{"id":640906,"date":"2026-02-04T20:43:07","date_gmt":"2026-02-04T23:43:07","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/04\/dino-autoriza-mineracao-sob-controle-indigena-em-terras-demarcadas\/"},"modified":"2026-02-04T20:44:09","modified_gmt":"2026-02-04T23:44:09","slug":"dino-autoriza-mineracao-sob-controle-indigena-em-terras-demarcadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/04\/dino-autoriza-mineracao-sob-controle-indigena-em-terras-demarcadas\/","title":{"rendered":"Dino autoriza minera\u00e7\u00e3o sob controle ind\u00edgena em terras demarcadas"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"STF autoriza explora\u00e7\u00e3o mineral em terras ind\u00edgenas do povo Cinta Larga com controle do pr\u00f3prio povo, exige consulta pr\u00e9via, licenciamento ambiental e participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica; prazo de dois anos para regulamenta\u00e7\u00e3o.\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ministro Fl&aacute;vio Dino<\/strong>, do STF, autorizou nesta ter&ccedil;a-feira (3\/2), em decis&atilde;o cautelar, a explora&ccedil;&atilde;o mineral em terras do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob o controle do pr&oacute;prio povo origin&aacute;rio e cumpra exig&ecirc;ncias ambientais, sociais e legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medida atende a um pedido dos <strong>povos ind\u00edgenas<\/strong> que vivem em territ&oacute;rios de Mato Grosso e Rond&ocirc;nia, e estabeleceu o <strong>prazo de dois anos<\/strong> para que o <strong>Congresso Nacional<\/strong> regulamente o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a&ccedil;atual foi apresentada ao STF em outubro pela <strong>Coordena&ccedil;&atilde;o das Organiza&ccedil;&otilde;es Ind&iacute;genas do Povo Cinta Larga<\/strong>, que apontou omiss&atilde;o do Legislativo na regulamenta&ccedil;&atilde;o do <strong>artigo 231<\/strong> da Constitui&ccedil;&atilde;o. A lei prev&ecirc; a participa&ccedil;&atilde;o das <strong>regi&otilde;es ind&iacute;genas<\/strong> nos resultados da explora&ccedil;&atilde;o mineral em seus territ&oacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na decis&atilde;o, <strong>Dino<\/strong> consid&erg;rou que a aus&ecirc;ncia de uma lei espec&iacute;fica desde 1988 contribu&iacute;u para a expans&atilde;o do garimpo ilegal, a atua&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es criminosas e a viol&ecirc;ncia em terras ind&iacute;genas. Para o ministro, a omiss&atilde;o estatal criou um cen&aacute;rio em que a minera&ccedil;&atilde;o ocorre de forma clandestina, sem benef&iacute;cios &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es e com graves danos ambientais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o magistrado, a decis&atilde;o busca romper um ciclo hist&oacute;rico em que a explora&ccedil;&atilde;o ilegal gera destrui&ccedil;&atilde;o ambiental e pobreza, enquanto os povos ind&iacute;genas permanecem exclu&iacute;dos dos benef&iacute;cios econ&ocirc;micos. <strong>N&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com a Constitui&ccedil;&atilde;o manter um modelo em que sobram aos ind&iacute;genas apenas os danos e a viol&ecirc;ncia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Prazo para editar nova lei<\/strong> Ao reconhecer formalmente a omiss&atilde;o inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou <strong>dois anos<\/strong> para a edi&ccedil;&atilde;o de uma lei que regulamente a explora&ccedil;&atilde;o mineral em terras ind&iacute;genas. Caso o Legislativo n&atilde;o cumpra o prazo, as regras provis&oacute;rias estabelecidas pelo STF seguir&atilde;o em vigor. A autoriza&ccedil;&atilde;o concedida pelo Supremo, entretanto, &eacute; <strong>limitada e condicionada<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explora&ccedil;&atilde;o mineral poder&aacute; ocorrer em at&eacute; <strong>1% da &aacute;rea total da terra ind&iacute;gena demarcada<\/strong> e depender&aacute; de consulta livre, pr&eacute;via e informada aos <strong>moradores afetados<\/strong>, conforme a Conven&ccedil;&atilde;o 169 da OIT. Tamb&eacute;m ser&aacute; exigido <strong>licenciamento ambiental<\/strong>, <strong>estudos de impacto<\/strong> e <strong>planos de recupera&ccedil;&atilde;o<\/strong> das &aacute;reas exploradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis&atilde;o assegura a <strong>participa&ccedil;&atilde;o integral dos povos ind&iacute;genas<\/strong> nos resultados econ&ocirc;micos da atividade. Os recursos dever&atilde;o ser destinados prioritariamente &agrave; prote&ccedil;&atilde;o territorial, &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o ambiental e a projetos coletivos nas &aacute;reas de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e sustentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aplica&ccedil;&atilde;o dos valores ficar&aacute; sob fiscaliza&ccedil;&atilde;o de <strong>&oacute;rg&atilde;os federais<\/strong>, como <strong>Funai<\/strong>, <strong>Ibama<\/strong>, <strong>ANM<\/strong> e <strong>Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este tema envolve equ&iacute;librios entre desenvolvimento econ&ocirc;mico e direitos &eacute;ticos dos povos origin&aacute;rios, com foco na prote&ccedil;&atilde;o ambiental e na &uacute;ltima palavra do Congresso sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea tem opinio?es sobre como a explora&ccedil;&atilde;o mineral pode dialogar com os direitos dos povos origin&aacute;rios e a prote&ccedil;&atilde;o ambiental, deixe seu coment&aacute;rio abaixo e participe da conversa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Fl&aacute;vio Dino, do STF, autorizou nesta ter&ccedil;a-feira (3\/2), em decis&atilde;o cautelar, a explora&ccedil;&atilde;o mineral em terras do povo Cinta Larga, desde que\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":640908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-640906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/640906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=640906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/640906\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/640908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=640906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=640906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=640906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}