{"id":664123,"date":"2026-03-30T14:41:47","date_gmt":"2026-03-30T17:41:47","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/03\/30\/remedio-para-colesterol-reduz-risco-de-infarto-em-ate-31-diz-estudo\/"},"modified":"2026-03-30T14:41:47","modified_gmt":"2026-03-30T17:41:47","slug":"remedio-para-colesterol-reduz-risco-de-infarto-em-ate-31-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/03\/30\/remedio-para-colesterol-reduz-risco-de-infarto-em-ate-31-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Rem\u00e9dio para colesterol reduz risco de infarto em at\u00e9 31%, diz estudo"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>Um medicamento usado para reduzir o colesterol &ldquo;ruim&rdquo; (LDL) pode diminuir em at&eacute; 31% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular em pacientes de alto risco.<\/strong><\/p>\n<p>A conclus&atilde;o &eacute; de um estudo cl&iacute;nico publicado na revista cient&iacute;fica JAMA no s&aacute;bado (28\/3), conduzido por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><span>O f&aacute;rmaco avaliado foi o evolocumabe, indicado para reduzir n&iacute;veis elevados de colesterol e prevenir complica&ccedil;&otilde;es cardiovasculares.<\/span> Ele pertence &agrave; classe dos inibidores de PCSK9, terapias mais potentes usadas quando o controle com estatinas n&atilde;o &eacute; suficiente.<\/p>\n<div>\n<h4>Leia tamb&eacute;m<\/h4>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p><strong>O estudo, chamado VESALIUS-CV, incluiu milhares de pacientes com alto risco cardiovascular<\/strong> &mdash; muitos deles com a diabetes e sem hist&oacute;rico pr&eacute;vio de infarto ou AVC. Para o estudo, os participantes foram divididos em dois grupos:<\/p>\n<ul>\n<li>Um recebeu evolocumabe regularmente;<\/li>\n<li>Outro recebeu placebo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Todos continuaram com o tratamento padr&atilde;o para colesterol. <strong>Ap&oacute;s cerca de cinco anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram uma redu&ccedil;&atilde;o significativa nos eventos cardiovasculares no grupo tratado.<\/strong><\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica,<span> isso se traduziu em uma redu&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 31% no risco de infarto, AVC ou morte por doen&ccedil;a cardiovascular entre os pacientes que receberam o evolocumabe<\/span>, em compara&ccedil;&atilde;o ao grupo placebo.<\/p>\n<hr>\n<h3>Doen&ccedil;as cardiovasculares<\/h3>\n<ul>\n<li>As doen&ccedil;as cardiovasculares s&atilde;o a<strong> principal causa de morte no mundo<\/strong>.<\/li>\n<li>S&oacute; <strong>no Brasil estima-se que ao menos 380 mil pessoas percam a vida todos os anos<\/strong> devido a essas enfermidades, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).<\/li>\n<li>As <strong>principais doen&ccedil;as cardiovasculares<\/strong> s&atilde;o: infarto, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, doen&ccedil;a valvar, acidente vascular cerebral (AVC), arritmia card&iacute;aca e doen&ccedil;a arterial perif&eacute;rica.<\/li>\n<li>A maioria das doen&ccedil;as cardiovasculares <strong>se desenvolve de forma silenciosa<\/strong> e pode passar anos sem ser tratada por desconhecimento.<\/li>\n<li>Os principais sinais de alerta s&atilde;o: <strong>sensa&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o e dor no peito<\/strong>; dor, se presente, nos bra&ccedil;os, pesco&ccedil;o, mand&iacute;bula, costas, parte inferior do t&oacute;rax, abd&ocirc;men superior ou est&ocirc;mago.<\/li>\n<li>Outros sintomas incluem a <strong>sensa&ccedil;&atilde;o constante de falta de ar, tontura, fadiga, n&aacute;usea, v&ocirc;mito, suor frio<\/strong>, especialmente durante a noite, e incha&ccedil;os.<\/li>\n<\/ul>\n<hr>\n<h2>Como o medicamento age no corpo<\/h2>\n<p><span>O evolocumabe atua bloqueando a prote&iacute;na PCSK9, que reduz a capacidade do f&iacute;gado de eliminar o colesterol LDL do sangue. <\/span>Com esse bloqueio, o organismo consegue remover mais colesterol da circula&ccedil;&atilde;o, o que diminui a forma&ccedil;&atilde;o de placas nas art&eacute;rias &mdash;<strong> principal causa de infarto e AVC.<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados indicam que reduzir o colesterol de forma mais agressiva, antes do primeiro evento card&iacute;aco, pode salvar vidas. At&eacute; ent&atilde;o, <strong>esse tipo de medicamento era mais utilizado em pacientes que j&aacute; tinham doen&ccedil;a cardiovascular estabelecida.<\/strong><\/p>\n<p><span>O estudo amplia esse entendimento ao demonstrar benef&iacute;cio tamb&eacute;m na chamada preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria<\/span> &mdash; <strong>ou seja, antes do primeiro infarto ou AVC<\/strong> &mdash; em pessoas com risco elevado, especialmente aquelas com diabetes e outros fatores associados.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, os dados refor&ccedil;am que n&iacute;veis mais baixos de colesterol LDL est&atilde;o diretamente ligados a menor ocorr&ecirc;ncia de eventos cardiovasculares, sustentando a estrat&eacute;gia de intensifica&ccedil;&atilde;o do tratamento em perfis selecionados.<\/p>\n<p>Apesar dos resultados positivos, <strong>os autores destacam que a indica&ccedil;&atilde;o deve ser individualizada, levando em conta o risco de cada paciente e o custo da terapia<\/strong>, que ainda &eacute; mais elevado do que o tratamento convencional.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um medicamento usado para reduzir o colesterol &ldquo;ruim&rdquo; (LDL) pode diminuir em at&eacute; 31% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular em pacientes\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":664124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-664123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/664123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=664123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/664123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/664124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=664123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=664123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=664123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}