{"id":661165,"date":"2026-03-22T22:14:22","date_gmt":"2026-03-23T01:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/22\/cientistas-brasileiros-sao-premiados-internacionalmente-por-pesquisas-sobre-alzheimer\/"},"modified":"2026-03-22T22:15:08","modified_gmt":"2026-03-23T01:15:08","slug":"cientistas-brasileiros-sao-premiados-internacionalmente-por-pesquisas-sobre-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/22\/cientistas-brasileiros-sao-premiados-internacionalmente-por-pesquisas-sobre-alzheimer\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros s\u00e3o premiados internacionalmente por pesquisas sobre Alzheimer"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas pesquisas brasileiras ganham visibilidade internacional no esfor\u00e7o global contra o Alzheimer: Louren\u00e7o, da UFRJ, e Brum, da UFRGS, s\u00e3o premiados por iniciativas que v\u00e3o desde biomarcadores no sangue at\u00e9 protocolos de diagn\u00f3stico que prometem tornar o tratamento mais r\u00e1pido e confi\u00e1vel. O trabalho busca entender por que algumas pessoas mant\u00eam a mem\u00f3ria com o envelhecimento e como identificar precocemente a doen\u00e7a para ampliar as op\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Louren\u00e7o<\/strong> recebeu o ALBA-Roche Prize for Excellence in Neuroscience Research, concedido pela Alba, para cientistas em meio de carreira com conquistas relevantes. <strong>Brum<\/strong> foi reconhecido como Next \u201cOne to Watch\u201d pela Alzheimer\u2019s Association, t\u00edtulo que destaca jovens pesquisadores promissores. Os dois reconhecimentos destacam a qualidade da pesquisa brasileira em neuroci\u00eancia e fortalecem a presen\u00e7a do Brasil no cen\u00e1rio internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 um dos maiores desafios da medicina moderna. Os sintomas iniciais costumam envolver a perda de mem\u00f3ria recente, mas, conforme a condi\u00e7\u00e3o progride, surgem dificuldades de racioc\u00ednio, comunica\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de movimento, levando o paciente \u00e0 depend\u00eancia total. O impacto social \u00e9 enorme, com estimativas de que cerca de 40 milh\u00f5es de pessoas vivam com a doen\u00e7a no mundo, incluindo aproximadamente 2 milh\u00f5es no Brasil, n\u00fameros que podem estar subestimados por limita\u00e7\u00f5es de acesso a diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Mychael Louren\u00e7o, que comanda o Louren\u00e7o Lab na UFRJ, atua na pesquisa da doen\u00e7a desde a gradua\u00e7\u00e3o, dando continuidade a um percurso acad\u00eamico que envolve mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado. Em suas palavras, o interesse pela complexidade do c\u00e9rebro \u00e9 movido pela curiosidade em entender processos ainda misteriosos. Al\u00e9m de ampliar o conhecimento, ele enfatiza a necessidade de dados brasileiros para compreender como o Alzheimer se manifesta em nossa popula\u00e7\u00e3o, que envelhece de forma acelerada em determinadas regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as linhas de estudo, est\u00e3o as tentativas de reduzir o ac\u00famulo de beta-amiloide e da prote\u00edna tau, ambas associadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de placas no c\u00e9rebro. Louren\u00e7o explica que as c\u00e9lulas possuem sistemas naturais de degrada\u00e7\u00e3o, chamados proteassomos, que, no Alzheimer, parecem perder for\u00e7a. Ao aumentar a atividade desse \u201cfluxo de lixo\u201d celular, a ideia \u00e9 melhorar a din\u00e2mica de elimina\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas prejudiciais, abrindo caminho para estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o em fases iniciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra frente importante envolve o diagn\u00f3stico precoce. A equipe coordena pesquisas que buscam validar marcadores biol\u00f3gicos no sangue, testando se padr\u00f5es observados no exterior tamb\u00e9m valem para brasileiros e se h\u00e1 marcadores espec\u00edficos na nossa popula\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 identificar a doen\u00e7a antes que os sintomas se tornem evidentes, para que interven\u00e7\u00f5es possam retardar ou at\u00e9 interromper a progress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho de Wagner Brum, da UFRGS, tem ganhado destaque pela implementa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de um exame de sangue capaz de identificar a doen\u00e7a a partir da prote\u00edna p-tau217, um marcador-chave. Brum atuou para transformar uma descoberta de laborat\u00f3rio em um protocolo utiliz\u00e1vel na pr\u00e1tica cl\u00ednica, definindo faixas de leitura que ajudam m\u00e9dicos na interpreta\u00e7\u00e3o do resultado. Embora os testes mostrem alta precis\u00e3o, cerca de 20% a 30% dos pacientes ficam em uma zona intermedi\u00e1ria, exigindo exames complementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Brum, o protocolo j\u00e1 \u00e9 utilizado em laborat\u00f3rios da Europa e dos Estados Unidos, mas ainda \u00e9 pouco comum no Brasil, onde apenas alguns laborat\u00f3rios privados adotaram a t\u00e9cnica. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 ampliar a acessibilidade por meio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Estudos no Rio Grande do Sul j\u00e1 est\u00e3o em andamento para, em breve, expandir a aplica\u00e7\u00e3o para outras regi\u00f5es, com a meta de tornar o diagn\u00f3stico mais confi\u00e1vel e menos invasivo do que as op\u00e7\u00f5es atuais, que incluem pun\u00e7\u00e3o lombar e tomografia por emiss\u00e3o de p\u00f3sitrons (PET-CT), caros e pouco acess\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brum ressalta que a ado\u00e7\u00e3o do exame de sangue pode n\u00e3o apenas facilitar o diagn\u00f3stico, mas tamb\u00e9m aumentar a confian\u00e7a dos m\u00e9dicos nas decis\u00f5es terap\u00eauticas. A longo prazo, biomarcadores podem detectar a doen\u00e7a antes que os sintomas apare\u00e7am, abrindo caminho para interven\u00e7\u00f5es preventivas. A parceria entre o Zimmer Lab, a UFRGS e institui\u00e7\u00f5es brasileiras de fomento, como Faperj, Serrapilheira e Idor, refor\u00e7a a ideia de que o Brasil tem potencial para avan\u00e7os significativos nessa \u00e1rea, desde que haja investimentos e estudos consistentes para valida\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o cient\u00edfica internacional acompanha o que acontece no Brasil com aten\u00e7\u00e3o, reconhecendo o potencial de pesquisas que conectam ci\u00eancia b\u00e1sica a aplica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas. A trajet\u00f3ria de Louren\u00e7o e Brum refor\u00e7a a import\u00e2ncia de dados locais, de parcerias entre universidades e de uma vis\u00e3o integrada que una diagn\u00f3stico, tratamento e qualidade de vida para quem convive com o Alzheimer. O futuro reserva novos passos, com maior precis\u00e3o diagn\u00f3stica e estrat\u00e9gias que possam atrasar a progress\u00e3o da doen\u00e7a, beneficiando centenas de milhares de fam\u00edlias no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, queremos ouvir voc\u00ea: quais s\u00e3o suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o a diagn\u00f3sticos mais r\u00e1pidos e acess\u00edveis para o Alzheimer? Como voc\u00ea acha que a ci\u00eancia pode melhorar a vida de quem enfrenta a doen\u00e7a? Compartilhe seus pensamentos nos coment\u00e1rios e participe da conversa sobre o futuro da medicina neurodegenerativa no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas pesquisas brasileiras ganham visibilidade internacional no esfor\u00e7o global contra o Alzheimer: Louren\u00e7o, da UFRJ, e Brum, da UFRGS, s\u00e3o premiados por iniciativas que\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":661167,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-661165","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/661165","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=661165"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/661165\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/661167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=661165"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=661165"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=661165"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}