diminuindo assim, o risco de surtos de Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. O projeto Wolbachia \u00e9 uma parceria entre a PBH, a World Mosquito Program (WMP) ???\u00a0 iniciativa sem fins lucrativos que \u00e9 respons\u00e1vel pelo m\u00e9todo Wolbachia ??? Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), e tem apoio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em outubro de 2020, a SMSA come\u00e7ou a realizar soltura dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia. Os trabalhos come\u00e7aram na Regional Venda Nova e hoje s\u00e3o realizados nas 9 regionais. O projeto conta ainda com uma biof\u00e1brica para a produ\u00e7\u00e3o dos mosquitos com Wolbachia. Para a implanta\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo, a Prefeitura construiu, com recursos pr\u00f3prios, uma biof\u00e1brica que produz Aedes com Wolbachia. O m\u00e9todo est\u00e1 presente em 11 pa\u00edses, sendo que Belo Horizonte \u00e9 a primeira cidade do mundo que conta com local pr\u00f3prio. Cabe ressaltar que esse m\u00e9todo n\u00e3o envolve qualquer modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica do vetor Aedes aegypti&#8221;, explicou a Secret\u00e1ria Municipal de Sa\u00fade de Belo Horizonte por nota.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>*Estagi\u00e1rio sob supervis\u00e3o do subeditor Marc\u00edlio de Moraes<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Chikungunya e Zika<\/h2>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 febre chikungunya, foram registrados 897 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a, dos quais 144 foram confirmados. At\u00e9 o momento, h\u00e1 um \u00f3bito confirmado, mas nenhum\u00a0 investigado por chikungunya em Minas. Os n\u00fameros tamb\u00e9m aumentaram, j\u00e1 que no boletim anterior, foram contabilizados 626 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a e, desse total, 84 foram confirmados. Quanto ao v\u00edrus zika, s\u00e3o 21 casos prov\u00e1veis, sendo um confirmado para a doen\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 morte confirmada, ou mesmo investigada, por zika em Minas Gerais, segundo a SES-MG.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de COVID-19 n\u00e3o acabou e Minas Gerais vive uma alta nos casos de dengue. 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