{"id":671656,"date":"2026-04-16T23:55:35","date_gmt":"2026-04-17T02:55:35","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/16\/homem-que-matou-esposa-com-72-facadas-e-preso-no-paraguai-apos-mais-de-30-anos-foragido\/"},"modified":"2026-04-16T23:56:27","modified_gmt":"2026-04-17T02:56:27","slug":"homem-que-matou-esposa-com-72-facadas-e-preso-no-paraguai-apos-mais-de-30-anos-foragido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/16\/homem-que-matou-esposa-com-72-facadas-e-preso-no-paraguai-apos-mais-de-30-anos-foragido\/","title":{"rendered":"Homem que matou esposa com 72 facadas \u00e9 preso no Paraguai ap\u00f3s mais de 30 anos foragido"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Um foragido internacional, Marcos Panissa, foi finalmente capturado no Paraguai ap\u00f3s mais de 30 anos de fuga. Condenado pela morte da ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa, assassinada com 72 facadas em Londrina, em 1989, ele foi localizad o na cidade de San Lorenzo e entregue \u00e0s autoridades brasileiras na Ponte da Amizade, em Foz do Igua\u00e7u. A opera\u00e7\u00e3o, realizada por for\u00e7as de seguran\u00e7a de ambos os pa\u00edses, encerra um cap\u00edtulo longo de busca pela justi\u00e7a e destaca a atua\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o internacional para enfrentamento de crimes antigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tarde de quarta-feira, 15 de abril de 2026, Panissa foi detido em San Lorenzo, interior paraguaio, em uma a\u00e7\u00e3o conjunta da Pol\u00edcia Nacional do Paraguai, da Pol\u00edcia Federal do Brasil, do Gaeco\/PR e da Pol\u00edcia Militar do Paran\u00e1. O condenado j\u00e1 figurava na lista de Difus\u00e3o Vermelha da INTERPOL desde 1995, o que facilitou o rastreamento com informa\u00e7\u00f5es compartilhadas entre as autoridades brasileiras. A captura ocorreu dentro de uma opera\u00e7\u00e3o coordenada pelo Comando Tripartite, estrutura de coopera\u00e7\u00e3o policial internacional, e culminou na entrega ao Brasil na Ponte da Amizade, na fronteira com o estado do Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso teve origem em Londrina, no norte do Paran\u00e1, onde, em 1989, Panissa tirou a vida da ex-companheira, Fernanda Estruzani Panissa, com 72 facadas ap\u00f3s o fim do relacionamento. Na \u00e9poca, ele tinha 23 anos e Fernanda, 21. Em 1991, Panissa foi condenado a 20 anos e 6 meses de pris\u00e3o. A defesa levantou a hip\u00f3tese de um novo j\u00fari, recurso esse que, ap\u00f3s tramita\u00e7\u00e3o, foi revogado em 2008. Em um segundo julgamento, ainda nos anos 1990, ele recebeu uma pena de 9 anos, decis\u00e3o contestada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico com base em irregularidades processuais. O r\u00e9u permaneceu em liberdade durante parte do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1995 ocorreu o terceiro julgamento, mas Panissa n\u00e3o compareceu ao tribunal e a pris\u00e3o preventiva foi decretada; ele j\u00e1 estava foragido. Em 2008 houve uma mudan\u00e7a legal que permitiu a continuidade dos julgamentos mesmo sem a presen\u00e7a do r\u00e9u. No quarto julgamento, o tribunal fixou a pena em 21 anos e 6 meses de pris\u00e3o. Em 2010, essa pena foi reduzida para 19 anos e 6 meses, mantendo, no entanto, a condena\u00e7\u00e3o pela morte da ex-esposa. A sequ\u00eancia de decis\u00f5es mostra um caminho contencioso longo, com recursos, mudan\u00e7as legislativas e disputas sobre a legalidade das decis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A captura de Panissa demonstra a for\u00e7a de uma rede de coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses vizinhos e a import\u00e2ncia do combate a crimes que se arrastam por d\u00e9cadas. O caso tamb\u00e9m evidencia o papel do Interpol e da Difus\u00e3o Vermelha na localiza\u00e7\u00e3o de procurados internacionais, mesmo quando ficam anos escondidos em regi\u00f5es de fronteira. Com Panissa sob cust\u00f3dia, as autoridades brasileiras v\u00e3o prosseguir com os tr\u00e2mites legais cab\u00edveis para cumprir o mandado de pris\u00e3o no Brasil, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente e os acordos de coopera\u00e7\u00e3o existentes entre as duas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este desfecho refor\u00e7a a mensagem de que a justi\u00e7a pode atravessar fronteiras e que a colabora\u00e7\u00e3o entre cidade e regi\u00e3o fronteiri\u00e7a \u00e9 essencial para enfrentar crimes complexos. Para voc\u00ea, leitor, quais s\u00e3o suas perspectivas sobre a atua\u00e7\u00e3o conjunta de distintos estados e pa\u00edses no enfrentamento de casos antigos? Deixe seu coment\u00e1rio, compartilhe suas opini\u00f5es e contribua com sugest\u00f5es sobre como fortalecer ainda mais a coopera\u00e7\u00e3o internacional na aplica\u00e7\u00e3o da lei. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um foragido internacional, Marcos Panissa, foi finalmente capturado no Paraguai ap\u00f3s mais de 30 anos de fuga. 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