{"id":676641,"date":"2026-04-28T22:20:43","date_gmt":"2026-04-29T01:20:43","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/28\/araras-vermelhas-sao-reintroduzidas-na-mata-atlantica-apos-seculos-de-extincao-na-bahia\/"},"modified":"2026-04-28T22:21:28","modified_gmt":"2026-04-29T01:21:28","slug":"araras-vermelhas-sao-reintroduzidas-na-mata-atlantica-apos-seculos-de-extincao-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/28\/araras-vermelhas-sao-reintroduzidas-na-mata-atlantica-apos-seculos-de-extincao-na-bahia\/","title":{"rendered":"Araras-vermelhas s\u00e3o reintroduzidas na Mata Atl\u00e2ntica ap\u00f3s s\u00e9culos de extin\u00e7\u00e3o na Bahia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Meta descri\u00e7\u00e3o: Ibama reintroduz 35 araras-vermelhas-grandes na Mata Atl\u00e2ntica do sul da Bahia, com manejo de reabilita\u00e7\u00e3o, soltura gradual e monitoramento permanente para confirmar a viabilidade da popula\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma importante iniciativa de conserva\u00e7\u00e3o, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis, o Ibama, reintroduziu 35 exemplares de arara-vermelha-grande na Mata Atl\u00e2ntica do sul da Bahia. A esp\u00e9cie, que j\u00e1 foi comum no litoral brasileiro, foi considerada extinta na regi\u00e3o entre os s\u00e9culos XIX e XX por conta do desmatamento e da captura ilegal. O projeto \u00e9 coordenado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres, o Cetas, de Porto Seguro, no extremo sul do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o existem mais popula\u00e7\u00f5es selvagens da esp\u00e9cie na localidade, as aves utilizadas no programa vieram de cativeiro. Elas foram apreendidas em opera\u00e7\u00f5es de combate ao tr\u00e1fico de animais em diferentes partes do pa\u00eds e passaram por um rigoroso processo de reabilita\u00e7\u00e3o antes de ganharem a liberdade na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Pau-Brasil. Ap\u00f3s quarentena, os indiv\u00edduos foram instalados num recinto de aclimata\u00e7\u00e3o para fortalecer a musculatura de voo e estimular a forma\u00e7\u00e3o de casais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Cid Jos\u00e9 Teixeira, chefe do Cetas\/BA, respons\u00e1vel pelo projeto, cada ave recebeu identifica\u00e7\u00e3o individual para facilitar o monitoramento na natureza. Al\u00e9m do condicionamento f\u00edsico, as aves passaram por treinamento para lidar com predadores e se adaptar ao ambiente ambiental da regi\u00e3o, preparando-se para a vida ao ar livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A libera\u00e7\u00e3o ocorreu por meio de uma t\u00e9cnica conhecida como soltura branda. As portas do viveiro permaneceram abertas e comedouros suplementares foram mantidos, permitindo que as araras explorem gradualmente o espa\u00e7o externo, fortalecendo a confian\u00e7a no ambiente natural e promovendo uma transi\u00e7\u00e3o suave para a liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o do sucesso do projeto ser\u00e1 feita ao longo do tempo pela persist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o selvagem sem interven\u00e7\u00e3o humana direta. Conforme a analista ambiental Ligia Ilg, do Ibama, a diversidade de caracter\u00edsticas entre as esp\u00e9cies dificulta a defini\u00e7\u00e3o de um \u00fanico crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o. O monitoramento p\u00f3s soltura incluir\u00e1 o registro de avistamentos, o consumo de alimentos naturais e a ocupa\u00e7\u00e3o de caixas-ninho espalhadas pela \u00e1rea de estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a hist\u00f3rica da arara-vermelha na Bahia remonta ao tempo dos primeiros contatos com o continente. A esp\u00e9cie foi descrita na carta de Pero Vaz de Caminha como \u201cpapagaios vermelhos, muito grandes e formosos\u201d e, no s\u00e9culo XIX, tamb\u00e9m foi mencionada em expedi\u00e7\u00f5es de Maximiliano de Wied-Neuwied entre o Rio Mucuri e Salvador. Hoje, com o retorno dessa ave \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica, moradores da regi\u00e3o acompanham a expectativa de que a natureza recupere parte do equil\u00edbrio perdido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um novo cap\u00edtulo na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da regi\u00e3o. A iniciativa demonstra que, com manejo cuidadoso, reabilita\u00e7\u00e3o adequada e monitoramento cont\u00ednuo, esp\u00e9cies ic\u00f4nicas podem retornar aos seus habitats naturais. A hist\u00f3ria tamb\u00e9m serve de convite aos moradores da cidade para acompanhar os desdobramentos do projeto, contribuir com avistamentos e participar das a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o. O que voc\u00ea acha dessa iniciativa? Deixe sua opini\u00e3o nos coment\u00e1rios e compartilhe suas observa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a da arara-vermelha na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meta descri\u00e7\u00e3o: Ibama reintroduz 35 araras-vermelhas-grandes na Mata Atl\u00e2ntica do sul da Bahia, com manejo de reabilita\u00e7\u00e3o, soltura gradual e monitoramento permanente para confirmar\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":676643,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2737],"tags":[7386],"class_list":["post-676641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia","tag-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/676641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=676641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/676641\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/676643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=676641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=676641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=676641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}