{"id":672715,"date":"2026-04-19T15:42:05","date_gmt":"2026-04-19T18:42:05","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/19\/dois-em-cada-tres-brasileiros-tem-dividas-e-27-vivem-no-limite-do-orcamento-diz-datafolha\/"},"modified":"2026-04-19T15:43:09","modified_gmt":"2026-04-19T18:43:09","slug":"dois-em-cada-tres-brasileiros-tem-dividas-e-27-vivem-no-limite-do-orcamento-diz-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/19\/dois-em-cada-tres-brasileiros-tem-dividas-e-27-vivem-no-limite-do-orcamento-diz-datafolha\/","title":{"rendered":"Dois em cada tr\u00eas brasileiros t\u00eam d\u00edvidas e 27% vivem no limite do or\u00e7amento, diz Datafolha"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo curto:<\/strong> uma pesquisa Datafolha revela que 67% dos brasileiros est\u00e3o endividados, com dois em cada tr\u00eas cidad\u00e3os nessa condi\u00e7\u00e3o. Dentre os endividados, 41% n\u00e3o conseguiram quitar empr\u00e9stimos com amigos ou familiares; inadimpl\u00eancia em cart\u00f5es de cr\u00e9dito, empr\u00e9stimos banc\u00e1rios e carn\u00eas de loja tamb\u00e9m s\u00e3o significativos. O governo Lula trabalha em planos de renegocia\u00e7\u00e3o para reduzir o peso das d\u00edvidas, em meio a uma percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica de preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o Datafolha, 67% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 com d\u00edvidas, o que representa duas em cada tr\u00eas pessoas. Entre elas, 29% est\u00e3o inadimplentes nos parcelamentos de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, 26% n\u00e3o quitaram empr\u00e9stimos no banco e 25% t\u00eam pend\u00eancias em carn\u00eas de loja. Al\u00e9m disso, 41% daqueles que recorreram a empr\u00e9stimos de amigos ou familiares n\u00e3o conseguiram pagar. Esses n\u00fameros mostram um quadro de endividamento generalizado que atinge diferentes frentes de consumo e cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As maiores d\u00edvidas n\u00e3o pagas dizem respeito a servi\u00e7os essenciais e tributos: telefonia e internet (12%), tributos como IPTU, IPVA e carn\u00ea-le\u00e3o (12%), energia el\u00e9trica (11%) e \u00e1gua (9%). Para lidar com a press\u00e3o financeira, 64% reduziram gastos com lazer, 60% passaram a frequentar menos restaurantes e 52% diminu\u00edram a quantidade de alimentos comprados. Ainda assim, 40% disseram ter deixado de pagar alguma conta, evidenciando escolhas arriscadas para manter o or\u00e7amento em ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O peso da d\u00edvida na renda tamb\u00e9m preocupa. Em janeiro, o comprometimento de renda com d\u00edvidas atingiu 29,3%, a marca mais alta da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2011 pela autoridade monet\u00e1ria. O governo j\u00e1 atuou anteriormente com o programa Desenrola, que renegociou R$ 53 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos de cerca de 15 milh\u00f5es de pessoas, com a Uni\u00e3o disponibilizando R$ 1,7 bilh\u00e3o em garantias. Os n\u00fameros continuam pressionando fam\u00edlias, mesmo com avan\u00e7os macroecon\u00f4micos recentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cen\u00e1rio pol\u00edtico, h\u00e1 expectativa de novas medidas para reduzir o endividamento. O governo planeja um plano que busque garantias da Uni\u00e3o para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, numa tentativa de aliviar o peso sobre as fam\u00edlias. Aliados do presidente esperam ainda os efeitos de uma poss\u00edvel isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil. Mesmo assim, a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 desdobrada: 37% citam problemas ligados a dinheiro como a principal preocupa\u00e7\u00e3o e 49% relatam sentir-se mal ou muito mal com a situa\u00e7\u00e3o financeira do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com avan\u00e7os como maior empregabilidade, infla\u00e7\u00e3o sob controle e negocia\u00e7\u00f5es importantes, a d\u00edvida das fam\u00edlias continua como entrave. O governo busca capitalizar ganhos recentes para ampliar a popularidade, posicionando-se como defensor de pol\u00edticas que promovam o al\u00edvio de d\u00edvidas. No entanto, especialistas alertam que sem frear juros e sem reduzir a depend\u00eancia do cr\u00e9dito, o desafio de reduzir o endividamento pode persistir nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante deste panorama, a aten\u00e7\u00e3o se volta para as medidas que poder\u00e3o frear o crescimento da inadimpl\u00eancia e melhorar a qualidade de vida das fam\u00edlias. A redu\u00e7\u00e3o de gastos, a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos e incentivos econ\u00f4micos precisam caminhar juntos para que o endividamento n\u00e3o comprometa o consumo e o futuro financeiro de jovens e trabalhadores. A conversa sobre solu\u00e7\u00f5es efetivas envolve gestores, especialistas e a sociedade civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea, o que pensa sobre o atual cen\u00e1rio de d\u00edvidas no Brasil? Deixe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios: sua leitura pode ajudar a entender melhor os pr\u00f3ximos passos econ\u00f4micos e as estrat\u00e9gias que podem realmente fazer a diferen\u00e7a no or\u00e7amento das fam\u00edlias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo curto: uma pesquisa Datafolha revela que 67% dos brasileiros est\u00e3o endividados, com dois em cada tr\u00eas cidad\u00e3os nessa condi\u00e7\u00e3o. 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