{"id":647749,"date":"2026-02-20T17:12:47","date_gmt":"2026-02-20T20:12:47","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/20\/veja-mapa-3d-inedito-das-auroras-de-urano\/"},"modified":"2026-02-20T17:12:47","modified_gmt":"2026-02-20T20:12:47","slug":"veja-mapa-3d-inedito-das-auroras-de-urano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/20\/veja-mapa-3d-inedito-das-auroras-de-urano\/","title":{"rendered":"Veja mapa 3D in\u00e9dito das auroras de Urano"},"content":{"rendered":"<p>Siga o Olhar Digital no Google Discover<\/p>\n<p>Em um artigo publicado nesta quinta-feira (19) na revista<em> Geophysical Research Letters<\/em>, uma equipe internacional de cientistas revelou novos detalhes sobre a atmosfera superior de Urano.<\/p>\n<p>A regi&atilde;o estudada fica acima das nuvens do planeta, onde part&iacute;culas carregadas eletricamente interagem com o campo magn&eacute;tico. Esse encontro &eacute; respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o das auroras no gigante de gelo.<\/p>\n<p><strong>Em resumo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Estudo revela detalhes in&eacute;ditos da atmosfera superior de Urano;<\/li>\n<li>Auroras surgem da intera&ccedil;&atilde;o com campo magn&eacute;tico;<\/li>\n<li>JWST mapeou temperatura e &iacute;ons em 3D;<\/li>\n<li>Campo inclinado espalha energia de forma irregular pelo planeta;<\/li>\n<li>Dados confirmam resfriamento cont&iacute;nuo desde os anos 1990.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em um comunicado, Paola Tiranti, pesquisadora da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, explicou que a magnetosfera de Urano est&aacute; entre as mais incomuns do Sistema Solar. &ldquo;Como o campo magn&eacute;tico &eacute; inclinado e deslocado em rela&ccedil;&atilde;o ao eixo de rota&ccedil;&atilde;o, as auroras se espalham pelo planeta de maneira irregular e complexa&rdquo;.<\/p>\n<figure>\n<p> <iframe loading=\"lazy\" title=\"Uranus Time-Lapse Rotation &mdash; James Webb Space Telescope &mdash; January 2025\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wO1smbc0ZN4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe> <\/p>\n<\/figure>\n<h2 id=\"h-fenomeno-foi-observado-pelo-telescopio-james-webb\"><strong>Fen&ocirc;meno foi observado pelo telesc&oacute;pio James Webb<\/strong><\/h2>\n<p>Para investigar o fen&ocirc;meno, os cientistas utilizaram o Espectr&oacute;grafo de Infravermelho Pr&oacute;ximo (NIRSpec), instalado no Telesc&oacute;pio Espacial James Webb (JWST), da NASA. Esse instrumento &eacute; capaz de analisar a luz emitida no infravermelho pr&oacute;ximo, o que permite identificar varia&ccedil;&otilde;es de temperatura e detectar part&iacute;culas eletricamente carregadas na atmosfera do planeta. Com essa tecnologia, os pesquisadores acompanharam Urano ao longo de sua rota&ccedil;&atilde;o, observando como essas caracter&iacute;sticas mudam conforme diferentes regi&otilde;es do planeta entram em campo de vis&atilde;o.<\/p>\n<p>Os dados mostraram como temperatura e &iacute;ons variam em diferentes altitudes da atmosfera. Isso ajudou a montar um mapa 3D in&eacute;dito da regi&atilde;o superior do planeta, que permite entender melhor como a energia circula nas camadas mais altas dos chamados gigantes de gelo.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/mapa-3D-auroras-urano2-1024x576.jpg\" alt><figcaption>Duas faixas aurorais brilhantes foram detectadas perto dos polos magn&eacute;ticos de Urano, juntamente com emiss&atilde;o e densidade i&ocirc;nica reduzidas em parte da regi&atilde;o entre as duas faixas (uma caracter&iacute;stica provavelmente ligada a transi&ccedil;&otilde;es nas linhas do campo magn&eacute;tico). Cr&eacute;dito: ESA\/Webb, NASA, CSA, STScI, P. Tiranti, H. Melin, M. Zamani (ESA\/Webb)<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com Tiranti, o n&iacute;vel de detalhe alcan&ccedil;ado &eacute; fundamental para compreender o equil&iacute;brio energ&eacute;tico desses mundos. O resultado tamb&eacute;m pode servir de base para pesquisas sobre planetas semelhantes fora do Sistema Solar. Assim, o conhecimento obtido vai al&eacute;m de Urano.<\/p>\n<p>O JWST tem ampliado a capacidade de observa&ccedil;&atilde;o de objetos distantes. Mesmo a milh&otilde;es ou bilh&otilde;es de quil&ocirc;metros da Terra, ele fornece imagens e medi&ccedil;&otilde;es precisas. Em 2025, por exemplo, o observat&oacute;rio identificou uma nova lua orbitando Urano.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Descoberta muda tudo o que se sabe sobre Urano e Netuno<\/li>\n<li>Lua congelada de Urano pode ter abrigado um vasto oceano<\/li>\n<li>Hubble revela algo surpreendente sobre as principais luas geladas de Urano<\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"h-atmosfera-superior-de-urano-em-3d-permite-analises-detalhadas\"><strong>Atmosfera superior de Urano em 3D permite an&aacute;lises detalhadas<\/strong><\/h2>\n<p>Esta &eacute; a primeira vez que a atmosfera superior do planeta foi analisada em tr&ecirc;s dimens&otilde;es. A sensibilidade do telesc&oacute;pio permitiu rastrear como a energia sobe pela atmosfera. Tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel perceber o efeito do campo magn&eacute;tico assim&eacute;trico sobre esse processo.<\/p>\n<p>As primeiras informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre Urano vieram da sonda Voyager 2, em 1986. Na ocasi&atilde;o, os cientistas descobriram que o planeta &eacute; extremamente frio em compara&ccedil;&atilde;o aos seus vizinhos. Desde ent&atilde;o, medi&ccedil;&otilde;es indicam que sua atmosfera superior continua esfriando.<\/p>\n<p>Os novos dados confirmam essa tend&ecirc;ncia observada desde o in&iacute;cio dos anos 1990. A equipe mediu temperatura m&eacute;dia de cerca de 426 kelvins, equivalente a cerca de 150 graus Celsius &ndash; valor menor do que registros anteriores feitos por telesc&oacute;pios terrestres e espa&ccedil;onaves.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Siga o Olhar Digital no Google Discover Em um artigo publicado nesta quinta-feira (19) na revista Geophysical Research Letters, uma equipe internacional de cientistas\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":647750,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[229],"tags":[],"class_list":["post-647749","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647749","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=647749"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647749\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/647750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=647749"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=647749"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=647749"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}