{"id":63888,"date":"2022-03-27T12:05:10","date_gmt":"2022-03-27T15:05:10","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta\/"},"modified":"2022-09-23T12:27:37","modified_gmt":"2022-09-23T15:27:37","slug":"com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/27\/com-venda-proibida-cigarro-eletronico-e-sensacao-entre-os-jovens-e-acende-alerta\/","title":{"rendered":"Com venda proibida, cigarro eletr\u00f4nico \u00e9 sensa\u00e7\u00e3o entre os jovens e acende alerta"},"content":{"rendered":"<p>Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fuma\u00e7a branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns. No boca a boca, recebem diversos nomes: vape e pod s\u00e3o os mais comuns.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>Com venda proibida no Brasil, especialistas alertam para complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares e pulmonares dos cigarros eletr\u00f4nicos. Consumidos por jovens, podem ser porta de entrada para o tabagismo e colocar em xeque avan\u00e7os no combate \u00e0 depend\u00eancia qu\u00edmica da nicotina.<\/p>\n<p>Os dispositivos t\u00eam tecnologia simples. Uma bateria permite esquentar o l\u00edquido que, em geral, \u00e9 uma mistura de \u00e1gua, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.<\/p>\n<p>Eles aquecem a nicotina em vez da combust\u00e3o dos cigarros comuns. Na fuma\u00e7a do tradicional, h\u00e1 alcatr\u00e3o, que cont\u00e9m produtos qu\u00edmicos potencialmente cancer\u00edgenos, e mon\u00f3xido de carbono, que aumenta a chance de enfarte e dificulta o transporte de oxig\u00eanio das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>O aerossol do dispositivo pode conter subst\u00e2ncias nocivas, alertam os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC). Destacam, tamb\u00e9m, que \u00e9 dif\u00edcil saber quais subst\u00e2ncias o produto cont\u00e9m. Por vezes, no lugar da nicotina, o aparelho \u00e9 usado para vaporizar outras drogas, como maconha. Alguns, ditos livres de nicotina, apresentaram a subst\u00e2ncia em an\u00e1lises.<\/p>\n<p>Paulo Corr\u00eaa, coordenador da Comiss\u00e3o de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), diz que o eletr\u00f4nico tem toxicidade aumentada em rela\u00e7\u00e3o ao cigarro convencional, por causa da forma de produ\u00e7\u00e3o do aerossol. &#8220;Ele tem um filamento, que deve ser aquecido. O filamento \u00e9 revestido por n\u00edquel e outros metais, como lat\u00e3o e cobre. O n\u00edvel de n\u00edquel que tem nos cigarros eletr\u00f4nicos \u00e9 de duas a 100 vezes maior do que nos tradicionais. O n\u00edquel \u00e9 considerado cancer\u00edgeno.&#8221;<\/p>\n<p>No Brasil, em 2009, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) proibiu a importa\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>comercializa\u00e7\u00e3o e propaganda dos dispositivos eletr\u00f4nicos para fumar, que al\u00e9m dos cigarros incluem os produtos de tabaco aquecido.<\/p>\n<p><strong>USO.<\/strong> Em Pinheiros, na zona oeste paulistana, o dispositivo se camufla na m\u00e3o dos usu\u00e1rios e o aerossol se dissipa com rapidez. Em uma tabacaria, os aparelhos e ess\u00eancias tomam pelo menos quatro prateleiras. O pre\u00e7o varia de R$ 60 a R$ 680 &#8211; os mais baratos eram descart\u00e1veis. O vendedor do estabelecimento, que comercializa o produto h\u00e1 tr\u00eas anos, diz que o que faz mal \u00e9 o uso sem orienta\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o vendo sem dar uma consultoria.&#8221;<\/p>\n<p>Com sabor frutado e diversos formatos, os dispositivos se tornaram sensa\u00e7\u00e3o entre os mais novos. Julia (nome fict\u00edcio), de 24 anos, que n\u00e3o quis se identificar, junto a amigos, traz aparelhos do Paraguai para vender em Santa Catarina, onde mora. Ela explica que s\u00e3o pods descart\u00e1veis. &#8220;Voc\u00ea vai inalar 800 vezes e descartar. Voc\u00ea n\u00e3o recarrega&#8221;, diz. Eles compram o produto a R$ 30 e revendem por R$ 60.<\/p>\n<p>Paula (nome fict\u00edcio), de 18 anos, que tamb\u00e9m preferiu se manter an\u00f4nima, passou a usar o cigarro eletr\u00f4nico por n\u00e3o ter o cheiro e gosto do convencional. &#8220;Percebi que dava para fumar o pod em qualquer lugar. As pessoas n\u00e3o percebiam que tu tava (sic) fumando alguma coisa&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Chefe da coordena\u00e7\u00e3o de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), Liz Almeida aponta que o dispositivo pode ser porta de entrada para o tabagismo, principalmente entre os mais jovens. A chance de um adolescente que experimentou um cigarro eletr\u00f4nico passar a fumar o tradicional \u00e9 quatro vezes maior do que aqueles que n\u00e3o, mostrou estudo feito por ela e outros seis pesquisadores.<\/p>\n<p>Neste ano, o carnaval de Allan Doug, funcion\u00e1rio de banco, de 30 anos, come\u00e7ou no Rio e terminou em uma unidade de terapia intensiva (UTI), em Manaus. O manauara fumava cigarro tradicional &#8220;h\u00e1 algum tempo&#8221;, mas s\u00f3 socialmente. Passou a usar o eletr\u00f4nico, conta, nos \u00faltimos cinco meses.<\/p>\n<p>No Rio durante duas semanas, sem ter de trabalhar, o uso se tornou di\u00e1rio e exagerado. De volta a Manaus, acordou com muita dor no peito. &#8220;No raio X identificaram umas perfura\u00e7\u00f5es e muito l\u00edquido (no pulm\u00e3o)&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>FISCALIZA????O.<\/strong> Em 2009, a Anvisa proibiu a importa\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e propaganda dos dispositivos. Em nota, a ag\u00eancia disse ser respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o das vendas online. As lojas f\u00edsicas s\u00e3o de &#8220;responsabilidade das autoridades locais&#8221;.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Militar e a Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo, em nota, afirmaram que, sempre que solicitado pela Prefeitura, ajudam em a\u00e7\u00f5es para coibir o com\u00e9rcio ambulante irregular e combater a pirataria. No fim do ano passado, em parceria com a Receita Federal e a administra\u00e7\u00e3o municipal, apreenderam 135 mil cigarros eletr\u00f4nicos e 325 mil ess\u00eancias.<\/p>\n<p>As empresas Souza Cruz (BAT Brasil), Philip Morris Brasil e Japan Tobacco International (JTI) se mostraram favor\u00e1veis \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o dos dispositivos eletr\u00f4nicos de fumar. A JTI disse, em nota, que &#8220;hoje o uso desses produtos j\u00e1 \u00e9 corrente, abastecido por produtos de origem 100% ilegal, sem controle sanit\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>A BAT Brasil disse defender uma &#8220;regulamenta\u00e7\u00e3o robusta, respons\u00e1vel e equilibrada&#8221;. &#8220;No Brasil, j\u00e1 existe um crescente mercado de consumidores de cigarros eletr\u00f4nicos, estimado em mais de 2 milh\u00f5es de pessoas. No entanto, 100% desse mercado \u00e9 ilegal&#8221;, destacou, em nota.<\/p>\n<p>A Philip Morris Brasil afirmou que cabe \u00e0 Anvisa decidir sobre a comercializa\u00e7\u00e3o autorizada, mas disse que apresentou estudos e pesquisas cient\u00edficas sobre seu produto. &#8220;Os documentos estabelecem uma diferen\u00e7a entre esse dispositivo e os cigarros eletr\u00f4nicos que s\u00e3o comercializados ilegalmente no Brasil&#8221;, declara.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <strong>O Estado de S. Paulo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ruas, portas de escola, bares, tabacarias e festas, eles deixam uma fuma\u00e7a branca e densa, com cheiro que nada lembra os cigarros comuns.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":63889,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[81],"tags":[],"class_list":["post-63888","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63888"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63888\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}