{"id":674504,"date":"2026-04-23T20:39:18","date_gmt":"2026-04-23T23:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/23\/dolar-fecha-quinta-feira-a-r-500-com-temor-de-escalada-do-conflito-no-oriente-medio\/"},"modified":"2026-04-23T20:39:59","modified_gmt":"2026-04-23T23:39:59","slug":"dolar-fecha-quinta-feira-a-r-500-com-temor-de-escalada-do-conflito-no-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/23\/dolar-fecha-quinta-feira-a-r-500-com-temor-de-escalada-do-conflito-no-oriente-medio\/","title":{"rendered":"D\u00f3lar fecha quinta-feira a R$ 5,00 com temor de escalada do conflito no Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p> D\u00f3lar fecha em R$5,00, com o real mostrando f\u00f4lego no come\u00e7o do dia e o petr\u00f3leo em forte alta, enquanto o cen\u00e1rio internacional concentra aten\u00e7\u00f5es nas tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio. A sess\u00e3o trouxe volatilidade: o d\u00f3lar \u00e0 vista chegou a recuar para R$4,9405 no in\u00edcio, mas encerrou em alta de 0,60% a R$5,0036, pela primeira vez acima de R$5,00 no ajuste de fechamento desde o dia 10. Ao mesmo tempo, o contrato do Brent para junho fechou em US$105,07, alta de 3,1% e o mercado acompanhou a quarta sess\u00e3o consecutiva de valoriza\u00e7\u00e3o da commodity. O humor global permanece sens\u00edvel a riscos, com o Estreito de Ormuz no centro das aten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dose de risco elevada foi amplificada pela combina\u00e7\u00e3o de press\u00f5es geopol\u00edticas e movimentos de investidores que buscaram prote\u00e7\u00e3o em ativos considerados menos vol\u00e1teis. Um fator de apoio ao d\u00f3lar veio do exterior, onde a avers\u00e3o ao risco se intensificou com a percep\u00e7\u00e3o de riscos maiores em rela\u00e7\u00e3o ao conflito entre Israel e Ir\u00e3. Essas temores ajudaram a sustentar a demanda pela moeda norte?americana, especialmente entre quem quer preservar valor em um ambiente de incerteza. No Brasil, essa din\u00e2mica se traduz em um dia de dias alternados para o c\u00e2mbio, com o real demarcando territ\u00f3rio, mas sem escapar da press\u00e3o global que empurra o d\u00f3lar para patamares elevados no curto prazo. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra pe\u00e7a-chave do cen\u00e1rio foram as defini\u00e7\u00f5es sobre a pol\u00edtica de capta\u00e7\u00f5es do Tesouro Nacional, com rumores de uma poss\u00edvel internaliza\u00e7\u00e3o de recursos oriundos de uma capta\u00e7\u00e3o de 5 bilh\u00f5es de euros. A ideia seria converter euros em d\u00f3lares para depois trocar por reais, uma manobra que costuma atrair a aten\u00e7\u00e3o de traders por afetar o fluxo cambial e as curvas de d\u00f3lar. Mesmo com esse ru\u00eddo, o real conseguiu se sustentar entre as moedas emergentes por parte da manh\u00e3, principalmente por conta de fatos ligados ao petr\u00f3leo e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio, que ajudam a manter o Brasil com termos de troca relativamente favor\u00e1veis diante de pre\u00e7os elevados da commodities. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analistas destacam que a moeda brasileira foi o principal fluxo de sustentabilidade entre as divisas emergentes, refletindo, em parte, o cessar?fogo na crise envolvendo o Ir\u00e3 que se alongou desde abril, e o peso ainda importante dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, que continua elevado. O recado \u00e9 de que, apesar da infla\u00e7\u00e3o global e da volatilidade associada ao conflito no Oriente M\u00e9dio, o entorno econ\u00f4mico brasileiro tem carregado a influ\u00eancia direta das mudan\u00e7as no cen\u00e1rio de commodities. A narrativa de curto prazo aponta para mais oscila\u00e7\u00f5es, com o d\u00f3lar mantendo vi\u00e9s de alta diante de novos desfechos geopol\u00edticos e de decis\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria ao redor do mundo. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale notar que, na avalia\u00e7\u00e3o de estrategistas, o recente movimento do d\u00f3lar tamb\u00e9m carrega uma leitura de ajustes defensivos: investidores reduzem posi\u00e7\u00f5es em moedas emergentes diante da incerteza externa, o que, por sua vez, pesa sobre as moedas da regi\u00e3o, incluindo o real. Em abril, as perdas do d\u00f3lar frente a moeda brasileira j\u00e1 vinham sendo contidas por fatores de esseio nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e por um ambiente internacional que favorece termos de troca do Brasil. O dia de hoje sinaliza mais uma rodada de volatilidade, t\u00edpica de per\u00edodos de tens\u00e3o geopol\u00edtica e de reajustes nos fluxos de capital global. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem acompanha o mercado, o saldo aponta que o real teve ganhos pontuais em determinadas fases da manh\u00e3, mas terminou o dia sob influ\u00eancia da taxa de c\u00e2mbio internacional e das incertezas sobre o Oriente M\u00e9dio. Com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantendo o foco em riscos geopol\u00edticos, o cen\u00e1rio externo tende a continuar mais vol\u00e1til nos pr\u00f3ximos dias. O petr\u00f3leo, por sua vez, permanece em patamar elevado, apoiando a percep\u00e7\u00e3o de que o Brasil pode manter condi\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio mais est\u00e1veis no curto prazo, mesmo com a volatilidade cambial. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea ficou atento a esse movimento, compartilhe nos coment\u00e1rios como enxerga a evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio nos pr\u00f3ximos dias e quais fatores \u2014 entre geopol\u00edtica, petr\u00f3leo e pol\u00edtica fiscal \u2014 devem ter mais impacto na sua percep\u00e7\u00e3o de risco. O tema \u00e9 complexo, mas entender esses movimentos ajuda a tomar decis\u00f5es mais informadas em tempos de incerteza internacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00f3lar fecha em R$5,00, com o real mostrando f\u00f4lego no come\u00e7o do dia e o petr\u00f3leo em forte alta, enquanto o cen\u00e1rio internacional concentra\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":674506,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-674504","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=674504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674504\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/674506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=674504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=674504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=674504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}