{"id":67931,"date":"2022-03-31T09:36:08","date_gmt":"2022-03-31T12:36:08","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/03\/vale-produz-areia-sustentavel-para-pavimentacao-asfaltica\/"},"modified":"2022-03-31T09:36:08","modified_gmt":"2022-03-31T12:36:08","slug":"vale-produz-areia-sustentavel-para-pavimentacao-asfaltica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/03\/31\/vale-produz-areia-sustentavel-para-pavimentacao-asfaltica\/","title":{"rendered":"Vale produz areia sustent\u00e1vel para pavimenta\u00e7\u00e3o asf\u00e1ltica"},"content":{"rendered":"<p>Areia produzida a partir do reaproveitamento do rejeito de min\u00e9rio de ferro nas opera\u00e7\u00f5es da mineradora Vale em Itabira (MG) pode ser usada no revestimento de estradas, com benef\u00edcios ambientais e econ\u00f4micos. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de estudo desenvolvido nos \u00faltimos cinco anos pela Vale, em parceria com a Universidade Federal de Itajub\u00e1 (Unifei) do <em>campus<\/em> Itabira.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1451384&#038;o=rss\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1451384&#038;o=rss\"\/><\/p>\n<p>A pesquisa demonstrou o potencial da areia sustent\u00e1vel para aplica\u00e7\u00e3o em pavimentos rodovi\u00e1rios. Os resultados dos testes, realizados em laborat\u00f3rio, mostraram aumento de mais de 50% da vida \u00fatil da estrada e redu\u00e7\u00e3o em torno de 20% dos custos da obra, por meio da utiliza\u00e7\u00e3o do insumo em todas as camadas, em compara\u00e7\u00e3o aos pavimentos constru\u00eddos com materiais tradicionais, como brita, solo e areia natural.<\/p>\n<p>J\u00e1 utilizada com sucesso no mercado da constru\u00e7\u00e3o civil, a areia sustent\u00e1vel da Vale resulta tamb\u00e9m em ganhos para a seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es da empresa, ao reduzir a disposi\u00e7\u00e3o dos rejeitos em barragens, e constitui alternativa ao consumo da areia natural, segundo recurso mais explorado no mundo, depois da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os pesquisadores querem confirmar agora as conclus\u00f5es do estudo em pavimenta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria, por meio do monitoramento de uma pista experimental, constru\u00edda em \u00e1rea operacional da Mina Cau\u00ea, em Itabira. Essa primeira estrada rodovi\u00e1ria com revestimento asf\u00e1ltico, criada pelo setor de minera\u00e7\u00e3o, \u00e9 toda monitorada por instrumentos, informou o gerente executivo de Licenciamento Ambiental da Vale, Rodrigo Dutra Amaral.<\/p>\n<p>???Com 425 metros de extens\u00e3o, a pista \u00e9 formada por quatro camadas com diferentes misturas da areia Vale e conta com 96 sensores de press\u00e3o, temperatura, deforma\u00e7\u00e3o e umidade, que fornecer\u00e3o dados sobre o desempenho das estruturas do pavimento sujeitas ao tr\u00e1fego constante de cargas e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas reais???, afirmou Amaral.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o analisadas durante dois anos pela Unifei do campus Itabira e pela Universidade Federal do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(UFRJ), al\u00e9m de serem compartilhadas com o Instituto de Pesquisas em Transporte (IPR) do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), visando \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um acervo t\u00e9cnico e \u00e0\u00a0normatiza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo, acrescentou o gerente.<\/p>\n<h2>Investimentos<\/h2>\n<p>Os investimentos da Vale em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o para aplica\u00e7\u00e3o de areia sustent\u00e1vel em pavimentos rodovi\u00e1rios somam mais de R$ 7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A gerente da Vale, Marina Dumont, disse que esse mercado oferece boas oportunidades de novos neg\u00f3cios para a empresa, resultando em benef\u00edcios diretos para a comunidade. ???Promovemos a economia circular nas opera\u00e7\u00f5es, com o reaproveitamento de um material que seria descartado em pilhas e barragens. Cada quil\u00f4metro de rodovia pode consumir at\u00e9 7\u00a0mil toneladas do rejeito gerado na produ\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro. Somente no estado de Minas Gerais, temos aproximadamente 250 mil quil\u00f4metros de estradas sem pavimenta\u00e7\u00e3o???, lembrou.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel t\u00e9cnica pela pesquisa, engenheira La\u00eds Resende, da Vale, afirmou que a areia atua como agente redutor do consumo de cimento e cal, al\u00e9m de reduzir em at\u00e9 6% o consumo de cimento asf\u00e1ltico de petr\u00f3leo (CAP), considerado um dos materiais mais caros nesse tipo de obra.<\/p>\n<p>Desde 2015, a Vale j\u00e1 investiu cerca de R$ 50 milh\u00f5es em diferentes linhas de pesquisa, que buscam avaliar o potencial t\u00e9cnico dos rejeitos de min\u00e9rio de ferro e das areias provenientes do tratamento do rejeito na aplica\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-moldados, pavimenta\u00e7\u00e3o, rochas artificiais, geopol\u00edmero e\u00a0aglomerantes, entre outros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pavimenta\u00e7\u00e3o asf\u00e1ltica, a Vale tamb\u00e9m estuda a aplica\u00e7\u00e3o da areia sustent\u00e1vel em pavimenta\u00e7\u00e3o vicinal (estradas rurais), nas quais est\u00e3o sendo investidos cerca de R$ 1,6 milh\u00e3o, e em pavimenta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, cujo valor est\u00e1 em torno de R$ 6 milh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Sustentabilidade<\/h2>\n<p>A empresa entrou com pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para uma tecnologia que utiliza a areia sustent\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o de revestimento asf\u00e1ltico. O produto foi desenvolvido com qualidade comercial, visando a aplica\u00e7\u00e3o no mercado da constru\u00e7\u00e3o civil a partir de adequa\u00e7\u00f5es na opera\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro no estado de Minas. O material arenoso, anteriormente depositado em pilhas e barragens, \u00e9 processado e transformado em produto, seguindo os mesmos controles de qualidade de produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<p>No ano passado, a empresa processou cerca de 250 mil toneladas de areia sustent\u00e1vel. Este ano, a Vale j\u00e1 acertou a destina\u00e7\u00e3o de cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas de areia. A estimativa \u00e9 que em 2023 esse n\u00famero dobre para 2 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>A empresa informou que seu foco principal, com a produ\u00e7\u00e3o da areia sustent\u00e1vel, \u00e9 a sustentabilidade das opera\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro, minimizando o passivo ambiental, al\u00e9m de buscar o fomento de emprego e renda por meio da gera\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a Vale, a areia resultante do tratamento de min\u00e9rio de ferro \u00e9 um produto 100% legal, com alto teor de s\u00edlica e baixo teor de ferro, al\u00e9m de alta uniformidade qu\u00edmica e granulom\u00e9trica. O material n\u00e3o apresenta caracter\u00edsticas perigosas em sua composi\u00e7\u00e3o porque o processamento mineral para obten\u00e7\u00e3o da areia \u00e9 essencialmente f\u00edsico, sem altera\u00e7\u00f5es na composi\u00e7\u00e3o dos materiais, assegurou a companhia. Essa areia pode ser utilizada para concretos, argamassas, pr\u00e9-fabricados, artefatos, cimento e pavimenta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria e vicinal.<\/p>\n<h2>Redu\u00e7\u00e3o de barragens<\/h2>\n<p>A Vale destacou, entre outras iniciativas para redu\u00e7\u00e3o do uso de barragens, a constru\u00e7\u00e3o de quatro plantas de filtragem de rejeitos que, inclusive, v\u00e3o auxiliar na produ\u00e7\u00e3o da areia. As duas plantas inauguradas no in\u00edcio do ano, nas usinas de Cau\u00ea e Concei\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o potencializar a produ\u00e7\u00e3o da areia sustent\u00e1vel em Itabira, j\u00e1 que\u00a0reduzem o percentual de \u00e1gua do rejeito, viabilizando tanto o empilhamento a seco do material, quanto o interesse do mercado pelo produto.<\/p>\n<p>O Complexo Vargem Grande, em Nova Lima, j\u00e1 tem a tecnologia, e uma\u00a0quarta\u00a0planta de filtragem de rejeitos deve ser inaugurada\u00a0no segundo trimestre do ano, na Mina Brucutu, no munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo.<\/p>\n<p>A Vale j\u00e1 obteve autoriza\u00e7\u00e3o ambiental para a produ\u00e7\u00e3o de areia na Mina de Viga, em Congonhas. Outras minas da empresa, tamb\u00e9m situadas em Minas Gerais, se encontram em processo de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental para produ\u00e7\u00e3o do insumo.<\/p>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Vale destinou mais de R$ 3 milh\u00f5es para a pesquisa cient\u00edfica da Unifei do <em>campus<\/em> de Itabira, incluindo a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos para os laborat\u00f3rios do curso de Engenharia da Mobilidade, considerados refer\u00eancia no estado na \u00e1rea de pavimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o professor S\u00e9rgio Soncim, coordenador da pesquisa pela Unifei de Itabira, ???o modelo de parceria de estudo que a Vale desenvolve com a Unifei \u00e9 extremamente importante para o desenvolvimento da pesquisa cient\u00edfica no Brasil???.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Areia produzida a partir do reaproveitamento do rejeito de min\u00e9rio de ferro nas opera\u00e7\u00f5es da mineradora Vale em Itabira (MG) pode ser usada no\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":67932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-67931","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67931"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67931\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}