{"id":659118,"date":"2026-03-18T00:06:54","date_gmt":"2026-03-18T03:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/18\/dia-da-imigracao-judaica-destaca-historia-dos-judeus-na-bahia-em-comunidade-ativa-ha-75-anos\/"},"modified":"2026-03-18T00:08:32","modified_gmt":"2026-03-18T03:08:32","slug":"dia-da-imigracao-judaica-destaca-historia-dos-judeus-na-bahia-em-comunidade-ativa-ha-75-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/18\/dia-da-imigracao-judaica-destaca-historia-dos-judeus-na-bahia-em-comunidade-ativa-ha-75-anos\/","title":{"rendered":"Dia da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica destaca hist\u00f3ria dos judeus na Bahia em comunidade ativa h\u00e1 75 anos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nesta quarta-feira, 18 de mar\u00e7o, o Brasil celebra o Dia Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica, data que reconhece a contribui\u00e7\u00e3o do povo judeu para a forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Institu\u00edda por lei em 2009, a celebra\u00e7\u00e3o ganha significado pelo n\u00famero 18, que em hebraico remete \u00e0 palavra \u201cchai\u201d, simbolizando a vida. O tema ganha ainda contorno ao destacar a presen\u00e7a judaica na Bahia, com foco em Salvador, suas trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas e as a\u00e7\u00f5es atuais de moradores envolvidos na heran\u00e7a cultural.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para entender a presen\u00e7a judaica na Bahia, o Bahia Not\u00edcias consultou historiadores e representantes locais, que destacam dois grandes per\u00edodos hist\u00f3ricos. A doutora em Hist\u00f3ria Social Suzana Maria de Sousa aponta um primeiro momento entre os s\u00e9culos XVI e XVIII, durante o Brasil Col\u00f4nia, seguido de um segundo movimento a partir do s\u00e9culo XX, especialmente no contexto da Segunda Guerra Mundial, que impulsionou a imigra\u00e7\u00e3o europeia para a regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo a pesquisadora, os chamados crist\u00e3os-novos chegaram ao Brasil fugindo da Inquisi\u00e7\u00e3o. Embora enfrentassem discrimina\u00e7\u00e3o, conseguiam conviver e manter rela\u00e7\u00f5es comerciais com outros grupos da sociedade colonial. Quando a Inquisi\u00e7\u00e3o exped\u00eda mandados de pris\u00e3o, as origens judaicas eram reveladas e as situa\u00e7\u00f5es mudavam, mostrando um padr\u00e3o de conviv\u00eancia prec\u00e1ria entre inclus\u00e3o econ\u00f4mica e exclus\u00e3o religiosa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao longo dos s\u00e9culos, muitos imigrantes passaram a ocupar posi\u00e7\u00f5es de destaque econ\u00f4mico, como senhores de engenho. Um exemplo citado \u00e9 Heitor Antunes, que teria erguido uma esp\u00e9cie de sinagoga clandestina, chamada de \u201cesnoga\u201d, na regi\u00e3o onde hoje fica Candeias. Segundo ele, Antunes construiu um latif\u00fandio e, mesmo com a proibi\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas religiosas judaicas, mantinha atividades de forma discreta.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No s\u00e9culo XX, a imigra\u00e7\u00e3o ganhou novo impulso com a chegada de judeus vindos da Europa, principalmente da R\u00fassia, Rom\u00eania, Pol\u00f4nia e da regi\u00e3o da Bessar\u00e1bia. Esse movimento marcou o in\u00edcio de uma organiza\u00e7\u00e3o grupo judaico mais estruturada em Salvador. O presidente da Sociedade Israelita da Bahia, Mauro Brachmans, explica que a presen\u00e7a mais organizada come\u00e7ou por volta da d\u00e9cada de 1920, com dados hist\u00f3ricos que j\u00e1 indicavam a vinda de judeus europeus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo ele, em 1925 foi criada uma pequena sinagoga em uma resid\u00eancia particular, j\u00e1 sinalizando uma vida judaica ativa na cidade. A organiza\u00e7\u00e3o formal do grupo judaico se consolidou a partir de 1947, mantendo atividades at\u00e9 os dias atuais. Hoje, Salvador abriga sinagogas ativas, como a da Sociedade Israelita da Bahia, na Pituba, e outra vinculada \u00e0 linha Beit Chabad, na Barra. Al\u00e9m das pr\u00e1ticas religiosas, moradores promovem a\u00e7\u00f5es culturais, educacionais e sociais abertas ao p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o antissemitismo, Mauro Brachmans afirma haver preocupa\u00e7\u00e3o, embora o ambiente local seja considerado mais tranquilo do que em outras regi\u00f5es do mundo. Ele ressalta a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o com as autoridades para coibir qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o, mantendo vigil\u00e2ncia e di\u00e1logo com a sociedade para zelar pela conviv\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A hist\u00f3ria da presen\u00e7a judaica na Bahia revela um caminho de conviv\u00eancia, resist\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o na vida p\u00fablica, contribuindo para a diversidade da cidade. Reconhecer esse cap\u00edtulo ajuda a entender a riqueza de Salvador como localidade de pluralidade religiosa. E voc\u00ea, que leitura faz desse percurso hist\u00f3rico? Deixe nos coment\u00e1rios suas opini\u00f5es sobre a import\u00e2ncia de celebrar o Dia Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica e o papel da Bahia nesse enredo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quarta-feira, 18 de mar\u00e7o, o Brasil celebra o Dia Nacional da Imigra\u00e7\u00e3o Judaica, data que reconhece a contribui\u00e7\u00e3o do povo judeu para a\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":659120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-659118","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=659118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659118\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/659120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=659118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=659118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=659118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}