{"id":668463,"date":"2026-04-09T19:40:28","date_gmt":"2026-04-09T22:40:28","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/09\/justica-de-sc-autoriza-mulher-trans-a-fazer-teste-fisico-da-pm-com-parametros-femininos\/"},"modified":"2026-04-09T19:41:42","modified_gmt":"2026-04-09T22:41:42","slug":"justica-de-sc-autoriza-mulher-trans-a-fazer-teste-fisico-da-pm-com-parametros-femininos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/09\/justica-de-sc-autoriza-mulher-trans-a-fazer-teste-fisico-da-pm-com-parametros-femininos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a de SC autoriza mulher trans a fazer teste f\u00edsico da PM com par\u00e2metros femininos"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> a Justi\u00e7a de Santa Catarina autorizou Dannyele Catherine de Barradas Oliveira, mulher trans, a realizar o <strong>Test de Aptid\u00e3o F\u00edsica<\/strong> (TAF) da Pol\u00edcia Militar com par\u00e2metros femininos. A decis\u00e3o, proferida em mandado de seguran\u00e7a, entende que exigir o TAF sob crit\u00e9rios masculinos seria discriminat\u00f3rio diante da identidade de g\u00eanero comprovada pela candidata e da omiss\u00e3o do edital em estabelecer regras espec\u00edficas para pessoas trans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada ap\u00f3s Catherine ser convocada para a avalia\u00e7\u00e3o com base em crit\u00e9rios masculinos, apesar de ter apresentado documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica que atesta sua condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. A defesa argumentou que a exig\u00eancia contraria o reconhecimento legal de identidade e poderia elimin\u00e1-la do certame para soldados tempor\u00e1rios da corpora\u00e7\u00e3o, caso n\u00e3o houvesse esclarecimentos no edital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O desembargador Luiz Fernando Boller<\/strong>, do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina, acolheu os argumentos, citando decis\u00f5es do <strong>Supremo Tribunal Federal<\/strong> (STF) que reconhecem a identidade de g\u00eanero como direito fundamental da personalidade. O magistrado destacou ind\u00edcios de tratamento discriminat\u00f3rio na convoca\u00e7\u00e3o para o TAF com par\u00e2metros masculinos e afirmou que a omiss\u00e3o normativa pode favorecer a exclus\u00e3o indevida de candidatas trans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o TJ, o edital j\u00e1 admite o uso do <strong>nome social<\/strong> por candidatos trans, mas n\u00e3o estabelece crit\u00e9rios espec\u00edficos para a aplica\u00e7\u00e3o do teste f\u00edsico nesses casos. Essa aus\u00eancia, na avalia\u00e7\u00e3o do relator, pode provocar um <em>enquadramento autom\u00e1tico<\/em> nos par\u00e2metros masculinos, abrindo espa\u00e7o para a exclus\u00e3o injusta de postulantes com identidade de g\u00eanero reconhecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o, no entanto, n\u00e3o isenta Catherine de realizar o teste, mas permite que o TAF seja cumprido <strong>em condi\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a identidade de g\u00eanero<\/strong> alegada pela candidata. O magistrado sublinhou que a garantia da identidade de g\u00eanero n\u00e3o pode ser refutada pela l\u00f3gica burocr\u00e1tica do edital e que a pr\u00e1tica deve respeitar a dignidade da pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas redes sociais, Catherine celebrou o veredito e mencionou que, se tivesse alterado o registro de nascimento desde o in\u00edcio da transexualidade, em 2013, n\u00e3o precisaria gastar tanto com advogados nem passar por exposi\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. Ela revelou ter gasto mais de <strong>200 mil reais<\/strong> com procedimentos de adequa\u00e7\u00e3o, incluindo cirurgia, ressaltando que muitos escolhem n\u00e3o mudar a documenta\u00e7\u00e3o por receio de constrangimentos e que a decis\u00e3o pode facilitar o acesso de pessoas trans a concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso coloca em debate a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos direitos trans em concursos regionais, destacando a necessidade de regras claras que acompanhem a realidade de candidatura de pessoas trans. Ao reconhecer a identidade de Catherine, o TJ de Santa Catarina sinaliza que decis\u00f5es judiciais podem impedir discrimina\u00e7\u00f5es no acesso a oportunidades p\u00fablicas e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia de crit\u00e9rios inclusivos nas fases de avalia\u00e7\u00e3o, sem perder a ess\u00eancia da prova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas decis\u00f5es refletem uma tend\u00eancia de ampliar a igualdade de oportunidades, exigindo que Editais de concursos considerem a diversidade sem abrir espa\u00e7o para preconceitos. O tema tende a ganhar espa\u00e7o nos debates sobre pol\u00edticas p\u00fablicas, diversidade e respeito aos direitos de pessoas trans na regi\u00e3o e no pa\u00eds. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, como enxerga a forma como concursos p\u00fablicos devem tratar a identidade de g\u00eanero? Compartilhe seus pensamentos nos coment\u00e1rios e participe da conversa sobre inclus\u00e3o e acessibilidade em processos seletivos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: a Justi\u00e7a de Santa Catarina autorizou Dannyele Catherine de Barradas Oliveira, mulher trans, a realizar o Test de Aptid\u00e3o F\u00edsica (TAF) da Pol\u00edcia\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":668465,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-668463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=668463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/668465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=668463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=668463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=668463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}