{"id":649135,"date":"2026-02-24T10:26:37","date_gmt":"2026-02-24T13:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/24\/quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-ha-perspectivas-para-o-fim-do-conflito\/"},"modified":"2026-02-24T10:27:26","modified_gmt":"2026-02-24T13:27:26","slug":"quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-ha-perspectivas-para-o-fim-do-conflito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/24\/quatro-anos-de-guerra-na-ucrania-ha-perspectivas-para-o-fim-do-conflito\/","title":{"rendered":"Quatro anos de guerra na Ucr\u00e2nia: h\u00e1 perspectivas para o fim do conflito?"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"Quatro anos de guerra na Ucr\u00e2nia: negocia\u00e7\u00f5es estagnadas, perdas humanas e perspectivas para 2026. Especialistas destacam impasses sobre Donbass, a atua\u00e7\u00e3o dos EUA com Trump na Casa Branca e planos de paz que n\u00e3o avan\u00e7am no terreno.\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quatro anos de guerra<\/strong> na Ucr\u00e2nia chegam hoje (24\/02\/2026) sem sinal de fim. O conflito, iniciado com a invas\u00e3o russa em 2022, permanece marcado por impasses que freiam as negocia\u00e7\u00f5es de paz. Em 23 de fevereiro de 2022, <strong>Vladimir Putin<\/strong> anunciou a \u201copera\u00e7\u00e3o militar especial\u201d para proteger Donetsk e Luhansk, visando <em>desmilitarizar<\/em> e <em>desnazificar<\/em> a regi\u00e3o do Donbass.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo estimativas do <strong>CSIS<\/strong>, de fevereiro de 2022 a dezembro de 2025 houve altas perdas: cerca de <strong>1,2 milh\u00e3o<\/strong> de baixas russas e entre <strong>500 mil a 600 mil<\/strong> no lado ucraniano. O balan\u00e7o projetado aponta potencial de <strong>2 milh\u00f5es<\/strong> de v\u00edtimas at\u00e9 setembro de 2026 se o ritmo n\u00e3o mudar. Em territ\u00f3rio, a R\u00fassia ocupou cerca de <strong>75 mil km\u00b2<\/strong> (12% do pa\u00eds), e o Kremlin controla <strong>120 mil km\u00b2<\/strong> (cerca de 20%), incluindo a Crimeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o mapa do <strong>Institute for the Study of War (ISW)<\/strong> de 19 de fevereiro, as tropas russas dominam as oblasts de <strong>Luhansk, Donetsk, Zaporizhzhia, Kherson e Kharkiv<\/strong>. Desde o in\u00edcio, encontros entre Kiev e Moscou ocorreram, com avan\u00e7os pontuais em quest\u00f5es humanit\u00e1rias, mas sem solu\u00e7\u00f5es para um plano de paz. A participa\u00e7\u00e3o de <strong>Donald Trump<\/strong> na arena americana, desde janeiro de 2025, alterou o tom da media\u00e7\u00e3o dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre fevereiro e novembro de 2025 ocorreram mudan\u00e7as significativas. Em Washington, Zelensky pediu garantias de seguran\u00e7a e n\u00e3o encontrou concess\u00f5es de Kiev, enquanto Trump enfatizava tratativas diretas com Putin. Em novembro, uma proposta de paz dos EUA, apresentada a Zelensky, favorecia concess\u00f5es a Moscou, mas, no m\u00eas seguinte, Zelensky detalhou uma vers\u00e3o com menos perdas para a Ucr\u00e2nia. Em Genebra, as delega\u00e7\u00f5es russa e ucraniana, mediadas pelos EUA, encerraram as conversas em duas horas, com Zelensky classificando o debate como dif\u00edcil e acusando a R\u00fassia de tentar prolongar as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialistas analisam perspectivas para 2026. <strong>Guther Rudzit<\/strong>, da ESPM, acredita que \u00e9 improv\u00e1vel um acordo neste ano, destacando a exig\u00eancia russa de incorporar grande parte do Donbass. <strong>Gustavo Castro<\/strong>, do Uniprocessus, aponta quest\u00f5es estruturais \u2014 seguran\u00e7a regional, expans\u00e3o da OTAN, identidade nacional ucraniana e ambi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas russas \u2014 que exigem mecanismos robustos de verifica\u00e7\u00e3o, ainda mais dif\u00edceis em um ambiente de guerra ativa. J\u00e1 <strong>Rodrigo Medina<\/strong>, da Unifesp, ressalta que, mesmo com cessar-fogo, hostilidades devem continuar devido \u00e0 irredund\u00e2ncia de posi\u00e7\u00f5es entre as partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre sinais de que as negocia\u00e7\u00f5es podem evoluir, o acompanhamento aponta para a presen\u00e7a do chanceler <strong>Sergey Lavrov<\/strong> na delega\u00e7\u00e3o russa como indicador de zelo ou seriedade. Hist\u00f3rico recente, como os Acordos de Minsk (2014-2015), mostra que o caminho envolve garantias de seguran\u00e7a, fronteiras e autonomia regional \u2014 cl\u00e1usulas que Moscou j\u00e1 declarou n\u00e3o reconhecidas desde 2022. O cen\u00e1rio permanece com alta desconfian\u00e7a m\u00fatua e pouca margem para acordos r\u00e1pidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante desse quadro, o conflito tende a se manter com oscila\u00e7\u00f5es de intensidade, at\u00e9 que haja mudan\u00e7as substanciais no equil\u00edbrio estrat\u00e9gico ou garantias de monitoramento efetivas. A situa\u00e7\u00e3o exige avalia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de fontes como CSIS e ISW, bem como a leitura de sinais procedentes de Washington, Moscou e Kiev. Como voc\u00ea l\u00ea o futuro da paz na Ucr\u00e2nia em 2026? Compartilhe sua opini\u00e3o e participe da conversa nos coment\u00e1rios abaixo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro anos de guerra na Ucr\u00e2nia chegam hoje (24\/02\/2026) sem sinal de fim. 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