{"id":647862,"date":"2026-02-21T00:02:18","date_gmt":"2026-02-21T03:02:18","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/21\/e-um-momento-muito-auspicioso-para-as-artes-na-bahia-afirma-bruno-monteiro-sobre-investimento-e-reforma-de-teatros-na-capital\/"},"modified":"2026-02-21T00:02:18","modified_gmt":"2026-02-21T03:02:18","slug":"e-um-momento-muito-auspicioso-para-as-artes-na-bahia-afirma-bruno-monteiro-sobre-investimento-e-reforma-de-teatros-na-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/21\/e-um-momento-muito-auspicioso-para-as-artes-na-bahia-afirma-bruno-monteiro-sobre-investimento-e-reforma-de-teatros-na-capital\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 um momento muito auspicioso para as artes na Bahia&#8221;, afirma Bruno Monteiro sobre investimento e reforma de teatros na capital"},"content":{"rendered":"<div id=\"news-body-content\">\n<div id=\"firstHalf\">\n<p><strong>O ano de 2026 e os pr&oacute;ximos prometem ser de bons frutos para o teatro baiano. Este &eacute; o futuro vislumbrado pelo secret&aacute;rio de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, com o <span>retorno da Sala Principal do Teatro Castro Alves, previsto para o 1&ordm; semestre deste ano<\/span>, e o incentivo &agrave; arte na base, por meio da forma&ccedil;&atilde;o de novos talentos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;&Eacute; um momento muito auspicioso para as artes na Bahia e tenho certeza que os frutos disso ser&atilde;o vistos, reconhecidos e colhidos ao longo dos pr&oacute;ximos anos&#8221;, afirmou o gestor da pasta em entrevista ao Bahia Not&iacute;cias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O cen&aacute;rio positivo pintado pelo gestor da pasta para a cultura baiana vem como uma resposta a um questionamento feito pelo ator Wagner Moura ainda em 2025, quando apresentou o espet&aacute;culo &#8216;Um Julgamento &ndash; Depois do Inimigo do Povo&#8217;, no Trapiche Barnab&eacute;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na ocasi&atilde;o, o indicado ao Oscar pontuou que o Governo baiano deveria investir mais na arte, especialmente pelo <span>espectro pol&iacute;tico de esquerda ser focado na igualdade social e nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt src=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/holofote_noticias\/83321\/mg\/wagner%20moura.jpg\"><em>Foto: Caio L&iacute;rio<\/em><\/p>\n<p><strong>&ldquo;Eu sou fruto do teatro dos anos 90, que foi uma &eacute;poca muito, muito, muito positiva, muito boa para o teatro profissional da Bahia. Eu me formei e eu existo como artista porque, justamente na minha configura&ccedil;&atilde;o astrol&oacute;gica, calhou de eu viver uma &eacute;poca de ebuli&ccedil;&atilde;o no teatro da Bahia. [&#8230;] A gente precisa que o governo chegue junto e participe. Isso &eacute; uma sequ&ecirc;ncia de governo do PT que eu acho que n&atilde;o tem feito o que deveria estar sendo feito. O teatro popular da Bahia, eu sinto que est&aacute; abandonado e que precisa que se olhe para isso.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para o secret&aacute;rio de Cultura da Bahia, o estado n&atilde;o teve uma baixa no valor direcionado para o setor teatral. O gestor da pasta vai contra a avalia&ccedil;&atilde;o feita por Wagner Moura, por exemplo, e pontua que o estado contou com bons investimentos para o teatro nos &uacute;ltimos anos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Os investimentos no teatro s&atilde;o maiores hoje em dia do que comparados a anos anteriores, tanto do ponto de vista de infraestrutura, quanto na dinamiza&ccedil;&atilde;o, mas especialmente em programas de forma&ccedil;&atilde;o.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>De acordo com Monteiro, o ponto analisado por Moura &eacute; v&aacute;lido em rela&ccedil;&atilde;o aos programas de forma&ccedil;&atilde;o de novos talentos, algo que voltar&aacute; a ser movimentado no estado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Ele [Wagner Moura] disse que quando estava come&ccedil;ando havia muitos programas de forma&ccedil;&atilde;o e ele &eacute; fruto disso. Eu quero deixar ele muito tranquilo, nosso grande ator baiano, que daqui a alguns anos ele vai ter a companhia de muitos atores que est&atilde;o sendo formados agora. Porque a Bahia vive um momento de muito incentivo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de artes, &agrave; forma&ccedil;&atilde;o em artes, tanto aqui na capital quanto nos interiores, gra&ccedil;as ao incentivo do governo e &agrave;s nossas escolas de tempo integral, que n&oacute;s temos formado pessoas jovens para atuarem nas artes como um todo, a partir das escolas e a partir dos equipamentos culturais, que tamb&eacute;m passam por processos de requalifica&ccedil;&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>A requalifica&ccedil;&atilde;o do TCA, por exemplo, <span>recebeu um aporte de R$ 280 milh&otilde;es<\/span>. De acordo com o secret&aacute;rio, o valor investido ir&aacute; retornar para o povo por meio de qualifica&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o profissional.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&ldquo;[O TCA] &eacute; um teatro que vai crescer do ponto de vista de mais espa&ccedil;o, teremos um centro t&eacute;cnico, um novo espa&ccedil;o de experimenta&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, al&eacute;m de melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de toda a fabrica&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios, de figurinos, que n&atilde;o servem s&oacute; ao teatro, mas servem &agrave; cadeia cultural do estado da Bahia como um todo. N&oacute;s estamos crescendo&rdquo;, afirmou ao site em janeiro deste ano.<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"secondHalf\">\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt src=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/holofote_noticias\/83321\/mg\/teatro-gamboa-foto-divulgacao-salvador-da-bahia2..jpg\"><\/p>\n<p><strong>Outra queixa da cena baiana em rela&ccedil;&atilde;o ao teatro no estado &eacute; a falta de espa&ccedil;o para apresenta&ccedil;&otilde;es. Em 2025, uma forte campanha pelo n&atilde;o fechamento do Teatro Gamboa mobilizou diversos artistas e conseguiu para o espa&ccedil;o o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e um show especial de Gilberto Gil para mobilizar o p&uacute;blico e arrecadar a verba necess&aacute;ria para a manuten&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo Monteiro, a Bahia vive um momento especial de mobiliza&ccedil;&atilde;o cultural e novos espa&ccedil;os est&atilde;o sendo resgatados. O secret&aacute;rio acredita que a reforma do TCA vem para incentivar investidores a olhar com cuidado para os espa&ccedil;os na capital baiana afim de enxergar um potencial neles.<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt src=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/holofote_noticias\/83321\/mg\/amelio.jpg\"><\/p>\n<p><strong>&#8220;A gente vive um momento de muita mobiliza&ccedil;&atilde;o em torno das causas da arte e da cultura, o que eu avalio como muito positivo. A falta do Teatro Castro Alves demonstrou para a cidade e para o Estado a necessidade de termos mais equipamentos. O governo do Estado da Bahia, aqui em Salvador, al&eacute;m de entregar o Teatro Castro Alves nesse semestre, vai entregar tamb&eacute;m o Teatro do Iceia, que &eacute; o segundo maior teatro de Salvador, um dos maiores do Estado e que tamb&eacute;m tem uma voca&ccedil;&atilde;o muito grande para a forma&ccedil;&atilde;o, para um espa&ccedil;o de acolhimento de novos projetos. Mas esse debate precisa ser feito, como voc&ecirc; disse, pelo conjunto dos agentes que se mobilizam em torno do mercado, das finan&ccedil;as e que t&ecirc;m algum interesse em apoio &agrave; cultura e nos retornos que isso d&aacute;&#8221;, afirmou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O gestor da pasta refor&ccedil;a que a movimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode partir apenas do poder p&uacute;blico. At&eacute; o final de 2026, a capital baiana deve contar com a reativa&ccedil;&atilde;o do TCA e a inaugura&ccedil;&atilde;o do Centro Cultural Banco do Brasil no Pal&aacute;cio da Aclama&ccedil;&atilde;o, no entanto, a popula&ccedil;&atilde;o cobra mais, tanto da iniciativa p&uacute;blica quanto privada.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;N&atilde;o basta s&oacute; cobrar do poder p&uacute;blico mais espa&ccedil;os para apresenta&ccedil;&otilde;es teatrais, para apresenta&ccedil;&otilde;es musicais, se a gente n&atilde;o pensar nisso como uma tarefa compartilhada. N&oacute;s estamos cuidando da pauta do Teatro Gamboa, que &eacute; um teatro importante, n&oacute;s estamos formando parcerias j&aacute; com o Banco do Brasil e teremos um novo CCBB, com a Caixa e teremos uma nova Caixa Cultural, ambas com teatros tamb&eacute;m, porque n&oacute;s queremos esses espa&ccedil;os cada vez mais presentes na vida cultural e na vida cotidiana da popula&ccedil;&atilde;o, de todos aqueles que nos visitam, para terem a certeza de que est&atilde;o num territ&oacute;rio cultural, que &eacute; a Bahia.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" alt src=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/fotos\/holofote_noticias\/83321\/mg\/PALACIO-1920X800.jpg\"><\/strong><\/p>\n<p><strong>Na pauta municipal, desde 2023 &eacute; especulado um teatro a ser gerido pela Prefeitura de Salvador, e alguns lugares chegaram a ser colocados em pauta como poss&iacute;veis sedes, a exemplo dos antigos Cine-Teatro Jandaia e Cine Pax, localizados na Baixa dos Sapateiros.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao Bahia Not&iacute;cias, o presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Greg&oacute;rio de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, chegou a debater o assunto e pontuou que a quest&atilde;o era uma pauta trabalhada no governo, no entanto, <span>dependia da iniciativa do prefeito<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Os teatros s&atilde;o mantidos com hero&iacute;smo. O Teatro M&oacute;dulo, o Jorge Amado, a Casa do Com&eacute;rcio, o Sesi do Rio Vermelho e da Ribeira. Inclusive, n&atilde;o se tem um teatro num shopping de Salvador, &eacute; inacredit&aacute;vel. Eu acho isso uma maluquice. Eu acho que existe uma morosidade nessa hist&oacute;ria. Hoje a maioria dos shoppings de S&atilde;o Paulo e do Rio tem teatro. Eu nem tenho mais paci&ecirc;ncia para falar sobre isso, porque j&aacute; tem 30 ou 40 anos que eu toco nesse assunto.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao final de 2024, Guerrero afirmou que o assunto voltaria a ser pauta na Prefeitura. <span>No entanto, em 2025, o avan&ccedil;o da conversa, se houve, n&atilde;o foi tratado publicamente<\/span>. O presidente da FGM refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia de reconhecer espa&ccedil;os fora do circuito tradicional, exaltando a exist&ecirc;ncia dos Boca de Brasa, programa de fomento cultural que descentraliza a cultura, levando forma&ccedil;&atilde;o, oficinas, palcos e editais para bairros perif&eacute;ricos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Eu digo sempre a gente hoje tem tr&ecirc;s teatros nos Bocas de Brasa, que s&atilde;o teatros praticamente invisibilizados de uma certa forma pela m&iacute;dia e artistas. A gente tem um teatro em Cajazeiras hoje que &eacute; um sucesso, que tem programa&ccedil;&atilde;o constante, lotada. A gente tem um espa&ccedil;o em Val&eacute;ria maravilhoso, um espa&ccedil;o l&aacute; em Coutos. Ent&atilde;o, s&atilde;o tr&ecirc;s teatros &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da comunidade. Temos parceria com a Casa Branca, que &eacute; um novo espa&ccedil;o do Sesc, que fica ali no Caminho de Areia. &Eacute; importante a gente ter essa leitura da descentraliza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o podemos reconhecer espa&ccedil;os s&oacute; que ficam no centro.&#8221;<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2026 e os pr&oacute;ximos prometem ser de bons frutos para o teatro baiano. 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