{"id":653220,"date":"2026-03-05T04:44:02","date_gmt":"2026-03-05T07:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/05\/minas-gerais-concentra-maior-area-urbana-em-encostas-ingremes-no-pais\/"},"modified":"2026-03-05T04:45:24","modified_gmt":"2026-03-05T07:45:24","slug":"minas-gerais-concentra-maior-area-urbana-em-encostas-ingremes-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/05\/minas-gerais-concentra-maior-area-urbana-em-encostas-ingremes-no-pais\/","title":{"rendered":"Minas Gerais concentra maior \u00e1rea urbana em encostas \u00edngremes no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"MapBiomas aponta que Minas Gerais concentra a maior \u00e1rea urbana em encostas \u00edngremes do Brasil, com 14,5 mil hectares em risco. O estudo tamb\u00e9m analisa expans\u00e3o urbana, \u00e1reas de drenagem natural e impactos clim\u00e1ticos.\" \/><br \/>\n<meta name=\"keywords\" content=\"Minas Gerais, encostas \u00edngremes, \u00e1reas urbanizadas, MapBiomas, deslizamentos, drenagem natural, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Rond\u00f4nia\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minas Gerais concentra a maior \u00e1rea urbana em encostas \u00edngremes no Brasil, segundo o MapBiomas.<\/strong> O mapeamento anual revela que quase 14,5 mil hectares de \u00e1reas urbanizadas no estado ficam em terrenos de forte declive, elevando o risco de deslizamentos e eros\u00f5es. Outros estados, como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina, aparecem com \u00e1reas significativas nesses per\u00edmetros de inclina\u00e7\u00e3o acentuada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juiz de Fora, na Zona da Mata, \u00e9 o munic\u00edpio mais atingido entre as cidades da regi\u00e3o, com 65 mortos em chuvas recentes. Em 2024, a cidade possu\u00eda 1.256 hectares de \u00e1reas urbanizadas em declive, o que aumenta o risco de deslizamentos para moradores e \u00e1reas pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escala do fen\u00f4meno fica clara na evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Entre 1985 e 2024, a \u00e1rea urbana brasileira cresceu de 1,8 milh\u00e3o de hectares para 4,5 milh\u00f5es, um ritmo que equivaleria a cerca de 70 mil hectares por ano. Enquanto isso, as \u00e1reas constru\u00eddas em encostas \u00edngremes subiram de 14 mil hectares para 43,4 mil hectares, indicando um crescimento de risco superior ao da urbaniza\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre drenagem natural, a proximidade de rios e c\u00f3rregos aumenta a vulnerabilidade a enxurradas. Em 2024, 1,2 milh\u00e3o de hectares de \u00e1reas urbanas no Brasil apresentavam esse tra\u00e7o de risco. O Rio de Janeiro liderava esse indicador, com 108,2 mil hectares, seguido por outras \u00e1reas do Sudeste; em Rond\u00f4nia, a expans\u00e3o de \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 drenagem subiu de 7,3 mil hectares em 1985 para 18,8 mil em 2024. Edmilson Rodrigues, engenheiro ambiental do MapBiomas, lembra que historicamente as cidades se instalaram junto a rios, mas as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas elevam o risco. \u201cDiante do aumento do n\u00famero de eventos extremos e do conjunto de fun\u00e7\u00f5es cumpridas por \u00e1reas de v\u00e1rzea e plan\u00edcies alag\u00e1veis, \u00e9 importante monitorar a expans\u00e3o de \u00e1reas urbanizadas em margens fluviais, buscando conservar o ambiente e a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Risco cada vez maior<\/strong> A an\u00e1lise tamb\u00e9m mostra que o crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de declive acompanha o aumento da urbaniza\u00e7\u00e3o, com impactos diferentes para cada regi\u00e3o. O estudo destaca que o contexto clim\u00e1tico e os epis\u00f3dios extremos devem orientar pol\u00edticas de planejamento para reduzir vulnerabilidades e proteger moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os n\u00fameros recentes, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo aparecem entre os primeiros lugares na lista de \u00e1reas urbanas em risco por proximidade a drenagem natural, enquanto em Rond\u00f4nia o espa\u00e7o ocupado em margens de rios tamb\u00e9m cresceu significativamente, refor\u00e7ando a necessidade de a\u00e7\u00f5es de monitoramento e mitiga\u00e7\u00e3o em margens fluviais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Mayumi Hirye, coordenadora do estudo, o contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e os riscos de eventos extremos devem influenciar a expans\u00e3o urbana. \u201cAfetam a todos, mas, em especial, incidem de forma mais dram\u00e1tica em \u00e1reas sens\u00edveis, cuja ocupa\u00e7\u00e3o tem avan\u00e7ado mais rapidamente que o ritmo da urbaniza\u00e7\u00e3o total.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como reduzir riscos sem frear o desenvolvimento<\/strong> O mapa de risco refor\u00e7a a import\u00e2ncia do planejamento urbano cuidadoso, regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e monitoramento constante de \u00e1reas de encosta e margens de rios, buscando equilibrar crescimento com qualidade de vida e seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que observa na sua cidade sobre ocupa\u00e7\u00e3o em encostas, drenagem de rios e a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para reduzir riscos? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e ajude a abrir o debate sobre como conciliar desenvolvimento urbano com seguran\u00e7a e sustentabilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minas Gerais concentra a maior \u00e1rea urbana em encostas \u00edngremes no Brasil, segundo o MapBiomas. 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