{"id":63272,"date":"2022-03-25T21:35:27","date_gmt":"2022-03-26T00:35:27","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/quem-sao-os-pre-candidatos-a-presidente-e-os-obstaculos-que-devem-enfrentar-2\/"},"modified":"2022-03-25T21:35:27","modified_gmt":"2022-03-26T00:35:27","slug":"quem-sao-os-pre-candidatos-a-presidente-e-os-obstaculos-que-devem-enfrentar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/25\/quem-sao-os-pre-candidatos-a-presidente-e-os-obstaculos-que-devem-enfrentar-2\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os pr\u00e9-candidatos a Presidente e os obst\u00e1culos que devem enfrentar"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><i>Esta reportagem <\/i><i>f<\/i><i>oi atualizada no dia 25 de mar\u00e7o de 2022 ap\u00f3s o an\u00fancio de novas pr\u00e9-candidaturas \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/i><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2022 tende a gerar grande polariza\u00e7\u00e3o, com Jair Bolsonaro (PL) disputando a reelei\u00e7\u00e3o e o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) tentando retornar \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica para um terceiro mandato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mas pr\u00e9-candidatos de esquerda, centro e direita tentam se viabilizar como &#8220;terceira via&#8221;, entre eles Ciro Gomes (PDT), a senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-juiz S\u00e9rgio Moro (Podemos).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 o PSDB escolheu o governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o D\u00f3ria, como pr\u00e9-candidato do partido \u00e0 elei\u00e7\u00e3o. Mas ele ter\u00e1 a tarefa dif\u00edcil de resgatar a relev\u00e2ncia do partido na corrida presidencial. Em 2018, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, ficou em quarto lugar no primeiro turno, com pouco mais de 4% dos votos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (16), o Cabo Daciolo (PMB) anunciou ter desistido de se candidatar novamente \u00e0 Presid\u00eancia e declarou voto em Ciro. Em 2018, Daciolo ficou em 6\u00ba lugar com 1,3 milh\u00e3o de votos &#8211; 1,26% do total.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a \u00fanica mulher na disputa \u00e9 a senadora Simone Tebet, do MDB. A lista definitiva de candidatos s\u00f3 vai ser definida nas conven\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias que v\u00e3o ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2022.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A BBC News Brasil lista aqui as pessoas que, pouco menos de um ano antes da elei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 foram lan\u00e7adas como pr\u00e9-candidatas ??? e os desafios que cada uma tem a enfrentar. <\/p>\n<h3>Jair Bolsonaro, pelo PL<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O presidente Jair Bolsonaro vai disputar a reelei\u00e7\u00e3o pelo Partido Liberal, legenda de Valdemar Costa Neto, um dos condenados no esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> Atualmente, um dos principais desafios de Bolsonaro \u00e9 a popularidade em baixa.<\/p>\n<p>  Segundo pesquisa Datafolha de setembro, 53% consideram o seu governo ruim ou p\u00e9ssimo ??? o pior \u00edndice desde o in\u00edcio do mandato. Na pesquisa anterior, o percentual era de 51%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Alguns elementos contribu\u00edram para essa queda: a rea\u00e7\u00e3o do governo \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus; os esc\u00e2ndalos envolvendo filhos do presidente, especialmente o chamado caso das &#8220;rachadinhas&#8221;; e as acusa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 compra de vacinas contra a covid.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica, com alta cont\u00ednua da infla\u00e7\u00e3o, e o aumento da pobreza tamb\u00e9m podem significar desafios para a reelei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro. Por outro lado, o aumento do valor do Aux\u00edlio Brasil (antigo Bolsa Fam\u00edlia) pode ajudar a recuperar parte dos votos. Bolsonaro deu novo nome ao Bolsa Fam\u00edlia, numa tentativa de imprimir marca pr\u00f3pria na assist\u00eancia social. O presidente tamb\u00e9m conta com uma base de eleitores fi\u00e9is dispostos a ir \u00e0s ruas para defender suas posi\u00e7\u00f5es, como ocorreu nos protestos de 7 de setembro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O principal desafio de Bolsonaro \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o ruim do seu governo, conforme mostram pesquisas de opini\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil o cientista pol\u00edtico Claudio Couto, professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). &#8220;Tem bolsonaristas que n\u00e3o abandonam Bolsonaro, mas tem os bolsonaristas de ocasi\u00e3o, que podem abandonar Bolsonaro e ir para outros candidatos de direita, principalmente para S\u00e9rgio Moro&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para Couto, Bolsonaro tem dois desafios pela frente que n\u00e3o existiam na elei\u00e7\u00e3o de 2018. Primeiro, ele vai ter que centrar for\u00e7a na campanha em atacar dois candidatos: S\u00e9rgio Moro, seu principal advers\u00e1rio na disputa para chegar ao segundo turno; e Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, atualmente em primeiro lugar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Em 2018, Bolsonaro s\u00f3 precisava atacar Lula. Ele era o candidato do antipetismo. Agora, tem Moro como alternativa e ele vai precisar centrar fogo em duas frentes no primeiro turno&#8221;, diz Couto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O segundo desafio \u00e9 o fato de que Bolsonaro ter\u00e1 mais dificuldade para sustentar o discurso de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, especialmente ap\u00f3s as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o na compra de vacinas contra a covid e as acusa\u00e7\u00f5es de que tentou interferir em investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se antes de se eleger presidente Bolsonaro era um dos principais defensores da Lava Jato, foi durante seu governo que a for\u00e7a tarefa foi desmantelada e o ritmo das investiga\u00e7\u00f5es se reduziu consideravelmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Para Bolsonaro o discurso anticorrup\u00e7\u00e3o foi perdido e foi perdido por conta dos problemas na fam\u00edlia, o envolvimento em compra de vacina, e o favorecimento de seus aliados do Centr\u00e3o. Esse discurso, a n\u00e3o ser para quem acredita que o PT det\u00e9m o monop\u00f3lio da corrup\u00e7\u00e3o, n\u00e3o vai colar como em 2018&#8221;, diz Couto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Bolsonaro est\u00e1, atualmente, em segundo lugar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto, atr\u00e1s apenas de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. Num eventual segundo turno com Lula, ele poder\u00e1 voltar a personificar o antipetismo que o ajudou a se eleger em 2018. <\/p>\n<h3>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, pelo PT<\/h3>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silvia aparece em primeiro lugar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto para presidente da Rep\u00fablica, seguido por Bolsonaro e S\u00e9rgio Moro. Desde que teve sua condena\u00e7\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o anulada pelo Supremo Tribunal Federal, sua candidatura pelo PT \u00e0 Presid\u00eancia \u00e9 tida como certa por pol\u00edticos do partido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Embora, n\u00e3o tenha confirmado que ir\u00e1 concorrer, o ex-presidente tem participado de eventos para discutir propostas para o Brasil, vem se reunindo com setores da sociedade, como lideran\u00e7as evang\u00e9licas, e at\u00e9 rodou a Europa para dialogar com chefes de Estado e de governo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O principal obst\u00e1culo do ex-presidente \u00e9 o antipetismo, que ainda deve ter peso na pr\u00f3xima disputa presidencial, com eleitores buscando alternativas numa terceira via ou recorrendo a Moro ou Bolsonaro para evitar um retorno de Lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> Apesar disso, as \u00faltimas pesquisas de opini\u00e3o mostram que a rejei\u00e7\u00e3o do ex-presidente \u00e9 menor que a dos outros quatro candidatos mais competitivos na disputa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lula aprece com 43% de rejei\u00e7\u00e3o na pesquisa de inten\u00e7\u00e3o de voto da Quaest\/Genial, divulgada no dia 8 de dezembro, enquanto 64% dizem que n\u00e3o votariam em Jair Bolsonaro (PL). J\u00e1 Sergio Moro (Podemos) tem 61% de rejei\u00e7\u00e3o, Ciro Gomes (PDT), 55% e Jo\u00e3o D\u00f3ria (PSDB), 59%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O Lula tem a dificuldade de vencer o antipetismo. Mas isso est\u00e1 mais fraco do que foi anteriormente. Uma parte dos problemas que originou o antipetismo, que \u00e9 o esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o, se dissolveu pelo tempo que passou, s\u00e3o esc\u00e2ndalos j\u00e1 precificados&#8221;, avalia Claudio Couto, da FGV..<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lula tem a vantagem de, ao menos por enquanto, s\u00f3 ter Ciro Gomes (PDT) como advers\u00e1rio de esquerda na disputa. Todos os demais pr\u00e9-candidatos s\u00e3o associados \u00e0 centro-direita ou direita. Isso garante a ele maior facilidade para chegar ao segundo turno.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Lula, de todos os candidatos, \u00e9 o que pode estar na posi\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel. Ele tem na esquerda um apoio consolidado. Ciro Gomes, ao bater forte em Lula e Dilma, como tem efeito, abdicou de parte do eleitorado da esquerda&#8221;, diz Couto. <\/p>\n<h3>Sergio Moro, pelo Podemos<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 10 de novembro, o ex-juiz Sergio Moro se filiou ao Podemos numa cerim\u00f4nia na qual o partido o anunciou como &#8220;futuro presidente da Rep\u00fablica&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Depois de deixar os processos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, renunciar ao cargo de juiz, entrar para a pol\u00edtica como ministro da Justi\u00e7a de Jair Bolsonaro e pedir demiss\u00e3o, Moro se torna o principal advers\u00e1rio do atual presidente na disputa para o segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2022.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nas primeiras pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto realizadas ap\u00f3s a filia\u00e7\u00e3o ao Podemos, o ex-juiz aparece em terceiro lugar na disputa, atr\u00e1s de Lula e Bolsonaro. Pesquisa Datafolha divulgada no dia 16 de dezembro aponta Lula com 48% das inten\u00e7\u00f5es de voto no primeiro turno, Bolsonaro em segundo lugar, com 22%, e Moro em terceiro, com 9%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Ele tem chances de roubar votos de Bolsonaro, j\u00e1 que parte do eleitorado do presidente tamb\u00e9m \u00e9 &#8216;morista&#8217; ou &#8216;lavajatista'&#8221;, avalia Claudio Couto, da FGV.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por outro lado, Moro ter\u00e1 o desafio de comprovar que suas capacidades v\u00e3o al\u00e9m do discurso anticorrup\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ter\u00e1 de enfrentar as acusa\u00e7\u00f5es de que agiu com parcialidade nos julgamentos da Lava Jato e de que cometeu abusos durante a investiga\u00e7\u00e3o. Mas ele tem espa\u00e7o para conquistar votos de antipetistas, e pode roubar parte do eleitorado do PSDB que desaprova Bolsonaro, mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer o retorno de Lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Ele vai ter que demonstrar que consegue dominar outros temas e fazer promessas cr\u00edveis. Apostaria numa disputa entre Moro e Bolsonaro para chegar ao segundo turno. Os dois v\u00e3o se vender como baluartes do antipetismo, mas Moro vai precisar comprovar que \u00e9 mais que um ex-juiz&#8221;, diz Couto. <\/p>\n<h3>Jo\u00e3o D\u00f3ria, pelo PSDB<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o D\u00f3ria, foi escolhido para ser candidato do PSDB ap\u00f3s vencer o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o prefeito de Manaus, Arthur Virg\u00edlio, em pr\u00e9vias realizadas pelo partido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Durante a pandemia do coronav\u00edrus, D\u00f3ria se projetou ao adotar postura oposta \u00e0 de Bolsonaro na rea\u00e7\u00e3o \u00e0 crise. Nos picos de infec\u00e7\u00e3o, ele defendeu lockdowns, fechamento de com\u00e9rcio e restaurantes e medidas de isolamento social, al\u00e9m de ter investido, por meio do Instituto Butantan, na produ\u00e7\u00e3o da CoronaVac, a primeira vacina a ser disponibilizada no Brasil contra a covid-19.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para se cacifar nacionalmente, a tend\u00eancia \u00e9 que ele se apresente como &#8220;o candidato da vacina&#8221; contra covid, ou seja, como algu\u00e9m que reagiu \u00e0 crise. Mas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto realizadas at\u00e9 agora o colocam na quarta ou quinta posi\u00e7\u00e3o no primeiro turno.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O PSDB vem passando por um processo de desgaste interno e, na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o presidencial, candidato tucano Geraldo Alckmin s\u00f3 alcan\u00e7ou 4% dos votos no primeiro turno ??? resultado considerado desastroso para um partido que sempre figurava em primeiro ou segundo lugar na disputa presidencial desde 1994. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, D\u00f3ria enfrenta resist\u00eancias dentro do pr\u00f3prio partido e corre o risco de ser alvo de &#8220;fogo amigo&#8221; durante a campanha. &#8220;H\u00e1 chance de integrantes do PSDB apoiarem outros candidatos de centro e direita, como S\u00e9rgio Moro&#8221;, diz Claudio Couto, da FGV.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>D\u00f3ria tamb\u00e9m vai enfrentar o desafio de convencer o eleitorado de outras regi\u00f5es do pa\u00eds, especialmente do Nordeste, que n\u00e3o \u00e9 um pol\u00edtico centrado nos interesses e desafios de S\u00e3o Paulo e do Sudeste.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;D\u00f3ria ainda tem uma imagem antip\u00e1tica fora de S\u00e3o Paulo, de algu\u00e9m muito distante da realidade das regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds. Ele precisa vencer essa resist\u00eancia e ter\u00e1 a tarefa de comprovar que tem sensibilidade para quest\u00f5es de outros Estados&#8221;, avalia o professor de ci\u00eancia pol\u00edtica da FGV. <\/p>\n<h3>Ciro Gomes, pelo PDT<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O PDT lan\u00e7ou a candidatura de Ciro Gomes \u00e0 Presid\u00eancia no dia 21 de janeiro, em ato na sede do partido em Bras\u00edlia. Esta ser\u00e1 a quarta vez que Ciro Gomes concorre ao cargo. Em 2018, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,5% dos votos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m concorreu \u00e0 Presid\u00eancia em 2002 e 1998. Candidato associado \u00e0 esquerda ou centro-esquerda, Ciro Gomes tenta novamente despontar como terceira via, ou seja, alternativa a Lula e Bolsonaro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A seu favor, ele conta experi\u00eancia pol\u00edtica, numa elei\u00e7\u00e3o que n\u00e3o dar\u00e1 o mesmo peso a &#8220;outsiders&#8221; ou figuras antipol\u00edticas como a de 2018. Ciro foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Cear\u00e1 e ministro dos governos Itamar Franco e Lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ele passou por sete partidos e deve concorrer \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de 2022 pelo PDT. Para fazer frente \u00e0 candidatura de Lula, Ciro tem adotado uma estrat\u00e9gia de ataque, criticando fortemente o ex-presidente petista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Lembre que o Brasil mudou muito e Lula n\u00e3o renovou as ideias. Ser\u00e1 que ele se corrigiu e n\u00e3o vai repetir aqueles erros terr\u00edveis que voc\u00ea s\u00f3 descobriu depois? O pior \u00e9 que voc\u00ea nunca viu ele pedir perd\u00e3o pelos erros e est\u00e1 vendo ele se juntar de novo \u00e0s mesmas pessoas&#8221;, escreveu Ciro nas redes sociais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ex-governador do Cear\u00e1 tamb\u00e9m chegou a acusar Lula de conspirar para o impeachment de Dilma e, quando a petista saiu em defesa do padrinho pol\u00edtico, Ciro reagiu dizendo que a ex-presidente foi uma das pessoas &#8220;mais inapetentes, incompetentes e presun\u00e7osas&#8221; a presidir o Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se por um lado essa estrat\u00e9gia visa firmar Ciro Gomes como alternativa a Lula, por outro, pode eventualmente afastar eleitores que nutrem alguma simpatia pelo PT ou que defendem uma ampla alian\u00e7a anti-Bolsonaro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Ao mesmo tempo em que essa estrat\u00e9gia pode custar votos de eleitores da esquerda, Ciro tem dificuldade em conquistar, de fato, eleitores da direita. Ele ainda \u00e9 visto como algu\u00e9m, no m\u00ednimo, de centro-esquerda&#8221;, diz o cientista pol\u00edtico Claudio Couto. <\/p>\n<h3>Simone Tebet, pelo MDB<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>??nica mulher at\u00e9 o momento a ser cogitada como pr\u00e9-candidata \u00e0 Presid\u00eancia, a senadora Simone Tebet deve ser lan\u00e7ada para disputar o Pal\u00e1cio do Planalto pelo MDB em dezembro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ela foi a primeira mulher a disputar o comando do Senado, em 2021. Tamb\u00e9m foi a primeira parlamentar mulher a comandar a disputada Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), a primeira vice-governadora de Mato Grosso do Sul e primeira prefeita de Tr\u00eas Lagoas (MS).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A possibilidade de candidatura \u00e0 Presid\u00eancia surgiu do destaque que Tebet teve na CPI da covid no Senado. Embora n\u00e3o fosse integrante fixa da comiss\u00e3o, ela participou dos principais depoimentos da CPI com uma postura contundente e cr\u00edtica \u00e0 gest\u00e3o do governo Bolsonaro na pandemia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O principal obst\u00e1culo que a senadora dever\u00e1 enfrentar \u00e9 se tornar nacionalmente conhecida. &#8220;Ela \u00e9 desconhecida fora de seu estado, o Mato Grosso do Sul. A CPI fez com que ela se tornasse conhecida por uma parcela pequena dos eleitores, aqueles que leem jornal, mas isso n\u00e3o \u00e9 ainda suficiente&#8221;, avalia Couto. <\/p>\n<h3>Vera L\u00facia, pelo PSTU<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lan\u00e7ou a candidatura de Vera L\u00facia na sexta-feira (19\/03). Esta ser\u00e1 a segunda vez que ela disputa a presid\u00eancia pela sigla. A primeira foi em 2018, quando obteve 55,7 mil votos, o equivalente a 0,05% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O PSTU  foi fundado no in\u00edcio dos anos 1990 a partir de dissid\u00eancias de outros partidos como o PT, partido ao qual Vera L\u00facia chegou a ser filiada at\u00e9 1992. O partido se auto-define como &#8220;socialista e revolucion\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Antes de ingressar na carreira pol\u00edtica, Vera L\u00facia foi faxineira e costureira em Sergipe, estado onde iniciou sua milit\u00e2ncia. Ela participou da funda\u00e7\u00e3o do sindicato dos profissionais de costura da ind\u00fastria cal\u00e7adista do estado. <\/p>\n<p>Durante os governos petistas, o PSTU se colocou como oposi\u00e7\u00e3o, fazendo cr\u00edticas tanto \u00e0s gest\u00f5es do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva quanto de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da cientista pol\u00edtica Carolina Botelho, o Laborat\u00f3rio de Estudos Eleitorais, de Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e de Opini\u00e3o P\u00fablica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o principal obst\u00e1culo a ser enfrentado por ela e por outros candidatos pouco conhecidos \u00e9, justamente, a a alta taxa do eleitorado que afirma n\u00e3o saber quem eles s\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Em geral, a principal barreira \u00e9 o desconhecimento. Para fazer dessa candidatura algo nacional, \u00e9 muito dif\u00edcil nesse contexto&#8221;, afirma Botelho.  <\/p>\n<p>Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha divulgada na quinta-feira (24\/03) mostra que 69% dos eleitores entrevistados afirmam n\u00e3o conhecerem Vera L\u00facia. <\/p>\n<h3>Luiz Felipe D&#8217;\u00c1vila, pelo Partido Novo<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O cientista pol\u00edtico Luiz Felipe D&#8217;\u00c1vila foi anunciado no dia 3 de novembro como pr\u00e9-candidato do Partido Novo \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Em 2018, o partido surpreendeu em desempenho quando seu ent\u00e3o candidato \u00e0 presidente, Jo\u00e3o Amo\u00eado, terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,5% dos votos, \u00e0 frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Amo\u00eado, que chegou a anunciar voto em Bolsonaro no segundo turno, passou a defender o impeachment do presidente durante a pandemia. Ele chegou a ser lan\u00e7ado novamente como pr\u00e9-candidato pelo Novo no in\u00edcio do ano, mas sua candidatura sofreu oposi\u00e7\u00e3o de parcela dos integrantes do partido, sobretudo entre os que apoiam Bolsonaro.  O partido, ent\u00e3o, decidiu lan\u00e7ar Luiz Felipe D&#8217;\u00c1vila.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ex-PSDB, D&#8217;\u00c1vila coordenou o programa de governo do candidato tucano \u00e0 Presid\u00eancia Geraldo Alckmin em 2018, mas depois deixou o partido e recentemente se filiou ao Novo. Ele \u00e9 cr\u00edtico de Bolsonaro e Lula, e diz que os dois formaram governos &#8220;populistas de direita e esquerda&#8221;. Ao ser lan\u00e7ado pr\u00e9-candidato pelo Novo em cerim\u00f4nia no dia 3 de novembro, ele defendeu privatiza\u00e7\u00f5es e outras reformas para reduzir o papel do Estado na economia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;O populismo apenas perpetua a mis\u00e9ria, a pobreza, a corrup\u00e7\u00e3o e o mau funcionamento das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A dificuldade do partido Novo ser\u00e1 tornar D&#8217;\u00c1vila conhecido nacionalmente. Al\u00e9m disso, enquanto em 2018 o partido se beneficiou de um forte movimento de rejei\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e de busca por quadros novos, a elei\u00e7\u00e3o de 2022 tende a ser menos focada na busca pelos chamados &#8220;outsiders&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Carolina Botelho, um dos principais obst\u00e1culos a serem enfrentados por D&#8217;\u00c1vila \u00e9 o desgaste do Partido Novo decorrente da aproxima\u00e7\u00e3o da legenda com posi\u00e7\u00f5es bolsonaristas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Acho que o principal problema a ser enfrentado \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o que o Novo ganhou nos \u00faltimos anos. Eles foram respons\u00e1veis pelo ingresso do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles na vida p\u00fablica e est\u00e3o com uma imagem muito associada ao bolsonarismo&#8221;, afirmou. <\/p>\n<h3>Leonardo P\u00e9ricles, pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP)<\/h3>\n<p>Leonardo P\u00e9ricles \u00e9 t\u00e9cnico em eletr\u00f4nica e presidente nacional do Unidade Popular pelo Socialismo (UP), um partido de esquerda fundado em 2019. Ele mora em uma ocupa\u00e7\u00e3o em Belo Horizonte e sua pr\u00e9-candidatura foi anunciada em novembro de 2021.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O pr\u00e9-candidato defende pautas como a realiza\u00e7\u00e3o de uma nova assembleia constituinte e um plebiscito para consultar a popula\u00e7\u00e3o sobre refinanciamento da d\u00edvida p\u00fablica do pa\u00eds e a reforma urbana por meio da destina\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis ociosos para moradia popular.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Assim como Vera L\u00facia, Leonardo tamb\u00e9m enfrenta uma alta taxa de desconhecimento por parte do eleitorado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o Datafolha, 80% dos eleitores entrevistados em mar\u00e7o afirmaram n\u00e3o conhecerem o pr\u00e9-candidato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Acho que essa barreira (baixa taxa de reconhecimento) \u00e9 muito grande. At\u00e9 por isso, n\u00e3o acredito que algumas dessas candidaturas tenham, de fato, o objetivo de chegar \u00e0 presid\u00eancia. ?? comum que alguns usem esse momento para levantar suas bandeiras e fazerem seus partidos ficarem mais conhecidos&#8221;, afirma Carolina Botelho. <\/p>\n<h3>Andr\u00e9 Janones, pelo Avante<\/h3>\n<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O partido Avante oficializou a candidatura do deputado federal Andr\u00e9 Janones (MG) no dia 29 de janeiro. Em discurso, ele defendeu a cria\u00e7\u00e3o de um programa de renda m\u00ednima para pessoas na faixa da pobreza no Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Vamos encampar essa campanha de um programa de renda m\u00ednima para aqueles que mais precisam. E quando eu falo sobre isso, a primeira coisa que sempre me perguntam em qualquer entrevista ou debate \u00e9 &#8216;vai tirar dinheiro de onde?&#8217;. Ningu\u00e9m nunca perguntou de onde vai tirar dinheiro para pagar o juro a banqueiro, para pagar amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvida, para pagar privil\u00e9gio de pol\u00edtico&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Janones tamb\u00e9m tenta se consolidar como a &#8220;verdadeira&#8221; op\u00e7\u00e3o da &#8220;terceira via&#8221;. No lan\u00e7amento de sua candidatura, ele chamou Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) de &#8220;puxadinhos&#8221; de Lula e Bolsonaro, respectivamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas n\u00e3o migraram para a terceira via porque perceberam que era mais do mesmo. O eleitor que vota em Bolsonaro n\u00e3o v\u00ea muita diferen\u00e7a se for para Moro e os eleitores de Lula n\u00e3o veem muita diferen\u00e7a em mudar para Ciro. ?? trocar seis por meia d\u00fazia&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Janones tem 37 anos, nasceu em Ituiutaba, no tri\u00e2ngulo mineiro, \u00e9 advogado e exerce seu primeiro mandato como deputado federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 2016, ele se candidatou \u00e0 prefeitura da cidade em que nasceu, mas foi derrotado. Dois anos depois, foi um dos principais apoiadores da greve dos caminhoneiros em MG, o que fez bombar a sua popularidade das redes sociais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 2018, foi o terceiro deputado federal mais votado de Minas Gerais, com 178.660 votos. Assim como os demais pr\u00e9-candidatos \u00e0 presid\u00eancia que s\u00e3o parlamentares, Janones ter\u00e1 a dificuldade de se tornar realmente conhecido em \u00e2mbito nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>J\u00e1 assistiu aos nossos novos v\u00eddeos no <\/b>YouTube<b>? 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