{"id":673280,"date":"2026-04-21T03:46:10","date_gmt":"2026-04-21T06:46:10","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/21\/membro-do-pcc-que-delatou-elo-com-rota-revelou-plano-para-matar-moro\/"},"modified":"2026-04-21T03:46:10","modified_gmt":"2026-04-21T06:46:10","slug":"membro-do-pcc-que-delatou-elo-com-rota-revelou-plano-para-matar-moro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/21\/membro-do-pcc-que-delatou-elo-com-rota-revelou-plano-para-matar-moro\/","title":{"rendered":"Membro do PCC que delatou elo com Rota revelou plano para matar Moro"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que denunciou o envolvimento de policiais militares da Rota, tropa de elite da PM paulista, com a <strong>maior fac&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s<\/strong> tamb&eacute;m teria sido o respons&aacute;vel por revelar, em 2023, <span>a exist&ecirc;ncia de um plano da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa para matar o senador Sergio Moro (PL-PR) e o promotor de Justi&ccedil;a Lincoln Gakyia<\/span>.<\/p>\n<p>A informa&ccedil;&atilde;o consta do depoimento prestado &agrave; Corregedoria da Pol&iacute;cia Militar pelo pr&oacute;prio <strong>Gakyia<\/strong>, que integra o Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de S&atilde;o Paulo (MPSP), e investiga a atua&ccedil;&atilde;o do <strong>PCC em S&atilde;o Paulo<\/strong> h&aacute; mais de 20 anos.<\/p>\n<p>Como revelado pelo <strong>Metr&oacute;poles<\/strong> na semana passada, o ent&atilde;o comandante-geral da PM, <strong>Jos&eacute; Augusto Coutinho<\/strong>, deixou o cargo ap&oacute;s ser citado pelo promotor em um inqu&eacute;rito policial militar.<\/p>\n<p>No depoimento, obtido pelo <strong>Metr&oacute;poles<\/strong>, <span>Gakyia disse que, ap&oacute;s tomar conhecimento de que PMs do Setor de Intelig&ecirc;ncia da Rota estavam vazando informa&ccedil;&otilde;es para proteger algumas das principais lideran&ccedil;as da PCC, levou o caso a Coutinho, que na &eacute;poca chefiava o batalh&atilde;o. Por&eacute;m, segundo o promotor, n&atilde;o h&aacute; registro de que o oficial tenha tomado provid&ecirc;ncias<\/span>.<\/p>\n<div>\n<h4>Leia tamb&eacute;m<\/h4>\n<ul>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<li> \t\t\t\t         \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p>&Agrave; Corregedoria, <span>Gakyia detalhou que o envolvimento de policiais da elite da PM paulista com o PCC foi descoberto em outubro de 2021<\/span>. O integrante da fac&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel por denunciar o esquema, que hoje &eacute; testemunha protegida, foi recebido na sede da Rota e falou por cerca de quatro horas.<\/p>\n<p>Na ocasi&atilde;o, ele afirmou que o ent&atilde;o l&iacute;der do PCC nas ruas, Marcos Roberto de Almeida, o <strong>Tuta<\/strong>, teria escapado da Opera&ccedil;&atilde;o Sharks, no ano anterior, por causa de informa&ccedil;&otilde;es vazadas pelos PMs do Setor de Intelig&ecirc;ncia, conforme publicado pelo <strong>Metr&oacute;poles<\/strong> no ano passado.<\/p>\n<p>Em seu depoimento &agrave; Corregedoria da PM, Gakyia tamb&eacute;m detalhou um outra reuni&atilde;o que teve com o informante, em fevereiro de 2023. O motivo do encontro foram informa&ccedil;&otilde;es sobre um novo plano do PCC para assassinar o promotor e outras autoridades, como o senador Sergio Moro, que foi ministro da Justi&ccedil;a durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n<p>&ldquo;Quero deixar registrado que, em fevereiro de 2023, fizemos nova oitiva da testemunha protegida porque ela nos mandou uma informa&ccedil;&atilde;o de que soube de um plano para me assassinar e tamb&eacute;m assassinar o senador Sergio Moro. Durante essa oitiva, a referida testemunha narrou que o respons&aacute;vel pelo setor da sintonia restrita 05 do PCC, conhecido pela alcunha de Nefo, seria o respons&aacute;vel por esses atentados&rdquo;, disse Gakyia &agrave; Corregedoria. Sintonia restrita &eacute; um dos grupos que integram a c&uacute;pula da fac&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A nova den&uacute;ncia do informante foi o ponto de partida para que a Pol&iacute;cia Federal (PF) deflagrasse, no m&ecirc;s seguinte, a Opera&ccedil;&atilde;o Sequaz, que prendeu Janeferson Aparecido Mariano, o Nefo, apontado como um dos l&iacute;deres da sintonia restrita e respons&aacute;vel por arquitetar o plano.<\/p>\n<p>&ldquo;Tive conhecimento atrav&eacute;s de informantes na Penitenci&aacute;ria 2 de Presidente Venceslau, onde Nefo estava preso antes de ser assassinado, no sentido de que esse informante presenciou Nefo dizer que havia recebido um &lsquo;pipa&rsquo; oriundo da sintonia de rua do PCC querendo informa&ccedil;&otilde;es sobre o pagamento da quantia de R$ 500 mil para policiais militares da Rota&rdquo;, acrescentou o promotor.<\/p>\n<h2>PCC e Transwolff<\/h2>\n<p>O depoimento do promotor Lincoln Gakyia &agrave; Corregedoria da PM ocorreu ap&oacute;s o coronel Jos&eacute; Augusto Coutinho ser citado por um PM preso por atuar como seguran&ccedil;a privado de empres&aacute;rios supostamente ligados a uma outra c&eacute;lula do PCC, na empresa de &ocirc;nibus Transwolff, que operava linhas na zona sul de S&atilde;o Paulo e que teve seu contrato rompido pela prefeitura.<\/p>\n<p>O sargento Alexandre Aleixo Romano Cez&aacute;rio disse que o ex-comandante da PM foi informado sobre o bico ilegal de policiais para o grupo ligado &agrave; fac&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o tomou provid&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>O inqu&eacute;rito policial militar em que Coutinho foi citado levou &agrave; pris&atilde;o de tr&ecirc;s policiais e a buscas em endere&ccedil;os ligados a 16 alvos. Na casa de um deles, foi apreendido R$ 1 milh&atilde;o em esp&eacute;cie.<\/p>\n<p>Entre os dirigentes da Transwolff beneficiados pelo esquema de escolta ilegal, estariam Luiz Carlos Efig&ecirc;nio Pacheco, o Pandora, e C&iacute;cero de Oliveira, o T&eacute;, apontados como elo entre o PCC e os &ocirc;nibus da zona sul da capital.<\/p>\n<h2>Coutinho sabia<\/h2>\n<p>Como revelado pelo <strong>Metr&oacute;poles<\/strong> em janeiro do ano passado, o promotor Lincoln Gakyia disse a interlocutores que Jos&eacute; Augusto Coutinho &ldquo;n&atilde;o fez porra nenhuma&rdquo; ao tomar conhecimento do envolvimento de PMs da Rota com o PCC. A declara&ccedil;&atilde;o foi dada a autoridades da Pol&iacute;cia Civil de S&atilde;o Paulo, em uma reuni&atilde;o no Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP), no &acirc;mbito das investiga&ccedil;&otilde;es sobre o assassinato de Vin&iacute;cius Gritzbach, que havia delatado policiais e membros do PCC.<\/p>\n<p>Jurado de morte pelo PCC, Gritzbach foi executado a tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro do ano passado. Dias antes, ele prestou um depoimento em que deu detalhes sobre como PMs da Rota estavam atuando como seguran&ccedil;as de integrantes da fac&ccedil;&atilde;o na zona leste da capital.<\/p>\n<p>Questionada pelo Metr&oacute;poles sobre as suspeitas envolvendo Coutinho, a Secretaria da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (SSP) limitou-se a dizer que &ldquo;n&atilde;o comenta investiga&ccedil;&otilde;es em curso conduzidas por sua Corregedoria&rdquo;. O ex-comandante n&atilde;o se manifestou. O espa&ccedil;o segue aberto.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que denunciou o envolvimento de policiais militares da Rota, tropa de elite da PM paulista, com\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":673281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-673280","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/673280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=673280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/673280\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/673281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=673280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=673280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=673280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}