{"id":662043,"date":"2026-03-25T01:21:24","date_gmt":"2026-03-25T04:21:24","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/25\/bahia-e-o-4o-estado-com-mais-terras-desapropriadas-para-reforma-agraria-em-30-anos\/"},"modified":"2026-03-25T01:22:04","modified_gmt":"2026-03-25T04:22:04","slug":"bahia-e-o-4o-estado-com-mais-terras-desapropriadas-para-reforma-agraria-em-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/25\/bahia-e-o-4o-estado-com-mais-terras-desapropriadas-para-reforma-agraria-em-30-anos\/","title":{"rendered":"Bahia \u00e9 o 4\u00ba estado com mais terras desapropriadas para reforma agr\u00e1ria em 30 anos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Resumo r\u00e1pido<\/strong>: entre 1995 e 2025, a Bahia assumiu posi\u00e7\u00e3o central na pol\u00edtica fundi\u00e1ria brasileira, com 1,26 milh\u00e3o de hectares desapropriados. O estado ficou em quarto lugar no pa\u00eds em \u00e1rea destinada ao assentamento de fam\u00edlias. Nacionalmente, o volume de desapropria\u00e7\u00f5es caiu drasticamente ao longo das tr\u00eas d\u00e9cadas, sinalizando uma mudan\u00e7a para a regulariza\u00e7\u00e3o de posses j\u00e1 ocupadas. O Nordeste, especialmente a Bahia, mant\u00e9m influ\u00eancia relevante na redistribui\u00e7\u00e3o de terras, enquanto Estados vizinhos apresentam n\u00fameros bem menores. A evolu\u00e7\u00e3o aponta de um modelo ativo de desapropria\u00e7\u00e3o para uma abordagem mais documental de reconhecimento de terras j\u00e1 ocupadas, alimentando debates sobre a efic\u00e1cia na redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Contexto e n\u00fameros centrais<\/strong>. Dos 1,26 milh\u00e3o de hectares desapropriados na Bahia desde 1995 at\u00e9 2025, o estado ocupa o quarto lugar no Brasil em \u00e1rea destinada ao assentamento de fam\u00edlias. Na frente aparecem Mato Grosso, com 2,7 milh\u00f5es de hectares, Maranh\u00e3o, com 1,63 milh\u00e3o, e a regi\u00e3o sul do Par\u00e1, com 1,49 milh\u00e3o. Esses n\u00fameros evidenciam a import\u00e2ncia da Bahia e do Nordeste na fronteira agr\u00edcola do pa\u00eds, al\u00e9m de contrastar com a concentra\u00e7\u00e3o de terras em outras regi\u00f5es.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Mudan\u00e7a de modelo<\/strong>. O cen\u00e1rio nacional acompanhou uma transforma\u00e7\u00e3o clara: a \u00e1rea desapropriada por ano caiu de 1,18 milh\u00e3o de hectares em 1995 para apenas 13,3 mil hectares em 2025. Na Bahia, esse movimento se refletiu de modo espec\u00edfico: a maior parte das fam\u00edlias beneficiadas nos \u00faltimos anos passou a receber t\u00edtulos de regulariza\u00e7\u00e3o de terras em vez de serem instaladas em novos projetos de desapropria\u00e7\u00e3o. Ou seja, o foco migrou da cria\u00e7\u00e3o de novos espa\u00e7os para o reconhecimento legal de territ\u00f3rios j\u00e1 ocupados.\n<\/p>\n<p style=\"justify\">\n<strong>Hist\u00f3rico recente e varia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/strong>. A trajet\u00f3ria de desapropria\u00e7\u00f5es no pa\u00eds acompanhou as mudan\u00e7as de governo. O in\u00edcio de 2011 marcou o come\u00e7o de um decl\u00ednio, coincidente com o governo Dilma Rousseff. Entre 2016 e 2018, sob Michel Temer, houve uma mi\u00fana. O governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, registrou uma paralisa\u00e7\u00e3o quase total. J\u00e1 o terceiro mandato de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva mostra uma retomada t\u00edmida das desapropria\u00e7\u00f5es, ainda que o enfoque permane\u00e7a, em grande parte, no reconhecimento de \u00e1reas j\u00e1 existentes. Em termos regionais, a Bahia se destaca com mais de 1 milh\u00e3o de hectares, enquanto estados vizinhos como Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro apresentam n\u00fameros modestos, com cerca de 7 mil fam\u00edlias beneficiadas ao longo de 30 anos.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Impactos e debates<\/strong>. Os dados apontam uma transi\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria mais \u201cativa\u201d para uma abordagem mais \u201cdocumental\u201d de regulariza\u00e7\u00e3o. O resultado \u00e9 um debate sobre a efic\u00e1cia dessa mudan\u00e7a na redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de terras e na melhoria de condi\u00e7\u00f5es de vida para fam\u00edlias rurais. A Bahia, com seu expressivo volume de hectares, serve de refer\u00eancia para entender como o pa\u00eds equilibra a redistribui\u00e7\u00e3o de terra, padr\u00f5es regionais e ajustes pol\u00edticos ao longo de d\u00e9cadas de transforma\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara leitores que acompanham a pauta agr\u00edcola, fica o convite para refletir: a regulariza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas j\u00e1 ocupadas \u00e9 suficiente para promover justi\u00e7a social no campo ou \u00e9 preciso retomar a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o ativas para acelerar a distribui\u00e7\u00e3o de terras? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e participe deste debate sobre o futuro da reforma agr\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo r\u00e1pido: entre 1995 e 2025, a Bahia assumiu posi\u00e7\u00e3o central na pol\u00edtica fundi\u00e1ria brasileira, com 1,26 milh\u00e3o de hectares desapropriados. 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