{"id":665957,"date":"2026-04-03T17:26:16","date_gmt":"2026-04-03T20:26:16","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/03\/peru-confirma-morte-de-homem-apontado-como-o-mais-velho-do-pais-aos-125-anos\/"},"modified":"2026-04-03T17:28:23","modified_gmt":"2026-04-03T20:28:23","slug":"peru-confirma-morte-de-homem-apontado-como-o-mais-velho-do-pais-aos-125-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/03\/peru-confirma-morte-de-homem-apontado-como-o-mais-velho-do-pais-aos-125-anos\/","title":{"rendered":"Peru confirma morte de homem apontado como o mais velho do pa\u00eds, aos 125 anos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O Peru confirmou a morte de Marcelino Abad Tolentino, conhecido como Mashico, possivelmente o homem mais velho do pa\u00eds. Nascido por volta de 5 de abril de 1900, ele faleceu no dia 30 de mar\u00e7o, em um lar de idosos na cidade de Hu\u00e1car, regi\u00e3o de Hu\u00e1nuco, aos 125 anos e 360 dias. Sem certid\u00e3o de nascimento para valida\u00e7\u00e3o oficial, autoridades locais estimam a idade com base em registros e relatos. Mashico viveu grande parte da vida no distrito remoto de Chaglla, enfrentando extrema pobreza, educa\u00e7\u00e3o ausente e uma trajet\u00f3ria de trabalho humilde que incluiu agricultura, cria\u00e7\u00e3o de animais e atua\u00e7\u00e3o como pedreiro. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sob a perspectiva oficial<\/strong> , o governo informou que Mashico nasceu em 5 de abril de 1900, mas a aus\u00eancia de certid\u00e3o de nascimento impediu a confirma\u00e7\u00e3o formal da sua idade por entidades internacionais como o Guinness World Records. Ainda assim, autoridades locais estimavam que ele tinha 125 anos e 360 dias no momento de seu falecimento. O \u00f3bito ocorreu em um lar de idosos na cidade de Hu\u00e1car, situada na regi\u00e3o de Hu\u00e1nuco, meses antes de completar 126 anos. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inf\u00e2ncia e forma\u00e7\u00e3o<\/strong> A vida de Mashico foi moldada no distrito de Chaglla, onde cresceu em condi\u00e7\u00f5es de pobreza extrema ap\u00f3s perder os pais aos sete anos, durante a travessia de um rio. Sem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, ele come\u00e7ou a trabalhar desde cedo, dedicando-se \u00e0 agricultura, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de animais e, com o tempo, ao of\u00edcio de pedreiro. Sua estatura, medida em 1,27 metro, acompanhou toda a trajet\u00f3ria de uma vida dedicada a esfor\u00e7os di\u00e1rios e \u00e0 sobreviv\u00eancia, sem grande palco p\u00fablico, mas com uma presen\u00e7a silenciosa que marcou a comunidade rural onde viveu. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reconhecimento oficial e moderniza\u00e7\u00e3o<\/strong> Foi apenas durante a pandemia de Covid-19 que Mashico recebeu o reconhecimento oficial do Estado peruano, ao ser identificada pela primeira vez com um documento de identidade. O registro ocorreu por meio do programa social Pens\u00e3o 65, que, al\u00e9m de oferecer benef\u00edcio estatal, proporcionou \u00e0quele que pode ser considerado o idoso mais conhecido do pa\u00eds uma identidade formal pela primeira vez na vida. Naquele momento, j\u00e1 com cerca de 120 anos, Mashico consolidou sua notoriedade nacional ao lado dos moradores da regi\u00e3o. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sa\u00fade, aposentadoria e limita\u00e7\u00f5es<\/strong> A aposentadoria n\u00e3o veio sem consequ\u00eancias. Ap\u00f3s deixar o trabalho ativo, Mashico sofreu uma grave les\u00e3o no quadril, o que o obrigou a usar cadeira de rodas. Ele nunca se casou nem teve filhos, circunst\u00e2ncias que ajudam a compor o retrato de uma vida dedicada aos estudos da resili\u00eancia, ao trabalho \u00e1rduo e \u00e0 conviv\u00eancia com uma comunidade rural que o acompanhou ao longo das d\u00e9cadas. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es sociais e contexto regional<\/strong> O caso revela a realidade de muitos idosos que vivem no interior do pa\u00eds: a aus\u00eancia de certid\u00f5es de nascimento, o reconhecimento tardio de identidades e a import\u00e2ncia de programas sociais que assegurem renda e dignidade na velhice. A hist\u00f3ria de Mashico enfatiza a necessidade de dados confi\u00e1veis para valida\u00e7\u00e3o de idades e de pol\u00edticas p\u00fablicas que alcancem localidades remotas, onde a vida se desenrola longe dos grandes centros e dos expedientes formais de registro civil. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o do leitor<\/strong> A vida de Mashico convida a refletir sobre os v\u00ednculos entre longevidade, identidade civil e assist\u00eancia social, especialmente em regi\u00f5es afastadas. Como voc\u00ea v\u00ea a rela\u00e7\u00e3o entre reconhecimento institucional e qualidade de vida de idosos em \u00e1reas rurais? Compartilhe suas impress\u00f5es nos coment\u00e1rios: quais desafios locais voc\u00ea identifica para garantir dignidade e inclus\u00e3o na terceira idade? Sua opini\u00e3o importa para enriquecer o debate sobre envelhecimento e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: O Peru confirmou a morte de Marcelino Abad Tolentino, conhecido como Mashico, possivelmente o homem mais velho do pa\u00eds. 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