{"id":647567,"date":"2026-02-20T03:36:42","date_gmt":"2026-02-20T06:36:42","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/20\/magistrados-criticam-decisao-sobre-penduricalhos-e-falam-em-greve\/"},"modified":"2026-02-20T03:36:42","modified_gmt":"2026-02-20T06:36:42","slug":"magistrados-criticam-decisao-sobre-penduricalhos-e-falam-em-greve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/20\/magistrados-criticam-decisao-sobre-penduricalhos-e-falam-em-greve\/","title":{"rendered":"Magistrados criticam decis\u00e3o sobre penduricalhos e falam em greve"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A coluna teve acesso a mensagens que circulam em grupos de magistrados da Justi&ccedil;a Federal, que est&atilde;o<strong> insatisfeitos com a decis&atilde;o do ministro Fl&aacute;vio Dino<\/strong>, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os chamados <strong>&ldquo;penduricalhos&rdquo;<\/strong> &mdash; verbas classificadas como indenizat&oacute;rias que, na pr&aacute;tica, aumentam os sal&aacute;rios e permitem a ultrapassagem do teto remunerat&oacute;rio previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o de Dino foi anunciada no dia 5 de fevereiro deste ano. Nessa quinta-feira (19\/2), <strong>o ministro tamb&eacute;m proibiu a aplica&ccedil;&atilde;o de novas normas sobre parcelas remunerat&oacute;rias e indenizat&oacute;rias que ultrapassem o teto constitucional<\/strong>. A medida complementa a liminar anterior.<\/p>\n<div>\n<h4>Leia tamb&eacute;m<\/h4>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p>A medida gerou descontentamento entre os magistrados, que t&ecirc;m a classificado como <strong>&ldquo;injusta e desproporcional&rdquo;<\/strong> e feito duras cr&iacute;ticas, citando, inclusive, a possibilidade de adotar &ldquo;opera&ccedil;&atilde;o tartaruga&rdquo; &mdash; ritmo de trabalho reduzido &mdash; e at&eacute; mesmo greve.<\/p>\n<h2>As cr&iacute;ticas<\/h2>\n<p>Em uma das mensagens, um desembargador diz que a decis&atilde;o n&atilde;o considerou medidas do pr&oacute;prio STF, &ldquo;que garantem a unicidade da remunera&ccedil;&atilde;o da magistratura nacional e dos poderes normativos do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a e Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, com base na Lei Org&acirc;nica da Magistratura Nacional e na lei geral do Minist&eacute;rio P&uacute;blico&rdquo;.<\/p>\n<blockquote><p>&ldquo;A decis&atilde;o do Dino abriu portas para leis estaduais e municipais estabelecerem gratifica&ccedil;&otilde;es diversas. Sabe-se que os magistrados, MPs, auditores fiscais e advogados p&uacute;blicos t&ecirc;m maior facilidade de passar gratifica&ccedil;&otilde;es nas suas Assembleias Legislativas, algo muito dif&iacute;cil de ocorrer no Congresso Nacional, principalmente diante desta animosidade do Congresso com o STF e diversas quest&otilde;es pol&iacute;ticas&rdquo;, afirmou outro.<\/p><\/blockquote>\n<p>Um terceiro servidor declarou que, em diversos precedentes, o STF reconheceu que o CNJ e o CNMP t&ecirc;m poder para editar normas que padronizam a remunera&ccedil;&atilde;o de magistrados e membros do MP em todo o pa&iacute;s e que o &oacute;rg&atilde;o de c&uacute;pula do Poder Judici&aacute;rio brasileiro deve ser ison&ocirc;mico.<\/p>\n<p>Os magistrados discutiram ainda a lei dos servidores p&uacute;blicos federais ser utilizada somente residualmente no caso dos magistrados, uma vez que t&ecirc;m leis pr&oacute;prias.<\/p>\n<h2>&ldquo;Conten&ccedil;&atilde;o de gastos p&uacute;blicos&rdquo;<\/h2>\n<p>Nas conversas, os servidores afirmaram que o governo tem aplicado, ao longo dos anos, sucessivos des&aacute;gios sobre o valor do subs&iacute;dio destinado &agrave; categoria como forma de pol&iacute;tica de conten&ccedil;&atilde;o de gastos p&uacute;blicos. A medida, segundo representantes da classe, resultou em defasagem acumulada significativa.<\/p>\n<p>&ldquo;A depender do &iacute;ndice de infla&ccedil;&atilde;o, o subs&iacute;dio, hoje corrigido, deveria ser entre R$ 70 mil e R$ 75 mil. Desde que o subs&iacute;dio foi criado, a defasagem dos magistrados ao longo dos anos alcan&ccedil;a a casa dos R$ 7 milh&otilde;es&rdquo;, exp&ocirc;s um magistrado.<\/p>\n<p><span>A situa&ccedil;&atilde;o, na vis&atilde;o dos integrantes da categoria, vai al&eacute;m da quest&atilde;o financeira. Para eles, a manuten&ccedil;&atilde;o da defasagem remunerat&oacute;ria &ldquo;fere o princ&iacute;pio da confian&ccedil;a, a isonomia, o respeito &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e aos servidores p&uacute;blicos, bem como ao CNJ e ao CNMP e julgamentos anteriores do pr&oacute;prio STF.&rdquo;<\/span><\/p>\n<h2>Amea&ccedil;as de greve<\/h2>\n<p>Amea&ccedil;as de greves, paralisa&ccedil;&otilde;es e opera&ccedil;&atilde;o tartaruga est&atilde;o sendo citadas nos grupos dos magistrados, embora ainda de forma t&iacute;mida.<\/p>\n<p>Apesar disso, os servidores afirmam que seguem confiantes de que o plen&aacute;rio n&atilde;o confirmar&aacute;, sem questionamentos, a decis&atilde;o que consideram arbitr&aacute;ria e precipitada.<\/p>\n<p>&ldquo;Nos bastidores, o sentimento &eacute; de que parte dos integrantes do STF, junto ao governo, estaria aproveitando a pauta para desviar a aten&ccedil;&atilde;o de outros temas, funcionando como uma esp&eacute;cie de &lsquo;cortina de fuma&ccedil;a&rsquo;.&rdquo;<\/p>\n<p>Por fim, os magistrados citam que as gratifica&ccedil;&otilde;es extraordin&aacute;rias ou permanentes s&atilde;o formas de est&iacute;mulo para que essas carreiras n&atilde;o sejam esvaziadas.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao longo dos anos, o governo incentivou que os melhores profissionais fossem contratados, para ter um servi&ccedil;o p&uacute;blico de excel&ecirc;ncia, e quer pagar l&iacute;quido s&oacute; R$ 25 mil para esses profissionais, que &eacute; justamente o l&iacute;quido dos R$ 46 mil brutos?&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;No caso dos ju&iacute;zes, n&atilde;o podem fazer nenhuma outra atividade, a n&atilde;o ser lecionar at&eacute; 25 horas. &Eacute; uma atividade cheia de cobran&ccedil;as, metas, julgamento de causas muito dif&iacute;ceis e de repercuss&atilde;o&rdquo;, finalizou um servidor.<\/p>\n<h2>As medidas aprovadas por Dino<\/h2>\n<p>Nessa quinta (19), o ministro Fl&aacute;vio Dino proibiu a aplica&ccedil;&atilde;o de novas normas sobre parcelas remunerat&oacute;rias e indenizat&oacute;rias que ultrapassem o teto constitucional. A medida complementa a liminar deferida no dia 5 de fevereiro, quando Dino suspendeu os chamados &ldquo;penduricalhos&rdquo;.<\/p>\n<p>A determina&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a todos os Poderes e &oacute;rg&atilde;os constitucionalmente aut&ocirc;nomos e ressalva apenas a aplica&ccedil;&atilde;o de lei nacional que venha a ser editada com base na Emenda Constitucional 135\/2024, que prev&ecirc; a aprova&ccedil;&atilde;o, pelo Congresso Nacional, de lei fixando as verbas indenizat&oacute;rias fora do teto remunerat&oacute;rio.<\/p>\n<p>Na decis&atilde;o desta quinta, o relator tamb&eacute;m proibiu o reconhecimento de novas parcelas relativas a suposto direito anterior &agrave; liminar, al&eacute;m daquelas j&aacute; recebidas at&eacute; a data de sua publica&ccedil;&atilde;o (5\/2).<\/p>\n<blockquote><p>O relator manteve o prazo de 60 dias para que &oacute;rg&atilde;os de todos os n&iacute;veis da Federa&ccedil;&atilde;o publiquem as verbas remunerat&oacute;rias e indenizat&oacute;rias pagas a membros de Poderes e servidores, com a indica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica das leis que as fundamentam. No caso de ato infralegal, deve ser indicada tamb&eacute;m a norma superior que legitimou especificamente a sua edi&ccedil;&atilde;o.<\/p><\/blockquote><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coluna teve acesso a mensagens que circulam em grupos de magistrados da Justi&ccedil;a Federal, que est&atilde;o insatisfeitos com a decis&atilde;o do ministro Fl&aacute;vio\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":647568,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-647567","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=647567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647567\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/647568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=647567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=647567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=647567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}