{"id":647238,"date":"2026-02-19T08:50:30","date_gmt":"2026-02-19T11:50:30","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/19\/ponte-salvador-itaparica-iphan-aponta-insuficiencia-em-estudos-e-concessionaria-apresenta-plano-para-destravar-licenciamento\/"},"modified":"2026-02-19T08:50:30","modified_gmt":"2026-02-19T11:50:30","slug":"ponte-salvador-itaparica-iphan-aponta-insuficiencia-em-estudos-e-concessionaria-apresenta-plano-para-destravar-licenciamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/19\/ponte-salvador-itaparica-iphan-aponta-insuficiencia-em-estudos-e-concessionaria-apresenta-plano-para-destravar-licenciamento\/","title":{"rendered":"Ponte Salvador-Itaparica: Iphan aponta insufici\u00eancia em estudos e concession\u00e1ria apresenta plano para destravar licenciamento"},"content":{"rendered":"<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p><strong>O processo de licenciamento ambiental do Sistema Rodovi&aacute;rio Ponte Salvador-Ilha de Itaparica enfrenta um impasse t&eacute;cnico no in&iacute;cio de 2026. A Superintend&ecirc;ncia do Iphan na Bahia emitiu um parecer t&eacute;cnico (22\/2026), no qual considera insuficiente o Relat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o de Impacto ao Patrim&ocirc;nio Imaterial (RAIPI) apresentado pela concession&aacute;ria respons&aacute;vel pelas obras.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A informa&ccedil;&atilde;o foi publicada pelo jornal Correio nesta quinta-feira (19), e confirmada pela reportagem do Bahia Not&iacute;cias ao acessar os documentos. Em resposta aos apontamentos do Iphan, o cons&oacute;rcio enviou um novo Plano de A&ccedil;&atilde;o, buscando alinhar as exig&ecirc;ncias do &oacute;rg&atilde;o federal com o cronograma das obras.<\/strong><\/p>\n<p><strong>No parecer t&eacute;cnico de janeiro de 2026, os antrop&oacute;logos e historiadores do Iphan conclu&iacute;ram que a documenta&ccedil;&atilde;o atual n&atilde;o oferece garantias suficientes para a prote&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural. A principal cr&iacute;tica recai sobre o escopo territorial da pesquisa: enquanto o Estudo de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA) define uma &Aacute;rea de Influ&ecirc;ncia Direta (AID) socioecon&ocirc;mica de 16 munic&iacute;pios, o relat&oacute;rio da concession&aacute;ria abrangeu apenas cinco.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O parecer destaca que manifesta&ccedil;&otilde;es centrais da identidade baiana, como o Of&iacute;cio das Baianas de Acaraj&eacute;, a Capoeira e o Samba de Roda, possuem uma &#8220;integra&ccedil;&atilde;o funcional&#8221; com o territ&oacute;rio que n&atilde;o foi plenamente captada. A Feira de S&atilde;o Joaquim, descrita como um &#8220;tecido social vivo&#8221;, foi identificada como um dos pontos de maior sensibilidade, com previs&atilde;o de impactos negativos de &#8220;ocorr&ecirc;ncia certa&#8221;, como a desestrutura&ccedil;&atilde;o de redes de com&eacute;rcio tradicional e a viola&ccedil;&atilde;o de lugares sagrados.<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p><strong>Al&eacute;m disso, o &oacute;rg&atilde;o apontou a falta de uma consulta pr&eacute;via, livre e informada &agrave;s comunidades tradicionais, conforme preconiza a Conven&ccedil;&atilde;o 169 da OIT. Detentores da Festa do Senhor do Bonfim e associa&ccedil;&otilde;es de classe, como a ABAM (baianas) e o Sindifeira (feirantes), registraram queixas sobre a falta de di&aacute;logo direto e informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre as obras.<\/strong><\/p>\n<p><strong>RESPOSTA DA CONCESSION&Aacute;RIA<br \/>  Diante da negativa de anu&ecirc;ncia para a Licen&ccedil;a de Instala&ccedil;&atilde;o (LI), o governo e as concession&aacute;rias apresentaram, em fevereiro de 2026, um Plano de A&ccedil;&atilde;o reestruturado. O novo documento adota uma &#8220;abordagem progressiva e adaptativa&#8221;, dividindo as obriga&ccedil;&otilde;es em duas fases: a&ccedil;&otilde;es preparat&oacute;rias antes da licen&ccedil;a e estudos de campo aprofundados ap&oacute;s a emiss&atilde;o da LI.<\/strong><\/p>\n<p>  <strong>A concession&aacute;ria se comprometeu a ampliar a pesquisa para os 12 munic&iacute;pios anteriormente omitidos. O novo plano tamb&eacute;m prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de um Programa de Gest&atilde;o do Patrim&ocirc;nio Imaterial (PGPI) e o acompanhamento por um Comit&ecirc; de Monitoramento e Mobiliza&ccedil;&atilde;o Social, que deve ser institu&iacute;do em abril de 2026.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para resolver o impasse metodol&oacute;gico, o cons&oacute;rcio prop&ocirc;s realizar novas pesquisas de campo no segundo semestre de 2026, respeitando os calend&aacute;rios religiosos e festivos das comunidades. O Plano de A&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m incluiu o patrim&ocirc;nio material, prevendo modelagens 3D e estudos volum&eacute;tricos para avaliar o impacto visual da ponte sobre o Centro Hist&oacute;rico de Salvador e o Conjunto da Cidade Baixa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ainda conforme o documento, a estrat&eacute;gia apresentada pelo cons&oacute;rcio tem o objetivo de conseguir a anu&ecirc;ncia t&eacute;cnica do Iphan at&eacute; a primeira quinzena de maio de 2026. O objetivo final &eacute; garantir a emiss&atilde;o da Licen&ccedil;a de Instala&ccedil;&atilde;o pelo Inema at&eacute; o dia 4 de junho de 2026. O Iphan recomenda que, para que o processo avance, o Programa de Gest&atilde;o de Bens Registrados seja validado de forma documentada, assegurando que as medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o e compensa&ccedil;&atilde;o atendam &agrave;s necessidades reais dos grupos afetados.<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo de licenciamento ambiental do Sistema Rodovi&aacute;rio Ponte Salvador-Ilha de Itaparica enfrenta um impasse t&eacute;cnico no in&iacute;cio de 2026. 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