{"id":651860,"date":"2026-03-02T12:27:10","date_gmt":"2026-03-02T15:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/02\/se-fechar-ormuz-por-mais-de-40-dias-faltara-petroleo-no-mundo-diz-especialista\/"},"modified":"2026-03-02T12:28:04","modified_gmt":"2026-03-02T15:28:04","slug":"se-fechar-ormuz-por-mais-de-40-dias-faltara-petroleo-no-mundo-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/02\/se-fechar-ormuz-por-mais-de-40-dias-faltara-petroleo-no-mundo-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Se fechar Ormuz por mais de 40 dias, faltar\u00e1 petr\u00f3leo no mundo, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"Especialista alerta que o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz pode provocar falta de petr\u00f3leo no mundo, com impactos significativos nos pre\u00e7os. Veja cen\u00e1rios e impactos.\" \/><br \/>\n<meta name=\"keywords\" content=\"Ormuz, petr\u00f3leo, pre\u00e7o do petr\u00f3leo, produ\u00e7\u00e3o, estoques estrat\u00e9gicos, OPEP, geopolitica, Iran, China, \u00cdndia, Jap\u00e3o, EUA, UE\" \/><\/p>\n<p>Se Ormuz for fechado por mais de 40 dias, poder\u00e1 faltar petr\u00f3leo no mundo, segundo especialistas. O motivo \u00e9 que o estreito concentra cerca de 15% da produ\u00e7\u00e3o mundial e lidera uma rota vital para o suprimento global. Os estoques estrat\u00e9gicos n\u00e3o seriam capazes de compensar esse impacto pela simples raz\u00e3o de que uma parte significativa da produ\u00e7\u00e3o passa pela regi\u00e3o. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Marcus D\u2019Elia, s\u00f3cio da Leggio Consultoria, n\u00e3o \u00e9 apenas o volume importado; \u00e9 a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da rota que dificulta a conten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os diante de uma interrup\u00e7\u00e3o prolongada.<\/p>\n<p>O estreito tem relev\u00e2ncia direta para o abastecimento global. Cerca de 80% do volume que atravessa Ormuz segue para a \u00c1sia, incluindo China, \u00cdndia, Jap\u00e3o e Coreia. Com amea\u00e7as do governo iraniano de atacar navios na passagem, firmas de petr\u00f3leo suspenderam transa\u00e7\u00f5es no trecho, elevando a incerteza sobre o futuro da navega\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse cen\u00e1rio aumenta a percep\u00e7\u00e3o de risco entre seguradoras e armadores, o que pode encarecer fretes e reduzir a atratividade de transportar por aquela rota.<\/p>\n<p>Caso haja um fechamento tempor\u00e1rio de at\u00e9 10 dias, a expectativa \u00e9 de volatilidade nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, com o barril podendo chegar a US$ 100 de forma passageira. Aproximadamente 35% do volume exportado passa por Ormuz para abastecer diversos mercados. Mesmo assim, estoques na China, Jap\u00e3o e Coreia est\u00e3o entre 100 e 200 dias de importa\u00e7\u00e3o, enquanto a \u00cdndia fica em torno de 60 dias. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa diferen\u00e7a de estoques sugere que pa\u00edses asi\u00e1ticos conseguiriam manter o abastecimento por um curto per\u00edodo, mas a rea\u00e7\u00e3o global dependeria da dura\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se a interrup\u00e7\u00e3o se estender at\u00e9 40 dias, EUA e Uni\u00e3o Europeia poderiam usar seus estoques para suavizar a demanda, ajudando a manter os pre\u00e7os pr\u00f3ximos de US$ 100, mas com maior volatilidade. O equil\u00edbrio ficaria ainda mais sens\u00edvel a sinais de retalia\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7as no custo de frete e seguro. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, a press\u00e3o sobre o pre\u00e7o permanecer\u00eda elevada, ainda que n\u00e3o de forma t\u00e3o abrupta quanto no pior caso.<\/p>\n<p>O pior cen\u00e1rio \u2014 e o menos prov\u00e1vel \u2014 seria a reabertura do estreito al\u00e9m de 40 dias, provocando uma falta estrutural de petr\u00f3leo. Os estoques estrat\u00e9gicos n\u00e3o dariam conta, porque 15% da produ\u00e7\u00e3o mundial passa pela regi\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 simples que a Opep consiga compensar a oferta, j\u00e1 que os grandes produtores est\u00e3o igualmente afetados pela instabilidade no Ormuz. Uma \u00fanica unidade de produ\u00e7\u00e3o de grande volume gera entre 150 mil e 200 mil barris\/dia, o que ilustra a magnitude do ajuste necess\u00e1rio. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u2019Elia ressalta que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mensurar exatamente os impactos, dada a complexidade do mercado internacional e a interdepend\u00eancia entre oferta, estoques e demanda global.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 incerteza, a avalia\u00e7\u00e3o mais realista \u00e9 a de que a volatilidade deve permanecer alta, com possibilidade de oscila\u00e7\u00f5es significativas conforme a dura\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, pa\u00edses compradores, como China, \u00cdndia, Jap\u00e3o e Coreia, observam atentos a disponibilidade de fontes e a custos log\u00edsticos, buscando mitigar impactos no curto prazo. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o simples para esse cen\u00e1rio, mas a estabilidade do fornecimento passa pela capacidade de manter rotas abertas, diversificar suprimentos e administrar estoques com maior efici\u00eancia.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, o que pensa sobre o papel do Estreito de Ormuz no equil\u00edbrio do petr\u00f3leo mundial? Compartilhe suas opini\u00f5es e coment\u00e1rios abaixo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se Ormuz for fechado por mais de 40 dias, poder\u00e1 faltar petr\u00f3leo no mundo, segundo especialistas. 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