{"id":666814,"date":"2026-04-06T04:53:53","date_gmt":"2026-04-06T07:53:53","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/06\/vai-pescar-o-pirarucu-saiba-que-peixe-pode-atacar-seres-humanos\/"},"modified":"2026-04-06T04:56:30","modified_gmt":"2026-04-06T07:56:30","slug":"vai-pescar-o-pirarucu-saiba-que-peixe-pode-atacar-seres-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/06\/vai-pescar-o-pirarucu-saiba-que-peixe-pode-atacar-seres-humanos\/","title":{"rendered":"Vai pescar o pirarucu? Saiba que peixe pode atacar seres humanos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Ibama autorizou a pesca do pirarucu em 11 bacias hidrogr\u00e1ficas do Distrito Federal e de Goi\u00e1s como parte de um manejo ambiental para controlar uma esp\u00e9cie invasora fora da Amaz\u00f4nia. As regras variam por regi\u00e3o e t\u00eam validade de tr\u00eas anos. No DF, a pr\u00e1tica \u00e9 permitida em \u00e1reas espec\u00edficas como o Lago Parano\u00e1 e outras bacias, com a obriga\u00e7\u00e3o de abater o peixe capturado. Em Goi\u00e1s, as regras dependem da bacia hidrogr\u00e1fica: Parna\u00edba e S\u00e3o Francisco permitem a pesca o ano inteiro, sem limites de peso ou quantidade, com obrigatoriedade de abatimento; a Tocantins-Araguaia pro\u00edbe, por ser parte do ecossistema local. A decis\u00e3o \u00e9 apresentada como ferramenta de manejo integrada, exigindo monitoramento, educa\u00e7\u00e3o ambiental e fiscaliza\u00e7\u00e3o. O tema ganhou destaque ao relatar-se uma curiosa anedota envolvendo o presidente Lula e pirarucus da Granja do Torto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contexto t\u00e9cnico do pirarucu<\/strong> O pirarucu, Arapaima gigas, \u00e9 conhecido como o gigante da Amaz\u00f4nia, um dos maiores peixes de \u00e1gua doce do mundo, capaz de exceder 3 metros de comprimento e chegar a 200 kg. O nome pirarucu tem origem no tupi, significando peixe vermelho, refer\u00eancia \u00e0 colora\u00e7\u00e3o na cauda. A esp\u00e9cie respira ar, possuindo uma bexiga natat\u00f3ria adaptada que funciona como pulm\u00e3o primitivo, o que permite sobreviv\u00eancia em ambientes com baixos n\u00edveis de oxig\u00eanio dissolvido. Morfologicamente, apresenta corpo alongado, tonalidades que variam entre verde-oliva e ocre, com cauda avermelhada e escamas espessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Detalhes por regi\u00e3o<\/strong> A decis\u00e3o do Ibama autoriza a pesca, captura e abate do pirarucu quando encontrado em 11 bacias hidrogr\u00e1ficas distribu\u00eddas pelo pa\u00eds. No Distrito Federal, duas regi\u00f5es se destacam: a bacia do Parana\u00edba e a do S\u00e3o Francisco, onde o pirarucu n\u00e3o \u00e9 nativo; nesses casos, a pesca est\u00e1 liberada durante todo o ano, sem restri\u00e7\u00f5es de tamanho ou peso, desde que o exemplar capturado seja abatido e n\u00e3o devolvido \u00e0 \u00e1gua. A bacia Maranh\u00e3o, que cruza a regi\u00e3o norte do DF, n\u00e3o est\u00e1 contemplada na instru\u00e7\u00e3o normativa, o que impede a pesca predat\u00f3ria nessa \u00e1rea. Em Goi\u00e1s, as regras variam conforme a bacia: Parna\u00edba e S\u00e3o Francisco liberam a pesca, enquanto a bacia Tocantins-Araguaia mant\u00e9m a esp\u00e9cie sob prote\u00e7\u00e3o por ser parte do ecossistema local. Em s\u00edntese, a autoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uniforme, exigindo observ\u00e2ncia das particularidades de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es de manejo<\/strong> especialistas destacam que a libera\u00e7\u00e3o da pesca n\u00e3o pode ser vista como uma decis\u00e3o simples de \u201ccerta\u201d ou \u201cerrada\u201d. O ato \u00e9 entendido como parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla de manejo ambiental, que requer integra\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00f3lidas, monitoramento cient\u00edfico, controle de introdu\u00e7\u00f5es, educa\u00e7\u00e3o ambiental e fiscaliza\u00e7\u00e3o. Em locais onde a esp\u00e9cie \u00e9 invasora, a pesca pode reduzir impactos ecol\u00f3gicos, atuar como ferramenta de controle e, ao mesmo tempo, exigir cuidado com a cadeia alimentar local e com a presen\u00e7a de esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contexto regional e resultados esperados<\/strong> O pirarucu \u00e9 amplamente conhecido por sua grande escala e por ocupar o topo da cadeia alimentar em \u00e1reas invasoras, o que pode impactar esp\u00e9cies nativas. A expectativa \u00e9 que, com o manejo adequado, haja redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sem comprometer demais o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico local. Ainda assim, a discuss\u00e3o permanece aberta sobre como conciliar a extra\u00e7\u00e3o com a prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas, especialmente em regi\u00f5es onde o pirarucu n\u00e3o \u00e9 nativo e onde a pesca \u00e9 liberada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curiosidade pol\u00edtica<\/strong> Em 4 de fevereiro, durante um jantar com lideran\u00e7as da C\u00e2mara dos Deputados, o presidente Lula fez uma brincadeira sobre pirarucus criados na Granja do Torto. Ele mencionou que os peixes haviam crescido muito, chegando a pesar cerca de 45 kg e, segundo ele, passaram a devorar patinhos na regi\u00e3o. A fala chamou aten\u00e7\u00e3o para o tema das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, destacando como situa\u00e7\u00f5es de manejo podem emergir de casos reais de conviv\u00eancia entre fauna animal e espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<hr>\n<h2>Galeria de imagens<\/h2>\n<div class=\"gallery\" id=\"gallery\" aria-label=\"Galeria de pirarucu\">\n  <a href=\"https:\/\/i.metroimg.com\/6e0f0\/pirarucu-scaled.jpg\" title=\"Pirarucu no habitat natural\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/02\/pirarucu-scaled.jpg\" alt=\"Pirarucu - imagem destacada\" \/><br \/>\n  <\/a><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/i.metroimg.com\/nyKBc6vqqT0qLjGoZ4LyxLJHNWOALeLmCjNmd_DoG88\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu.jpeg\" title=\"Pirarucu em ambiente de \u00e1gua doce\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu.jpeg\" alt=\"Pirarucu em ambiente de \u00e1gua doce\" \/><br \/>\n  <\/a><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/images.metroimg.com\/MTVlE27Tzqi_np_PDMN_FIgEYFmMudOAeC1QzHmIu3s\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-2.jpg\" title=\"Pirarucu maior size\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-2.jpg\" alt=\"Pirarucu maior tamanho\" \/><br \/>\n  <\/a><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/images.metroimg.com\/6e0f0\/pirarucu-3.jpg\" title=\"Pirariocu em lago\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-3.jpg\" alt=\"Pirariocu em lago\" \/><br \/>\n  <\/a><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-4.jpg\" title=\"Pirarucu em lago Parano\u00e1\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-4.jpg\" alt=\"Pirarucu em lago Parano\u00e1\" \/><br \/>\n  <\/a><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/04\/pirarucu.jpg\" title=\"Pirarucu - imagem geral\" class=\"gallery-item\"><br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/04\/pirarucu.jpg\" alt=\"Pirarucu - imagem geral\" \/><br \/>\n  <\/a>\n<\/div>\n<style>\n  .gallery { display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(180px, 1fr)); gap: 12px; padding: 12px 0; }\n  .gallery img { width: 100%; height: auto; display: block; border-radius: 6px; }\n  #lightbox { position: fixed; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; background: rgba(0,0,0,.8); display: none; align-items: center; justify-content: center; padding: 20px; z-index: 9999; }\n  #lightbox img { max-width: 90%; max-height: 80vh; border-radius: 8px; box-shadow: 0 0 20px rgba(0,0,0,.5); }\n<\/style>\n<div id=\"lightbox\" onclick=\"document.getElementById('lightbox').style.display='none'\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"\" alt=\"Imagem ampliada\" \/>\n<\/div>\n<p><script>\n  (function() {\n    var lightbox = document.getElementById('lightbox');\n    document.querySelectorAll('.gallery a').forEach(function(a) {\n      a.addEventListener('click', function(e) {\n        e.preventDefault();\n        var img = a.querySelector('img');\n        var src = a.href;\n        var light = lightbox.querySelector('img');\n        light.src = src;\n        light.alt = img.alt;\n        lightbox.style.display = 'flex';\n      });\n    });\n  })();\n<\/script><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que pensa sobre o manejo de pirarucu em \u00e1reas n\u00e3o nativas? Compartilhe suas opini\u00f5es nos coment\u00e1rios abaixo e contribua para o debate sobre conserva\u00e7\u00e3o, pesca regulada e equil\u00edbrio entre esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e ecossistemas locais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ibama autorizou a pesca do pirarucu em 11 bacias hidrogr\u00e1ficas do Distrito Federal e de Goi\u00e1s como parte de um manejo ambiental para controlar\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":666816,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-666814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/666814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=666814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/666814\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/666816"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=666814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=666814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=666814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}