{"id":647435,"date":"2026-02-19T19:36:20","date_gmt":"2026-02-19T22:36:20","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/19\/discord-volta-a-ser-alvo-do-mpsp-apos-indicios-de-mentoria-criminosa\/"},"modified":"2026-02-19T19:36:20","modified_gmt":"2026-02-19T22:36:20","slug":"discord-volta-a-ser-alvo-do-mpsp-apos-indicios-de-mentoria-criminosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/19\/discord-volta-a-ser-alvo-do-mpsp-apos-indicios-de-mentoria-criminosa\/","title":{"rendered":"Discord volta a ser alvo do MPSP ap\u00f3s ind\u00edcios de mentoria criminosa"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><span>O Discord entrou mais uma vez na mira do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de S&atilde;o Paulo<\/span> (MPSP) ap&oacute;s a deputada federal S&acirc;mia Bomfim (PSol) e a Pol&iacute;cia Civil apresentarem novos ind&iacute;cios de crimes cometidos na plataforma. <strong>Lideran&ccedil;as que ensinam e incentivam a pr&aacute;tica de delitos tamb&eacute;m foram identificadas<\/strong>.<\/p>\n<p>A promotoria instaurou um inqu&eacute;rito civil contra o Discord pela primeira vez em 6 de junho de 2023. O procedimento foi arquivado em 7 de outubro de 2024, mas reaberto no &uacute;ltimo 11 de fevereiro.<\/p>\n<h2>Deputada e pol&iacute;cia pedem para MPSP investigar o Discord<\/h2>\n<p>Dois dias antes, em 9 de fevereiro, o N&uacute;cleo de Observa&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise Digital (Noad) da Pol&iacute;cia Civil de S&atilde;o Paulo encaminhou um relat&oacute;rio ao MPSP em que analisava a responsabilidade do Discord na modera&ccedil;&atilde;o da plataforma e na coopera&ccedil;&atilde;o com a autoridade policial.<\/p>\n<p>No documento, o Noad destacou o crescimento significativo de crimes cometidos na plataforma e as configura&ccedil;&otilde;es do aplicativo, que favorecem o anonimato e a baixa rastreabilidade do usu&aacute;rio.<\/p>\n<p>O n&uacute;cleo tamb&eacute;m apontou que o Discord n&atilde;o adota mecanismos preventivos e eficazes de detec&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e interrup&ccedil;&atilde;o de crimes em seus servidores, e que a maior parte das v&iacute;timas desses delitos &eacute; formada por adolescentes do sexo feminino.<\/p>\n<p>No documento, a Pol&iacute;cia Civil apontou <strong>63 epis&oacute;dios, desde maio do ano passado<\/strong>, em que houve atendimento tardio da plataforma para remover ou derrubar um servidor no qual foram cometidos crimes.<\/p>\n<div>\n<h4>Leia tamb&eacute;m<\/h4>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p>Tamb&eacute;m foram citados <strong>sete casos em que o Discord se negou a fornecer dados cadastrais e registros de acesso de suspeitos<\/strong>, ou deu respostas incompletas, atrapalhando as investiga&ccedil;&otilde;es e preserva&ccedil;&atilde;o dos vest&iacute;gios.<\/p>\n<p>No dia seguinte ao envio do relat&oacute;rio, em 10 de fevereiro, S&acirc;mia Bomfim acionou o MPSP, solicitando a instaura&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito para apurar a responsabilidade c&iacute;vel e criminal da plataforma <span>&ldquo;por viabilizar a organiza&ccedil;&atilde;o de comunidades virtuais que promovem e praticam viol&ecirc;ncia contra animais&rdquo;<\/span>.<\/p>\n<p>O pedido foi feito ap&oacute;s a repercuss&atilde;o do caso do c&atilde;o Orelha, morto por adolescentes em Florian&oacute;polis, capital de Santa Catarina.<\/p>\n<h2>Pornografia infantil, automutila&ccedil;&atilde;o e crueldade animal<\/h2>\n<p>Dentre os crimes identificados pelo Noad no Discord, est&atilde;o o <strong>aliciamento de menores de idade, a divulga&ccedil;&atilde;o de imagens com pornografia infantil, transmiss&otilde;es ao vivo e eventos com meninas se automutilando e crueldade contra animais<\/strong>.<\/p>\n<p><span>O n&uacute;cleo informou ter identificado os crimes em aproximadamente nove meses de monitoramento da plataforma.<\/span><\/p>\n<p>A pol&iacute;cia destacou que o Discord demonstra um padr&atilde;o consistente de <strong>&ldquo;omiss&atilde;o operacional&rdquo;<\/strong>. Isso porque a plataforma n&atilde;o possui mecanismos adequados de modera&ccedil;&atilde;o preventiva, e tamb&eacute;m n&atilde;o identifica e bloqueia de maneira proativa usu&aacute;rios reincidentes.<\/p>\n<p>O Noad acusa o Discord ainda de n&atilde;o remover <strong>servidores &ldquo;reiteradamente usados para a pr&aacute;tica de il&iacute;citos penais graves&rdquo;<\/strong>, especialmente crimes contra menores, organiza&ccedil;&atilde;o criminosa e delitos cibern&eacute;ticos complexos.<\/p>\n<h2>Promotoria marcou reuni&atilde;o com Discord<\/h2>\n<p>Na portaria de instaura&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito civil, obtida pelo <strong>Metr&oacute;poles<\/strong>, o Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) determinou a reabertura do inqu&eacute;rito civil e deu o prazo de cinco dias para o Discord entrar com um recurso ao Conselho Superior do MPSP.<\/p>\n<p>A plataforma tamb&eacute;m recebeu o prazo de 30 dias para fornecer uma s&eacute;rie de informa&ccedil;&otilde;es sobre as atividades realizadas para coibir a pr&aacute;tica de crimes em seus servidores. Uma <strong>reuni&atilde;o entre a promotoria e a empresa foi marcada para a pr&oacute;xima quinta-feira (26\/2)<\/strong>.<\/p>\n<p>A reportagem procurou a plataforma para comentar o caso, mas n&atilde;o houve resposta at&eacute; a &uacute;ltima atualiza&ccedil;&atilde;o deste texto. O espa&ccedil;o segue aberto.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Discord entrou mais uma vez na mira do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de S&atilde;o Paulo (MPSP) ap&oacute;s a deputada federal S&acirc;mia Bomfim (PSol) e a\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":647436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-647435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=647435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/647436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=647435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=647435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=647435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}