{"id":66247,"date":"2022-03-29T16:39:21","date_gmt":"2022-03-29T19:39:21","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/6-bandas-famosas-de-salvador-que-sao-simbolo-e-orgulho-de-seus-bairros\/"},"modified":"2022-03-29T16:39:21","modified_gmt":"2022-03-29T19:39:21","slug":"6-bandas-famosas-de-salvador-que-sao-simbolo-e-orgulho-de-seus-bairros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/29\/6-bandas-famosas-de-salvador-que-sao-simbolo-e-orgulho-de-seus-bairros\/","title":{"rendered":"6 bandas famosas de Salvador que s\u00e3o s\u00edmbolo e orgulho de seus bairros"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\"> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/29\/ara_ketu_sede_periperi_foto_divulgacao2.jpg\" alt=\"Sede do Ara Ketu, em Periperi, fica entre a praia e a antiga linha f\u00e9rrea\" width=\"1600\" height=\"900\"\/><\/p>\n<p class=\"bodytext\">No Carnaval, peguei a contram\u00e3o e, enquanto meio Brasil brotava em Salvador (mesmo sem a festa oficial), dei uma chegada em Minas. A mina agora mora l\u00e1, em Betim, onde foi estudar, e no recesso das aulas para o putet\u00ea, demos um pulo em Beag\u00e1, ali pertinho ??? 50 conto de uber.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Teve turistagem numas pra\u00e7as e biritagem na Savassi, onde a folia rolava numa nice, e n\u00e3o estranhei quase nada. Isso porque a trilha sonora era quase 100% baiana. Repert\u00f3rio antigo inclusive, do Araketu ao Harmonia, do Il\u00ea Aiy\u00ea ao Olodum, do Psirico \u00e0 Timbalada, todo mundo cantava junto, parecia um p\u00fablico importado da Bahia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Naquele dia, tinha o plano de esticar para Santa Tereza, bairro onde a folia era ainda mais animada, e que eu j\u00e1 conhecia de outros carnavais. Num flash da &#8216;TV Bahia&#8217; de l\u00e1, j\u00e1 dava pra perceber que a m\u00fasica baiana tamb\u00e9m predominava, s\u00f3 que nesse caso havia um quinh\u00e3o de heresia art\u00edstica. Isso porque Santa Tereza \u00e9 o ber\u00e7o do que melhor j\u00e1 se produziu na m\u00fasica mineira (na gera\u00e7\u00e3o pr\u00e9-Bala Love, claro).<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Veja o especial de anivers\u00e1rio Rota Salvador 473<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foi l\u00e1 que nasceu Skank e Sepultura, e onde se reuniu, sob o comando de Milton Nascimento e L\u00f4 Borges, a galera do lend\u00e1rio Clube da Esquina, m\u00fasicos locais que marcaram a hist\u00f3ria da MPB. E marcaram tanto que o grupo \u00e9 um s\u00edmbolo do bairro, com direito a um Bar do Museu do Clube da Esquina, ponto tur\u00edstico de BH.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De volta a Salvador, lembrei que por aqui tamb\u00e9m h\u00e1 bandas que s\u00e3o verdadeiros s\u00edmbolos e orgulhos dos bairros em que nasceram. Algumas, inclusive, com espa\u00e7os semelhantes a museus, que podem ser visitados por qualquer pessoa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Te convido, ent\u00e3o, para um rol\u00e9 por esses bairros, e por cantinhos dentro deles que ajudam a contar a hist\u00f3ria de algumas das bandas mais famosas da Bahia.<\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Il\u00ea Aiy\u00ea &#8211; Curuzu\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Para contar a hist\u00f3ria de alguns desses locais, recorri a guias informais, como \u00e9 o caso do poeta e radialista James Martins, nascido e crescido no Curuzu, que deu ???dicas de uma experi\u00eancia realmente condizente??? com a hist\u00f3ria do bloco afro Il\u00ea Aiy\u00ea. As indica\u00e7\u00f5es, claro, v\u00e3o al\u00e9m de subir a Ladeira do Curuzu ou acompanhar, no s\u00e1bado de Carnaval, o cortejo at\u00e9 o Plano Inclinado Liberdade-Cal\u00e7ada. ???Antes de tudo, visite o Il\u00ea Ax\u00e9 Jitolu, o terreiro onde o bloco nasceu, hoje liderado por M\u00e3e Hildelice, filha de santo e de sangue de M\u00e3e Hilda, a matriarca que aben\u00e7oou a funda\u00e7\u00e3o do bloco. Se der sorte, coma uma cocadinha e chupe um geladinho de Dona Tonha, ali no p\u00e9 da ladeira???, encaminha o poeta.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/29\/Senzala_do_Barro_Preto_criancas_projeto_foto_Divulgacao.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Senzala do Barro Preto, sede do Il\u00ea, onde ocorrem projetos voltados para descobrir talentos do bairro<\/strong> (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 mais pra cima, James sugere uma chegada no Bar de Nen\u00e9m e, em seguida, ali pertinho, na Vila Braulino, 222, mais uma parada religiosa: o Vodun Zo, de Dot\u00e9 Hamilton, representante da na\u00e7\u00e3o J\u00eaje Savalu. ???E l\u00e1 no fim de linha reverencie o busto de Apol\u00f4nio de Jesus (co-fundador do Il\u00ea) e conhe\u00e7a um pouco de sua trajet\u00f3ria no Memorial Pop\u00f3, no n\u00famero 39 da Rua Direta do Curuzu???, complementa o nosso guia informal. O gran finale pode ficar para a ida \u00e0 Senzala do Barro Preto, sede do Mais Belo dos Belos, que foi inaugurada em novembro de 2003. ???Rebentou, Il\u00ea Aiy\u00ea Curuzu, passo de Angola ijex\u00e1???, vamos pro pr\u00f3ximo passo, meu bem.<\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Olodum &#8211; Pelourinho<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Outro bloco afro que tem um bairro para chamar de seu \u00e9 o Olodum, que levou at\u00e9 artistas mundialmente conhecidos para passear por l\u00e1. O roteiro informal indicado por J\u00fanior Sento S\u00e9, pesquisador da hist\u00f3ria do bloco e dono da p\u00e1gina @acervo.olodum nas redes sociais, pode come\u00e7ar do come\u00e7o: a Rua Santa Isabel, 11, onde o bloco foi fundado. De l\u00e1, suba a Rua das Laranjeiras e des\u00e7a, \u00e0 direita, na Greg\u00f3rio de Mattos (antiga Maciel de Baixo). Nesse corredor, voc\u00ea vai passar, primeiro, pela Casa do Olodum, onde pode conhecer a hist\u00f3ria do grupo e comprar um souvenir, e depois pelo Teatro Miguel Santana, onde a banda realizou os primeiros ensaios, h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas. A parada seguinte \u00e9 o Largo do Pelourinho, onde foram gravadas as principais cenas do clipe ???They Don&#8217;t Care About Us???, de Michael Jackson e Olodum.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QNJL6nfu__Q\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"bodytext\">?? do largo, onde foram tamb\u00e9m realizadas edi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do Femadum, que os m\u00fasicos descem andando, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Escadaria do Passo (Pagador de Promessas). ?? o cen\u00e1rio do clipe de ???Obvious Child???, fruto da parceria do grupo com Paul Simon.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9HKNAhAxMAk\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"bodytext\">???H\u00e1 outros locais importantes para conhecer e compreender toda essa confraria negra que se construiu no Pelourinho, como \u00e9 o caso do Restaurante de Ala\u00edde do Feij\u00e3o, que sempre foi um ponto de aglutina\u00e7\u00e3o do Movimento Negro e dos blocos afros, e do Negro???s Bar, de Albino Apolin\u00e1rio, que teve o primeiro Bar do Reggae, local essencial no processo de constru\u00e7\u00e3o dessa negritude panafricana que permeou a cena do reggae e samba-reggae no Pelourinho. Ambos ajudaram a criar essa consci\u00eancia do bairro como comunidade unida e, consequentemente, ajudaram a fortalecer o Olodum???, indica Sento S\u00e9.<\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Ara Ketu &#8211; Periperi<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Do Centro Hist\u00f3rico, partimos para um dos extremos da cidade, a fim de conhecer as origens do Ara Ketu. Quem nos guia por essa viagem ao Sub\u00farbio Ferrovi\u00e1rio \u00e9 Vera Lacerda, presidente do Ara Ketu. ???O endere\u00e7o que faz parte da hist\u00f3ria (do grupo) \u00e9 a Rua Pedro Reis Gordilho, onde come\u00e7aram os ensaios e onde hoje \u00e9 o Instituto Ara Ketu???, apresenta a fundadora do projeto, em 1980, de onde surgiu a banda criada em 1987. ???Quando criei o Ara Ketu \u00e9ramos meu primo Augusto C\u00e9sar (Lacerda), que era pai de santo de Port\u00e3o, e meu marido e meus cunhados. O Ara Ketu foi criado com eles na casa da minha sogra, que morava em Periperi, onde hoje funciona a loja d???O Botic\u00e1rio, na Rua da antiga Feira de Periperi???, aponta Dona Vera. O clipe de &#8216;S\u00edmbolo do Cora\u00e7\u00e3o&#8217;, de 2011, mostra algumas cenas do bairro.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IJhcshMKVjA\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na sede do Instituto, que fica bem ao lado da linha do trem [atualmente em obras para virar o VLT] e da praia de Periperi (ver fotos abaixo), o visitante pode ter acesso a parte do acervo\u00a0do Ara, incluindo rel\u00edquias da banda. Pode ainda ficar por dentro\u00a0dos projetos sociais desenvolvidos j\u00e1 por l\u00e1. ???A Pra\u00e7a da Revolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 muito forte para o Ara Ketu, pois nos primeiros anos do Ara Ketu desfil\u00e1vamos por l\u00e1, sempre na segunda do Carnaval???, indica a nossa guia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Harmonia do Samba &#8211; Capelinha de S\u00e3o Caetano<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">???Respeite a minha hist\u00f3ria, nascido e criado na Rua da Gl\u00f3ria???, entoa Xanddy, vocalista do Harmonia do Samba, sem necessariamente estar falando de si mesmo. A refer\u00eancia \u00e9, mais especificamente, \u00e0 origem da banda, na Capelinha de S\u00e3o Caetano, como conta a fundadora do primeiro f\u00e3-clube do Harmonia, Anisiamaria Cardeal, que conhece a turma desde antes do cantor assumir o comando-comando. ???Na verdade, Xanddy morava na Formiga, com a m\u00e3e e a irm\u00e3???, diz ela, ao indicar o endere\u00e7o original do amigo: Rua Professor Rapold Filho, em S\u00e3o Caetano. Trata-se de uma vila de casas, conhecida como Beco da Chiada, \u00e0 qual se tem acesso por um port\u00e3o, entre a Oversilk e a casa 31.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/03\/29\/xanddy_e_carla_perez_com_anisiamaria_cardeal_fundadora_do_primeiro_fa_clube_do_harmonia_do_samba_foto_acervo_pessoal.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Anisiamaria, fundadora do primeiro f\u00e3-clube do Harmonia, com Xanddy e Carla Perez<\/strong> (Foto: Acervo pessoal)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Mas e a Rua da Gl\u00f3ria? ???L\u00e1 \u00e9 onde morava a fundadora da banda, Dona Gra\u00e7a, com o filho Roque C\u00e9sar???, baterista e tamb\u00e9m um dos fundadores do grupo. ???Em 17 de agosto de 1993, Dona Gra\u00e7a deu uma bateria de anivers\u00e1rio a Roque C\u00e9sar, que no mesmo dia chamou os amigos e formou a banda. Eles tocavam em cima de engradados de cerveja, e o primeiro show na Capelinha foi 50 centavos a entrada???, recorda Anisiamaria. Xanddy s\u00f3 entrou na banda em 1998.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hsUCF7PNpCM\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Psirico &#8211; Engenho Velho de Brotas<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">Banda que emplacou o bord\u00e3o ???M\u00fasica do Carnavaaal!???, o Psirico, ironicamente, \u00e9 fruto do S\u00e3o Jo\u00e3o. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no fato de o Engenho Velho de Brotas, bairro onde M\u00e1rcio Victor e os integrantes da forma\u00e7\u00e3o inicial da banda nasceram, ser uma das principais refer\u00eancias do tradicional samba junino. Nascido e criado na Rua Manoel Faustino, n\u00ba 6, o l\u00edder da trupe se reunia com vizinhos e colegas de escola para fazer um som e animar as quadrilhas de S\u00e3o Jo\u00e3o. A primeira vez que os parceiros tocaram por l\u00e1, inclusive, ???foi no Festival de Picol\u00e9 da nossa quadrilha junina Ratimbum???, como explica M\u00e1rcio.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/1\/6\/csm_WhatsApp_Image_2019-06-27_at_02.50.16_cd9830c076.jpeg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>M\u00e1rcio Victor e amigos promovem samba junino do Engenho Velho, em 2019<\/strong> (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Antes de fundar o Psirico, em 2002, o cantor e multi instrumentista j\u00e1 tinha rodado o mundo, mas come\u00e7ou pela pr\u00f3pria aldeia: ainda menino, tocou no bloco afro Badau\u00ea, tamb\u00e9m do Engenho Velho, e com o qual sua fam\u00edlia era bastante envolvida. Depois, ainda adolescente, acompanhou gente grande como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Caetano Veloso em grandes turn\u00eas. Mesmo ap\u00f3s o sucesso do Psi, que fez o primeiro ensaio na sede da antiga produtora Caco de Telha, na Barra, isso n\u00e3o o afastou do Engenho Velho, onde at\u00e9 2019, antes da pandemia, ainda promoveu um samba junino, num trio el\u00e9trico, pelas ruas do bairro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><iframe loading=\"lazy\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/deNcZLGZrKs\" title=\"YouTube video player\" width=\"560\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-center\">***<\/p>\n<h3><strong>Timbalada &#8211; Candeal\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\">H\u00e1 cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas, caminhar pela Rua Paulo Afonso, no Candeal Pequeno de Brotas, era uma miss\u00e3o dif\u00edcil, especialmente em dias de chuva. ?? que o ber\u00e7o da Timbalada nem asfalto tinha, quando Carlinhos Brown, criado na Rua Santa Maria do Horto, inventou de realizar, aos domingos, um encontro de percussionistas para tocar timbal na vizinhan\u00e7a. Era ver\u00e3o de 1991, quando o Cacique do Candeal e sua tribo iniciaram um movimento que mudou a hist\u00f3ria do lugar, e tamb\u00e9m da m\u00fasica baiana.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/8\/b\/csm_16082019LF2100_f4ded53a18.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Carlinhos Brown no Candyall Ghetto Square<\/strong> (Foto: Arisson Marinho\/Arquivo CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">???O batuque \u00e9 uma chave que abre portais de realidades ancestrais hist\u00f3ricas, filos\u00f3ficas, lingu\u00edsticas, de oralidades e culturas que nos formam???, filosofa aquele que fundou, na mesma rua humilde, encravada entre arranha-c\u00e9us de um bairro rico, dois projetos de encher os olhos. No n\u00famero 411 da Paulo Afonso, o Candyall Ghetto Square, quadra de\u00a0ensaios da Timbalada e espa\u00e7o cultural; e um pouco mais abaixo, no 295, a Associa\u00e7\u00e3o Pracatum, projeto social que identifica o potencial criativo do bairro, e j\u00e1 formou mais de 2 mil m\u00fasicos, incluindo novos integrantes da banda que faz sucesso ao redor do mundo.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/a\/a\/csm_16082019LF2145_27d902c5c1.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><em>*O Anivers\u00e1rio de Salvador \u00e9 um projeto do Jornal Correio com patroc\u00ednio do Hospital C\u00e1rdio Pulmonar, Wilson Sons, Salvador Bahia Airport e Unifacs, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador, FIEB e Sebrae, apoio de Suzano, Abaet\u00e9 Avia\u00e7\u00e3o, Sotero, Shopping Center Lapa, Jotag\u00ea, AJL, Comdados.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Carnaval, peguei a contram\u00e3o e, enquanto meio Brasil brotava em Salvador (mesmo sem a festa oficial), dei uma chegada em Minas. A mina\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":66248,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-66247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66247\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}