{"id":677235,"date":"2026-04-30T03:26:24","date_gmt":"2026-04-30T06:26:24","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2026\/04\/30\/conheca-regras-para-pesca-do-pirarucu-o-gigante-invasor-das-aguas\/"},"modified":"2026-04-30T03:27:39","modified_gmt":"2026-04-30T06:27:39","slug":"conheca-regras-para-pesca-do-pirarucu-o-gigante-invasor-das-aguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2026\/04\/30\/conheca-regras-para-pesca-do-pirarucu-o-gigante-invasor-das-aguas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a regras para pesca do pirarucu, o gigante &#8220;invasor&#8221; das \u00e1guas"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo curto: Pirarucu, o gigante da Amaz\u00f4nia, passou a ser visto como invasor fora de sua bacia natural. O Ibama autorizou a pesca, captura e abate no Distrito Federal, em Goi\u00e1s e em 11 bacias hidrogr\u00e1ficas do pa\u00eds para reduzir a popula\u00e7\u00e3o e proteger esp\u00e9cies nativas, com regras claras de seguran\u00e7a, manejo e obriga\u00e7\u00f5es de abatimento quando capturado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pirarucu, ou Arapaima gigas, \u00e9 um peixe de \u00e1gua doce de grande porte que pode superar 2 metros de comprimento e apresentar grande for\u00e7a muscular. Chamado de gigante da Amaz\u00f4nia, ele respira ar e utiliza uma bexiga nativa modificada como \u00f3rg\u00e3o semelhante a um pulm\u00e3o, o que ajuda a sobreviver em zonas com baixos n\u00edveis de oxig\u00eanio. Morfologicamente, o corpo \u00e9 alongado, com tonalidades que variam entre verde e ocre, cauda avermelhada e escamas espessas, caracter\u00edsticas que ajudam a identificar a esp\u00e9cie no ambiente aqu\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Ibama, a pesca do pirarucu foi autorizada em \u00e1reas fora da Amaz\u00f4nia como medida de controle ambiental. A Instru\u00e7\u00e3o Normativa permite a captura e o abate, sem cotas ou limites de peso em alguns casos, com o objetivo de reduzir a popula\u00e7\u00e3o invasora e evitar impactos \u00e0 biodiversidade local. Em \u00e1reas onde a esp\u00e9cie \u00e9 ex\u00f3tica invasora, a pr\u00e1tica visa proteger a fauna nativa sem recorrer a m\u00e9todos predat\u00f3rios ou ilegais. A normativa tem validade por tr\u00eas anos e, ao fim desse per\u00edodo, o Ibama poder\u00e1 reavaliar a efic\u00e1cia do controle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Distrito Federal, a pesca de pirarucus ocorre dentro de bacias hidrogr\u00e1ficas espec\u00edficas, incluindo as do Parano\u00e1, Descoberto, Corumb\u00e1 e S o Bartolomeu, entre outras, com a obriga\u00e7\u00e3o de abatimento imediato do animal capturado. Em Goi\u00e1s, as regras variam conforme a bacia hidrogr\u00e1fica. As bacias do Parna\u00edba e do S\u00e3o Francisco permitem a pesca durante todo o ano, sem limite de peso ou quantidade, desde que o exemplar capturado seja abatido e n\u00e3o devolvido \u00e0 \u00e1gua. Em contrapartida, a bacia Tocantins Araguaia, que abrange o Norte e Nordeste goiano, \u00e9 parte do ecossistema local, e a pesca \u00e9 proibida para proteger a esp\u00e9cie. A bacia Maranh\u00e3o, que cruza a regi\u00e3o norte do DF, n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda na instru\u00e7\u00e3o normativa e, portanto, n\u00e3o autoriza a pr\u00e1tica predat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as regras de seguran\u00e7a, o biol\u00f3go Paulo Franco, t\u00e9cnico da Associa\u00e7\u00e3o de Pesca Esportiva, Subaqu\u00e1tica e Conscientiza\u00e7\u00e3o Ambiental do DF, ressalta que o pirarucu \u00e9 um peixe de grande porte, capaz de superar dois metros, com alta for\u00e7a f\u00edsica. Por isso, o uso de equipamentos adequados, o manuseio cuidadoso dentro da embarca\u00e7\u00e3o e, sempre que poss\u00edvel, o trabalho em equipe s\u00e3o recomendados para evitar les\u00f5es. Do ponto de vista ambiental, a soltura de exemplares capturados deve ser evitada, principalmente em \u00e1reas onde a esp\u00e9cie n\u00e3o \u00e9 nativa, com a finalidade de manter o controle populacional e a sa\u00fade do ecossistema local. Al\u00e9m disso, vale lembrar que a carteira anual de pesca amadora, emitida pelo Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura, continua obrigat\u00f3ria para a pr\u00e1tica da atividade legalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da instru\u00e7\u00e3o normativa, a pesca, captura e abate do pirarucu fora da Amaz\u00f4nia n\u00e3o est\u00e1 sujeita a cotas fixas nem a regras de tamanho m\u00ednimo ou per\u00edodos de defeso espec\u00edficos para a esp\u00e9cie. O objetivo \u00e9 reduzir a popula\u00e7\u00e3o invasora e mitigar impactos sobre a biodiversidade regional. O controle \u00e9 um instrumento de gest\u00e3o ambiental, com o abatimento obrigat\u00f3rio de exemplares capturados nesses casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, as regras de hor\u00e1rio variam de acordo com a \u00e1rea. Em muitos locais, n\u00e3o h\u00e1 um hor\u00e1rio nacional de proibi\u00e7\u00e3o da pesca durante a madrugada; a pr\u00e1tica depende das regras locais, desde que as normas legais vigentes sejam seguidas e as medidas de seguran\u00e7a sejam adotadas, incluindo limita\u00e7\u00f5es de ilumina\u00e7\u00e3o em algumas situa\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00e3o de riscos de navega\u00e7\u00e3o noturna. A ideia central \u00e9 permitir a pesca respons\u00e1vel, sem comprometer a seguran\u00e7a de quem est\u00e1 na \u00e1gua e sem comprometer a fauna aqu\u00e1tica local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, quais s\u00e3o os detalhes j\u00e1 conhecidos? Em termos de DF, todo pescador amador ou profissional que capturar pirarucus no Lago Parano\u00e1 e nas bacias do Rio Descoberto, Rio Corumb\u00e1, Rio S\u00e3o Bartolomeu e Rio S\u00e3o Marcos deve abater o peixe. A bacia Maranh\u00e3o que atravessa a regi\u00e3o norte do DF n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda na instru\u00e7\u00e3o, impedindo a pr\u00e1tica predat\u00f3ria naquele trecho. Em Goi\u00e1s, as regras variam por bacia, com as bacias Parna\u00edba e S\u00e3o Francisco liberando a pesca o ano inteiro, enquanto Tocantins Araguaia mant\u00e9m a pesca proibida para preservar a esp\u00e9cie. Em todas as situa\u00e7\u00f5es, o abatimento \u00e9 obrigat\u00f3rio, n\u00e3o havendo devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua. A instru\u00e7\u00e3o normativa \u00e9 v\u00e1lida pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, momento em que poder\u00e1 ocorrer nova avalia\u00e7\u00e3o de controle populacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hor\u00e1rio de atua\u00e7\u00e3o noturna n\u00e3o \u00e9 proibido de forma geral, mas depende da \u00e1rea. Mesmo quando permitido, a pr\u00e1tica exige cautela, vigil\u00e2ncia, ilumina\u00e7\u00e3o adequada conforme a legisla\u00e7\u00e3o local e respeito \u00e0s regras de cada regi\u00e3o. Em suma, a atua\u00e7\u00e3o dos pescadores deve seguir as normas vigentes, com foco na seguran\u00e7a e na conserva\u00e7\u00e3o dos recursos pesqueiros, sem abrir m\u00e3o da responsabilidade ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este tema tem gerado debates entre pescadores, ambientalistas e gestores. Se voc\u00ea mora na cidade ou planeja uma sa\u00edda de pesca, vale conferir as regras da sua regi\u00e3o antes de ir ao lago ou ao rio. Em caso de d\u00favida, procure os \u00f3rg\u00e3os ambientais locais e atualize-se sobre as diretrizes vigentes para n\u00e3o colocar em risco a fauna aqu\u00e1tica nem a sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a. E voc\u00ea, o que pensa sobre o manejo de esp\u00e9cies invasoras como o pirarucu fora de sua casa natural? Compartilhe sua experi\u00eancia e opini\u00e3o nos coment\u00e1rios.<\/p>\n<p><!-- Galeria de imagens: pirarucu e regras de manejo --><\/p>\n<div class=\"gallery\" id=\"pirarucu-gallery\" style=\"display:grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(240px, 1fr)); gap:12px; margin-top:18px;\">\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/WpNHkWMukMNggvcN1SfnedPR7Pt7F_AVQ9pE8pZ_MQM\/w:600\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/02\/pirarucu-scaled.jpg\" alt=\"Pirarucu - peixe invasor\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/nyKBc6vqqT0qLjGoZ4LyxLJHNWOALeLmCjNmd_DoG88\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu.jpeg\" alt=\"Esp\u00e9cie nociva quando encontrada fora da bacia Amaz\u00f4nica\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/GbuPB34SlwZajYl5yH5bIY1FC2YzUhk23MEyVN5dR5Y\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2025\/02\/28112206\/pirarucu-lago-paranoaa.jpeg\" alt=\"Pirarucu encontrado no Lago Parano\u00e1\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/MTVlE27Tzqi_np_PDMN_FIgEYFmMudOAeC1QzHmIu3s\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-2.jpg\" alt=\"Pirarucu sendo capturado\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/m9ioKCCM3ZoXGZB36ltu_1JR1jarpVr5W7vbQfZkJO0\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu-3.jpg\" alt=\"Ibama autorizou pesca de pirarucus\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<figure style=\"margin:0;\">\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.metroimg.com\/_gq3HWzQFWB3gHvzKVtM_SDc_uv7mzLNSANRRCCGVds\/w:1200\/q:85\/f:webp\/plain\/https:\/\/images.metroimg.com\/2026\/03\/pirarucu.jpg\" alt=\"Pirarucu\" style=\"width:100%; height:auto; cursor:pointer;\" \/><br \/>\n  <\/figure>\n<\/div>\n<style>\n  \/* Lightbox simples *\/\n  .lightbox {\n    position: fixed;\n    top:0; left:0; width:100%; height:100%;\n    background: rgba(0,0,0,0.8);\n    display: none;\n    align-items: center;\n    justify-content: center;\n    z-index: 1000;\n  }\n  .lightbox img {\n    max-width: 90%;\n    max-height: 80%;\n    border: 2px solid #fff;\n  }\n<\/style>\n<div class=\"lightbox\" id=\"lightbox\">\n  <img decoding=\"async\" src=\"\" alt=\"Imagem ampliada\" \/>\n<\/div>\n<p><script>\n  (function(){\n    var lb = document.getElementById('lightbox');\n    var lbImg = lb.querySelector('img');\n    document.querySelectorAll('#pirarucu-gallery img').forEach(function(img){\n      img.addEventListener('click', function(){\n        lbImg.src = this.src;\n        lb.style.display = 'flex';\n      });\n    });\n    lb.addEventListener('click', function(){\n      lb.style.display = 'none';\n      lbImg.src = '';\n    });\n  })();\n<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo curto: Pirarucu, o gigante da Amaz\u00f4nia, passou a ser visto como invasor fora de sua bacia natural. 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