{"id":649758,"date":"2026-02-25T16:16:22","date_gmt":"2026-02-25T19:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/02\/25\/especialista-explica-a-tecnica-do-distinguishing-e-a-aplicacao-polemica-no-caso-do-tribunal-de-justica-de-minas-gerais\/"},"modified":"2026-02-25T16:16:22","modified_gmt":"2026-02-25T19:16:22","slug":"especialista-explica-a-tecnica-do-distinguishing-e-a-aplicacao-polemica-no-caso-do-tribunal-de-justica-de-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/02\/25\/especialista-explica-a-tecnica-do-distinguishing-e-a-aplicacao-polemica-no-caso-do-tribunal-de-justica-de-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Especialista explica a t\u00e9cnica do distinguishing e a aplica\u00e7\u00e3o pol\u00eamica no caso do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p>No sistema jur&iacute;dico brasileiro,&nbsp;magistrados n&atilde;o decidem casos isoladamente.&nbsp;Normalmente, deve-se&nbsp;observar os precedentes vinculantes estabelecidos pelos tribunais superiores e a jurisprud&ecirc;ncia consolidada. &Eacute; nesse contexto que surge o distinguishing (distin&ccedil;&atilde;o), t&eacute;cnica fundamental para a aplica&ccedil;&atilde;o adequada do direito.<\/p>\n<p>        Como explica a advogada Daniela Portugal, doutora e mestre pela Universidade Federal da Bahia, professora da UFBA e da Faculdade Baiana de Direito, o distinguishing ocorre quando um magistrado, ao julgar um caso concreto, identifica que a situa&ccedil;&atilde;o sob sua an&aacute;lise possui peculiaridades que a diferenciam dos casos que originaram determinado precedente vinculante, justificando-se, assim, o afastamento da aplica&ccedil;&atilde;o daquele entendimento consolidado.<\/p>\n<p>        A especialista detalha que o novo C&oacute;digo de Processo Civil (CPC) buscou criar uma cultura de respeito aos precedentes obrigat&oacute;rios, o que impactou diretamente a reda&ccedil;&atilde;o do artigo 489, que trata dos elementos essenciais da senten&ccedil;a, especialmente no que se refere &agrave; fundamenta&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es judiciais.<\/p>\n<p>        O par&aacute;grafo primeiro desse dispositivo estabelece que n&atilde;o ser&aacute; considerada fundamentada qualquer decis&atilde;o, seja senten&ccedil;a, decis&atilde;o interlocut&oacute;ria ou ac&oacute;rd&atilde;o, que deixe de aplicar um precedente obrigat&oacute;rio sem realizar a devida distin&ccedil;&atilde;o ou demonstrar a supera&ccedil;&atilde;o do entendimento consolidado, t&eacute;cnica denominada overruling (supera&ccedil;&atilde;o de um precedente judicial, ocorrendo quando um tribunal decide que um entendimento anterior n&atilde;o se adequa mais ao cen&aacute;rio jur&iacute;dico).<\/p>\n<p>        &ldquo;Todas as vezes que um magistrado deixa de seguir um precedente obrigat&oacute;rio, ou seja, deixa de aplicar um enunciado de s&uacute;mula ou a jurisprud&ecirc;ncia dominante, se n&atilde;o demonstrar a exist&ecirc;ncia de uma distin&ccedil;&atilde;o ou da supera&ccedil;&atilde;o do entendimento, essa decis&atilde;o n&atilde;o estar&aacute; adequadamente fundamentada e, portanto, &eacute; uma decis&atilde;o defeituosa&rdquo;, afirma Daniela Portugal. Quando isso ocorre, estamos diante de uma nulidade por aus&ecirc;ncia de fundamenta&ccedil;&atilde;o, que fere uma norma de ordem p&uacute;blica e pode ser atacada mediante diferentes recursos processuais.<\/p>\n<p>        Perguntada acerca do caso do&nbsp;homem de 35 anos acusado de estupro de vulner&aacute;vel contra uma menina de 12 anos, a caus&iacute;dica contextualiza&nbsp;a evolu&ccedil;&atilde;o legislativa relacionada aos crimes sexuais. Segundo Daniela,&nbsp;antes de 2009, o C&oacute;digo Penal tratava o estupro em apenas um tipo incriminador, o artigo 213&nbsp;exigia a ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia ou grave amea&ccedil;a para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do delito.<\/p>\n<p>        A Lei 12.015 de 2009 promoveu uma mudan&ccedil;a significativa ao criar dois tipos penais aut&ocirc;nomos: o estupro propriamente dito, mantido no artigo 213 e ainda dependente de viol&ecirc;ncia ou grave amea&ccedil;a, e o estupro de vulner&aacute;vel, tipificado no artigo 217-A, que passou a criminalizar de forma objetiva a conjun&ccedil;&atilde;o carnal ou a pr&aacute;tica de ato libidinoso com menor de 14 anos, sem qualquer discuss&atilde;o acerca da exist&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia, consentimento ou experi&ecirc;ncia sexual anterior da v&iacute;tima.<\/p>\n<p>        A expectativa do legislador era eliminar a margem de interpreta&ccedil;&atilde;o que existia anteriormente, quando os ju&iacute;zes precisavam avaliar se a presun&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia se aplicava ou n&atilde;o, e se essa presun&ccedil;&atilde;o teria car&aacute;ter absoluto ou relativo. Com a nova reda&ccedil;&atilde;o, a lei &eacute; clara: configura crime a conjun&ccedil;&atilde;o carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos, ponto final.<\/p>\n<p>        No entanto, segundo a advogada,&nbsp;na pr&aacute;tica judici&aacute;ria, h&aacute;&nbsp;uma resist&ecirc;ncia na aplica&ccedil;&atilde;o desse tipo penal, especialmente quando se trata de corpos femininos e de meninas.<\/p>\n<p>        &ldquo;O problema &eacute; que, mesmo com a altera&ccedil;&atilde;o legal, a gente continua a esbarrar em um judici&aacute;rio conivente com a sexualiza&ccedil;&atilde;o de corpos, de mulheres e meninas, conivente com a pr&aacute;tica de viola&ccedil;&otilde;es sexuais das mais variadas esp&eacute;cies e ainda &eacute; um judici&aacute;rio resistente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do protocolo do pr&oacute;prio CNJ [Conselho Nacional de Justi&ccedil;a]&nbsp;para julgamento com perspectiva de g&ecirc;nero&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>        Acerca da decis&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais (TJ-MG), em que foi utilizada a t&eacute;cnica do&nbsp;distinguishing&nbsp;para absolver um homem de 35 anos acusado de estupro de vulner&aacute;vel contra uma adolescente de apenas 12 anos, Daniela Portugal classifica como um grave equ&iacute;voco e uma viola&ccedil;&atilde;o frontal ao protocolo do CNJ para julgamento com perspectiva de g&ecirc;nero. Ap&oacute;s ampla repercuss&atilde;o, o desembargador respons&aacute;vel pelo voto que absolveu o r&eacute;u&nbsp;reformou a decis&atilde;o para que o homem fosse condenado.<\/p>\n<p>        &ldquo;Ent&atilde;o, considerando todos esses fatores, eu entendo que o Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais, se aqui colocou gravemente a utilizar a t&eacute;cnica de distinguish no momento de absolver um homem de 35 anos acusado de estupro de vulner&aacute;vel contra uma menina, adolescente de somente 12 anos.&rdquo;<\/p>\n<p>        A advogada explica que o pr&oacute;prio Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ), em 2022, j&aacute; havia aplicado o distinguishing para afastar a incid&ecirc;ncia da S&uacute;mula 593, que estabelece a irrelev&acirc;ncia do consentimento da v&iacute;tima, da experi&ecirc;ncia sexual anterior e da exist&ecirc;ncia de relacionamento amoroso para a configura&ccedil;&atilde;o do estupro de vulner&aacute;vel. <\/p>\n<p>        Naquela ocasi&atilde;o, o STJ considerou peculiaridades como a exist&ecirc;ncia de um namoro com forma&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleo familiar e aval da fam&iacute;lia, com o argumento de que se buscava evitar a chamada vitimiza&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e a desestrutura&ccedil;&atilde;o da entidade familiar constru&iacute;da.<\/p>\n<p>        No entanto, Daniela Portugal enfatiza que os crit&eacute;rios utilizados pelo STJ n&atilde;o s&atilde;o claros e que a pr&oacute;pria corte j&aacute; proferiu decis&otilde;es posteriores entendendo que a simples forma&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleo familiar ou o aval da fam&iacute;lia n&atilde;o seriam suficientes para afastar a tipicidade do crime. Na avalia&ccedil;&atilde;o da professora, mais grave ainda &eacute; a transposi&ccedil;&atilde;o desses crit&eacute;rios para o caso julgado pelo TJ-MG, que apresenta peculiaridades completamente diversas.<\/p>\n<p>        &ldquo;A situa&ccedil;&atilde;o f&aacute;tica em que o STJ promoveu distinguishing foi uma situa&ccedil;&atilde;o em que a suposta v&iacute;tima j&aacute; estava com, salvo engano, 21 anos.&nbsp;J&aacute; com a fam&iacute;lia estruturada com quem seria o seu agressor, j&aacute; que a rela&ccedil;&atilde;o teria tido in&iacute;cio ainda durante a menoridade sexual da v&iacute;tima. Existem v&aacute;rias peculiaridades observadas pelo STJ diferentes das peculiaridades observadas pelo TJ-MG no momento em que afasta a tipicidade material do crime de estupro de vulner&aacute;vel para um caso de viol&ecirc;ncia sexual contra uma adolescente de 12 anos&rdquo;, diferencia a professora.<\/p>\n<p>        A especialista &eacute; enf&aacute;tica ao afirmar que essas decis&otilde;es n&atilde;o se alinham ao protocolo para julgamento com perspectiva de g&ecirc;nero, que observa n&atilde;o apenas o crit&eacute;rio de idade, mas tamb&eacute;m o g&ecirc;nero em si. &ldquo;Sabemos que essa sexualiza&ccedil;&atilde;o precoce &eacute; muito mais direcionada para o corpo de meninas. Isso fere a compreens&atilde;o dessas meninas como pessoas ainda em desenvolvimento, cuja inf&acirc;ncia e juventude precisam ser efetivamente protegidas&rdquo;, ressalta.<\/p>\n<p>        Daniela Portugal lembra que o C&oacute;digo Penal brasileiro j&aacute; previu, at&eacute; 2005, o casamento como causa de extin&ccedil;&atilde;o da punibilidade nos crimes de estupro. Para ela, a utiliza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia como manto protetor para a pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncias sexuais &eacute; uma estrat&eacute;gia antiga que precisa ser combatida. <\/p>\n<p>        &ldquo;Por mais que existam mudan&ccedil;as legislativas, se n&atilde;o respeitarmos a inf&acirc;ncia, a juventude e o corpo feminino como um corpo que deve ser protegido contra qualquer forma de viol&ecirc;ncia, n&atilde;o adianta a mudan&ccedil;a da lei. Continuaremos a ver essas pr&aacute;ticas, sejam institucionalizadas ou n&atilde;o, de viol&ecirc;ncia se repetindo&rdquo;, adverte.<\/p>\n<p>        COMO O CPC APLICA<br \/>\n  A professora destaca que a maior parte dos estudos relacionados &agrave; teoria dos precedentes e &agrave;s t&eacute;cnicas de distin&ccedil;&atilde;o est&aacute; concentrada no &acirc;mbito do direito processual civil, justamente porque o novo CPC tratou da mat&eacute;ria de forma direta. O C&oacute;digo Penal e o C&oacute;digo de Processo Penal, por serem mais antigos, n&atilde;o abordam a teoria dos precedentes, o que torna o tema ainda subexplorado no &acirc;mbito do processo penal brasileiro. A doutrina mais moderna, no entanto, tem defendido a necessidade de interlocu&ccedil;&atilde;o com as normas do processo civil para trazer mais seguran&ccedil;a jur&iacute;dica na interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o dos precedentes obrigat&oacute;rios.<\/p>\n<p>        Ao estabelecer os limites &eacute;ticos e jur&iacute;dicos para a aplica&ccedil;&atilde;o do distinguishing, Daniela Portugal explica que, no momento em que um tribunal formula uma tese jur&iacute;dica, ela sempre ser&aacute; elaborada a partir do julgamento de casos concretos. O legislador trabalha o caso em tese de forma abstrata, enquanto os tribunais partem sempre de situa&ccedil;&otilde;es reais. O distinguishing significa, em termos pr&aacute;ticos, demonstrar que o caso julgado possui peculiaridades que o tornam diferente do grupo de casos que originou o precedente obrigat&oacute;rio.<\/p>\n<p>        &ldquo;Se eu identifico que aquele caso que estou julgando &eacute; semelhante aos casos j&aacute; julgados pelos tribunais superiores no momento em que formularam o precedente obrigat&oacute;rio, sou obrigada a aplicar o mesmo entendimento, isso &eacute; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, isso &eacute; isonomia. A menos que eu demonstre que aquele entendimento, muito embora seja de um caso semelhante, est&aacute; defasado e deve ser superado, e a&iacute; j&aacute; estar&iacute;amos falando de overruling, que &eacute; outra t&eacute;cnica&rdquo;, esclarece.<\/p>\n<p>        A professora tamb&eacute;m aborda a quest&atilde;o da interpreta&ccedil;&atilde;o judicial e seus limites, explicando que o texto normativo, ao definir um crime, fornece ao int&eacute;rprete um ponto de partida. A interpreta&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o passam inevitavelmente pela atribui&ccedil;&atilde;o de significados &agrave;s palavras contidas no texto normativo, e essa escolha &eacute;, em certa medida, uma atividade de cria&ccedil;&atilde;o. No entanto, quando o int&eacute;rprete simplesmente despreza um dos elementos do tipo incriminador, como a idade da v&iacute;tima, ele n&atilde;o est&aacute; criando a partir da norma, mas fazendo valer sua vontade pol&iacute;tica para subverter a reda&ccedil;&atilde;o do tipo incriminador e a legalidade estrita que o vincula.<\/p>\n<p>        &ldquo;Isso fere seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, nos coloca no &acirc;mbito de completa incerteza em mat&eacute;ria de cultura de precedentes&rdquo;, conclui Daniela Portugal, alertando que a aplica&ccedil;&atilde;o inadequada do distinguishing em casos de estupro de vulner&aacute;vel representa n&atilde;o apenas um erro jur&iacute;dico, mas um retrocesso civilizat&oacute;rio na prote&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais de crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros. <\/p>\n<p>        RECUO<br \/>\n  O desembargador Magid Naued L&aacute;uar, da 9&ordf; C&acirc;mara Criminal do Tribunal de Justi&ccedil;a de Minas Gerais (TJ-MG), acolheu recurso do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Minas Gerais (MP-MG) e restaurou a condena&ccedil;&atilde;o de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulner&aacute;vel contra uma menina de 12 anos, em Indian&oacute;polis, no Tri&acirc;ngulo Mineiro.<\/p>\n<p>        Em decis&atilde;o monocr&aacute;tica, o magistrado manteve a senten&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia e determinou a expedi&ccedil;&atilde;o imediata de mandado de pris&atilde;o do r&eacute;u. Ele tamb&eacute;m condenou e determinou a pris&atilde;o da m&atilde;e da v&iacute;tima.<\/p>\n<p>        Anteriormente, o colegiado da 9&ordf; C&acirc;mara Criminal havia absolvido os dois r&eacute;us. &Agrave; &eacute;poca, o relator entendeu que o relacionamento entre o acusado e a menor n&atilde;o teria decorrido de viol&ecirc;ncia, mas de um &ldquo;v&iacute;nculo afetivo consensual&rdquo;, com anu&ecirc;ncia dos respons&aacute;veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No sistema jur&iacute;dico brasileiro,&nbsp;magistrados n&atilde;o decidem casos isoladamente.&nbsp;Normalmente, deve-se&nbsp;observar os precedentes vinculantes estabelecidos pelos tribunais superiores e a jurisprud&ecirc;ncia consolidada. &Eacute; nesse contexto que\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":649759,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[],"class_list":["post-649758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/649758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=649758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/649758\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/649759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=649758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=649758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=649758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}