{"id":671739,"date":"2026-04-17T05:37:48","date_gmt":"2026-04-17T08:37:48","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/17\/flavio-dino-considera-intoleravel-exigencia-da-justica-inglesa-sobre-acordos-de-municipios-brasileiros\/"},"modified":"2026-04-17T05:41:23","modified_gmt":"2026-04-17T08:41:23","slug":"flavio-dino-considera-intoleravel-exigencia-da-justica-inglesa-sobre-acordos-de-municipios-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/17\/flavio-dino-considera-intoleravel-exigencia-da-justica-inglesa-sobre-acordos-de-municipios-brasileiros\/","title":{"rendered":"Fl\u00e1vio Dino considera \u2018intoler\u00e1vel\u2019 exig\u00eancia da Justi\u00e7a inglesa sobre acordos de munic\u00edpios brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Resumo em linha de frente:<\/strong> o ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal, esclareceu que munic\u00edpios brasileiros possuem autonomia para buscar repara\u00e7\u00e3o de danos em tribunais estrangeiros sem necessidade de permiss\u00e3o ou interfer\u00eancia de tribunais brit\u00e2nicos. Em julgamento da ADPF 1178, ficou claro que senten\u00e7as estrangeiras s\u00f3 produzem efeitos no Brasil ap\u00f3s homologa\u00e7\u00e3o pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a. O tema ganhou contorno com a discuss\u00e3o sobre a barragem de Fund\u00e3o, em Mariana (MG), envolvendo a mineradora BHP. O caso trouxe decis\u00f5es conflitantes entre 2025 e 2026, enfatizando que a soberania brasileira deve prevalecer sobre acordos externos, com impactos diretos na atua\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios e estados. Palavras-chave: autonomia municipal, acordos internacionais, ADPF 1178, Justi\u00e7a inglesa, Fund\u00e3o, Mariana.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (IBRAM) levou ao STF peti\u00e7\u00e3o para esclarecer as implica\u00e7\u00f5es de decis\u00f5es da Justi\u00e7a inglesa relacionadas ao rompimento da barragem do Fund\u00e3o, em Mariana, MG. Nela, o IBRAM informou que uma senten\u00e7a de novembro de 2025 reconheceu a capacidade de munic\u00edpios brasileiros de pleitearem repara\u00e7\u00e3o na Inglaterra sem anu\u00eancia da Uni\u00e3o. Esse cen\u00e1rio ajudou a detalhar como as decis\u00f5es estrangeiras devem ser tratadas no Brasil, distinguindo entre autoriza\u00e7\u00f5es e efeitos que dependem da homologa\u00e7\u00e3o para ter validade frente ao ordenamento nacional.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm fevereiro de 2026, um tribunal ingl\u00eas estabeleceu que os <strong>\u201cprincipais reclamantes\u201d<\/strong> n\u00e3o podem formalizar acordos ou abandonar a\u00e7\u00f5es sem autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da corte estrangeira. A decis\u00e3o elevou o debate sobre at\u00e9 que ponto a\u00e7\u00f5es judiciais, para al\u00e9m das fronteiras, podem ou devem avan\u00e7ar sem o crivo da Justi\u00e7a brasileira. O inteiro teor do ac\u00f3rd\u00e3o serviu como alerta para a necessidade de alinhamento entre a atua\u00e7\u00e3o dos entes locais e os instrumentos de coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria internacional.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara o ministro Dino, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira busca solu\u00e7\u00f5es consensuais com base na soberania nacional. Ele afirmou que exigir autoriza\u00e7\u00e3o ou supervis\u00e3o de jurisdi\u00e7\u00e3o estrangeira para acordos no territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 artificial e juridicamente inadmiss\u00edvel, configurando uma forma de subordina\u00e7\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira \u00e0 inglesa, algo que ele classificou como intoler\u00e1vel. O ponto central \u00e9 preservar o equil\u00edbrio entre autonomia local e o restante do sistema jur\u00eddico do pa\u00eds, sem abrir brechas para influ\u00eancias externas indevidas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa pr\u00e1tica, Dino refor\u00e7ou que decis\u00f5es estrangeiras s\u00f3 podem ser executadas no Brasil mediante a devida homologa\u00e7\u00e3o ou observ\u00e2ncia dos mecanismos de coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria internacional. A leitura do STF \u00e9 clara: os estados e munic\u00edpios n\u00e3o podem propor novas a\u00e7\u00f5es em tribunais estrangeiros, como forma de respeitar a soberania e as compet\u00eancias atribu\u00eddas ao Poder Judici\u00e1rio brasileiro pela Constitui\u00e7\u00e3o. O esclarecimento vale para o caso da ADPF 1178 e para qualquer situa\u00e7\u00e3o em que jurisdi\u00e7\u00e3o estrangeira tente impor atos no territ\u00f3rio nacional.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEssa orienta\u00e7\u00e3o, segundo o ministro, visa afastar amea\u00e7as reais \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica no pa\u00eds. Ao afirmar a independ\u00eancia da jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira, Dino deixou expl\u00edcito que o objetivo \u00e9 manter a linguagem do direito em solo nacional sem permitir que decis\u00f5es de fora ditem o ritmo das repara\u00e7\u00f5es, acordos e responsabiliza\u00e7\u00f5es envolvendo autoridades municipais ou regionais. O debate permanece aberto sobre como a coopera\u00e7\u00e3o internacional pode ocorrer sem comprometer a soberania judicial do Brasil.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nE voc\u00ea, leitor, o que pensa sobre a atua\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios em tribunais estrangeiros para repara\u00e7\u00f5es de danos? Acha que a coopera\u00e7\u00e3o internacional pode coexistir com a soberania nacional, ou que o Brasil deve permanecer estritamente dentro de suas pr\u00f3prias fronteiras jur\u00eddicas? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e traga suas perguntas para a nossa discuss\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo em linha de frente: o ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal, esclareceu que munic\u00edpios brasileiros possuem autonomia para buscar repara\u00e7\u00e3o de danos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":671741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-671739","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=671739"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671739\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/671741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=671739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=671739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=671739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}