{"id":671846,"date":"2026-04-17T11:56:38","date_gmt":"2026-04-17T14:56:38","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/17\/populacao-no-brasil-cresce-em-ritmo-menor-e-esta-envelhecendo\/"},"modified":"2026-04-17T11:57:50","modified_gmt":"2026-04-17T14:57:50","slug":"populacao-no-brasil-cresce-em-ritmo-menor-e-esta-envelhecendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/17\/populacao-no-brasil-cresce-em-ritmo-menor-e-esta-envelhecendo\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o no Brasil cresce em ritmo menor e est\u00e1 envelhecendo"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo para publica\u00e7\u00e3o<\/strong>: a PNAD Cont\u00ednua 2025, do IBGE, aponta que a popula\u00e7\u00e3o brasileira soma 212,7 milh\u00f5es de pessoas, com crescimento de 0,39% frente a 2024. O pa\u00eds est\u00e1 envelhecendo e o ritmo de crescimento tende a ficar abaixo de um quinto de ponto percentual. A participa\u00e7\u00e3o de quem tem 60 anos ou mais chega a 16,6% e as faixas jovens perdem terreno, sinalizando mudan\u00e7as profundas na pir\u00e2mide et\u00e1ria, com desigualdades regionais marcadas e reformas no perfil de moradia, infraestrutura e consumo na cidade e regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A composi\u00e7\u00e3o por idade e sexo mostra equil\u00edbrio entre homens (48,8%) e mulheres (51,2%), mas o peso relativo dos maiores de 60 anos cresce rapidamente. A idade m\u00e9dia tende a subir, com 60 anos ou mais passando de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, enquanto a parcela de menor de 40 anos encolhe 6,1% desde 2012. Entre 40 e 49 anos a participa\u00e7\u00e3o sobe de 13% para 15%, e entre 50 e 59 anos vai de 10% para 11,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa transforma\u00e7\u00e3o se reflete na pir\u00e2mide et\u00e1ria: o pa\u00eds registra um estreitamento das camadas de base e um alargamento do topo, com queda da popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 39 anos. Regionalmente, Norte e Nordeste concentram a maior fatia de jovens \u2014 22,6% e 19,1% da popula\u00e7\u00e3o de at\u00e9 13 anos, respectivamente \u2014 enquanto Sudeste e Sul apresentam maior presen\u00e7a de idosos, 18,1% com 60 anos ou mais em cada uma dessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo racial, houve mudan\u00e7as na autodeclara\u00e7\u00e3o. O peso de brancos caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. A popula\u00e7\u00e3o que se declara preta subiu de 7,4% para 10,4%. A Regi\u00e3o Norte registrou o maior crescimento da popula\u00e7\u00e3o preta, de 8,7% para 12,9%. J\u00e1 o Sul teve aumento maior de pessoas pardas, de 16,7% para 22%, acompanhando a queda da parcela branca de 78,8% para 72,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morar sozinho tamb\u00e9m ganhou espa\u00e7o: domic\u00edlios unipessoais chegaram a 19,7% em 2025, ante 12,2% em 2012. O arranjo nuclear continua predominante em 65,6% dos domic\u00edlios, mas recuou em rela\u00e7\u00e3o a 2012 (68,4%). A diferen\u00e7a por idade e g\u00eanero aparece nas pessoas que vivem nesse formato: entre os homens, 56,6% t\u00eam entre 30 e 59 anos; entre as mulheres, 56,5% est\u00e3o com 60 anos ou mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na habita\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis alugados cresceu para 23,8%, enquanto a fatia de im\u00f3veis pr\u00f3prios quitados caiu para 60,2%. O tipo de moradia tamb\u00e9m mudou: casas ainda s\u00e3o a maioria (82,7%), por\u00e9m os apartamentos j\u00e1 representam 17,1% dos domic\u00edlios. Essas mudan\u00e7as revelam uma transforma\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o de moradia de quem vive na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A infraestrutura mostra avan\u00e7os, por\u00e9m com desigualdades regionais persistentes. O acesso \u00e0 \u00e1gua por rede geral chegou a 86,1% dos domic\u00edlios, sendo 93,1% na \u00e1rea urbana e apenas 31,7% na rural. A Regi\u00e3o Norte apresenta o menor \u00edndice de acesso \u00e0 rede geral (60,9%), com 22,8% de domic\u00edlios dependentes de po\u00e7os profundos ou artesianos. No saneamento, 71,4% dos lares contam com rede geral ou fossa ligada \u00e0 rede, mas o Norte registra apenas 30,6% e o Sudeste atinge 90,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coleta direta de lixo alcan\u00e7ou 86,9% dos domic\u00edlios, com os menores percentuais no Norte e Nordeste (79,3%), al\u00e9m de maiores \u00edndices de descarte inadequado (lixo queimado em 14,5% e 13% nessas regi\u00f5es). O acesso \u00e0 energia el\u00e9trica est\u00e1 pr\u00f3ximo da universaliza\u00e7\u00e3o, com 2,7% das moradias rurais sem liga\u00e7\u00e3o e 0,5% nas urbanas; o Norte rural, ainda, registra 15,1% sem eletricidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto a bens dur\u00e1veis, h\u00e1 avan\u00e7o: 98,4% dos domic\u00edlios possuem geladeira e 72,1% contam com m\u00e1quina de lavar roupas. Em mobilidade, 49,1% das moradias t\u00eam carro e 26,2% possuem motocicleta. Esses indicadores ajudam a entender o ritmo de melhoria de vida da popula\u00e7\u00e3o, ainda que com diferencia\u00e7\u00f5es entre regi\u00f5es e tipos de moradia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas finais:<\/strong> os dados refor\u00e7am que o Brasil equilibra ganhos em infraestrutura com desafios de concentra\u00e7\u00e3o regional e envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. A leitura para a cidade \u00e9 clara: pol\u00edticas inclusivas devem mirar \u00e1reas com menor acesso a \u00e1gua, saneamento, energia e saneamento, ao mesmo tempo em que acompanham as mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas para planejar servi\u00e7os p\u00fablicos, moradia e mobilidade. E voc\u00ea, o que v\u00ea nesta tend\u00eancia para a sua regi\u00e3o? Compartilhe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e participe da conversa sobre o futuro de nossas cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo para publica\u00e7\u00e3o: a PNAD Cont\u00ednua 2025, do IBGE, aponta que a popula\u00e7\u00e3o brasileira soma 212,7 milh\u00f5es de pessoas, com crescimento de 0,39% frente\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":671848,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-671846","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=671846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/671846\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/671848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=671846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=671846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=671846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}