{"id":648006,"date":"2026-02-21T13:51:48","date_gmt":"2026-02-21T16:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/21\/polilaminina-a-proteina-de-deus-desperta-esperanca-em-pacientes-com-lesoes-medulares-e-avanca-em-estudos-clinicos-no-brasil\/"},"modified":"2026-02-21T13:51:48","modified_gmt":"2026-02-21T16:51:48","slug":"polilaminina-a-proteina-de-deus-desperta-esperanca-em-pacientes-com-lesoes-medulares-e-avanca-em-estudos-clinicos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/21\/polilaminina-a-proteina-de-deus-desperta-esperanca-em-pacientes-com-lesoes-medulares-e-avanca-em-estudos-clinicos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Polilaminina, a \u2018prote\u00edna de Deus\u2019, desperta esperan\u00e7a em pacientes com les\u00f5es medulares e avan\u00e7a em estudos cl\u00ednicos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>M&eacute;dico observa medula em paciente (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o\/Redes Sociais)                          Uma nova esperan&ccedil;a surge para pacientes com les&otilde;es medulares graves, como paraplegia e tetraplegia. A polilaminina, uma mol&eacute;cula sint&eacute;tica desenvolvida a partir da laminina, prote&iacute;na naturalmente presente no corpo humano, tem apresentado resultados promissores em fases experimentais. A pesquisa &eacute; liderada pela pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>    A polilaminina atua estimulando a reconex&atilde;o de ax&ocirc;nios, prolongamentos dos neur&ocirc;nios essenciais para a comunica&ccedil;&atilde;o neural. A laminina, base para o desenvolvimento da polilaminina, desempenha um papel crucial na forma&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso durante o per&iacute;odo embrion&aacute;rio. Tatiana Coelho de Sampaio, em entrevista, destacou a estrutura da laminina, comparando-a a uma cruz, e a polilaminina como &ldquo;v&aacute;rias de m&atilde;ozinhas dada&rdquo;, em alus&atilde;o ao seu potencial de reconex&atilde;o.<\/p>\n<p>    A cientista brincou sobre a natureza da descoberta, mencionando de forma descontra&iacute;da: &ldquo;N&atilde;o conta para ningu&eacute;m. Gra&ccedil;as a Deus, ainda n&atilde;o saiu isso, porque no dia que sair eu estou perdida, porque a&iacute; v&atilde;o dizer mesmo que &eacute; prote&iacute;na de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>    Resultados experimentais iniciais e o caso de Luiz Ot&aacute;vio Santos Nunez<\/p>\n<p>    Tatiana de Sampaio. (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o\/YouTube\/TV 247)    Um estudo experimental realizado pela UFRJ em parceria com o laborat&oacute;rio Crist&aacute;lia envolveu oito pacientes com les&atilde;o medular grave. Desses, seis recuperaram parte da mobilidade, e um paciente voltou a andar. Este estudo preliminar, conduzido entre 2018 e 2021 em ambiente acad&ecirc;mico e ainda sem revis&atilde;o por pares, aponta para a efic&aacute;cia da polilaminina.<\/p>\n<p>    O momento ideal para a aplica&ccedil;&atilde;o da subst&acirc;ncia &eacute; em at&eacute; 72 horas ap&oacute;s a les&atilde;o. Casos cr&ocirc;nicos, com mais de tr&ecirc;s ou quatro meses, apresentam maior dificuldade de regenera&ccedil;&atilde;o devido a processos patol&oacute;gicos j&aacute; estabelecidos.<\/p>\n<p>               O primeiro paciente a receber o tratamento experimental no Brasil foi Luiz Ot&aacute;vio Santos Nunez, um militar de 19 anos que ficou tetrapl&eacute;gico ap&oacute;s um acidente com arma de fogo. Doze dias ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o no Hospital Militar de Campo Grande, ele recuperou o movimento na ponta de um dos dedos.<\/p>\n<p>    Pr&oacute;ximos passos e acesso &agrave; polilaminina<\/p>\n<p>    Atualmente, a polilaminina encontra-se em fase experimental. Em janeiro de 2026, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) autorizou o in&iacute;cio do estudo cl&iacute;nico de fase 1, que ter&aacute; como objetivo avaliar a seguran&ccedil;a da subst&acirc;ncia em cinco volunt&aacute;rios com les&otilde;es agudas completas da medula espinhal tor&aacute;cica.<\/p>\n<p>    Paralelamente aos estudos oficiais, aproximadamente 19 pacientes j&aacute; tiveram acesso &agrave; polilaminina por meio de decis&otilde;es judiciais. Nesses casos, o laborat&oacute;rio Crist&aacute;lia informa que fornece as doses gratuitamente, mas o acompanhamento &eacute; passivo e n&atilde;o integra o protocolo de pesquisa.<\/p>\n<p>    Especialistas alertam que, apesar dos resultados animadores, s&atilde;o preliminares. Estima-se que at&eacute; 30% dos pacientes com les&atilde;o medular aguda possam ter alguma recupera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea, o que refor&ccedil;a a necessidade de estudos controlados para comprovar definitivamente a efic&aacute;cia da polilaminina.<\/p>\n<p>    Fonte: Tribuna Gospel (https:\/\/tribunagospel.com.br\/polilaminina-proteina-deus-lesoes-medulares-estudos-clinicos\/)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M&eacute;dico observa medula em paciente (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o\/Redes Sociais) Uma nova esperan&ccedil;a surge para pacientes com les&otilde;es medulares graves, como paraplegia e tetraplegia. 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