{"id":667650,"date":"2026-04-08T00:20:46","date_gmt":"2026-04-08T03:20:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/08\/mte-registra-11-mil-trabalhadores-resgatados-em-situacao-analoga-a-escravidao-na-bahia-em-7-anos\/"},"modified":"2026-04-08T00:21:54","modified_gmt":"2026-04-08T03:21:54","slug":"mte-registra-11-mil-trabalhadores-resgatados-em-situacao-analoga-a-escravidao-na-bahia-em-7-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/08\/mte-registra-11-mil-trabalhadores-resgatados-em-situacao-analoga-a-escravidao-na-bahia-em-7-anos\/","title":{"rendered":"MTE registra 1,1 mil trabalhadores resgatados em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga a escravid\u00e3o na Bahia em 7 anos\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo r\u00e1pido<\/strong>: entre 2018 e 2025, a Bahia registrou cerca de 1,1 mil trabalhadores resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, de acordo com o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Em todo o Brasil, o total de v\u00edtimas ultrapassa 16,2 mil. O estado figura entre os quatro com mais resgates, com 134 fiscaliza\u00e7\u00f5es, 57 cidades atingidas e destaques em Salvador, Cama\u00e7ari e Jacobina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es foram tornadas p\u00fablicas nesta ter\u00e7a-feira pela organiza\u00e7\u00e3o independente Fiquem Sabendo, com acesso ao material obtido pela Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI). O Bahia Not\u00edcias tamb\u00e9m teve acesso ao conjunto de dados, que detalha o panorama regional e as a\u00e7\u00f5es do MTE para combater o trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito nacional, o levantamento aponta 16,2 mil trabalhadores libertados; Minas Gerais lidera com 5,1 mil casos, seguido por Goi\u00e1s (1,8 mil) e S\u00e3o Paulo (1,6 mil). A Bahia aparece na lista de estados com maior n\u00famero de resgates, refor\u00e7ando a necessidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o nas cadeias produtivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os destaques baianos, 57 cidades foram alvo de opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Salvador registra o maior total de resgates, com 366 pessoas libertadas, seguido por Cama\u00e7ari (166) e Jacobina (122). Em Cama\u00e7ari, o epis\u00f3dio envolvendo a BYD, montadora chinesa instalada em 2024, soma 163 resgatados em condi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 escravid\u00e3o durante as obras da f\u00e1brica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fam\u00edlias flagradas no caso da BYD viviam em alojamentos sem as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de conforto e higiene, sob vig\u00edlia de seguran\u00e7as armados que impediam a sa\u00edda. Passaportes eram retidos, contratos continham cl\u00e1usulas abusivas, jornadas exaustivas e aus\u00eancia de descanso semanal, elementos que configuram viola\u00e7\u00e3o grave aos direitos trabalhistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros casos que contribu\u00edram para os n\u00fameros da Bahia aconteceram em Gentio do Ouro e V\u00e1rzea Nova, no norte do estado. Em uma opera\u00e7\u00e3o do Grupo M\u00f3vel de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em junho de 2025, foram resgatados 57 trabalhadores rurais ligados \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de palha de carna\u00edba e sisal. Os trabalhadores enfrentavam \u00e1gua armazenada em recipientes de qu\u00edmicos e careciam de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, recebendo remunera\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de R$ 1.000 por m\u00eas, bem abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo da \u00e9poca (R$ 1.518).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perfil dos resgatados. Os dados apontam predom\u00ednio masculino: 617 homens e 314 mulheres identificados nas fiscaliza\u00e7\u00f5es. Em termos de idade, 710 trabalhadores tinham entre 30 e 64 anos, 188 tinham de 18 a 29, 24 mais de 64 e 9 eram crian\u00e7as ou adolescentes. Esses n\u00fameros revelam um retrato preocupante da m\u00e3o de obra vulner\u00e1vel nas cadeias produtivas do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 134 a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o vinculadas ao MTE, somadas \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de 57 cidades baianas, evidenciam que o combate ao trabalho escravo moderno continua sendo um desafio relevante. Dados nacionais associados \u00e0 LAI ajudam a entender a dimens\u00e3o, mas tamb\u00e9m apontam caminhos para refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a prote\u00e7\u00e3o de direitos e a responsabiliza\u00e7\u00e3o de empresas envolvidas em abusos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leitura dos n\u00fameros refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas mais efetivas, envolvendo \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, governos locais e a sociedade civil, para impedir que casos de explora\u00e7\u00e3o se repitam e para assegurar condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho, remunera\u00e7\u00e3o justa e respeito aos direitos humanos no estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, leitor, o que pensa sobre os avan\u00e7os e os entraves na luta contra o trabalho escravo moderno na Bahia? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e participe da pauta de debates sobre direitos trabalhistas e fiscaliza\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0s cadeias produtivas da regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo r\u00e1pido: entre 2018 e 2025, a Bahia registrou cerca de 1,1 mil trabalhadores resgatados de condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, de acordo com o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":667652,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[7386],"class_list":["post-667650","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia","tag-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=667650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/667650\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/667652"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=667650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=667650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=667650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}