{"id":658956,"date":"2026-03-17T16:33:31","date_gmt":"2026-03-17T19:33:31","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/17\/cinemark-perde-processo-contra-ecad-e-tera-que-pagar-por-direitos-autorais-de-musicas-em-trilhas-sonoras-entenda\/"},"modified":"2026-03-17T16:34:15","modified_gmt":"2026-03-17T19:34:15","slug":"cinemark-perde-processo-contra-ecad-e-tera-que-pagar-por-direitos-autorais-de-musicas-em-trilhas-sonoras-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/17\/cinemark-perde-processo-contra-ecad-e-tera-que-pagar-por-direitos-autorais-de-musicas-em-trilhas-sonoras-entenda\/","title":{"rendered":"Cinemark perde processo contra Ecad e ter\u00e1 que pagar por direitos autorais de m\u00fasicas em trilhas sonoras; entenda"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"STJ rejeita recurso da Cinemark e mant\u00e9m obriga\u00e7\u00e3o de pagamento de direitos autorais sobre trilhas sonoras exibidas em cinemas, com 2,5% da receita bruta de bilheteria em Santa Catarina. Entenda o que est\u00e1 em jogo, o hist\u00f3rico da quest\u00e3o e seus impactos para autores e gest\u00e3o de m\u00fasica no Brasil.\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou um recurso apresentado pela Cinemark Brasil em uma a\u00e7\u00e3o movida pelo Ecad, Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o, proferida pela ministra Nancy Andrighi em 12 de mar\u00e7o, mant\u00e9m a obrigatoriedade de pagamento de direitos autorais pelas trilhas sonoras utilizadas nas salas de cinema. Em termos simples, o tribunal confirmou que as m\u00fasicas presentes nas trilhas sonoras dos filmes s\u00e3o obras protegidas e que os cinemas devem remunerar os autores por meio do Ecad. A Cinemark, portanto, continuar\u00e1 respons\u00e1vel por repassar 2,5% da receita bruta de bilheteria das exibi\u00e7\u00f5es em Santa Catarina, origem do processo, ao Ecad.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa envolve a aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610\/98), que assegura aos criadores a remunera\u00e7\u00e3o pela explora\u00e7\u00e3o p\u00fablica de suas obras. O Ecad atua como a entidade gestora coletiva respons\u00e1vel por distribuir esses valores aos autores e int\u00e9rpretes. A decis\u00e3o refor\u00e7a o entendimento de que as trilhas sonoras, assim como as obras musicais nelas contidas, tamb\u00e9m recebem remunera\u00e7\u00e3o quando usadas em ambientes comerciais, como salas de cinema, mesmo que a reprodu\u00e7\u00e3o ocorra apenas como parte de um filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Historicamente, o STJ tem consolidado o entendimento de que a execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica de obras musicais est\u00e1 sujeita \u00e0 cobran\u00e7a de direitos autorais, sendo esse o papel do Ecad na arrecada\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o. Ao manter a cobran\u00e7a, o tribunal sinaliza continuidade de uma linha jurisprudencial que reconhece a prote\u00e7\u00e3o das trilhas sonoras e a necessidade de remunerar seus criadores, independentemente da forma de exibi\u00e7\u00e3o das obras. A decis\u00e3o, segundo especialistas, corrobora a fun\u00e7\u00e3o arrecadat\u00f3ria da gest\u00e3o coletiva no Brasil e a rela\u00e7\u00e3o entre cinema, m\u00fasica e direitos autorais no ecossistema cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Isabel Amorim, superintendente do Ecad, a decis\u00e3o \u00e9 fundamental para assegurar que os valores cheguem aos titulares das obras e para proteger a gest\u00e3o coletiva da m\u00fasica no pa\u00eds. Ela destacou que as composi\u00e7\u00f5es presentes nas trilhas sonoras tamb\u00e9m s\u00e3o obras protegidas e que autores e artistas t\u00eam direito \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica dessas cria\u00e7\u00f5es. O posicionamento do Ecad, refor\u00e7ado pela Justi\u00e7a, contribui para um ambiente mais previs\u00edvel para quem produz m\u00fasica e para quem utiliza trilhas sonoras em atividades comerciais, como cinemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O veredito tem impactos pr\u00e1ticos para a Cinemark e para outros complexos de exibi\u00e7\u00e3o. Ao manter a base de c\u00e1lculo de 2,5% da receita bruta, o caso estabeleceu um precedente que pode influenciar decis\u00f5es em a\u00e7\u00f5es semelhantes em diferentes estados, incluindo Santa Catarina, onde o lit\u00edgio teve origem. Al\u00e9m disso, o epis\u00f3dio evidencia a import\u00e2ncia da gest\u00e3o de direitos autorais na ind\u00fastria do entretenimento e como a remunera\u00e7\u00e3o adequada beneficia artistas, compositores, int\u00e9rpretes e demais titulares de direitos musicais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em s\u00edntese, a decis\u00e3o do STJ refor\u00e7a a aplica\u00e7\u00e3o da Lei de Direitos Autorais \u00e0s trilhas sonoras exibidas nos cinemas, consolidando a atua\u00e7\u00e3o do Ecad na arrecada\u00e7\u00e3o e na distribui\u00e7\u00e3o de direitos. O impacto direto recai sobre as grandes redes de cinema, que devem manter os pagamentos aos titulares, contribuindo para um ecossistema cultural mais justo e sustent\u00e1vel. E voc\u00ea, tem opini\u00e3o sobre como a cobran\u00e7a de direitos autorais nas trilhas sonoras afeta a experi\u00eancia em salas de cinema e o mercado da m\u00fasica? Compartilhe seus pensamentos nos coment\u00e1rios e participe da discuss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou um recurso apresentado pela Cinemark Brasil em uma a\u00e7\u00e3o movida pelo Ecad, Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":658958,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-658956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/658956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=658956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/658956\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/658958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=658956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=658956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=658956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}