{"id":659940,"date":"2026-03-19T18:12:22","date_gmt":"2026-03-19T21:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/19\/trt-ba-condena-magazine-luiza-a-indenizar-vendedor-em-r-8-mil-por-obriga-lo-a-cantar-hino-da-empresa\/"},"modified":"2026-03-19T18:13:33","modified_gmt":"2026-03-19T21:13:33","slug":"trt-ba-condena-magazine-luiza-a-indenizar-vendedor-em-r-8-mil-por-obriga-lo-a-cantar-hino-da-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/19\/trt-ba-condena-magazine-luiza-a-indenizar-vendedor-em-r-8-mil-por-obriga-lo-a-cantar-hino-da-empresa\/","title":{"rendered":"TRT-BA condena Magazine Luiza a indenizar vendedor em R$ 8 mil por obrig\u00e1-lo a cantar hino da empresa"},"content":{"rendered":"<p> <meta name=\"description\" content=\"Vendedor da Magazine Luiza em Salvador recebe indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 8 mil ap\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o constrangedora em ritos motivacionais. TRT-BA reconhece dano moral com base em pr\u00e1tica similar aos chamados 'cheers', conforme jurisprud\u00eancia do TST. Contexto, hist\u00f3rico e implica\u00e7\u00f5es para empresas.\" \/><\/p>\n<h2>Vendedor da Magazine Luiza recebe indeniza\u00e7\u00e3o por constrangimento em ritos motivacionais; TRT-BA reconhece pr\u00e1tica como dano moral<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUm vendedor da Magazine Luiza, em Salvador, receber\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o de <strong>R$ 8 mil<\/strong> ap\u00f3s ser submetido a situa\u00e7\u00f5es consideradas constrangedoras no ambiente de trabalho. A decis\u00e3o, da <strong>Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia<\/strong>, refor\u00e7a que certos ritos motivacionais podem ultrapassar a linha da toler\u00e2ncia e configurar dano moral. O trabalhador alegou que era obrigado a participar de ritos que inclu\u00edam cantar o hino da empresa, pr\u00e1tica que, em alguns casos, ocorria com a loja aberta ao p\u00fablico. Al\u00e9m disso, as avalia\u00e7\u00f5es de desempenho eram divulgadas em reuni\u00f5es e, posteriormente, em grupos de WhatsApp.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA empresa argumentou que tais ritos integram a <strong>cultura corporativa<\/strong> e negou que avalia\u00e7\u00f5es negativas fossem divulgadas em reuni\u00f5es gerais. Ao analisar o caso, a ju\u00edza da <strong>19\u00aa Vara do Trabalho de Salvador<\/strong> entendeu, em primeira inst\u00e2ncia, que situa\u00e7\u00f5es de dissabor no ambiente de trabalho n\u00e3o configuram ass\u00e9dio.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo entanto, a <strong>Quarta Turma do TRT-BA<\/strong> reformou esse entendimento, reconhecendo que houve exposi\u00e7\u00e3o indevida do trabalhador. A decis\u00e3o utilizou a jurisprud\u00eancia do <strong>Tribunal Superior do Trabalho<\/strong>, que reconhece como constrangedoras pr\u00e1ticas conhecidas como &#8220;cheers&#8221;, quando h\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o de cantos, gritos de guerra, aplausos ou dan\u00e7as.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nCom isso, a empresa foi condenada ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por <strong>dano moral<\/strong>, em raz\u00e3o da obrigatoriedade de participa\u00e7\u00e3o nos ritos motivacionais e da exposi\u00e7\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es de desempenho. Ainda cabe recurso.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nHist\u00f3rico do tema: no Brasil, decis\u00f5es do <strong>TST<\/strong> t\u00eam consolidado a ideia de que certas pr\u00e1ticas corporativas podem ultrapassar a linha da toler\u00e2ncia. A jurisprud\u00eancia sobre ritos motivacionais, conhecidos como &#8220;cheers&#8221;, ganha terreno como refer\u00eancia em casos em que h\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o de cantos, manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou humilha\u00e7\u00e3o. O caso baiano ilustra como esse entendimento \u00e9 aplicado na pr\u00e1tica, fortalecendo a prote\u00e7\u00e3o de trabalhadores contra constrangimentos no ambiente de trabalho.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara as empresas, o veredito refor\u00e7a a necessidade de revisar rituais motivacionais e formas de avalia\u00e7\u00e3o de desempenho. Pr\u00e1ticas que envolvem humilha\u00e7\u00e3o p\u00fablica, imposi\u00e7\u00e3o de cantos ou celebra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas podem ser interpretadas como constrangimento e levar a indeniza\u00e7\u00f5es. O objetivo das lideran\u00e7as deve ser motivar equipes com respeito, transpar\u00eancia e feedback construtivo, sem expor colaboradores a situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nQual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre esse tipo de pr\u00e1tica no ambiente de trabalho? Voc\u00ea j\u00e1 testemunhou ou vivenciou situa\u00e7\u00f5es semelhantes? Compartilhe nos coment\u00e1rios como setores de empresas podem manter a motiva\u00e7\u00e3o sem comprometer a dignidade dos trabalhadores.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPalavras-chave: Magazine Luiza, indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, ritos motivacionais, cheers, Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, TRT-BA, Tribunal Superior do Trabalho, ambiente de trabalho, ass\u00e9dio, gest\u00e3o de equipes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vendedor da Magazine Luiza recebe indeniza\u00e7\u00e3o por constrangimento em ritos motivacionais; TRT-BA reconhece pr\u00e1tica como dano moral Um vendedor da Magazine Luiza, em Salvador,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":659942,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[],"class_list":["post-659940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=659940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/659942"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=659940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=659940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=659940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}